Mercado avalia impacto de medida da China sobre os frigoríficos

Publicado às 21h48
Analistas e investidores repercutem nesta sexta-feira, 2, o impacto da decisão da China de taxar e limitar a importação de carne bovina para proteger os produtores locais.
O país anunciou na quarta-feira, 31 de dezembro, quando a Bolsa brasileira estava fechada, a criação de cotas anuais para empresas comprarem carne de países estrangeiros, como o Brasil.
Portanto, esse será o primeiro pregão que poderá ser verificado o impacto da decisão da China.
A medida, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos, cria cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem a cota pagarão sobretaxa de 55%.
Em um relatório divulgado em 30 de dezembro, o time de analistas do Banco Safra afirmava que a medida da China poderia ter implicações negativas para os frigoríficos brasileiros, já que a China respondeu por cerca de 54% das exportações brasileiras de carne bovina em 2025.
Ainda assim, a crescente escassez global de carne bovina, combinada com uma demanda ainda forte, deve compensar em grande medida os impactos de potenciais salvaguardas chinesas, na avaliação dos especialistas do Banco Safra.
Ainda de acordo com o Safra, a ação mais exposta às exportações de carne bovina para a China é da Minerva (BEEF3) (17% das receitas), seguida por Marfrig (MBRF3) (5% das receitas) e JBS (JBSS32) (3% das receitas).
Já o Ministério da Agricultura informou que atuará para mitigar impacto da salvaguarda da China.
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