Mercados nesta segunda, minério, petróleo em forte queda e notícias corporativas

27 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 7h50 – atualizado às 8h35 com notícia da WEG

Petróleo em forte queda

Os preços do barril de petróleo têm forte queda nesta sessão após os Estados Unidos interromperem no final de semana os ataques contra o Irã. A pausa no conflito aumenta o otimismo com um cessar-fogo definitivo entre Washington e Teerã.

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h49)

Alemanha (DAX): +1,65% 

Londres (FTSE 100): +0,43%

Japão (Nikkei 225): +0,66% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): +1,15% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +0,98% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -8,05% (US$ 88,9). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: +0,90% (US$ 65.670)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,80% (US$ 4.102)

Minério de ferro em Dalian (7h44 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,27% a 741 iuanes (US$ 109,42). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h48 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 1,04% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,98%. Nasdaq futuro subia 1,62%.

Notícias corporativas

WEG anuncia contrato com a Engie para fornecimento de equipamentos da expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara 

A WEG (WEGE3) informou nesta segunda-feira, 27, que foi contratada pela Engie Brasil Energia (EGIE3) para o fornecimento de duas unidades geradoras destinadas à ampliação da potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada no Rio Grande, na divisa entre os Estados de Minas Gerais e São Paulo, no município de Rifaina (SP). 

O projeto prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão, que permitirá ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW, por meio da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência. 

O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030. 

“A expansão da Usina Jaguara reforça o papel estratégico das hidrelétricas no cenário de transição energética considerando sua contribuição fundamental para o atendimento das altas demandas de energia no horário de ponta, garantindo a segurança energética do Brasil”, afirmou a WEG, destacando que sua participação na expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara evidencia a capacidade da companhia de desenvolver e fornecer soluções completas para projetos estratégicos do setor elétrico. 

Irmãos Wesley e Joesley Batista têm planos para serem os maiores acionistas individuais da Vale, diz jornal

O blog de Lauro Jardim, no O Globo, divulgou neste domingo, 26, que os irmãos Wesley e Joesley Batista estão se movimentando em direção à mineradora Vale (VALE3). De acordo com o jornalista, eles têm planos para serem os maiores acionistas individuais da Vale.

O blog reportou que o plano inicial era repassar metade de suas minas em Corumbá à Vale por R$ 2 bilhões, trocando-as por ações da empresa, e aportar mais alguns bilhões de reais para virarem um dos acionistas de referência da mineradora. Mas o negócio não avançou. Mesmo assim, segundo o Lauro Jardim, a dupla continua “sonhando com a Vale”.

Wesley e Joesley Batista são acionistas da holding J&F, que controla a LHG Mining, JBS, Âmbar Energia, Eldorado Brasil, e a Flora.

A LHG Mining possui um dos maiores potenciais de expansão da indústria global de mineração, destaca o site da companhia. Nas minas Urucum e Santa Cruz, localizadas, respectivamente, em Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, a empresa explora uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo, com teor de ferro superior a 65% e baixos níveis de contaminantes, e manganês. A produção anual é de 12 milhões de toneladas, informa o site da LHG.

A holding J&F faz parte do Grupo J&F, que possui em seu portfólio de investimentos empresas como PicPay, Banco Original, Fluxus, Canal Rural e MGAS.

Conselho de administração da Brava Energia dá parecer favorável à oferta pública da Ecopetrol

O conselho de administração da Brava (BRAV3) aprovou o parecer fundamentado a respeito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) para aquisição de controle da Brava lançada pela Ecopetrol.

“Por meio do parecer, o conselho de administração manifestou recomendação favorável à aceitação da OPA pelos acionistas da companhia, observadas as considerações, fundamentos e ressalvas constantes do parecer”, afirmou a petroleira em um fato relevante enviado ao mercado na noite de sexta-feira, 24.

O conselho de administração ressaltou que é de responsabilidade exclusiva de cada acionista a decisão final sobre a aceitação ou não da OPA, recomendando-se a leitura integral do edital, do parecer e dos demais documentos da oferta.

A Ecopetrol pretende adquirir 116,1 milhões de ações da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social da petroleira brasileira.

Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a Ecopetrol passará a deter 51% da Brava.

Carteira de pedidos da Embraer alcança US$ 34,5 bilhões no 2T26, marcando o sétimo recorde consecutivo 

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) registrou carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), aumento de 7% em relação ao recorde histórico registrado no trimestre anterior e de 16% na comparação anual.

A Embraer entregou 65 aeronaves no 2T26 considerando todas as unidades de negócios. O resultado representa um aumento de 48% em relação às 44 aeronaves entregues no 1T26 e de 7% na comparação com as 61 aeronaves entregues no 2T25.

No primeiro semestre de 2026 (1S26), a companhia realizou 109 entregas, aproximadamente 20% acima das 91 aeronaves entregues no mesmo período do ano anterior.

As entregas do 1S26 corresponderam a aproximadamente 42% do ponto médio (248 aeronaves) das estimativas anuais de entregas para 2026 (entre 240 e 255 aeronaves) das unidades de Aviação Executiva e Aviação Comercial combinadas, ficando 8 pontos percentuais acima da média histórica de 34% para o período considerando os últimos 5 anos.

“Esse desempenho reflete o progresso contínuo das iniciativas da companhia voltadas ao nivelamento da produção”, afirmou a fabricante brasileira.

A Aviação Comercial registrou uma carteira de pedidos de US$ 15,1 bilhões no 2T26, um crescimento de 1% em relação ao 1T26 e 15% comparado ao 2T25.

Durante o trimestre, a Azorra realizou um novo pedido firme de 15 aeronaves E195-E2, reforçando ainda mais sua parceria estratégica com a Embraer. Com esse contrato, o programa E2 ultrapassou a marca de 500 pedidos firmes, com presença em todos os continentes.

A Aviação Executiva registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,8 bilhões no 2T26, representando um aumento de 3% em relação ao 1T26 e 5% na comparação anual.

A divisão entregou 45 aeronaves no trimestre, representando um aumento de 18% em relação às 38 aeronaves entregues no 2T25. Do total das entregas por categoria, 24 aeronaves foram do segmento de jatos pequenos e 21 no segmento de jatos médios.

No segmento de Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$ 6,1 bilhões no 2T26, com crescimento de 39% na comparação trimestral e 42% na comparação anual. O principal destaque do período foi a aquisição do C-390 Millennium pela Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, por meio de um acordo histórico contemplando 10 aeronaves firmes e 10 opções de compra, fortalecendo as capacidades estratégicas de transporte aéreo da região. “Este marco representa o maior pedido internacional já realizado por um único país para o C-390 Millennium e sinaliza a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio”, destacou a Embraer. Como consequência, o segmento de Defesa & Segurança encerrou o período com um índice de vendas por receita de 2,6x nos últimos 12 meses.

Não houve entregas no segmento de Defesa & Segurança durante o trimestre.

Atualmente, a Embraer possui 42 pedidos firmes para as aeronaves de transporte militar KC-390 Millennium e 27 pedidos firmes para a aeronave de ataque leve A-29 Super Tucano.

As seleções do KC-390 pela Eslováquia (3 aeronaves) e pela Lituânia (3 aeronaves) não estão incluídas na carteira de pedidos, uma vez que os contratos ainda não estão efetivos ou permanecem em negociação.

Fitch afirma rating da Ânima em ‘AA(bra)’; perspectiva estável 

A agência de classificação de risco Fitch afirmou na sexta-feira, 24, os ratings nacionais de longo prazo da Ânima Holding (ANIM3) e de suas sétima e oitava emissões de debêntures em ‘AA(bra)’. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.

Segundo a Fitch, o rating da Ânima reflete sua sólida posição na indústria de educação superior privada no Brasil, com importante participação de mercado em cursos de medicina.

A afirmação incorpora a recém anunciada aquisição da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), atualmente em recuperação judicial, cujo fechamento está sujeito a aprovações regulatórias.

Segundo a agência, o atual balanço da Ânima permite absorver a transação sem pressionar significativamente seu perfil de crédito, mas reduz o espaço para novas movimentações estratégicas e acrescenta riscos de execução associados à integração de um ativo que ainda se encontra em recuperação judicial.

A perspectiva “estável” reflete a expectativa de que a Ânima manterá indicadores de crédito compatíveis com o rating atual e poderá refinanciar com sucesso os elevados volumes de dívida a vencer em 2027.

Divulgam resultado do 2T26 nesta segunda-feira, 27:

Telefônica Brasil, TIM Brasil – após o fechamento do mercado.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Prio3, Ggbr4, Vale3, Tims3, Jhsf3, e de Alos3. Acesse aqui o vídeo.

Agenda de proventos da semana

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.

Segunda, 27

Telefônica Brasil (VIVT3)

A data de corte para ter direito aos juros sobre o capital da Telefônica Brasil anunciados em 16 de julho, é nesta segunda-feira, 27. A partir de terça, 28, as ações serão negociadas ex-JCP.  O valor líquido por ação é R$ 0,12. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser oportunamente definida pela diretoria da companhia.

Quarta, 29

Iguatemi (IGTI11)

A Iguatemi paga na quarta-feira, 29, a terceira parcela do dividendo anunciado em dezembro do ano passado. O valor bruto por unit é R$ 0,16. A data de corte dessa parcela foi em 15 de julho. Ainda resta uma quarta parcela que terá data de corte em 15/10/2026 e pagamento em 29/10/2026.

Sexta, 31

Bradesco (BBDC4) 

O Bradesco paga até a sexta-feira, 31, os juros sobre o capital próprio complementares anunciados em dezembro de 2025. O valor líquido é de R$ 0,29 por ação ordinária e R$ 0,32 por ação preferencial. Tem direito quem tinha ações do banco em 29 de dezembro de 2025 (data-base de direito). As ações passaram a ser negociadas “ex-juros sobre o capital próprio complementares” desde 30 de dezembro de 2025.

M.Dias Branco (MDIA3)

A M.Dias Branco paga o JCP mensal no valor de R$ 0,03 por ação. A data-base foi 23 de julho.

IRB (IRBR3) 

O IRB paga na sexta-feira, 31, a terceira parcela dos JCP anunciados em 1° de abril. O valor é de R$ 25,9 milhões e corresponde a R$ 0,32 por ação. A ‘data de corte’ dessa parcela foi em 30/06/26.

Smartfit (SMFT3)

A Smartfit paga na sexta-feira, 31, os JCP anunciados em 28 de maio. O montante total bruto é de R$ 40 milhões, correspondente a R$ 0,06 por ação, sujeito à retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte. A data base para o direito ao recebimento do JCP foi em 3 de junho. Desde 5 de junho, inclusive, as ações da companhia são negociadas “ex-juros sobre capital próprio”.

Wiz (WIZC3)

A Wiz paga na sexta-feira 31 de julho o dividendo intercalar declarado na assembleia geral extraordinária realizada em 26 de dezembro de 2025 e ratificado na assembleia geral ordinária realizada em 28 de abril de 2026. O valor é de R$ 0,31 por ação. Tem direito ao recebimento acionistas da companhia titulares de posições acionárias em 26 de dezembro de 2025, data em que os dividendos foram declarados.

Celesc (CLSC4) 

A data de corte para ter direito aos JCP da Celesc anunciados em 23 de junho, é na sexta-feira, 31. As ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 3 de agosto. O montante aprovado é de R$ 39,9 milhões, à razão de R$ 0,97 por ação ordinária e R$ 1,07 por ação preferencial. A data de pagamento será deliberada oportunamente pelo conselho de administração e/ou pela assembleia geral de acionistas.

Eventos no radar do mercado nesta semana:

Decisão sobre juros nos EUA

Um dos principais eventos nesta semana é a decisão sobre os juros nos Estados Unidos. O comunicado do Banco Central americano (Federal Reserve) será divulgado às 15h de quarta-feira. Agentes econômicos esperam que as taxas sejam mantidas inalteradas. Às 15h30 o presidente da autoridade monetária, Kevin Warsh, concede uma entrevista sobre a decisão, o que concentra as atenções de investidores e analistas. O mercado tenta encontrar pistas sobre os próximos movimentos do BC dos EUA. A fala de Warsh pode mexer com as Bolsas.

Inflação nos EUA

Na quinta-feira, 30, às 9h30, serão divulgados os números relativos ao PCE, o indicador de inflação preferido do Banco Central dos Estados Unidos. Um dado muito acima ou abaixo do esperado pode impactar ativos de risco como ações.

PIB da Eurozona e dos EUA

Também na quinta-feira será divulgado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro. Será às 6h. Um pouco mais tarde, às 9h30 será apresentado o resultado do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos.

Prévia da inflação no Brasil

Na terça-feira, 28, o IBGE divulga o IPCA-15, conhecido como a prévia da inflação oficial. Será às 9h. Um dados muito acima ou abaixo do esperado pode mexer com ações sensíveis a juros altos como as de empresas do setor de varejo.

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