Mercados nesta segunda, minério, petróleo e notícias corporativas

Publicado às 7h56
Mercados repercutem acordo EUA-Irã
Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme informações divulgadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na noite de domingo. Trump disse que determinou a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das vias mais importantes do mundo para o escoamento de petróleo. Já o Irã afirmou que a previsão de reabertura do Estreito de Ormuz é de até 30 dias. As Bolsas na Ásia fecharam com ganhos e na Europa operam em alta nesta segunda-feira. O preço do barril de petróleo cai e os futuros de ações sobem em Nova York.
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)
Alemanha (DAX): +1,27%
Londres (FTSE 100): +0,07%
Japão (Nikkei 225): +5,33% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): +1,61% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): +0,50% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: -4,67% (US$ 83,2). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: +0,36% (US$ 65.797)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +2,84% (US$ 4.359)
Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,72% aos 771,5 iuanes (US$ 113,9). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,84% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 1,23%. Nasdaq futuro subia 1,97%.
Notícias corporativas
SLC (SLCE3) divulga o resultado da avaliação de terras 2026
A SLC Agrícola (SLCE3) informou nesta segunda-feira, 15, o resultado da avaliação de terras 2026. As terras de propriedade da companhia, juntamente com aquelas vinculadas aos acordos de associação com Fundos de Investimento em Participações (FIPs), administrados pela BTG Pactual Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, foram avaliadas pela consultoria independente Deloitte Touche Tohmatsu em R$ 13.526.780.000. Esse resultado representa uma evolução de 1,0% no valor médio do hectare agricultável, que atingiu R$ 59.534.
O valor líquido dos ativos (Net Asset Value), atualizado pela nova avaliação do portfólio de terras atingiu 13,8 bilhões. Em relação ao NAV divulgado em 31/03/2026, houve um incremento de 0,6%.
CSN (CSNA3) inicia venda de ativos de infraestrutura, reporta jornal
O blog do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, informou no domingo, 14, que a CSN (CSNA3) iniciou o processo para a venda de um conjunto de ativos de infraestrutura. Segundo o blog, no pacote estão terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a recém-comprada Tora, de logística. A siderúrgica está em processo de venda de participação na CSN Cimentos.
Conselho da Axia (AXIA3) aprova resgate de 576.923 ações preferenciais classe “C” (PNCs)
O conselho de administração da Axia Energia (AXIA3) aprovou o resgate de 576.923 ações preferenciais classe “C” (PNCs) de sua emissão, equivalente a R$ 30 milhões e 0,0951% desta classe de ação. A informação foi divulgada em um fato relevante enviado ao mercado na noite de domingo.
Inicialmente, a companhia reiterou que, por se tratar de uma operação inédita, o primeiro resgate ou conversão das ações PNCs será realizado em montante reduzido, com o objetivo de avaliar o mecanismo adotado na operação de resgate ou conversão.
Os termos e condições a serem aplicados nesta primeira operação são os seguintes:
- Data de corte da B3: 18 de junho de 2026.
- Data ex-direitos: a partir de 19 de junho de 2026 as ações PNCs passarão a ser negociadas ex-direitos.
- Valor total do resgate: R$ 30 milhões.
- Valor do resgate da ação PNC: R$ 52,00, equivalente a cotação de fechamento das ações ordinárias de emissão da Companhia no pregão do dia 12 de junho de 2026.
- Procedimento para o resgate: o acionista que não se manifestar terá as suas ações PNCs resgatadas automaticamente.
- Tratamento tributário para investidores não residentes: para informações sobre o tratamento tributário aplicável ao resgate, em especial aos investidores não residentes (INRs), consultar o aviso aos acionistas divulgado nesta data.
- Procedimento para a conversão: os detentores de ações PNCs poderão manifestar, no prazo de 5 dias úteis contado de 23 de junho de 2026 até 29 de junho de 2026 (inclusive), sua intenção de, em substituição ao resgate, optar pela conversão, na proporção de 1:1 em ações ordinárias, no todo ou em parte, das ações PNCs que seriam objeto do resgate.
- Canais de manifestação para a conversão das ações PNCs: por meio do respectivo agente de custódia/corretora, para os acionistas cujas ações estejam depositadas na Central Depositária da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3); ou, via Itaú Corretora de Valores S.A. (escriturador das ações de emissão da companhia), para os acionistas detentores de ações PNCs depositadas em ambiente escritural.
O que esperar da Copasa privatizada?
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) encerrou seu processo de privatização na semana passada.
Em relatório o time de analistas da Genial Investimentos afirma que a entrada da Equatorial como investidor de referência da Copasa representa um potencial divisor de águas para a companhia mineira.
O ativo já possui escala, base regulatória relevante, contratos longos e geração de caixa consistente. A novidade é a entrada de um acionista com histórico de alocação disciplinada de capital, experiência em ativos regulados e foco explícito em eficiência, estrutura de capital e execução, comenta a equipe de Genial.
Para o time da casa a principal prioridade será a universalização. A governança final depende da alocação e dos próximos passos societários, e a influência prática da Equatorial sobre a Copasa ainda precisará ser observada na execução.
O relatório ressalta que a Equatorial vê a Copasa como um ativo resiliente, com oportunidades regulatórias e operacionais relevantes, e acredita que sua expertise pode acelerar a captura de valor.
A equipe de analistas da Genial acredita que a Copasa deve negociar com prêmio em relação à Sabesp (SBSP3), devido à maior remuneração regulatória do capital investido e ao maior crescimento relativo de base esperada até 2030.
A casa também destaca que avaliou a queda das ações na sexta-feira com “naturalidade”, mencionando que os investidores não-controladores que participaram da oferta não tem período de lock-up e devem aproveitar a oportunidade para realizar lucros.
O período de lock-up é uma cláusula contratual que impede investidores ou sócios de venderem ou transferirem suas ações por um prazo determinado.
Na sexta-feira, 12, as ações caíram 1,88% cotadas a R$ 57,40.
Bank of America ações da Vitru (VTRU3) para compra. Veja:
A equipe de analistas do Bank of America revisou a recomendação para o setor educacional depois dos resultados do primeiro trimestre de 2026.
O banco americano elevou as ações da Vitru (VTRU3) para “compra”. O preço-alvo passou de R$ 18 para R$ 21.
O time do Bank of America afirmou que o ambiente atual favorece empresas com melhor execução e balanços mais sólidos.
Segundo relatório, a Vitru apresentou desempenho superior no primeiro trimestre de 2026, reforçando que sua expertise em ensino híbrido é uma vantagem competitiva importante.
A equipe da instituição financeira projeta um rendimento de 25% do fluxo de caixa livre para o acionista em 2026.
Já a recomendação da Cruzeiro do Sul (CSED3) foi cortada de “compra” para “neutra”. O preço-alvo foi reduzido de R$ 8,50 para R$ 4,50. A avaliação é que os maiores investimentos em tecnologia devem pressionar os resultados no curto prazo e levar a uma política mais conservadora de distribuição de dividendos.
Marcopolo (POMO4): dados de maio reforçam a expectativa de melhora gradual dos volumes e margens ao longo do 2º semestre
Na avaliação do BTG os dados de produção da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) para maio indicaram continuidade da recuperação da demanda doméstica por ônibus no Brasil, com a produção nacional crescendo 4% ano/ano, impulsionada principalmente pelos segmentos de micro-ônibus e minibuses, beneficiados pelas entregas ao Ministério da Saúde e possivelmente pelo programa Move Brasil.
As marcas da Marcopolo (Marcopolo, Neobus e Volare) produziram 1.208 unidades no mercado doméstico, alta de 7% na base anual, com destaque para o forte desempenho da Neobus e da Volare.
Por outro lado, o banco destaca que as exportações permaneceram mais fracas, com queda de 27% ano/ano, refletindo uma base de comparação mais desafiadora.
No consolidado, a indústria produziu 2.740 unidades, em linha com o ano anterior, enquanto a Marcopolo registrou 1.322 unidades (+2% ano/ano).
De forma geral, os dados reforçam a expectativa de melhora gradual dos volumes e margens ao longo do segundo semestre de 2026, embora a perspectiva de crescimento estrutural permaneça limitada, comenta a equipe de analistas.
Ainda assim, segundo o BTG, o cenário operacional mais favorável aliado ao valuation considerado atrativo de 6x P/L 2026 e ao dividend yield (rendimento do dividendo) esperado de 9%, pode sustentar um momento mais positivo para as ações no curto prazo. No entanto, o banco mantém a recomendação “neutra” para Marcopolo.
Safra eleva a recomendação da Hypera (HYPE3). Veja:
O Banco Safra elevou a recomendação da Hypera (HYPE3). Passou de “neutra” para “compra”. O preço-alvo também foi elevado. De R$ 24,50 para R$ 29,50.
Segundo o banco, a atualização incorpora os resultados do primeiro trimestre de 2026, novas premissas macroeconômicas e uma leitura mais positiva sobre a evolução das vendas nos próximos anos.
O time de analistas avalia que o valuation atual da Hypera representa uma oportunidade atrativa. A ação negocia a cerca de 6,6 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da média histórica da companhia e do múltiplo implícito no novo preço-alvo.
Segundo o banco, dois fatores sustentam essa leitura. A Hypera voltou a crescer acima do mercado de medicamentos isentos de prescrição desde o terceiro trimestre de 2025. Além disso, os lançamentos recentes ampliaram o mercado potencial da companhia para cerca de 5,1 bilhões de reais, desconsiderando produtos ainda em aprovação regulatória.
A equipe observa ainda a melhora da estrutura de capital. Após um aumento de capital de 1,5 bilhão de reais, a alavancagem tende a recuar de forma relevante.
O cenário-base do Safra não considera vendas de medicamentos à base de semaglutida, ainda em fase de aprovação. Caso a comercialização tenha início a partir do terceiro trimestre de 2026, o impacto sobre os resultados pode ser relevante, destaca.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do Ibov, Vale3, Petr4, Goau4, Ggbr4, Sbsp3, Cmig4, Cple3 e de Pomo4. Acesse aqui o vídeo.
Agenda de proventos da semana:
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.
Segunda, 15
Simpar (SIMH3)
A Simpar paga nesta segunda-feira, 15, os dividendos declarados em assembleia geral ordinária realizada em 30 de abril de 2026. O valor soma R$ 100 milhões, sendo R$ 0,17 por ação. Terão direito os detentores de ações de emissão da companhia em 3 de junho de 2026. As ações serão negociadas ex-direito aos dividendos a partir de 5 de junho de 2026, inclusive.
Taurus (TASA3, TASA4)
A Taurus paga dividendo nesta segunda-feira, 15, no valor de R$ 0,00310972194 por ação. Tem direito detentores de ações de emissão da companhia na data base de 29 de abril de 2026. As ações da companhia passaram a ser negociadas ex-direitos desde 30 de abril de 2026, inclusive.
TPI (TPIS3)
A TPI – Triunfo Participações e Investimentos (TPIS3) paga nesta segunda-feira, 15, os dividendos intermediários no valor de R$ 23.808.864,26 ou R$ 0,54 por ação, com base nos resultado acumulado relativo ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2024, aprovado na reunião do conselho de administração em 23 de dezembro de 2025. Esses dividendos têm como base a posição acionária de 30 de dezembro de 2025.
Romi (ROMI3)
A data de corte para ter direito aos JCP da Romi, aprovados na terça-feira, 9 de junho, é nesta segunda-feira, 15. A partir de terça, 16, as ações serão negociadas ex-JCP. O valor líquido é de R$ 0,0495 por ação. O pagamento será até 31/12/2027.
Totvs (TOTS3)
A data de corte para ter direito aos JCP da Totvs, anunciados em 9 de junho, é nesta segunda-feira, 15. A partir de terça, 16, as ações serão negociadas ex-JCP. O pagamento aos acionistas será no dia 10 de julho de 2026, sem incidência de correção monetária.
Comgás (CGAS3; CGAS5)
A data de corte para ter direito ao dividendo e JCP da Comgás anunciados em 10 de junho, é nesta segunda-feira, 15. A partir de terça, 16, as ações serão negociadas ex-dividendo e ex-JCP. O valor do dividendo por ação ON é R$ 2,28 e por ação PN é R$ 2,51. O valor do JCP por ação ON é R$ 1,69 e por ação PN é R$ 1,86 por ação. O pagamento será realizado em 25 de junho de 2026.
Quinta, 18
Vitru Educação (VTRU3)
A Vitru Educação paga na quinta, 18, o dividendo anunciado em abril no valor de R$ 0,02 por ação ordinária. Tem direito ao dividendo declarado as pessoas que constarem como acionistas da companhia, no encerramento do pregão da B3 de 30 de abril de 2026 (data-base), respeitadas as negociações realizadas até esta data, inclusive. As ações da Vitru são negociadas “ex-dividendos” desde 4 de maio de 2026, inclusive.
CPFL (CPFE3)
A CPFL Energia paga na quinta-feira, 18, a segunda parcela do dividendo declarado na assembleia de 29 de abril de 2026. Será efetuado o pagamento no valor de R$ 150 milhões. O valor por ação é R$ 0,13. Tem direito detentores de ações em 29 de abril de 2026. Desde 30 de abril de 2026 as ações passaram a ser negociadas “ex-dividendo” na B3.
Itaú (ITUB4)
A data de corte (data com) para ter direito aos juros sobre o capital do Itaú, anunciados em 28 de maio, é na quinta, 18. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 19 de junho. O valor líquido por ação é de R$ 0,29. O pagamento será realizado até 31 de agosto de 2026.
Eventos no radar do mercado nesta semana:
Decisão sobre juros no Brasil
Um dos eventos mais importantes para o mercado ocorre na quarta-feira. O Comitê de Política Monetária, o Copom, divulga a nova taxa de juros após às 18h30 de quarta, 17. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano. Analistas destacam o comunicado do Copom e o tom que a autoridade monetária irá adotar em meio à pressão inflacionária.
Decisão sobre juros nos EUA
Também na quarta-feira, 17, o Fomc, comitê do Banco Central que decide sobre os juros nos Estados Unidos, define as taxas na maior economia do mundo. Será às 15h. A reunião é aguardada com expectativa porque marca a estreia de Kevin Warsh à frente da instituição. Os agentes financeiros devem se concentrar no comunicado da autoridade monetária e na entrevista de Warsh à imprensa às 15h30.
Prévia do PIB no Brasil
Ainda na quarta-feira, às 9h, será divulgado pelo Banco Central do Brasil o IBC-Br. Será referente a abril. Esse indicador é conhecido como uma prévia do do Produto Interno Bruto.







