Banco do Brasil: como o mercado avaliou o resultado do 1T26

Publicado às 13h52
Para o BTG Pactual, o Banco do Brasil reportou resultados fracos no primeiro trimestre (1T26), com lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões e Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 7,3%, queda de 30% na base trimestral e de e 54% na anual.
O principal impacto negativo continuou vindo do elevado custo de crédito, especialmente na carteira do agronegócio e no aumento da inadimplência em crédito para pessoas físicas, comenta a equipe de analistas.
O guidance de lucro líquido ajustado para 2026 foi revisado para baixo, passando de R$ 20 bilhões – 26 bilhões para R$ 18bi – R$ 22 bilhões, refletindo maior prudência diante da baixa visibilidade operacional, avalia o BTG.
Seus analistas também destacam que as provisões, incluindo descontos concedidos, cresceram 82% ano/ano para R$ 20,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento da inadimplência inicial em pessoas físicas, enquanto o agronegócio segue apresentando tendência de deterioração.
Para o time de analistas da Genial, o banco estatal reportou um primeiro trimestre fraco, mas em linhas gerais amplamente esperado. Para a casa, o principal destaque negativo ficou para a revisão do guidance de 2026, anunciado há apenas três meses, refletindo uma deterioração mais intensa e prolongada do custo de crédito, especialmente no agronegócio. Segundo a equipe da Genial, a revisão reforça que o processo de normalização do ciclo rural deve ser mais lento do que o próprio banco e o mercado antecipavam inicialmente.
A equipe da Genial destaca ainda que a deterioração segue concentrada principalmente nas linhas ligadas à qualidade dos ativos, enquanto a recuperação continua dependendo da normalização gradual do ciclo do agronegócio, algo que, na visão da casa, dificilmente deve ocorrer antes do segundo semestre de 2026.
Para a XP, o 1T26 do BB foi fraco, embora em linha, com a principal preocupação migrando do resultado em si para a piora do cenário. O time da XP reforçou sua recomendação “neutra” para o ativo, dado o ainda baixo nível de visibilidade e a assimetria de riscos negativa, com espaço para novas revisões para baixo.
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