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A avaliação do resultado do Nubank, MBRF, Cyrela, 3tentos, Copasa, BB e da Petrobras

 

Publicado às 18h36

Nubank (ROXO34): como o mercado avaliou o resultado do primeiro trimestre [1]

Para o Safra, o Nubank (B3: ROXO34; Nasdaq: NU) divulgou resultados mistos no primeiro trimestre de 2026 (1T26). Seus analistas avaliam que o balanço trouxe um viés levemente mais negativo, principalmente por causa da evolução dos indicadores de crédito.

O ponto central do trimestre esteve no avanço relevante das operações classificadas em estágio intermediário de risco, que cresceram muito acima da sazonalidade histórica.

Esse movimento importa porque a migração inicial de uma carteira saudável para um estágio de maior risco já exige uma parcela relevante das provisões esperadas ao longo da vida do crédito, comenta a equipe do Safra.

Na avaliação do banco, o dado mais relevante do trimestre foi o forte crescimento das operações classificadas em estágio intermediário e avançado de risco. Só as novas provisões ligadas ao estágio intermediário somaram US$ 535 milhões, muito acima dos US$ 183 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Para a equipe de analistas, a trajetória do segundo trimestre dependerá do comportamento dessas carteiras que migraram recentemente para uma faixa de risco maior. Se elas permanecerem nesse estágio, a pressão pode ser mais limitada. Por outro lado, se avançarem para um nível mais crítico, novas provisões devem voltar a pesar sobre o resultado.

A receita total do Nubank somou US$ 4,968 bilhões, em linha com a estimativa do Safra. O desempenho refletiu receitas com tarifas ligeiramente maiores e receitas de juros um pouco menores.

O lucro líquido reportado ficou em US$ 872 milhões, 6% abaixo da projeção do Safra. Parte desse número foi favorecida por uma alíquota efetiva de imposto de 8,7%, abaixo do patamar que a própria companhia espera para os próximos trimestres.

Já a XP comentou em relatório que, apesar de uma leitura negativa de qualidade de crédito no 1T26, marcada por um aumento de 89 bps na base trimestral na inadimplência curta, provisões acima do esperado e pressão na margem financeira ajustada ao risco, observa a dinâmica subjacente como amplamente explicada por fatores identificáveis, e não como indicativa de deterioração estrutural. A XP destacou que não vê o trimestre como um ponto de inflexão negativa. Em vez disso, enxerga uma assimetria ainda atrativa, sustentada por avenidas de crescimento, métricas operacionais resilientes e um valuation que já incorpora espaço para revisões de curto prazo, reforçando a convicção de seus analistas na tese.

MBRF (MBRF3): a avaliação do resultado do primeiro trimestre (1T26) [2]

O time de analistas da XP comenta em relatório que a MBRF (MBRF3) reportou um sólido resultado acima do esperado no primeiro trimestre (1T26), embora provavelmente não totalmente recorrente. Para seus analistas, a queima de caixa de R$ 1,262 bilhão foi o ponto negativo, embora a variação cambial tenha ajudado no trimestre, levando a alavancagem a permanecer estável na base trimestral, ainda em um nível desconfortável.

A equipe do banco Safra destaca que a companhia entregou um resultado melhor do que o projetado pelo mercado no primeiro trimestre de 2026. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado ficou 8% acima da estimativa do Safra e 6% acima do consenso.

Na avaliação do banco, o trimestre foi positivo e refletiu, sobretudo, a força da operação de carne bovina na América do Sul. A divisão conseguiu ampliar margens mesmo diante da alta no preço do gado, o que reforçou a percepção de boa execução operacional.

Ao mesmo tempo, a BRF apresentou desempenho robusto nos mercados internacionais. A avaliação é que esse movimento compensou, em parte, a fraqueza do mercado doméstico. Por isso, apesar de um ambiente ainda pressionado em algumas frentes, o resultado consolidado surpreendeu positivamente, ressalta o Safra.

Cyrela (CYRE3): a avaliação do resultado do primeiro trimestre (1T26) [3]

Na avaliação do time de analistas do BTG a Cyrela (CYRE3) apresentou resultados mais fracos no primeiro trimestre (1T26), com receita líquida de R$ 2 bilhões, crescimento de 4% ano/ano, mas abaixo das estimativas. O lucro líquido somou R$ 297 milhões, queda de 9% na base anual de comparação e abaixo das projeções devido a receita líquida mais fraca e maiores despesas comerciais.

Para o Safra, a companhia divulgou um resultado abaixo das estimativas no primeiro trimestre de 2026. O principal fator de pressão veio da receita mais fraca, em um período marcado pelo reconhecimento integral de vendas fora do balanço no trimestre anterior e por um volume menor de lançamentos.

Se o lucro veio abaixo do esperado, a geração de caixa foi um dos pontos fortes do trimestre. A Cyrela gerou R$ 134 milhões em caixa, bem acima da estimativa de R$ 56 milhões do Safra.

3tentos (TTEN3): a avaliação do resultado do primeiro trimestre (1T26) [4]

O BTG destaca em relatório que a 3tentos (TTEN3) apresentou resultados fortes no primeiro trimestre (1T26), com receita líquida crescendo 20% na base anual de comparação para R$ 4,2 bilhões e Ebitda ajustado dobrando em relação ao ano anterior para R$ 394 milhões, acima das estimativas. A expansão de margens foi impulsionada principalmente pelos segmentos de Varejo e Grãos, enquanto a divisão Industrial manteve margens estáveis ajustadas pelos efeitos de hedge, ressalta o banco.

Para o time de analistas do Safra, a 3tentos abriu 2026 com um trimestre forte. A companhia entregou crescimento de 20% na receita líquida e desempenho acima das estimativas do banco, sustentada principalmente pelas operações de insumos agrícolas e comercialização de grãos.

A receita líquida somou R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre, número 6% superior à projeção do Safra. A avaliação é que o resultado refletiu volumes elevados em fertilizantes, milho e soja, além de uma composição mais favorável das operações.

O destaque veio do maior peso do Mato Grosso nas vendas. Segundo a equipe de analistas, essa mudança melhorou de forma relevante a rentabilidade do trimestre e explica parte importante da surpresa positiva em margem.

Banco do Brasil: como o mercado avaliou o resultado do 1T26 [5]

Para o BTG Pactual, o Banco do Brasil reportou resultados fracos no primeiro trimestre (1T26), com lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões e  Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 7,3%, queda de 30% na base trimestral e de e 54% na anual.

O principal impacto negativo continuou vindo do elevado custo de crédito, especialmente na carteira do agronegócio e no aumento da inadimplência em crédito para pessoas físicas, comenta a equipe de analistas.

O guidance de lucro líquido ajustado para 2026 foi revisado para baixo, passando de R$ 20 bilhões – 26 bilhões para R$ 18bi – R$ 22 bilhões, refletindo maior prudência diante da baixa visibilidade operacional, avalia o BTG.

Seus analistas também destacam que as provisões, incluindo descontos concedidos, cresceram 82% ano/ano para R$ 20,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento da inadimplência inicial em pessoas físicas, enquanto o agronegócio segue apresentando tendência de deterioração.

Para o time de analistas da Genial, o banco estatal reportou um primeiro trimestre fraco, mas em linhas gerais amplamente esperado. Para a casa, o principal destaque negativo ficou para a revisão do guidance de 2026, anunciado há apenas três meses, refletindo uma deterioração mais intensa e prolongada do custo de crédito, especialmente no agronegócio. Segundo a equipe da Genial, a revisão reforça que o processo de normalização do ciclo rural deve ser mais lento do que o próprio banco e o mercado antecipavam inicialmente.

A equipe da Genial destaca ainda que a deterioração segue concentrada principalmente nas linhas ligadas à qualidade dos ativos, enquanto a recuperação continua dependendo da normalização gradual do ciclo do agronegócio, algo que, na visão da casa, dificilmente deve ocorrer antes do segundo semestre de 2026.

Para a XP, o 1T26 do BB foi fraco, embora em linha, com a principal preocupação migrando do resultado em si para a piora do cenário. O time da XP reforçou sua recomendação “neutra” para o ativo, dado o ainda baixo nível de visibilidade e a assimetria de riscos negativa, com espaço para novas revisões para baixo.

Petrobras: como o mercado avaliou o resultado do 1T26? [6]

O mercado repercute nesta terça-feira, 12, o resultado da Petrobras no primeiro trimestre de 2026 (1T26).

Para a XP, apesar de ter aumentado sequencialmente (+7,3% na base trimestral), o Ebitda ajustado de US$ 11,7 bilhões ficou abaixo das suas estimativas e do consenso. O lucro líquido ficou praticamente em linha com as estimativas da casa.

Consequentemente, os dividendos e a geração de fluxo de caixa livre também ficaram abaixo das projeções. A equipe da XP comenta que o resultado abaixo das expectativas é explicado principalmente por preços de realização mais baixos do que o esperado nas exportações de petróleo bruto. A casa espera resultados substancialmente melhores no segundo trimestre (2T26).

Para a Genial Investimentos, a Petrobras entregou um resultado operacionalmente forte no 1T26, ainda que os números consolidados não reflitam integralmente o ambiente significativamente mais favorável para o petróleo observado ao longo do trimestre. Para seus analistas, o segundo trimestre de 2026 tende a apresentar números mais fortes tanto em receita quanto em geração de caixa e dividendos.

Em relatório o time de analistas comenta que o resultado operacionalmente sólido no 1T26 foi sustentado por três fatores principais: forte aumento do Brent (ainda não capturado em sua totalidade nos resultados); crescimento da produção de óleo e gás; e  desempenho excepcional do segmento de Refino, Transporte e Comercialização.

O BTG comenta em relatório que a tese se mantém intacta apesar do trimestre abaixo do esperado.

A avaliação do resultado da Copasa no 1T26 [7]

Para o BTG, a Copasa apresentou resultados razoáveis no primeiro trimestre de 2026 (1T26), com receita líquida ex-construção de R$ 1,91 bilhão, alta de 2,5% ano/ano, mas ligeiramente abaixo das estimativas, refletindo volumes praticamente estáveis e reajuste tarifário de 6,56%. O Ebitda atingiu R$ 790 milhões, queda de 3% na base anual e 5% abaixo das estimativas. Excluindo outros efeitos, o Ebitda ajustado teria alcançado R$ 752 milhões, em linha com as projeções, afirma o banco.

Já o lucro líquido totalizou R$ 368 milhões, impactado por despesas financeiras líquidas maiores do que o esperado e efeitos de derivativos e variação cambial, comenta a equipe do BTG em relatório.

Para o time de analistas da XP, a Copasa reportou resultados fracos no primeiro trimestre.

Já a Genial Investimentos chama a atenção que o atual nível de preços precifica a possibilidade da privatização ser bem sucedida em praticamente 100%. Em relatório, seus analistas destacam que o processo de privatização encontra-se em estágio avançado e segue sendo o grande gatilho para o case.

Para a casa, a melhora operacional já observada antecipa o potencial de captura adicional de eficiência sob uma gestão privada, com maior racionalidade econômica, otimização de Capex e possível reprecificação estrutural do múltiplo da companhia.

Na visão da Genial Investimentos, a combinação entre melhoria operacional já em curso e avanço concreto da desestatização mantém assimetria positiva relevante para o papel. A Genial está colocando a recomendação e preço-alvo sob revisão.

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [15].