Banco do Brasil: analistas avaliam o resultado do 4T24

12 de fevereiro de 2026 Por Redação

 

Publicado às 13h40

O mercado repercute nesta quinta-feira, 12, os números do balanço do Banco do Brasil (BBAS3). Na avaliação da XP, o Banco do Brasil apresentou um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no 4T25, acima do consenso e da sua estimativa, marcando uma recuperação sequencial em relação ao 3T25. Mas observa que a surpresa positiva foi amplamente impulsionada por um efeito tributário positivo de R$ 1,8 bilhão no trimestre, enquanto os custos de crédito permanecem elevados em R$ 18 bilhões, o índice de cobertura continua em queda e as tendências de qualidade de ativos no agronegócio continuam pressionando.

De forma geral, os resultados do 4T25 reforçam sinais de estabilização, comenta o time da XP, destacando que não mudam a postura cautelosa. Dado o cenário ainda pressionado de qualidade de ativos, a visibilidade moderada sobre a velocidade de normalização, custos de crédito ainda elevados, múltiplos mais altos e menor dividend yield (rendimento do dividendo), a equipe manteve o rating de “neutro”.

Já na avaliação de analistas da Genial Investimentos, apesar do lucro ter vindo substancialmente acima das expectativas, a qualidade do resultado permanece fragilizada. O time destaca que o indicador de rentabilidade ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) avançou para 12,1% no trimestre (vs. 8,2% no 3T25), porém ainda bem abaixo do recente histórico de um ROE de 20% e aquém do custo de capital do banco, pressionado pela deterioração carteira de crédito, principalmente do segmento rural e mudanças contábeis para provisionamento esperado.

Para a equipe da Genial, o guidance 2026 frustrou as expectativas. A projeção de lucro de R$ 22 bi a 26 bilhões fica significativamente abaixo das estimativas iniciais do mercado e da Genial, sinalizando que a recuperação será mais lenta e menos intensa que o esperado. 

O BTG Pactual ressalta que o lucro líquido gerencial no 4T25 veio acima das suas estimativas e do consenso, impulsionado por uma linha tributária “positiva” de 38%. Para o banco, a formação de inadimplência permaneceu elevada, especialmente no agronegócio. A equipe reiterou a recomendação “neutra” diante da baixa visibilidade da normalização do risco no agro.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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