Notícia da Vale, Brava, Anima, Embraer, agenda de resultados do 2T26 e outros destaques

26 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 12h08

Notícias corporativas 

Irmãos Wesley e Joesley Batista têm planos para serem os maiores acionistas individuais da Vale, diz jornal

O blog de Lauro Jardim, no O Globo, divulgou neste domingo, 26, que os irmãos Wesley e Joesley Batista estão se movimentando em direção à mineradora Vale (VALE3). De acordo com o jornalista, eles têm planos para serem os maiores acionistas individuais da Vale.

O blog reportou que o plano inicial era repassar metade de suas minas em Corumbá à Vale por R$ 2 bilhões, trocando-as por ações da empresa, e aportar mais alguns bilhões de reais para virarem um dos acionistas de referência da mineradora. Mas o negócio não avançou. Mesmo assim, segundo o Lauro Jardim, a dupla continua “sonhando com a Vale”.

Wesley e Joesley Batista são acionistas da holding J&F, que controla a LHG Mining, JBS, Âmbar Energia, Eldorado Brasil, e a Flora.

A LHG Mining possui um dos maiores potenciais de expansão da indústria global de mineração, destaca o site da companhia. Nas minas Urucum e Santa Cruz, localizadas, respectivamente, em Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, a empresa explora uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo, com teor de ferro superior a 65% e baixos níveis de contaminantes, e manganês. A produção anual é de 12 milhões de toneladas, informa o site da LHG.

A holding J&F faz parte do Grupo J&F, que possui em seu portfólio de investimentos empresas como PicPay, Banco Original, Fluxus, Canal Rural e MGAS.

Conselho de administração da Brava Energia dá parecer favorável à oferta pública da Ecopetrol

O conselho de administração da Brava (BRAV3) aprovou o parecer fundamentado a respeito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) para aquisição de controle da Brava lançada pela Ecopetrol.

“Por meio do parecer, o conselho de administração manifestou recomendação favorável à aceitação da OPA pelos acionistas da companhia, observadas as considerações, fundamentos e ressalvas constantes do parecer”, afirmou a petroleira em um fato relevante enviado ao mercado na noite de sexta-feira, 24.

O conselho de administração ressaltou que é de responsabilidade exclusiva de cada acionista a decisão final sobre a aceitação ou não da OPA, recomendando-se a leitura integral do edital, do parecer e dos demais documentos da oferta.

A Ecopetrol pretende adquirir 116,1 milhões de ações da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social da petroleira brasileira.

Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a Ecopetrol passará a deter 51% da Brava.

Carteira de pedidos da Embraer alcança US$ 34,5 bilhões no 2T26, marcando o sétimo recorde consecutivo 

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) registrou carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), aumento de 7% em relação ao recorde histórico registrado no trimestre anterior e de 16% na comparação anual.

A Embraer entregou 65 aeronaves no 2T26 considerando todas as unidades de negócios. O resultado representa um aumento de 48% em relação às 44 aeronaves entregues no 1T26 e de 7% na comparação com as 61 aeronaves entregues no 2T25.

No primeiro semestre de 2026 (1S26), a companhia realizou 109 entregas, aproximadamente 20% acima das 91 aeronaves entregues no mesmo período do ano anterior.

As entregas do 1S26 corresponderam a aproximadamente 42% do ponto médio (248 aeronaves) das estimativas anuais de entregas para 2026 (entre 240 e 255 aeronaves) das unidades de Aviação Executiva e Aviação Comercial combinadas, ficando 8 pontos percentuais acima da média histórica de 34% para o período considerando os últimos 5 anos.

“Esse desempenho reflete o progresso contínuo das iniciativas da companhia voltadas ao nivelamento da produção”, afirmou a fabricante brasileira.

A Aviação Comercial registrou uma carteira de pedidos de US$ 15,1 bilhões no 2T26, um crescimento de 1% em relação ao 1T26 e 15% comparado ao 2T25.

Durante o trimestre, a Azorra realizou um novo pedido firme de 15 aeronaves E195-E2, reforçando ainda mais sua parceria estratégica com a Embraer. Com esse contrato, o programa E2 ultrapassou a marca de 500 pedidos firmes, com presença em todos os continentes.

A Aviação Executiva registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,8 bilhões no 2T26, representando um aumento de 3% em relação ao 1T26 e 5% na comparação anual.

A divisão entregou 45 aeronaves no trimestre, representando um aumento de 18% em relação às 38 aeronaves entregues no 2T25. Do total das entregas por categoria, 24 aeronaves foram do segmento de jatos pequenos e 21 no segmento de jatos médios.

No segmento de Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$ 6,1 bilhões no 2T26, com crescimento de 39% na comparação trimestral e 42% na comparação anual. O principal destaque do período foi a aquisição do C-390 Millennium pela Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, por meio de um acordo histórico contemplando 10 aeronaves firmes e 10 opções de compra, fortalecendo as capacidades estratégicas de transporte aéreo da região. “Este marco representa o maior pedido internacional já realizado por um único país para o C-390 Millennium e sinaliza a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio”, destacou a Embraer. Como consequência, o segmento de Defesa & Segurança encerrou o período com um índice de vendas por receita de 2,6x nos últimos 12 meses.

Não houve entregas no segmento de Defesa & Segurança durante o trimestre.

Atualmente, a Embraer possui 42 pedidos firmes para as aeronaves de transporte militar KC-390 Millennium e 27 pedidos firmes para a aeronave de ataque leve A-29 Super Tucano.

As seleções do KC-390 pela Eslováquia (3 aeronaves) e pela Lituânia (3 aeronaves) não estão incluídas na carteira de pedidos, uma vez que os contratos ainda não estão efetivos ou permanecem em negociação.

Fitch afirma rating da Ânima em ‘AA(bra)’; perspectiva estável 

A agência de classificação de risco Fitch afirmou na sexta-feira, 24, os ratings nacionais de longo prazo da Ânima Holding (ANIM3) e de suas sétima e oitava emissões de debêntures em ‘AA(bra)’. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.

Segundo a Fitch, o rating da Ânima reflete sua sólida posição na indústria de educação superior privada no Brasil, com importante participação de mercado em cursos de medicina.

A afirmação incorpora a recém anunciada aquisição da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), atualmente em recuperação judicial, cujo fechamento está sujeito a aprovações regulatórias.

Segundo a agência, o atual balanço da Ânima permite absorver a transação sem pressionar significativamente seu perfil de crédito, mas reduz o espaço para novas movimentações estratégicas e acrescenta riscos de execução associados à integração de um ativo que ainda se encontra em recuperação judicial.

A perspectiva “estável” reflete a expectativa de que a Ânima manterá indicadores de crédito compatíveis com o rating atual e poderá refinanciar com sucesso os elevados volumes de dívida a vencer em 2027.

Conglomerado Banese consolidou o enquadramento no Segmento S3 da regulação prudencial

O Banco do Estado de Sergipe – Banese (BGIP3) informou que, conforme a resolução Conselho Monetário Nacional  (CMN), a qual estabelece a segmentação das instituições financeiras para fins de aplicação proporcional da regulação prudencial, o Conglomerado Banese consolidou o enquadramento no Segmento S3.

Esta transição ocorre após o Banese manter, por três semestres consecutivos um indicador de exposição total igual ou superior a 0,1% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, e conforme a regra de transição, as alterações de enquadramento produzem efeitos após o término do semestre subsequente à data da respectiva alteração, o que significa que o Banese passa a operar sob as regras do Segmento S3 a partir do corrente mês de julho.

O segmento S3 pressupõe a adesão a requisitos prudenciais e de governança mais abrangentes. Com isso, o banco deverá aplicar normas ainda mais rigorosas de controles internos, atender a exigências adicionais de capital e liquidez, e ampliar o escopo de reporte regulatório e supervisão. “O novo enquadramento é um marco que reconhece o crescimento do Conglomerado Banese, sua robustez e relevância perante o Sistema Financeiro Nacional”, afirmou o banco em um comunicado.

Agenda de proventos desta semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado. 

Segunda, 27

Data de corte para JCP da Telefônica Brasil (VIVT3)

Quarta, 29

Iguatemi (IGTI11) paga 3° parcela de dividendo

Quinta, 30

IRB (IRBR3) tem data com para 2° parcela de JCP 

Sexta, 31

Bradesco paga até essa data JCP complementar anunciado em dez/25

M.Dias Branco (MDIA3) paga dividendo mensal

IRB (IRBR3) paga 3° parcela de JCP 

Smartfit (SMFT3) paga JCP.

Wiz (WIZC3) paga dividendo intercalar declarado em dezembro/25

Data de corte para JCP da Celesc (CLSC4) 

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Prio3, Ggbr4, Vale3, Tims3, Jhsf3, e de Alos3. Acesse aqui o vídeo. 

Companhias que divulgam resultado do 2T26 nesta semana:

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) ganha força nesta semana. Gigantes como Vale, Ambev e Santander Brasil apresentam seus números trimestrais. Confira a agenda de 27 de julho a 31 de julho.

Segunda-feira, 27

Telefônica Brasil, TIM Brasil – após o fechamento do mercado.

Quarta-feira, 29

Santander Brasil – antes da abertura do mercado.

Motiva, Intelbras, Profarma – após o fechamento do mercado.

Quinta-feira, 30

Ambev, Usiminas – antes da abertura do mercado.

Vale, EcoRodovias, Multiplan – após o fechamento do mercado.

Sexta-feira, 31

Irani – antes da abertura do mercado.

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