Ministério da Agricultura diz que atuará para mitigar impacto da salvaguarda da China

Publicado às 17h45
O Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou uma nota nesta quarta-feira, 31, após a decisão da China de aplicar uma medida de salvaguarda sobre as importações globais de carne bovina.
“O governo brasileiro tomou conhecimento da decisão do governo da China de aplicar salvaguarda a suas importações globais de carne bovina e acompanha o tema com atenção”, informa a nota, destacando que a medida, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos, cria cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem a cota pagarão sobretaxa de 55%.
O Ministério da Agricultura e Pecuária ressaltou que o governo brasileiro tem agido de forma coordenada com o setor privado e seguirá atuando junto ao governo chinês tanto em nível bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio, com vistas a mitigar o impacto da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor.
As medidas de salvaguarda são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) utilizados principalmente para lidar com surtos de importação. A medida não tem por objetivo combater práticas desleais de comércio e é aplicada às importações de todas as origens.
A China respondeu por 52% das vendas externas do setor em 2024. O Brasil, por sua vez, é a principal origem das importações do produto no mercado chinês, afirmou o Ministério.
“Ao longo dos últimos anos, o setor pecuário brasileiro tem contribuído de maneira consistente e confiável para a segurança alimentar da China, com produtos sustentáveis e competitivos, submetidos a rigorosos controles sanitários”, salientou o Ministério da Agricultura e Pecuária.
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