
Publicado às 11h18
Notícias corporativas
Eduardo Oliveira será o novo CEO da Qualicorp (QUAL3) [1]
O conselho de administração da Qualicorp (QUAL3) aprovou o início de um processo estruturado de sucessão de sua presidência executiva.
Como parte desse processo, Maurício Lopes, atual diretor presidente (CEO) da companhia, passará a ocupar o cargo de presidente do conselho de administração a partir de 31 de agosto de 2026, sendo sucedido como CEO por Eduardo Oliveira, atual vice-presidente da companhia.
Até a data da efetivação da sucessão, Eduardo Oliveira passará a exercer a função de vice-presidente executivo, atuando lado a lado com o atual CEO.
“Sob a liderança de Maurício Lopes, a Qualicorp consolidou nos últimos três anos um ciclo consistente de turnaround, marcado pela execução incansável de uma estratégia ancorada em maior eficiência operacional, no realinhamento das frentes comerciais e no crescimento do portfólio de produtos, eixos que se traduziram na construção de um flywheel de geração de valor que se tornou o centro da gestão da companhia”, afirmou a Qualicorp em um fato relevante.
A transição anunciada tem como propósito preservar, aprofundar e dar continuidade a esse movimento, afirmou a companhia.
Ainda segundo a Qualicorp, Eduardo Oliveira vivenciou diferentes ciclos da companhia ao longo de seus seis anos de casa e, como vice-presidente nos últimos três, teve papel relevante na concepção e na execução do plano de turnaround em curso, participando diretamente das principais frentes que compõem a atual agenda estratégica.
Durante o período que antecede 31 de agosto de 2026, Eduardo Oliveira, na qualidade de vice-presidente executivo, passará a concentrar parte relevante das atribuições operacionais da companhia, atuando em estreita parceria com Maurício Lopes, que manterá funções executivas até a efetivação da sucessão.
Murilo Ramos Neto, atual chairman e que liderou o processo de turnaround da Qualicorp no conselho de administração, passará a ocupar o cargo de vice-presidente do conselho.
Oncoclínicas (ONCO3) contrata BTG como formador de mercado [2]
A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou o encerramento do contrato com o Citigroup para a prestação de serviços de formador de mercado.
A Oncoclínicas divulgou que contratou a BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários para exercer a função de formador de mercado de suas ações ordinárias no âmbito da B3.
O contrato tem como objetivo fomentar a liquidez das ações ordinárias de emissão da companhia. O formador de mercado iniciará as suas atividades a partir de 25 de maio de 2026.
Sabesp: Cade aprova aquisição de participação de 90% da Sanessol [3]
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pela Sabesp (SBSP3) de ações ordinárias representativas de 90% do capital social da Saneamento de Mirassol (Sanessol).
Em janeiro deste ano a Iguá Saneamento acertou a venda da Sanessol para a Sabesp.
A Sanessol é titular de contrato de concessão, pelo prazo de 30 anos, para exploração dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município de Mirassol, no Estado de São Paulo, desde 2008, atendendo uma população de aproximadamente 65 mil habitantes.
A conclusão da operação permanece sujeita à aprovação do município de Mirassol, na qualidade de poder concedente. No fechamento da operação, a ser realizado logo após a aprovação do poder concedente, a Sabesp pagará à Iguá, em parcela única, o preço de compra equivalente a R$ 125 milhões.
“A aquisição está alinhada à estratégia da companhia de expansão de sua atuação e consolidação no setor de saneamento no Brasil”, afirmou a Sabesp.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Vale3, Bbas3, Wege3, Kepl3, Soja3 e de Mutc34. Acesse aqui [4]o vídeo.
Geopolítica:
Fim da guerra entre EUA e Irã?
Investidores e analistas estão na expectativa neste domingo por um anúncio do governo norte-americano sobre o conflito no Oriente Médio.
O site Axios reportou no sábado que os Estados Unidos e o Irã estão perto de assinar um acordo que prevê a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias. Nesse período, o Estreito de Ormuz seria reaberto, o Irã poderia vender petróleo livremente e seriam realizadas negociações para limitar o programa nuclear de Teerã.
Também no sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington e o Irã “negociaram em grande parte” um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabrirá o Estreito de Ormuz.
Trump publicou que o acordo emergente reabrirá o estreito, cujo fechamento desencadeou forte alta no preço do petróleo e uma crise energética global. “Os aspectos e detalhes finais do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve”, escreveu o republicano em sua rede Truth Social.
Agenda de proventos da semana:
Quarta, 27
Taesa (TAEE11, TAEE4) paga dividendo [5]
Mahle Metal Leve (LEVE3) paga juros sobre o capital anunciado em dez/25 [6]
Taesa (TAEE4, TAEE11) paga dividendo [7]
Mahle Metal Leve (LEVE3) paga dividendo [8]
Data de corte para JCP da Telefônica Brasil (VIVT3) [10]
Quinta, 28
Mitre (MTRE3) paga 1° parcela de dividendo [11]
Cury (CURY3) paga dividendo [12]
PetroReconcavo paga JCP anunciado em maio [13]
Sexta, 29
Itaúsa (ITSA4) tem data com para JCP trimestral [14]
Track&Field (TFCO4) paga juros sobre o capital anunciados em junho/25 [15]
Track&Field (TFCO4) paga juros sobre o capital anunciados em setembro/25 [16]
Track&Field (TFCO4) paga JCP dez/25 [17]
RD Saúde (RADL3) paga até essa data JCP [18]
M.Dias Branco (MDIA3) paga dividendo mensal [19]
União Pet (AUAU3) paga dividendo intermediário [20]
Ser Educacional (SEER3) paga 2° parcela de dividendo [21]
IRB (IRBR3) tem data com para a 2° parcela de JCP [22]
IRB (IRBR3) paga 1° parcela de JCP [22]
Cogna (COGN3) paga dividendo [23]
Veste Estilo (VSTE3) paga dividendo [24]
Eztec (EZTC3) paga até essa data dividendo anunciado em maio [25]
BR Partners (BRBI11) paga dividendo intercalar [26]
Valid (VLID3) paga dividendo [27]
RD Saúde (RADL3) paga JCP aprovado em setembro de 2025 [28]
Espaçolaser (ESPA3) paga dividendo aprovado em 28 de abril [29]
Análise de fundamentos:
Queda das ações dos bancões: oportunidade? [30]
As ações dos grandes bancos brasileiros perderam força nas últimas semanas. Após meses de alta os papéis passaram ao negativo. Considerando os últimos 30 dias até o fechamento do mercado na sexta-feira, 22 de maio, as ações do Itaú (ITUB4) acumulam queda de 10,7%; as PN do Bradesco (BBDC4) -11,7%; as do Banco do Brasil (BBAS3) -8,96%; e as units do Santander Brasil -9,24%.
Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o momento exige cautela e análise individualizada, e não pânico.
“Tem muito investidor preocupado com a queda dessas ações, mas é preciso ter calma. É importante a gente analisar para entender se é algo momentâneo ou estrutural”, afirma Mendlowicz, apontando que o cenário atual é reflexo direto de uma conjuntura macroeconômica severa.
O peso do crédito caro e do calote
A desaceleração econômica, somada à manutenção da taxa Selic em patamares elevados pelo Banco Central e ao endividamento das famílias, criou a tempestade perfeita para a alta da inadimplência. Segundo o economista, os efeitos colaterais já impactam o dia a dia das operações.
“O brasileiro está sem dinheiro, então é óbvio que ele acaba não pagando as suas dívidas. A inadimplência está altíssima e os bancos estão sentindo isso”, pontua Mendlowicz.
Para se protegerem de eventuais calotes, as cinco principais instituições financeiras do país (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) acumularam um montante impressionante de R$ 51,3 bilhões em provisões entre janeiro e março de 2026. “O risco de calote entrou no radar de todos os bancos. Se o banco está com medo de tomar um calote, ‘puxa’ o tapete do cliente”, explica o Economista Sincero, justificando a postura mais conservadora na liberação de crédito.
Desempenhos assimétricos: quem sobe e quem desce
Apesar do “cenário de caos” generalizado, Mendlowicz enfatiza que os resultados recentes mostram uma forte assimetria entre os bancos, o que exige que o investidor avalie caso a caso.
- Itaú e Bradesco: foram os destaques positivos. O Itaú registrou lucro líquido de R$ 12,33 bilhões no primeiro trimestre (alta de 10,4% no comparativo com o mesmo período em 2025), impulsionado por anos de investimentos em tecnologia. Já o Bradesco, após um período de estagnação, colheu os frutos de uma nova gestão focada em crescimento, com lucro de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre e salto de 16% em um ano.
- Santander: apresentou estabilidade, com leve recuo de 1,9% no lucro no primeiro trimestre (R$ 3,79 bilhões).
- Banco do Brasil: foi a grande “bomba” do trimestre, com queda de 53,5% no lucro líquido (em relação ao primeiro trimestre de 2025), atingindo R$ 3,4 bilhões. “O lucro líquido vem caindo trimestre a trimestre. Tem sido um triturador de rentabilidade do banco”, avalia Charles.
Em contrapartida, fora dos “bancões” tradicionais, BTG Pactual apresentou salto de 42,3% no lucro no primeiro trimestre. No mesmo período, o Nubank teve lucro de US$ 871,4 milhões, considerado abaixo do esperado (analistas previam US$ 980 milhões).
O fim da era dos “bancões”?
Mendlowicz reitera que o mercado de grandes bancos não está perto do fim, e que as quedas recentes de preços podem, inclusive, abrir janelas de oportunidade para o longo prazo com foco em dividendos. “Sigo otimista com o mercado de ‘bancões’. Não acho que vá acabar. Mas acredito sim que o Banco do Brasil é que está ‘puxando’ o resultado das demais instituições”, conclui o economista.
Vale (VALE3): a avaliação do J.P. Morgan [31]
O time de analistas do J.P. Morgan reiterou a recomendação “overweight” (equivalente à compra) para a mineradora Vale (VALE3) e elevou o preço-alvo das ações de R$ 99 para R$ 104. O preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Bolsa de Nova York também foi elevado de US$ 18,50 para US$ 19,50.
O banco americano comenta que a Vale “continua se destacando” como a ação mais descontada entre as grandes mineradoras globais e afirma que a companhia é uma oportunidade de investimento altamente atrativa no atual cenário de volatilidade no minério de ferro.
A avaliação é que a mineradora negocia atualmente a 4,9 vezes EV/Ebitda, abaixo da média de 6,9 vezes observada entre as concorrentes globais no cenário-base traçado pelos analistas.
Para seus analistas, a Vale é sólida demais para negociar com esse desconto.
O EV/Ebitda (valor da firma sobre geração operacional de caixa) é um dos indicadores de valuation mais utilizados no mercado financeiro.
Em relatório a equipe de analistas do J.P. Morgan comenta que a mineradora oferece os maiores rendimentos de fluxo de caixa livre e de dividendos do setor em 7% e 6,2%, respectivamente, superando a média de 4,4% e 4,1% de mineradoras globais.