Artigos com análises do 4T25 de companhias que foram destaque nesta semana

14 de fevereiro de 2026 Por Redação

Publicado às 20h

Artigos que foram destaque nesta semana:

Confira os artigos com análises do resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25) de companhias que foram destaque nesta semana.

São Martinho (SMTO3): a avaliação do resultado do 3T da safra 25/26

As ações da São Martinho viraram para queda. Às 13h32 caíam 0,84%. Para a XP a São Martinho (SMTO3) entregou resultados mistos no 3T da safra 25/26.

Os principais fatores por trás dos desvios em relação às estimativas de seus analistas foram despesas de D&A (Depreciação e Amortização) menores que o esperado e vendas de etanol reduzidas, já que a companhia postergou parte das vendas para o 4T, buscando melhores preços. A XP vê essa estratégia como “positiva”, já que os preços do biocombustível mantiveram o momentum, mas ressalta que os estoques permaneceram elevados.

Embora o adj. EBITDA tenha ficado abaixo das estimativas da casa, o adj. EBIT e o lucro líquido caixa superaram as projeções em 22% e 68%.

BB Seguridade (BBSE3): a avaliação do resultado do 4T25 e do guidance 

Para o time de analistas da Genial Investimentos, apesar de o resultado financeiro ainda compensar parcialmente a fraqueza operacional, a BB Seguridade segue sem apresentar gatilhos claros de crescimento.

O lucro líquido recorrente atingiu R$ 2,286 bilhões no 4T25, em linha com o consenso, mas ligeiramente abaixo das estimativas de seus analistas, representando queda de 10,8% trimestral e alta de 5,2% na base anual.

A avaliação é que o guidance para 2026 indica um cenário mais desafiador, com queda estimada de 4,4% ano/ano no lucro, refletindo dificuldades persistentes do lado operacional, comercial e possivelmente menor contribuição do resultado financeiro com a queda de juros.

Para o time de analistas da casa, o crescimento anual segue sustentado quase exclusivamente por um resultado financeiro robusto, impulsionado pelo patamar elevado da Selic, pela redução do custo do passivo da Brasilprev (deflação do IGP-M) e pela expansão do saldo médio das aplicações financeiras.

Diante da ausência de alavancas de curto prazo, a Genial Investimentos alterou a recomendação de “compra” para “manter”.

Já o BTG destaca em relatório que o desempenho foi sustentado por um resultado financeiro forte em quase todas as subsidiárias e sinistralidade saudável na BrasilSeg, apesar de receita líquida mais fraca pressionada pelo segmento agro.

O guidance para 2026 indica lucro líquido de aproximadamente R$ 8,65 bilhões no ponto médio do intervalo. Esse valor está em linha com o consenso, porém 5% abaixo das estimativas do banco, implicando queda anual de 5%, ressalta a equipe do banco

Diante de desafios de curto prazo e bases comparativas anuais mais exigentes, o BTG reiterou a recomendação “neutra”.

Multiplan (MULT3): a avaliação do resultado do 4T25

A Multiplan (MULT3) divulgou no último dia 5 de fevereiro os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25). O BTG Pactual avalia que a companhia reportou resultados sólidos no quarto trimestre, com desempenho operacional estável e controle rigoroso de custos e despesas.

O Ebitda ajustado foi de R$ 575 milhões, crescimento de 47% na base anual e 7% acima das estimativas, refletindo margens mais elevadas. Excluindo o efeito da venda do ParkShopping São Caetano, a receita líquida atingiu R$ 710 milhões, alta de 33% ano/ano, em linha com as projeções.

O desempenho geral foi considerado sólido pelo banco, com Ebitda acima das estimativas e indicadores operacionais resilientes. O BTG tem recomendação de “compra” para o ativo.

Para a XP a Multiplan divulgou resultados resilientes, conforme esperado no 4T25. O SSS (Same Store Sales, ou Vendas em Mesmas Lojas) ficou em linha com as expectativas de seus analistas, atingindo 4%, impactado positivamente pelos serviços, mas prejudicado pelos itens Home & Office.

A inadimplência líquida permaneceu em território negativo, em -0,9% (após -1,9% no 3T25), o que indica uma saúde positiva dos locatários, explica a XP. Os Fundos provenientes de operações (FFO) ficou acima das expectativas da XP, superando seus números em 5%. Foi reiterada a “visão positiva” sobre a Multiplan.

A avaliação do resultado do 4T25 para a TIM (TIMS3)

O BTG comenta em relatório que a TIM (TIMS3) apresentou resultados sólidos no quarto trimestre, encerrando um ano de forte desempenho operacional. A receita de serviços cresceu 5,1% na base anual, em linha com as estimativas.

A receita móvel atingiu R$ 6,3 bilhões, alta de 4,8% ano/ano, enquanto a receita fixa avançou 9,3% ano/ano, acima das projeções.

Os custos operacionais recuaram 1% na base anual, desempenho melhor do que o esperado. Como resultado, o Ebitda alcançou R$ 3,67 bilhões, alta de 10% na base anual, com margem de 53,1%. O lucro líquido cresceu 29% no ano para R$1,35 bilhão, beneficiado por menores despesas financeiras e impostos.

Ainda de acordo com o banco, a combinação de Ebitda mais forte e menor investimento levou a crescimento de 28% ano/ano na geração operacional de fluxo de caixa. “Em um ambiente competitivo saudável, o setor deve sustentar crescimento de receita próximo à inflação, expansão de margens, capex estável e crescimento consistente do fluxo de caixa e dividendos”, afirma a equipe em relatório. Foi mantida a recomendação de “compra” para as ações.

A avaliação de analistas para o resultado do 4T25 da Suzano (SUZB3)

A Genial Investimentos avalia que a companhia superou a maioria dos indicadores, com destaque positivo para os embarques de celulose. A Suzano também anunciou que poderá adquirir até o máximo de 40 milhões de ações ordinárias de sua própria emissão, aproximadamente, 6,5% do total de ações em circulação.

O time da Genial destaca que esse novo programa de recompra reforça a percepção de que o nível atual de preço das ações continua subestimando os fundamentos da companhia.  Foi reiterada a recomendação de “comprar” com preço-alvo de R$ 63,5.

Para o time de analistas do BTG a Suzano reportou resultados do 4T25 acima das estimativas, superando em 10% tanto as projeções internas quanto o consenso. O banco ressalta os maiores volumes de vendas de celulose e papel, parcialmente compensados por custos de vendas, gerais e administrativos mais elevados. Para o BTG os preços e custos vieram em linha com as expectativas. A geração de fluxo de caixa atingiu R$ 2,3 bilhões, equivalente a um yield anualizado de 15%, apoiada por capex menor e liberação de capital de giro. Em relatório, a equipe do banco ressalta que a companhia mantém posição competitiva em volume e custo, mas o desempenho futuro depende de condições macro como preços de celulose e câmbio. Foi mantida a recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 62.

Para a XP, a Suzano apresentou resultados “fortes”. Em relatório, salienta que a companhia anunciou a manutenção de uma restrição de produção de 3,5% durante todo o ano de 2026 devido às condições do mercado, consistente com a abordagem orientada ao retorno da empresa, enquanto seu renovado programa de recompra reforça a visão de que as ações continuam subvalorizadas.

Apesar de uma perspectiva estrutural desafiadora para a celulose, a XP continua sendo construtiva em relação à Suzano. A equipe tem recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 66 para o ativo.

Banco do Brasil: analistas avaliam o resultado do 4T24

O mercado repercute nesta quinta-feira, 12, os números do balanço do Banco do Brasil (BBAS3). Na avaliação da XP, o Banco do Brasil apresentou um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no 4T25, acima do consenso e da sua estimativa, marcando uma recuperação sequencial em relação ao 3T25. Mas observa que a surpresa positiva foi amplamente impulsionada por um efeito tributário positivo de R$ 1,8 bilhão no trimestre, enquanto os custos de crédito permanecem elevados em R$ 18 bilhões, o índice de cobertura continua em queda e as tendências de qualidade de ativos no agronegócio continuam pressionando.

De forma geral, os resultados do 4T25 reforçam sinais de estabilização, comenta o time da XP, destacando que não mudam a postura cautelosa. Dado o cenário ainda pressionado de qualidade de ativos, a visibilidade moderada sobre a velocidade de normalização, custos de crédito ainda elevados, múltiplos mais altos e menor dividend yield (rendimento do dividendo), a equipe manteve o rating de “neutro”.

Já na avaliação de analistas da Genial Investimentos, apesar do lucro ter vindo substancialmente acima das expectativas, a qualidade do resultado permanece fragilizada. O time destaca que o indicador de rentabilidade ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) avançou para 12,1% no trimestre (vs. 8,2% no 3T25), porém ainda bem abaixo do recente histórico de um ROE de 20% e aquém do custo de capital do banco, pressionado pela deterioração carteira de crédito, principalmente do segmento rural e mudanças contábeis para provisionamento esperado.

Para a equipe da Genial, o guidance 2026 frustrou as expectativas. A projeção de lucro de R$ 22 bi a 26 bilhões fica significativamente abaixo das estimativas iniciais do mercado e da Genial, sinalizando que a recuperação será mais lenta e menos intensa que o esperado.

O BTG Pactual ressalta que o lucro líquido gerencial no 4T25 veio acima das suas estimativas e do consenso, impulsionado por uma linha tributária “positiva” de 38%. Para o banco, a formação de inadimplência permaneceu elevada, especialmente no agronegócio. A equipe reiterou a recomendação “neutra” diante da baixa visibilidade da normalização do risco no agro.

Banrisul (BRSR6): a avaliação do resultado do 4T25

O BTG avalia que o banco estatal gaúcho Banrisul (BRSR6) reportou lucro líquido de R$ 657 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), com Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 24%, fortemente impulsionado por efeitos não recorrentes e reversões tributárias.

Excluindo esses efeitos, o lucro antes dos impostos ajustado ficou significativamente abaixo das estimativas, pressionado por maiores provisões de crédito e margem financeira mais fraca, avalia o time de analistas do banco.

Em relatório, a equipe comenta que as provisões para perdas com crédito aumentaram, refletindo maiores inadimplências e um efeito pontual judicial. Ainda de acordo com o BTG, o guidance para 2026 indica crescimento moderado da carteira, expansão da margem financeira ajustada ao risco e aumento de despesas operacionais.

“A rentabilidade estrutural segue pressionada por maior concorrência, mudanças regulatórias e incertezas macroeconômicas, resultando em postura mais cautelosa em relação ao papel”, ressalta o relatório.

Já a Genial Investimentos ressalta que o Banrisul reportou lucro líquido de R$ 657 milhões no 4T25, forte avanço de +99,8% na base trimestral e de +131,4% ano/ano, superando o consenso em +96% e as estimativas de seus analistas em +63,7%.

Contudo, o time da Genial explica que o resultado foi significativamente impactado por eventos não recorrentes. “Ajustando esses efeitos, estimamos que o lucro recorrente do trimestre seria próximo de R$ 352 milhões, número muito mais alinhado ao consenso de R$ 334 milhões”, comentam no relatório.

A corretora entende que o trimestre marca um ponto importante na reorganização do banco, com limpeza relevante de passivos históricos; reforço prudencial no crédito; e melhora gradual da rentabilidade estrutural.

Vale (VALE3): analistas avaliam o resultado do 4T25

Para o BTG Pactual, mesmo com expectativas muito elevadas, a mineradora entregou resultados sólidos, com Ebitda de US$ 4,8 bilhões, 6% acima das suas estimativas, impulsionado por uma forte valorização dos resultados da Vale Metais Básicos. Na avaliação do banco, a Vale gerou um yield anualizado de geração de fluxo de caixa de 9% e reduziu a alavancagem em US$ 1 bilhão na base trimestral de comparação, enquanto o impairment em níquel não surpreendeu dado o histórico de baixa precificação desse ativo pelo mercado.

No negócio de ferrosos, o Ebitda foi de US$ 3,98 bilhões no quarto trimestre, 2% acima das  estimativas do banco, principalmente por volumes de pelotas acima do esperado.

Mesmo após alta de aproximadamente 60% em seis meses, o time do BTG vê a companhia negociando abaixo de 5x EV/Ebitda e com cerca de 8% de yield de geração de fluxo de caixa. Para a equipe de analistas, esses fatores sustentam a recomendação de “compra” diante da valorização do setor, fluxos para emergentes e maior exposição a cobre.

Para a XP, a Vale também apresentou resultados sólidos no quarto trimestre (4T25), com Ebtida proforma ajustado de US$ 4,8 bilhões, acima do consenso. Embora seus analistas reiterem a classificação “neutra” com base no valuation, reconhecem “um momentum” positivo para as ações.

Já a equipe da Genial Investimentos também destacou que o Ebitda proforma superou suas estimativas, com a companhia reportando geração robusta de Fluxo de Caixa Livre. Com relação ao prejuízo de US$ 3,8 bilhões, a Genial ressalta que esse movimento é amplamente explicado pelo impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da VBM no Canadá, após revisão para baixo das premissas de preço de longo prazo; e impacto adicional de US$ 2,8 bilhões relacionado a write-off de ativos fiscais diferidos acumulados em subsidiárias.

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