Notícia da Ecorodovias, Axia, Alupar, Helbor, São Martinho e outros destaques

5 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 10h45

Notícias corporativas

Axia e Alupar vencem leilão de transmissão

A Alupar Investimento (ALUP11) informou na sexta-feira, 3, após o fechamento do mercado, que, por meio do Consórcio Olympus XX, foi declarada vencedora do Lote 7 do Leilão de Transmissão nº 01/2026 – 2ª Etapa, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Receita Anual Permitida (RAP) R$ 96.720.000,00. O Capex Aneel é R$ 1.089.471.688. O prazo de energização Aneel é junho/2031. O prazo da concessão é de 30 anos.

O Lote 7 irá atender à Região Metropolitana de São Paulo – Sub-regiões Norte, Leste e Sul e região do ABC e “ratifica a estratégia da companhia de ampliação do portfólio de concessões de transmissão, com rigor na seleção de projetos com retorno adequado aos seus acionistas”, ressaltou a Alupar em um comunicado.

Já a Axia Energia (AXIA3) venceu os lotes 8, 9 e 10. A companhia ficou com o Lote 8 após ofertar R$ 10,8 milhões de RAP, montante que representa um deságio de 59%. O trecho corresponde a 6 km de linhas aéreas, além de 300 MVA de capacidade de transmissão no Mato Grosso do Sul.

A Axia venceu também o Lote 9 com uma RAP de R$ 16,2 milhões, desconto de 57,2%. Esse Lote compreende 19 km de linhas aéreas, além de 300 MVA em capacidade de transmissão no Estado de São Paulo.

A companhia levou ainda o Lote 10 com uma RAP de R$ 23,75 milhões, deságio de 51,8%, para operar 600 MVA em capacidade de transmissão no Mato Grosso.

A RAP é o valor que as empresas de transmissão de energia elétrica recebem pela prestação do serviço público.

Ecorodovias (ECOR3): Ecovias assume concessão de trecho de 734,9 km em Minas Gerais

A Ecorodovias (ECOR3) anunciou a assinatura do contrato de concessão entre a concessionária Ecovias das Gerais e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a assunção do Sistema Rodoviário BR-251/MG e BR-116/MG pelo prazo de 30 anos do trecho de 734,9 km.

“A Ecovias das Gerais, localizada em Minas Gerais, conecta os municípios de Montes Claros e Governador Valadares à divisa com a Bahia e apresenta sinergias com a Ecovias Rio Minas e Ecovias Norte Minas, consolidando corredores logísticos estratégicos de longo curso, sendo a principal ligação rodoviária entre as regiões Sudeste e Nordeste do país”, destacou a Ecorodovias em um comunicado na sexta-feira, 3.

Por meio da conquista da Ecovias das Gerais, a EcoRodovias consolida 12 concessões rodoviárias, totalizando mais de 5.000 km de rodovias sob administração.

HBR (HBRE3) protocola oferta pública para assumir controle e fechar capital da Helbor (HBOR3)

Os membros independentes do conselho de administração da HBR (HBRE3) aprovaram a realização, pela companhia, de uma oferta pública (OPA) de permuta unificada para aquisição do controle e cancelamento do registro da Helbor Empreendimentos (HBOR3), com a consequente saída da Helbor do segmento especial de listagem Novo Mercado da B3.

A informação foi divulgada na noite de sexta-feira, 3, em um fato relevante.

“Com a liquidação da OPA, surgirá uma nova plataforma de negócios, única, diversificada e resiliente, capaz de se beneficiar da consolidação da operação de renda recorrente da HBR, focada nos segmentos varejista e corporativo, com a expertise de incorporação da Helbor”, afirmou a HBR.

As empresas são controladas pela família Borenstein.

“A complementariedade entre os negócios das duas companhias, colocará a companhia em uma posição singular para explorar e desenvolver novas oportunidades, com menor exposição aos ciclos de volatilidade do setor e acesso a um landbank premium, com concentração superior a 80% na cidade de São Paulo e com mais da metade do valor geral de vendas (VGV) bruto potencial em segmentos de altíssimo, alto e médio alto padrão”, destacou a HBR no fato relevante.

Ainda segundo a companhia, a operação permitirá ganhos com a captura de sinergias, por meio da redução da base de despesas gerais e administrativas, da otimização de estruturas de governança, bem como da potencialização de ganhos de eficiência em projetos conjuntos.

Os acionistas das duas companhias também se beneficiarão do aumento no volume de negociação e liquidez das suas ações, resultado da formação de uma nova base acionária consolidada, originada de HBR e Helbor, ressalta o fato relevante.

A administração da HBR contratou o Banco BTG Pactual como instituição intermediária e garantidora da liquidação financeira da oferta, bem como o Bradesco BBI para emitir uma fairness opinion acerca da operação proposta, notadamente sobre a Relação de Permuta ofertada.

A oferta, cujo pedido de registro foi protocolado nesta sexta-feira, 3, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tem por objeto a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias de emissão da Helbor, excluídas as ações mantidas em tesouraria, por um preço por ação de R$ 2,52, que será liquidado por meio da entrega de 0,81553398 ação ordinária de emissão de HBR para cada ação objeto.

São Martinho (SMTO3): assembleia aprova pagamento de dividendo no valor de R$ 0,21 por ação

A São Martinho (SMTO3) anunciou o pagamento de R$ 69.910.195,97 em dividendos. Esse valor, aprovado na assembleia geral ordinária e extraordinária realizada nesta data, equivale a R$ 0,21659225816 por ação.

Os dividendos tem como base a posição acionária de sexta-feira, 3 de julho, e serão pagos em 21 de julho de 2026. As ações da São Martinho serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 6 de julho de 2026.

A companhia destacou que esses dividendos, somados aos juros sobre capital próprio (JCP) pagos em 8 de agosto de 2025, no valor total líquido de R$ 128.681.789,33, totalizam R$ 198.591.985,30, equivalentes a R$ 0,61526771526 por ação.

Economia:

Opep+ aumenta produção de petróleo

Os sete países da Opep+ (grupo formado por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã) se reuniram virtualmente neste domingo, 5, para analisar as condições e perspectivas do mercado global.

O grupo concordou em elevar as cotas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto, além dos aumentos de mesmo volume aprovados para junho e julho. 

“Os países continuarão monitorando e avaliando atentamente as condições de mercado e, em seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade do mercado, reafirmaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e manter total flexibilidade para aumentar, suspender ou reverter a eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção”, afirma a Opep+ em um comunicado.

Os sete países se reunirão novamente em 2 de agosto de 2026.

Moody’s: governo amplia estímulos ao crédito, mas medida eleva risco para bancos

Em 29 de junho o governo federal brasileiro anunciou uma nova rodada de medidas de estímulo ao crédito, incluindo a ampliação do programa de renegociação de dívidas Desenrola e a possibilidade de dar como garantia, em empréstimos consignados do setor privado, saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As iniciativas têm como objetivo apoiar o crescimento do crédito no curto prazo e estimular a atividade econômica antes das eleições presidenciais de outubro.
Em relatório a Moody’s destaca que, no entanto, a implementação de mais um programa de renegociação de dívidas que incentiva a originação de empréstimos sem garantia é negativa para o sistema bancário do ponto de vista de crédito, porque o endividamento das famílias e a inadimplência dos empréstimos não recuaram dos níveis máximos observados: a dívida das famílias estava em 49,8% em abril passado e a inadimplência dos empréstimos em 4,7% em maio (última informação disponível).
Diferentemente das rodadas anteriores do programa Desenrola, anunciadas em junho de 2023 e maio de 2026, é improvável que a nova versão reduza o volume de créditos inadimplentes dos bancos (isto é, empréstimos com mais de 90 dias de atraso), porque ela tem como foco tomadores cujos empréstimos ainda estão adimplentes ou com até 90 dias de atraso, avalia a agência de classificação de risco.
O novo programa Desenrola também permite que os tomadores assumam novas dívidas de até 50% do saldo em aberto do empréstimo original, o que provavelmente restringirá ainda mais sua capacidade de pagamento da dívida, elevando o risco de maior formação de inadimplência em 2027. Além disso, a introdução periódica, pelo governo, de programas de renegociação de dívidas pode incentivar os tomadores a serem menos diligentes no pagamento de suas dívidas, caso esperem futuras medidas de renegociação.
Do ponto de vista de mitigação de risco, o programa permite que todos os bancos renegociem empréstimos pessoais (excluindo empréstimos consignados) de até R$15.000 (US$2.898) com tomadores elegíveis. Assim como em sua versão anterior, a nova rodada do Desenrola também permite que os bancos utilizem recursos do Fundo Garantidor de Operações como garantia patrocinada pelo governo para cobrir até 50% de uma perda com empréstimo. O programa limita as taxas de juros dos empréstimos recém-originados a 1,99% ao mês.
Na avaliação da Moody’s, os bancos privados provavelmente limitarão sua participação no programa devido ao seu foco em trabalhadores informais, um segmento composto principalmente por indivíduos de baixa renda cujo risco de crédito é inerentemente elevado em razão da volatilidade da renda e da falta de acesso à proteção formal do emprego. O teto para a taxa de juros também reduzirá seu apetite pelo programa, particularmente entre aqueles com elevada exposição a clientes de baixa renda, incluindo Banco Bradesco S.A., Banco Santander (Brasil) S.A., Nu Financeira S.A. – SCFI, Banco Inter S.A. e PicPay Bank Banco Múltiplo S.A.
Apesar dos três cortes consecutivos de 250 pontos-base na taxa básica de juros desde março, a aversão a risco dos bancos em relação a empréstimos pessoais persiste, como mostram spreads progressivamente mais elevados em relação à Selic. Em maio, os empréstimos pessoais (excluindo empréstimos consignados) totalizavam aproximadamente R$400 bilhões, representando 5,5% do crédito total do sistema.
Em contraste, os bancos estatais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil S.A. provavelmente desempenharão um papel mais ativo no programa, em linha com seus mandatos anticíclicos. Isso pode resultar em uma migração de empréstimos renegociados ou recém-originados de instituições privadas para esses dois bancos. Ao longo do tempo, essa mudança pode aumentar as pressões sobre a qualidade de seus ativos, especialmente se as condições econômicas não sustentarem a capacidade de pagamento dos tomadores, comenta a equipe de analistas da agência.
No que diz respeito à estrutura de garantias para empréstimos consignados do setor privado, também anunciada em 29 de junho, a decisão do governo de permitir que os bancos utilizem saldos do FGTS como garantia nesses empréstimos tem como objetivo apoiar a expansão do crédito ao fortalecer a capacidade dos credores de absorver perdas potenciais com empréstimos — o que é positivo para os bancos do ponto de vista de crédito — embora também tenha potencial para aumentar o endividamento das famílias. Os recursos que os trabalhadores podem oferecer como garantia incluem 35% das verbas rescisórias, 100% da multa rescisória recebida em caso de demissão sem justa causa e 10% do saldo de sua conta no fundo.
O uso do FGTS como garantia exige que a taxa de juros do empréstimo também seja limitada a 1,99% ao mês, e permite que os bancos adicionem, no máximo, um ponto percentual acima disso como custo total do empréstimo. A elegibilidade para cobertura de 100% por recursos do FGTS depende da originação do empréstimo por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital do governo, enquanto desembolsos feitos por canais diretos dos bancos limitam a cobertura a 50%. Essas exigências para permitir o uso de recursos do FGTS como garantia provavelmente afastarão a participação de bancos privados. A adoção dessa medida provavelmente permanecerá concentrada nos dois bancos estatais.
Além dessas medidas relacionadas a empréstimos às famílias, em 30 de junho o Banco Central do Brasil avançou na digitalização de recebíveis comerciais (isto é, títulos que registram vendas parceladas e funcionam como garantia) com o lançamento de um ecossistema de registro. Esse sistema é positivo para os bancos do ponto de vista de crédito porque fortalece uma estrutura de garantias que destrava o crescimento do crédito para pequenas e médias empresas, especialmente em meio à elevada inadimplência. O novo sistema impede o uso múltiplo do mesmo recebível como garantia, o que reduz fraudes e os custos de captação das empresas, além de incentivar os bancos a serem mais eficientes e competitivos.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do estudo do Ibov, Petr4, Vale3, Eqtl3, Bbas3, Motv3, Wege3, Itub4, Alos3, Cple3 e de Aure3. Acesse aqui o vídeo.

Companhias que pagam provento ou têm data de corte nesta semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.  

Segunda, 6

Ambev (ABEV3) paga 2° parcela de JCP anunciado em dezembro/25

Alupar paga dividendo aprovado em 7 de maio

Terça, 7

B3 (B3SA3) paga juros sobre o capital extraordinário de dez/25

B3 (B3SA3) paga JCP anunciado em junho/26

Blau Farmacêutica (BLAU3) paga JCP

Quarta, 8

Rede D’or (RDOR3) paga juros sobre o capital

Sexta, 10

JHSF (JHSF3) paga dividendo mensal

Totvs (TOTS3) paga JCP

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