
Publicado às 12h05
Notícias corporativas
Telefônica Brasil (VIVT3) anuncia o pagamento de R$ 600 milhões em JCP [1]
O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou na sexta-feira, 15, o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP). O montante bruto é de R$ 600 milhões. Com retenção de imposto de renda na fonte, à alíquota de 17,5%, resulta no montante líquido de R$ 495 milhões. O valor líquido por ação é de R$ 0,15490018027. Tem direito quem tiver ações da companhia ao final do dia 27 de maio de 2026. A partir de 28 de maio as ações serão negociadas ex-JCP. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser definida pela diretoria.
Marisa reverte lucro e registra prejuízo líquido de R$ 95,8 milhões no 1º trimestre [2]
A Marisa (AMAR3) que teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo líquido de R$ 95,8 milhões. Dessa forma reverte o lucro de R$ 2,36 milhões registrado no primeiro trimestre de 2025 (1T25).
No 1T26 o Ebitda somou R$ 28,5 milhões, queda de 66,9% em relação ao 1T25.
A receita líquida da companhia atingiu R$ 286,5 milhões, queda de 3,8% na base anual de comparação.
Taurus (TASA4) tem prejuízo de R$ 36,6 milhões no 1T26 [3]
A Taurus Armas (TASA3, TASA4) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo de R$ 36,6 milhões. Dessa forma reverte o lucro líquido de R$ 18,6 milhões do primeiro trimestre de 2025 (1T25).
No 1T26 o Ebitda ficou negativo em R$ 20,1 milhões. No 1T25 a Taurus reportou Ebitda positivo de R$ 7 milhões.
A companhia destacou que seus resultados no primeiro trimestre foram atingidos pela tarifa de importação de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos, seu principal mercado. Em fevereiro a Suprema Corte dos EUA considerou ilegal essa estrutura tarifária.
“Essa mudança representa um avanço importante para a competitividade da Taurus e cria condições muito mais positivas para fortalecimento gradual da competitividade e ampliação do potencial de geração de valor da companhia nos próximos períodos”, afirmou Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus na mensagem da administração.
No 1T26 a companhia teve receita líquida de R$ 354,9 milhões, expansão de 1,7% na base anual de comparação.
Biomm (BIOM3) reverte prejuízo e tem lucro no 1T26 [4]
A Biomm (BIOM3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 9,7 milhões. Dessa forma reverte o prejuízo de R$ 11,7 milhões registrado no mesmo período de 2025.
No 1T26 o Ebitda consolidado atingiu R$ 12,4 milhões, ante Ebitda negativo de R$ 10,7 milhões no 1T25.
A receita líquida da companhia somou R$ 92,5 milhões, expansão de 134% na base anual de comparação.
Estudo de ações
Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Beef3, Prio3, Axia3, Flry3, Azza3 e de Brkm5. Acesse aqui [5]o vídeo.
Agenda de proventos desta semana:
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.
Segunda, 18
CPFL Energia paga 1° parcela do dividendo aprovado em assembleia [6]
Banrisul (BRSR6) paga dividendos complementares [7]
Data de corte para JCP da PetroReconcavo (RECV3) [8]
Data de corte para dividendo intercalar da BR Partners (BRBI11) [9]
Data de corte para 1° parcela do dividendo da Mitre (MTRE3) [10]
Terça, 19
Allos (ALOS3) tem data com para 2° parcela de dividendo [11]
Data de corte dos JCP da Neoenergia (NEOE3) [12]
Quarta, 20
Petrobras paga 1° parcela do provento anunciado em março [13]
Data prevista para Banco do Brasil (BBAS3) pagar provento antecipado [14]
Embraer (EMBJ3) paga JCP anunciado em novembro/25 [15]
Embraer (EMBJ3) tem data com para dividendo [16]
Klabin (KLBN11) paga 2° parcela do dividendo anunciado em dez/25 [17]
Irani (RANI3) paga dividendo intercalar [18]
Quinta, 21
Banco Bmg (BMGB4) paga juros sobre o capital [19]
Data de corte para dividendo da Grendene (GRND3) anunciado em maio/26 [20]
Sexta, 22
Localiza (RENT3) paga JCP [21]
Artigo
IA é revolução produtiva ou a próxima bolha a estourar? [22]
O mercado global vive um momento de entusiasmo com a inteligência artificial (IA), mas o cenário atual carrega semelhanças desconfortáveis com crises passadas. Em análise recente, o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, avalia se o otimismo extremo com a tecnologia pode estar inflando uma bolha capaz de desestabilizar a economia mundial.
Para Mendlowicz, o comportamento do mercado lembra o início dos anos 2000. “Essa bolha, se ela for ficar parecida com alguma, será com a do início dos anos 2000, a bolha da internet. Todo mundo queria entrar e investia dinheiro em projetos em fase inicial, que ainda precisavam se provar”, acredita o economista.
Um dos principais pontos de atenção destacados pelo economista é a concentração excessiva de valor em um grupo de companhias que pertencem diretamente ao ecossistema de IA e infraestrutura digital. Mendlowicz observa que quase metade do índice S&P 500 (37%) está, hoje, alocado em 10 gigantes do setor de tecnologia. “Parece uma bolha e tem comportamento de bolha igual às últimas bolhas. Quase metade do índice está alocado em 10 big techs, e isso é uma característica das bolhas”, explica.
Ele compara a situação a um veículo em movimento com indicadores de superaquecimento no painel. “O indicador está falando que está esquentando o carro. Não é melhor ver se o nível do líquido de arrefecimento está ok? Ou vale a pena acelerar ao máximo o carro de forma inconsequente?”, questiona o Economista Sincero.
Uso real vs. expectativa de lucro
Diferente da bolha de 2008, que pegou muitos investidores de surpresa, a discussão sobre a IA é aberta e fundamentada em um uso prático que já transforma setores. No entanto, Mendlowicz ressalta que a utilidade da ferramenta não garante a sobrevivência de todas as empresas que hoje recebem aportes bilionários: “As empresas estão investindo muito dinheiro, mas 95% ainda não estão vendo retorno”. O dado citado pelo economista é do estudo State of AI in Business 2025: The GenAI Drive, conduzido pelo MIT Project NANDA.
O desafio, segundo ele, é transformar o hype em lucro real, especialmente quando o mercado já precifica um futuro extremamente otimista. “Se sair um balanço aquém do esperado de uma dessas empresas gigantes, o mercado vai balançar”, alerta Charles Mendlowicz.
Geopolítica e infraestrutura
A corrida pela hegemonia da IA também passa pela infraestrutura física. Mendlowicz destaca a liderança dos Estados Unidos em data centers e a importância estratégica da energia barata, citando o exemplo negativo da Alemanha, que perdeu competitividade por depender de energia cara. “O Brasil, embora tenha potencial, segue atrasado nesse movimento”, analisa o economista.
Investidor deve ter prudência
Apesar do tom de cautela, o sócio da Ticker Wealth não sugere pânico, mas sim prudência e diversificação. Ele reforça a importância de não manter o patrimônio concentrado apenas em big techs e aponta a dolarização gradual como estratégia de defesa. Para Mendlowicz, “talvez a bolha da IA não exploda, mas desinfle aos poucos”.
Aos investidores que acumularam ganhos expressivos com empresas como Nvidia (que chegou a subir mais de 80% no comparativo entre os anos de 2024 e 2025), o Economista Sincero sugere que pode ser o momento de realizar parte dos lucros. “Quem ganhou muito dinheiro com algumas dessas empresas pode diversificar um pouco, ir para um título de renda fixa ou pegar uma outra ação”, conclui Mendlowicz.
Fundamentos
Nubank (ROXO34): como o mercado avaliou o resultado do primeiro trimestre [23]
MBRF (MBRF3): a avaliação do resultado do primeiro trimestre (1T26) [24]
Cyrela (CYRE3): a avaliação do resultado do primeiro trimestre (1T26) [25]
3tentos (TTEN3): a avaliação do resultado do primeiro trimestre (1T26) [26]
Banco do Brasil: como o mercado avaliou o resultado do 1T26 [27]
Petrobras: como o mercado avaliou o resultado do 1T26? [28]
A avaliação do resultado da Copasa no 1T26 [29]
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [30].