Ânima (ANIM3) compra FMU por R$ 410 milhões

Publicado às 20h18
A Ânima (ANIM3) comprou a Faculdades Metropolitanas Unidas Educacionais (FMU) por R$ 410 milhões. Em um fato relevante divulgado nesta terça-feira, 14, a Ânima informou que sua subsidiária integral Rede Educacional do Brasil assinou contrato por meio do qual foi celebrado negócio jurídico junto ao Camp Nou Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia (Camp Nou) que resultará na aquisição da totalidade das cotas da FMU, em recuperação judicial.
Com mais de 50 anos de história, a FMU é uma das instituições de ensino superior mais reconhecidas do Brasil. A FMU possui conceito institucional 5 no MEC, a maior nota deste indicador, e hoje conta com 51 mil alunos matriculados nos 6 campi estrategicamente localizados na cidade de São Paulo e mais de 200 unidades acadêmicas de ensino a distância distribuídos nacionalmente.
A companhia encerrou o período de 12 meses findo em 31 de março de 2026 com receita líquida de R$ 281,7 milhões, Ebitda ajustado ex-IFRS 16 de R$ 52,9 milhões e dívida líquida ajustada (ex-IFRS 16) de R$ 150,3 milhões.
O preço de aquisição de referida participação societária (equity value) é de R$ 410milhões.
A Ânima explicou que a chegada da FMU fortalecerá a posição estratégica da rede de instituições que integram o ecossistema Ânima no ensino superior brasileiro, com um portfólio de marcas fortes, tradicionais, adicionando crescimento de receita às suas operações nos segmentos Core e Digital.
“Nosso sólido processo de desalavancagem orgânica, que nos levou a um múltiplo dívida líquida ajustada sobre Ebitda ajustado ex-IFRS 16 LTM6 em 31 de março de 2026 de 2,39x, e robusta geração de caixa, aliados à retomada do crescimento de nosso segmento Core, fornecem a segurança para seguirmos crescendo, de forma sustentável”, destacou a educacional.
O fechamento da transação está condicionado à determinadas condições precedentes usuais em operações dessa natureza, dentre as quais a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), cuja análise tem conclusão estimada para o final de 2026.







