Marcopolo, Hypera, Copasa, Vitru e outros destaques corporativos

14 de junho de 2026 Por Redação

 

Publicado às 11h45

Notícias corporativas

O que esperar da Copasa privatizada?

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) encerrou seu processo de privatização na semana passada.

Em relatório o time de analistas da Genial Investimentos afirma que a entrada da Equatorial como investidor de referência da Copasa representa um potencial divisor de águas para a companhia mineira.

O ativo já possui escala, base regulatória relevante, contratos longos e geração de caixa consistente. A novidade é a entrada de um acionista com histórico de alocação disciplinada de capital, experiência em ativos regulados e foco explícito em eficiência, estrutura de capital e execução, comenta a equipe de Genial.

Para o time da casa a principal prioridade será a universalização. A governança final depende da alocação e dos próximos passos societários, e a influência prática da Equatorial sobre a Copasa ainda precisará ser observada na execução.

O relatório ressalta que a Equatorial vê a Copasa como um ativo resiliente, com oportunidades regulatórias e operacionais relevantes, e acredita que sua expertise pode acelerar a captura de valor.

A equipe de analistas da Genial acredita que a Copasa deve negociar com prêmio em relação à Sabesp (SBSP3), devido à maior remuneração regulatória do capital investido e ao maior crescimento relativo de base esperada até 2030.

A casa também destaca que avaliou a queda das ações na sexta-feira com “naturalidade”, mencionando que os investidores não-controladores que participaram da oferta não tem período de lock-up e devem aproveitar a oportunidade para realizar lucros.

O período de lock-up é uma cláusula contratual que impede investidores ou sócios de venderem ou transferirem suas ações por um prazo determinado.

Na sexta-feira, 12, as ações caíram 1,88% cotadas a R$ 57,40.

Bank of America ações da Vitru (VTRU3) para compra. Veja:

A equipe de analistas do Bank of America revisou a recomendação para o setor educacional depois dos resultados do primeiro trimestre de 2026.

O banco americano elevou as ações da Vitru (VTRU3) para “compra”. O preço-alvo passou de R$ 18 para R$ 21.

O time do Bank of America afirmou que o ambiente atual favorece empresas com melhor execução e balanços mais sólidos.

Segundo relatório, a Vitru apresentou desempenho superior no primeiro trimestre de 2026, reforçando que sua expertise em ensino híbrido é uma vantagem competitiva importante.

A equipe da instituição financeira projeta um rendimento de 25% do fluxo de caixa livre para o acionista em 2026.

Já a recomendação da Cruzeiro do Sul (CSED3) foi cortada de “compra” para “neutra”. O preço-alvo foi reduzido de R$ 8,50 para R$ 4,50. A avaliação é que os maiores investimentos em tecnologia devem pressionar os resultados no curto prazo e levar a uma política mais conservadora de distribuição de dividendos.

Marcopolo (POMO4): dados de maio reforçam a expectativa de melhora gradual dos volumes e margens ao longo do 2º semestre 

Na avaliação do BTG os dados de produção da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) para maio indicaram continuidade da recuperação da demanda doméstica por ônibus no Brasil, com a produção nacional crescendo 4% ano/ano, impulsionada principalmente pelos segmentos de micro-ônibus e minibuses, beneficiados pelas entregas ao Ministério da Saúde e possivelmente pelo programa Move Brasil.

As marcas da Marcopolo (Marcopolo, Neobus e Volare) produziram 1.208 unidades no mercado doméstico, alta de 7% na base anual, com destaque para o forte desempenho da Neobus e da Volare.

Por outro lado, o banco destaca que as exportações permaneceram mais fracas, com queda de 27% ano/ano, refletindo uma base de comparação mais desafiadora.

No consolidado, a indústria produziu 2.740 unidades, em linha com o ano anterior, enquanto a Marcopolo registrou 1.322 unidades (+2% ano/ano).

De forma geral, os dados reforçam a expectativa de melhora gradual dos volumes e margens ao longo do segundo semestre de 2026, embora a perspectiva de crescimento estrutural permaneça limitada, comenta a equipe de analistas.

Ainda assim, segundo o BTG, o cenário operacional mais favorável aliado ao valuation considerado atrativo de 6x P/L 2026 e ao dividend yield (rendimento do dividendo) esperado de 9%, pode sustentar um momento mais positivo para as ações no curto prazo. No entanto, o banco mantém a recomendação “neutra” para Marcopolo.

Safra eleva a recomendação da Hypera (HYPE3). Veja:

O Banco Safra elevou a recomendação da Hypera (HYPE3). Passou de “neutra” para “compra”. O preço-alvo também foi elevado. De R$ 24,50 para R$ 29,50.

Segundo o banco, a atualização incorpora os resultados do primeiro trimestre de 2026, novas premissas macroeconômicas e uma leitura mais positiva sobre a evolução das vendas nos próximos anos.

O time de analistas avalia que o valuation atual da Hypera representa uma oportunidade atrativa. A ação negocia a cerca de 6,6 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da média histórica da companhia e do múltiplo implícito no novo preço-alvo.

Segundo o banco, dois fatores sustentam essa leitura. A Hypera voltou a crescer acima do mercado de medicamentos isentos de prescrição desde o terceiro trimestre de 2025. Além disso, os lançamentos recentes ampliaram o mercado potencial da companhia para cerca de 5,1 bilhões de reais, desconsiderando produtos ainda em aprovação regulatória.

A equipe observa ainda a melhora da estrutura de capital. Após um aumento de capital de 1,5 bilhão de reais, a alavancagem tende a recuar de forma relevante.

O cenário-base do Safra não considera vendas de medicamentos à base de semaglutida, ainda em fase de aprovação. Caso a comercialização tenha início a partir do terceiro trimestre de 2026, o impacto sobre os resultados pode ser relevante, destaca.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibov, Vale3, Petr4, Goau4, Ggbr4, Sbsp3, Cmig4, Cple3 e de Pomo4. Acesse aqui o vídeo.

Agenda de proventos desta semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado. 

Segunda 15

Simpar (SIMH3) paga dividendo

TPI (TPIS3) paga em 15 de junho dividendo aprovado em dezembro/25

Data de corte para JCP da Romi (ROMI3)

Data de corte para JCP da Totvs (TOTS3)

Data de corte para dividendo e JCP da Comgás (CGAS3; CGAS5)

Quinta, 18

Vitru Educação (VTRU3) paga dividendo

Data de corte do JCP do Itaú anunciado em maio

CPFL (CPFE3) paga 2° parcela de dividendo

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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