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Marcopolo, Hypera, Copasa, Vitru e outros destaques corporativos

 

Publicado às 11h45

Notícias corporativas

O que esperar da Copasa privatizada? [1]

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) encerrou seu processo de privatização na semana passada.

Em relatório o time de analistas da Genial Investimentos afirma que a entrada da Equatorial como investidor de referência da Copasa representa um potencial divisor de águas para a companhia mineira.

O ativo já possui escala, base regulatória relevante, contratos longos e geração de caixa consistente. A novidade é a entrada de um acionista com histórico de alocação disciplinada de capital, experiência em ativos regulados e foco explícito em eficiência, estrutura de capital e execução, comenta a equipe de Genial.

Para o time da casa a principal prioridade será a universalização. A governança final depende da alocação e dos próximos passos societários, e a influência prática da Equatorial sobre a Copasa ainda precisará ser observada na execução.

O relatório ressalta que a Equatorial vê a Copasa como um ativo resiliente, com oportunidades regulatórias e operacionais relevantes, e acredita que sua expertise pode acelerar a captura de valor.

A equipe de analistas da Genial acredita que a Copasa deve negociar com prêmio em relação à Sabesp (SBSP3), devido à maior remuneração regulatória do capital investido e ao maior crescimento relativo de base esperada até 2030.

A casa também destaca que avaliou a queda das ações na sexta-feira com “naturalidade”, mencionando que os investidores não-controladores que participaram da oferta não tem período de lock-up e devem aproveitar a oportunidade para realizar lucros.

O período de lock-up é uma cláusula contratual que impede investidores ou sócios de venderem ou transferirem suas ações por um prazo determinado.

Na sexta-feira, 12, as ações caíram 1,88% cotadas a R$ 57,40.

Bank of America ações da Vitru (VTRU3) para compra. Veja: [2]

A equipe de analistas do Bank of America revisou a recomendação para o setor educacional depois dos resultados do primeiro trimestre de 2026.

O banco americano elevou as ações da Vitru (VTRU3) para “compra”. O preço-alvo passou de R$ 18 para R$ 21.

O time do Bank of America afirmou que o ambiente atual favorece empresas com melhor execução e balanços mais sólidos.

Segundo relatório, a Vitru apresentou desempenho superior no primeiro trimestre de 2026, reforçando que sua expertise em ensino híbrido é uma vantagem competitiva importante.

A equipe da instituição financeira projeta um rendimento de 25% do fluxo de caixa livre para o acionista em 2026.

Já a recomendação da Cruzeiro do Sul (CSED3) foi cortada de “compra” para “neutra”. O preço-alvo foi reduzido de R$ 8,50 para R$ 4,50. A avaliação é que os maiores investimentos em tecnologia devem pressionar os resultados no curto prazo e levar a uma política mais conservadora de distribuição de dividendos.

Marcopolo (POMO4): dados de maio reforçam a expectativa de melhora gradual dos volumes e margens ao longo do 2º semestre  [3]

Na avaliação do BTG os dados de produção da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) para maio indicaram continuidade da recuperação da demanda doméstica por ônibus no Brasil, com a produção nacional crescendo 4% ano/ano, impulsionada principalmente pelos segmentos de micro-ônibus e minibuses, beneficiados pelas entregas ao Ministério da Saúde e possivelmente pelo programa Move Brasil.

As marcas da Marcopolo (Marcopolo, Neobus e Volare) produziram 1.208 unidades no mercado doméstico, alta de 7% na base anual, com destaque para o forte desempenho da Neobus e da Volare.

Por outro lado, o banco destaca que as exportações permaneceram mais fracas, com queda de 27% ano/ano, refletindo uma base de comparação mais desafiadora.

No consolidado, a indústria produziu 2.740 unidades, em linha com o ano anterior, enquanto a Marcopolo registrou 1.322 unidades (+2% ano/ano).

De forma geral, os dados reforçam a expectativa de melhora gradual dos volumes e margens ao longo do segundo semestre de 2026, embora a perspectiva de crescimento estrutural permaneça limitada, comenta a equipe de analistas.

Ainda assim, segundo o BTG, o cenário operacional mais favorável aliado ao valuation considerado atrativo de 6x P/L 2026 e ao dividend yield (rendimento do dividendo) esperado de 9%, pode sustentar um momento mais positivo para as ações no curto prazo. No entanto, o banco mantém a recomendação “neutra” para Marcopolo.

Safra eleva a recomendação da Hypera (HYPE3). Veja: [4]

O Banco Safra elevou a recomendação da Hypera (HYPE3). Passou de “neutra” para “compra”. O preço-alvo também foi elevado. De R$ 24,50 para R$ 29,50.

Segundo o banco, a atualização incorpora os resultados do primeiro trimestre de 2026, novas premissas macroeconômicas e uma leitura mais positiva sobre a evolução das vendas nos próximos anos.

O time de analistas avalia que o valuation atual da Hypera representa uma oportunidade atrativa. A ação negocia a cerca de 6,6 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da média histórica da companhia e do múltiplo implícito no novo preço-alvo.

Segundo o banco, dois fatores sustentam essa leitura. A Hypera voltou a crescer acima do mercado de medicamentos isentos de prescrição desde o terceiro trimestre de 2025. Além disso, os lançamentos recentes ampliaram o mercado potencial da companhia para cerca de 5,1 bilhões de reais, desconsiderando produtos ainda em aprovação regulatória.

A equipe observa ainda a melhora da estrutura de capital. Após um aumento de capital de 1,5 bilhão de reais, a alavancagem tende a recuar de forma relevante.

O cenário-base do Safra não considera vendas de medicamentos à base de semaglutida, ainda em fase de aprovação. Caso a comercialização tenha início a partir do terceiro trimestre de 2026, o impacto sobre os resultados pode ser relevante, destaca.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibov, Vale3, Petr4, Goau4, Ggbr4, Sbsp3, Cmig4, Cple3 e de Pomo4. Acesse aqui [5] o vídeo.

Agenda de proventos desta semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado. 

Segunda 15

Simpar (SIMH3) paga dividendo [6]

TPI (TPIS3) paga em 15 de junho dividendo aprovado em dezembro/25 [7]

Data de corte para JCP da Romi (ROMI3) [8]

Data de corte para JCP da Totvs (TOTS3) [9]

Data de corte para dividendo e JCP da Comgás (CGAS3; CGAS5) [10]

Quinta, 18

Vitru Educação (VTRU3) paga dividendo [11]

Data de corte do JCP do Itaú anunciado em maio [12]

CPFL (CPFE3) paga 2° parcela de dividendo [13]

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [14].

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