Analistas avaliam o resultado do 3T25 do Itaú, Prio, Copasa, Brava, CSN Mineração e de outras companhias. Veja

8 de novembro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

Publicado às 18h30

A seguir confira a avaliação de analistas para o resultado do terceiro trimestre de várias companias que divulgaram resultado nesta semana.

Itaú (ITUB4): a avaliação do resultado do 3T25

No terceiro trimestre de 2025 (3T25) o Itaú (ITUB4) teve lucro recorrente gerencial de R$ 11,87 bilhões, aumento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano de 2024 (3T24) e de 3,2% contra o trimestre passado (2T25).

A XP avalia que o Itaú entregou mais um trimestre sólido, amplamente em linha com as expectativas. A equipe de analistas avalia que, no geral, o trimestre destaca a resiliência estrutural do banco e a execução disciplinada do guidance. O time da XP continua vendo o Itaú como um player diferenciado, entregando resultados consistentes e previsíveis.

Para o BTG, o Itaú reportou lucro líquido ligeiramente acima das suas estimativas e do consenso. O BTG mantém o Itaú com classificação de “compra”.

Já a Genial Investimentos comenta que o Itaú entregou mais um trimestre sólido e consistente. Seus analistas ressaltam que, com o quarto trimestre (4T25) sazonalmente mais forte, esperam que o banco mantenha sua trajetória de crescimento sequencial de lucro e encerre 2025 com expansão anual de 13,6%.

Prio (PRIO3): a avaliação do resultado do 3T25

A Prio (PRIO3) registrou lucro líquido de US$ 64 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), queda de 59% em relação ao 3T24. O lucro líquido (ex-IFRS 16) do período totalizou cerca de US$ 92 milhões, queda de 44% na comparação anual.

A equipe de analistas da Genial Investimentos destaca em relatório que os resultados do terceiro trimestre (3T25) vieram abaixo das estimativas, refletindo principalmente o impacto da parada técnica e interdição temporária do navio-plataforma do campo de Peregrino. Ainda assim, reforçam uma visão construtiva para a tese de investimentos da Prio. O time ressalta que a petroleira segue com dois catalisadores relevantes se aproximando: a entrada em operação do campo de Wahoo, prevista para o primeiro trimestre de 2026, com potencial de forte diluição de custos operacionais, e a consolidação do controle integral de Peregrino.

Ambos os eventos devem marcar uma nova fase de geração de caixa e destravamento de valor na companhia. Foi mantida a recomendação de “compra”.

Copasa (CSMG3): a avaliação do resultado do 3T25

Para o BTG Pactual, a Copasa (CSMG3) apresentou resultados razoáveis no terceiro trimestre (3T25), ligeiramente abaixo das estimativas. Já a equipe da Genial Investimentos avalia que o resultado do terceiro trimestre veio sob pressão, refletindo uma combinação negativa entre top line fraca, afetada pela queda no consumo de água e esgoto no trimestre, e maior pressão em custos operacionais, especialmente em serviços de terceiros e repasses tarifários.

Apesar disso, o time de analistas acredita que o impacto desse resultado sobre a performance das ações deve ser limitado, tendo em vista que o principal catalisador no curto prazo segue sendo o processo de privatização da companhia. A concretização da desestatização tem potencial de destravar valor relevante para os acionistas, por meio de um novo ciclo de eficiência e expansão sob gestão privada, avalia a equipe da Genial em relatório.

Axia Energia (Eletrobras): a avaliação do resultado do 3T25 

Na avaliação do BTG, a Axia (antiga Eletrobras), cujo ticker da ação ação preferencial B será AXIA6 a partir do dia 10 de novembro, apresentou resultados muito fortes no terceiro trimestre (3T25), com Ebitda regulatório ajustado de R$ 5,9 bilhões, superando em 20% a estimativa de R$ 4,9 bilhões.

Para o banco, a companhia manteve margens elevadas, antecipando com precisão as condições de mercado. O lucro líquido IFRS foi de R$ 2,2 bilhões, muito acima da projeção de R$ 651 milhões, embora os números contábeis tenham sido afetados por baixas contábeis de ativos vendidos. A empresa anunciou dividendos de R$ 4,3 bilhões, totalizando R$8,3 bilhões no ano, sustentados pela venda da Eletronuclear e Emae e pelos preços fortes de energia no 3T25 e 2026.

Ainda de acordo com a equipe do BTG, a gestão da Axia realizou feitos importantes, como o acordo com o governo, redução de risco em Angra 3 e Eletronuclear, venda das térmicas, resolução do crédito do Amazonas, redução do risco RBSE, acerto na tese de preços e início de dividendos robustos. O banco manteve a recomendação de “compra”.

Brava (BRAV3): a avaliação do resultado do 3T25

O time de analistas da Genial Investimentos avalia que a Brava (BRAV3) reportou um Ebitda ligeiramente abaixo do consenso no terceiro trimestre (3T25). A equipe observa esse trimestre como positivo do ponto de vista estritamente operacional, mas destaca que talvez ainda seja insuficiente para destravar o valor que espera para o case, que na leitura do time deve se orientar pelo tema de desalavancagem. A petroleira conseguiu colocar seu endividamento em um patamar mais razoável em um prazo razoável de tempo (2,3x dívida líquida/Ebitda em 12 meses versus 3,1x no 2T25), mas ressalta os efeitos não-recorrentes que ocorreram no trimestre, como a venda de infraestrutura para Petroreconcavo e antecipação de recebíveis da Yinson. Por enquanto, a Genial Investimentos segue com a recomendação de “manter” para a Brava. Com relação a dividendos, a equipe de analistas acredita que a companhia não vai pagar em 2025 porque o foco deve seguir na desalavancagem do balanço.

CSN Mineração (CMIN3): a avaliação do resultado do 3T25

O BTG Pactual avalia que o Ebitda da CSN Mineração (CMIN3) no terceiro trimestre (3T25) ficou 15% acima do esperado, com volumes 3% acima e preços 8% acima do esperado. O resultado trimestral foi divulgado no dia 4 de novembro.

O fluxo de caixa livre foi mais fraco, em R$ 284 milhões (yield anualizado de 3,5%), afetado por capex, despesas financeiras e consumo de capital de giro. A equipe de analistas salienta que, apesar dos avanços operacionais e do pano de fundo mais construtivo do minério, vê a mineradora a múltiplos acima de pares (5x EV/Ebitda para 2026), sustentando recomendação “neutra”.

O banco mantém posição “neutra” também em CSN (CSNA3) por questões de alocação de capital e visibilidade reduzida de desalavancagem. No aço, segue cauteloso com importações elevadas, ainda que haja possibilidade de melhora com agenda antidumping. Vale lembrar que a CSN Mineração anunciou em 4 de novembro o pagamento de R$ 903 milhões em dividendo e JCP.

Sanepar (SAPR11) vai distribuir dividendo extraordinário? Veja a avaliação da Genial Investimentos

Para a Genial Investimentos, o resultado do terceiro trimestre (3T25) da Sanepar veio pressionado por itens não recorrentes (como provisões cíveis e regulatórias, despesas associadas ao início das PPPs e ajustes contábeis relacionados aos precatórios) que ofuscaram uma performance operacional estruturalmente sólida.

A avaliação da equipe é que, a despeito do impacto temporário nas margens e no lucro líquido, a companhia segue executando com consistência sua estratégia central: crescimento gradual da base atendida e avanço na universalização dos serviços.

Do ponto de vista financeiro, o balanço permanece em posição de destaque entre as empresas de saneamento listadas, com alavancagem reduzida (0,5x Dívida Líquida/Ebitda), ressalta o time da Genial.

Em relatório, seus analistas afirmam que essa estrutura de capital “confortável” abre espaço para uma eventual distribuição extraordinária de dividendos, especialmente após o reconhecimento dos valores referentes aos precatórios. Considerando o cenário-base de destinação parcial (cerca de 30%) do montante total para remuneração dos acionistas, a equipe da Genial estima um potencial de payout extraordinário na ordem de R$ 845 milhões, o que implicaria um dividend yield próximo de 8% aos preços atuais, calculam seus analistas.

Caixa Seguridade (CXSE3): a avaliação do resultado do 3T25

A Caixa Seguridade (CXSE3) reportou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre (3T25), 5% acima das estimativas, avalia o BTG, sustentado por forte desempenho do segmento de acumulação (previdência, consórcios e capitalização). Os prêmios de seguros cresceram 6%, com destaque para recuperação em seguro prestamista e aceleração em seguro habitacional e residencial.

O banco ressalta que a seguradora reforçou tendência de aceleração e crescimento de dois dígitos, com yield de dividendos próximo a 9,5% em 2026. O time de analistas escreve em relatório que a gestão projeta expansão da originação imobiliária e recuperação do seguro prestamista conforme a queda dos juros, mantendo a ação como principal recomendação no setor de seguros. O preço-alvo para a ação é R$ 19,50.

Ainda de acordo com o BTG, a empresa reforçou tendência de aceleração e crescimento de dois dígitos, com yield de dividendos próximo a 9,5% em 2026. A Caixa Seguridade anunciou R$ 1 bilhão em dividendo intercalar. 

Petrobras: a avaliação do resultado do 3T25

O BTG Pactual avalia que a Petrobras (PETR3, PETR4) apresentou resultados acima das já altas expectativas, com Ebitda superando suas projeções e as do consenso. O Ebitda ajustado do terceiro trimestre (3T25) atingiu US$ 12 bilhões, 4% acima das estimativas do banco e 5% acima do consenso. Para o banco, o foco agora se volta ao plano estratégico 2026–2030, que será crucial para avaliar a sustentabilidade dos retornos aos acionistas.

Para a XP, a Petrobras entregou resultados acima do esperado. O time de analistas salienta que o principal ponto de atenção foi o aumento do capex, que se concretizou em US$ 4,9 bilhões, alta de 20% na comparação trimestral. Apesar disso, a Petrobras atendeu às expectativas elevadas de geração de FCFE (Free Cash Flow to Equity, também conhecido como Fluxo de Caixa do Acionista) e anunciou distribuição de dividendos. A Petrobras anunciou dividendos intercalares no valor de R$ 12,16 bilhões.

Já a Genial Investimentos ressalta que a empresa reportou um resultado acima de suas estimativas devido a produção recorde e bom controle de custos no 3T25. A avaliação da equipe de analistas é que, apesar do resultado operacional acima das estimativas, o fluxo de caixa livre acabou sendo pressionado pelo maior volume de investimentos no trimestre, ainda que maior parte dos volumes estejam sendo alocados no melhor segmento de negócio que a empresa pode atuar (Exploração & Produção). Em relatório, a Genial destaca que resta aguardar a divulgação do plano estratégico 2026-2030 a ser anunciado pela empresa no próximo dia 27 de novembro, onde maiores detalhes devem ser anunciados. Para o time de analistas, apesar do recorde recente de produção e sólidos resultados, “fortes emoções” não devem ser descartadas até o dia do evento.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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