O que esperar da Copasa privatizada?

13 de junho de 2026 Por Redação

 

Publicado às 21h11

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) encerrou seu processo de privatização. 

Em relatório o time de analistas da Genial Investimentos afirma que a entrada da Equatorial como investidor de referência da Copasa representa um potencial divisor de águas para a companhia mineira. 

O ativo já possui escala, base regulatória relevante, contratos longos e geração de caixa consistente. A novidade é a entrada de um acionista com histórico de alocação disciplinada de capital, experiência em ativos regulados e foco explícito em eficiência, estrutura de capital e execução, comenta a equipe de Genial.

Para o time da casa a principal prioridade será a universalização. A governança final depende da alocação e dos próximos passos societários, e a influência prática da Equatorial sobre a Copasa ainda precisará ser observada na execução. 

O relatório ressalta que a Equatorial vê a Copasa como um ativo resiliente, com oportunidades regulatórias e operacionais relevantes, e acredita que sua expertise pode acelerar a captura de valor.

A equipe de analistas da Genial acredita que a Copasa deve negociar com prêmio em relação à Sabesp (SBSP3), devido à maior remuneração regulatória do capital investido e ao maior crescimento relativo de base esperada até 2030. 

A casa também destaca que avaliou a queda das ações na sexta-feira com “naturalidade”, mencionando que os investidores não-controladores que participaram da oferta não tem período de lock-up e devem aproveitar a oportunidade para realizar lucros. 

O período de lock-up é uma cláusula contratual que impede investidores ou sócios de venderem ou transferirem suas ações por um prazo determinado. 

Na sexta-feira, 12, as ações caíram 1,88% cotadas a R$ 57,40.

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