Notícia da Sabesp, Qualicorp, guerra no Oriente Médio no radar e outros destaques corporativos

24 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 11h18

Notícias corporativas

Eduardo Oliveira será o novo CEO da Qualicorp (QUAL3)

O conselho de administração da Qualicorp (QUAL3) aprovou o início de um processo estruturado de sucessão de sua presidência executiva.

Como parte desse processo, Maurício Lopes, atual diretor presidente (CEO) da companhia, passará a ocupar o cargo de presidente do conselho de administração a partir de 31 de agosto de 2026, sendo sucedido como CEO por Eduardo Oliveira, atual vice-presidente da companhia.

Até a data da efetivação da sucessão, Eduardo Oliveira passará a exercer a função de vice-presidente executivo, atuando lado a lado com o atual CEO.

“Sob a liderança de Maurício Lopes, a Qualicorp consolidou nos últimos três anos um ciclo consistente de turnaround, marcado pela execução incansável de uma estratégia ancorada em maior eficiência operacional, no realinhamento das frentes comerciais e no crescimento do portfólio de produtos, eixos que se traduziram na construção de um flywheel de geração de valor que se tornou o centro da gestão da companhia”, afirmou a Qualicorp em um fato relevante.

A transição anunciada tem como propósito preservar, aprofundar e dar continuidade a esse movimento, afirmou a companhia.

Ainda segundo a Qualicorp, Eduardo Oliveira vivenciou diferentes ciclos da companhia ao longo de seus seis anos de casa e, como vice-presidente nos últimos três, teve papel relevante na concepção e na execução do plano de turnaround em curso, participando diretamente das principais frentes que compõem a atual agenda estratégica.

Durante o período que antecede 31 de agosto de 2026, Eduardo Oliveira, na qualidade de vice-presidente executivo, passará a concentrar parte relevante das atribuições operacionais da companhia, atuando em estreita parceria com Maurício Lopes, que manterá funções executivas até a efetivação da sucessão.

Murilo Ramos Neto, atual chairman e que liderou o processo de turnaround da Qualicorp no conselho de administração, passará a ocupar o cargo de vice-presidente do conselho.

Oncoclínicas (ONCO3) contrata BTG como formador de mercado

A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou o encerramento do contrato com o Citigroup para a prestação de serviços de formador de mercado.

A Oncoclínicas divulgou que contratou a BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários para exercer a função de formador de mercado de suas ações ordinárias no âmbito da B3.

O contrato tem como objetivo fomentar a liquidez das ações ordinárias de emissão da companhia. O formador de mercado iniciará as suas atividades a partir de 25 de maio de 2026.

Sabesp: Cade aprova aquisição de participação de 90% da Sanessol 

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pela Sabesp (SBSP3) de ações ordinárias representativas de 90% do capital social da Saneamento de Mirassol (Sanessol).

Em janeiro deste ano a Iguá Saneamento acertou a venda da Sanessol para a Sabesp.

A Sanessol é titular de contrato de concessão, pelo prazo de 30 anos, para exploração dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município de Mirassol, no Estado de São Paulo, desde 2008, atendendo uma população de aproximadamente 65 mil habitantes.

A conclusão da operação permanece sujeita à aprovação do município de Mirassol, na qualidade de poder concedente. No fechamento da operação, a ser realizado logo após a aprovação do poder concedente, a Sabesp pagará à Iguá, em parcela única, o preço de compra equivalente a R$ 125 milhões.

“A aquisição está alinhada à estratégia da companhia de expansão de sua atuação e consolidação no setor de saneamento no Brasil”, afirmou a Sabesp.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Vale3, Bbas3, Wege3, Kepl3, Soja3 e de Mutc34. Acesse aqui o vídeo.

Geopolítica:

Fim da guerra entre EUA e Irã?

Investidores e analistas estão na expectativa neste domingo por um anúncio do governo norte-americano sobre o conflito no Oriente Médio. 

O site Axios reportou no sábado que os Estados Unidos e o Irã estão perto de assinar um acordo que prevê a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias. Nesse período, o Estreito de Ormuz seria reaberto, o Irã poderia vender petróleo livremente e seriam realizadas negociações para limitar o programa nuclear de Teerã. 

Também no sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington e o Irã “negociaram em grande parte” um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabrirá o Estreito de Ormuz. 

Trump publicou que o acordo emergente reabrirá o estreito, cujo fechamento desencadeou forte alta no preço do petróleo e uma crise energética global. “Os aspectos e detalhes finais do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve”, escreveu o republicano em sua rede Truth Social. 

Agenda de proventos da semana:

Quarta, 27

Taesa (TAEE11, TAEE4) paga dividendo 

Mahle Metal Leve (LEVE3) paga juros sobre o capital anunciado em dez/25

 Taesa (TAEE4, TAEE11) paga dividendo

Mahle Metal Leve (LEVE3) paga dividendo

Bemobi (BMOB3) paga JCP

Data de corte para JCP da Telefônica Brasil (VIVT3)

Quinta, 28

Mitre (MTRE3) paga 1° parcela de dividendo 

Cury (CURY3) paga dividendo

PetroReconcavo paga JCP anunciado em maio 

Sexta, 29

Itaúsa (ITSA4) tem data com para JCP trimestral

Track&Field (TFCO4) paga juros sobre o capital anunciados em junho/25

Track&Field (TFCO4) paga juros sobre o capital anunciados em setembro/25

Track&Field (TFCO4) paga JCP dez/25

RD Saúde (RADL3) paga até essa data JCP

M.Dias Branco (MDIA3) paga dividendo mensal

União Pet (AUAU3) paga dividendo intermediário

Ser Educacional (SEER3) paga 2° parcela de dividendo

IRB (IRBR3) tem data com para a 2° parcela de JCP 

IRB (IRBR3) paga 1° parcela de JCP 

Cogna (COGN3) paga dividendo

Veste Estilo (VSTE3) paga dividendo

Eztec (EZTC3) paga até essa data dividendo anunciado em maio

BR Partners (BRBI11) paga dividendo intercalar

Valid (VLID3) paga dividendo

RD Saúde (RADL3) paga JCP aprovado em setembro de 2025

Espaçolaser (ESPA3) paga dividendo aprovado em 28 de abril

Análise de fundamentos:

Queda das ações dos bancões: oportunidade?

As ações dos grandes bancos brasileiros perderam força nas últimas semanas. Após meses de alta os papéis passaram ao negativo. Considerando os últimos 30 dias até o fechamento do mercado na sexta-feira, 22 de maio, as ações do Itaú (ITUB4) acumulam queda de 10,7%; as PN do Bradesco (BBDC4) -11,7%; as do Banco do Brasil (BBAS3) -8,96%; e as units do Santander Brasil -9,24%.

Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o momento exige cautela e análise individualizada, e não pânico.

“Tem muito investidor preocupado com a queda dessas ações, mas é preciso ter calma. É importante a gente analisar para entender se é algo momentâneo ou estrutural”, afirma Mendlowicz, apontando que o cenário atual é reflexo direto de uma conjuntura macroeconômica severa.

O peso do crédito caro e do calote

A desaceleração econômica, somada à manutenção da taxa Selic em patamares elevados pelo Banco Central e ao endividamento das famílias, criou a tempestade perfeita para a alta da inadimplência. Segundo o economista, os efeitos colaterais já impactam o dia a dia das operações.

“O brasileiro está sem dinheiro, então é óbvio que ele acaba não pagando as suas dívidas. A inadimplência está altíssima e os bancos estão sentindo isso”, pontua Mendlowicz.

Para se protegerem de eventuais calotes, as cinco principais instituições financeiras do país (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) acumularam um montante impressionante de R$ 51,3 bilhões em provisões entre janeiro e março de 2026. “O risco de calote entrou no radar de todos os bancos. Se o banco está com medo de tomar um calote, ‘puxa’ o tapete do cliente”, explica o Economista Sincero, justificando a postura mais conservadora na liberação de crédito.

Desempenhos assimétricos: quem sobe e quem desce

Apesar do “cenário de caos” generalizado, Mendlowicz enfatiza que os resultados recentes mostram uma forte assimetria entre os bancos, o que exige que o investidor avalie caso a caso.

  • Itaú e Bradesco: foram os destaques positivos. O Itaú registrou lucro líquido de R$ 12,33 bilhões no primeiro trimestre (alta de 10,4% no comparativo com o mesmo período em 2025), impulsionado por anos de investimentos em tecnologia. Já o Bradesco, após um período de estagnação, colheu os frutos de uma nova gestão focada em crescimento, com lucro de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre e salto de 16% em um ano.
  • Santander: apresentou estabilidade, com leve recuo de 1,9% no lucro no primeiro trimestre (R$ 3,79 bilhões).
  • Banco do Brasil: foi a grande “bomba” do trimestre, com queda de 53,5% no lucro líquido (em relação ao primeiro trimestre de 2025), atingindo R$ 3,4 bilhões. “O lucro líquido vem caindo trimestre a trimestre. Tem sido um triturador de rentabilidade do banco”, avalia Charles.

Em contrapartida, fora dos “bancões” tradicionais, BTG Pactual apresentou salto de 42,3% no lucro no primeiro trimestre. No mesmo período, o Nubank teve lucro de US$ 871,4 milhões, considerado abaixo do esperado (analistas previam US$ 980 milhões).

O fim da era dos “bancões”?

Mendlowicz reitera que o mercado de grandes bancos não está perto do fim, e que as quedas recentes de preços podem, inclusive, abrir janelas de oportunidade para o longo prazo com foco em dividendos. “Sigo otimista com o mercado de ‘bancões’. Não acho que vá acabar. Mas acredito sim que o Banco do Brasil é que está ‘puxando’ o resultado das demais instituições”, conclui o economista.

Vale (VALE3): a avaliação do J.P. Morgan

O time de analistas do J.P. Morgan reiterou a recomendação “overweight” (equivalente à compra) para a mineradora Vale (VALE3) e elevou o preço-alvo das ações de R$ 99 para R$ 104. O preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Bolsa de Nova York também foi elevado de US$ 18,50 para US$ 19,50.

O banco americano comenta que a Vale “continua se destacando” como a ação mais descontada entre as grandes mineradoras globais e afirma que a companhia é uma oportunidade de investimento altamente atrativa no atual cenário de volatilidade no minério de ferro.

A avaliação é que a mineradora negocia atualmente a 4,9 vezes EV/Ebitda, abaixo da média de 6,9 vezes observada entre as concorrentes globais no cenário-base traçado pelos analistas.

Para seus analistas, a Vale é sólida demais para negociar com esse desconto.

O EV/Ebitda (valor da firma sobre geração operacional de caixa) é um dos indicadores de valuation mais utilizados no mercado financeiro.

Em relatório a equipe de analistas do J.P. Morgan comenta que a mineradora oferece os maiores rendimentos de fluxo de caixa livre e de dividendos do setor em 7% e 6,2%, respectivamente, superando a média de 4,4% e 4,1% de mineradoras globais.

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