GPA (PCAR3) celebra nova versão do plano de recuperação extrajudicial com credores

Publicado às 22h46
O GPA (PCAR3) informou na noite desta terça-feira, 5, que celebrou nova versão do seu plano de recuperação extrajudicial com credores representando 57,49% dos créditos sujeitos, cujo valor total é de R$ 4,568 bilhões.
O acordo com credores que representam mais da metade dos créditos sujeitos foi obtido no prazo de 56 dias após o protocolo da primeira versão do plano – prazo inferior, portanto, aos 90 dias determinados pelo art. 163, § 7º, da Lei nº 11.101/2005.
O plano contou com a aprovação unânime do conselho de administração e será protocolado perante o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo para homologação.
O plano permitirá uma solução estruturada para os desafios financeiros da companhia, endereçando simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo, afirmou o GPA em um fato relevante.
Em linhas gerais, com a homologação judicial, espera-se que as obrigações de pagamento sujeitas ao plano tenham o prazo médio alongado para 6,4 anos; o custo médio reduzido para CDI + 0,5% ao ano; e o valor total reduzido em mais de 50% ao longo do tempo.
Entre outras medidas de recuperação, o plano contempla a reestruturação dos créditos
sujeitos em debêntures conversíveis no valor de até R$ 1,1 bilhão. As debêntures terão quatro janelas de conversão, a critério de seus titulares, respectivamente no primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031. O preço de emissão das novas ações corresponderá à média ponderada da cotação de fechamento das ações ordinárias da companhia (VWAP) no ambiente B3 nos 90 (noventa) pregões imediatamente antecedentes à data de início para exercício do direito de conversão da respectiva janela, a ser definida na escritura de emissão, com desconto de 20% (vinte por cento).
A escritura de emissão das debêntures conversíveis deverá ser aprovada pelos credores nos termos do plano e a emissão observará os direitos dos acionistas previstos na regulamentação societária.
O plano prevê ainda novo financiamento para a companhia no valor total de até R$ 200 milhões, a ser integralmente realizado por credores sujeitos ao plano de recuperação extrajudicial que desejem conceder novos recursos à companhia. Como resultado dessas medidas, o plano de recuperação extrajudicial proporcionará liquidez relevante e reduzirá em mais de R$ 4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela companhia nos próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa no período.
“Trata-se de um passo essencial para melhorar o perfil de endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o relacionamento com os fornecedores e protege as operações de suas lojas, que seguirão funcionando normalmente”, destacou o GPA.
A companhia reforçou que suas operações “são saudáveis e que está em dia com as suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais não fazem parte da recuperação extrajudicial e não estarão sujeitos ao plano”.







