Mercados nesta segunda, minério, petróleo e notícias de empresas

6 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 7h58 – atualizado às 9h29

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)

Alemanha (DAX): +0,02% 

Londres (FTSE 100): -0,20%

Japão (Nikkei 225): +0,14% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -0,06% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +1,14% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -0,62% (US$ 71,6). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -0,43% (US$ 63.082)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +1% (US$ 4.167)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,14% aos 738 iuanes (US$ 108,7). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,07% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,49%. Nasdaq futuro subia 1,11%.

Notícias corporativas

Engie Brasil Energia (EGIE3) anuncia oferta de ações 

A Engie Brasil Energia (EGIE3) informou nesta segunda-feira, 6, que foi protocolado, nesta data, perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido de registro automático de distribuição de oferta pública de distribuição primária de, inicialmente, 178.718.109 ações ordinárias, a serem emitidas pela companhia, com esforços de colocação no exterior, destinada exclusivamente a investidores profissionais.

A operação poderá ser acrescida em até 147.976.807 papéis para atender a eventual demanda adicional.

A precificação está prevista ‌para 14 de julho.

Em junho, a companhia de energia aprovou uma oferta pública primária de ações para viabilizar a incorporação de uma participação de 40% na Jirau Energia, avaliada em R$ 5,744 bilhões.

No começo deste mês os acionistas da Engie Brasil Energia, em Assembleia Geral Extraordinária, aprovaram a aquisição de 40% da Usina Hidrelétrica de Jirau.

Segundo o fato relevante divulgado nesta segunda-feira, a Engie Brasil Participações (EBP) se comprometeu a subscrever ações que representem o valor de R$ 5,744 bilhões equivalente a sua participação acionária na Jirau Energia, que será integralizada na companhia mediante aporte de ações da própria Jirau.

Acesse aqui a íntegra do fato relevante com outros detalhes:

Isa Energia anuncia outras três instituições financeiras engajadas em potencial oferta pública

A Isa Energia Brasil (ISAE4) informou nesta segunda-feira, 6, que além do BTG Pactual, também  engajou o Bank of America Merrill Lynch Banco Múltiplo, Banco Bradesco BBI e Itaú BBA Assessoria Financeira para a prestação de serviços de assessoria financeira no âmbito de uma potencial oferta pública subsequente de distribuição primária de ações preferenciais de sua emissão, a ser realizada no Brasil, destinada exclusivamente a investidores profissionais.

Em 3 de julho, a Isa Energia Brasil divulgou que está avaliando a possibilidade de realizar uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações preferenciais de sua emissão. A companhia estimou que a potencial oferta seja no montante de, aproximadamente, R$ 650 milhões. 

Azul informa sobre listagem na NYSE 

A Azul (B3: AZUL3, NYSE American: AZUL) informou nesta segunda-feira, 6, que as American Depositary Shares de sua emissão, cada uma representando duas ações ordinárias da companhia (ADSs), e as ações ordinárias por elas representadas, tiveram sua listagem aprovada na New York Stock Exchange LLC (NYSE).

A Azul também anunciou que cancelará voluntariamente sua listagem na NYSE American LLC (NYSE American).

Em um fato relevante, a companhia explicou que providenciou a listagem de suas ADSs e das ações ordinárias por elas representadas na NYSE. Sujeita ao cumprimento das condições aplicáveis de listagem, a Azul espera que a listagem na NYSE ocorrerá em 9 de julho de 2026, com início de negociação das ADSs sob o código “AZUL” a partir da abertura do mercado na mesma data.

“Nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York marca o início de um novo capítulo para a Azul. Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo. A listagem na NYSE deverá aumentar nossa visibilidade na comunidade global de investimentos, expandir nosso acesso a investidores institucionais e fortalecer ainda mais nossa posição nos mercados de capitais internacionais”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

Em conexão com a transferência de sua listagem para a NYSE, a companhia está voluntariamente retirando suas ADSs e as ações ordinárias por elas representadas da listagem na NYSE American. A retirada da NYSE American está sendo realizada porque a Azul providenciou a listagem na NYSE, a qual a companhia acredita que servirá melhor seus acionistas e a comunidade de investidores em geral.

A Azul esclareceu ainda que suas ações ordinárias permanecerão listadas e negociadas na bolsa brasileira, a B3, sob o código “AZUL3”. Os atuais titulares de ações ordinárias e de ADSs não precisam adotar quaisquer providências em decorrência da transferência de listagem da NYSE American para a NYSE.

Eneva (ENEV3) negocia compra de campos de gás na Venezuela, diz jornal

O blog de Lauro Jardim, no O Globo, reportou no domingo, 5, que a Eneva (ENEV3) está negociando a compra de campos de gás na Venezuela. Segundo o jornalista, o interesse por essa nova fronteira começou a partir da invasão dos Estados Unidos no país sul-americano.

A Eneva é operadora privada de gás natural, com campos de gás e óleo onshore nas bacias do Parnaíba (Maranhão) e do Amazonas e demais ativos de E&P nas bacias do Paraná e Solimões.

Axia e Alupar vencem leilão de transmissão

A Alupar Investimento (ALUP11) informou na sexta-feira, 3, após o fechamento do mercado, que, por meio do Consórcio Olympus XX, foi declarada vencedora do Lote 7 do Leilão de Transmissão nº 01/2026 – 2ª Etapa, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Receita Anual Permitida (RAP) R$ 96.720.000,00. O Capex Aneel é R$ 1.089.471.688. O prazo de energização Aneel é junho/2031. O prazo da concessão é de 30 anos.

O Lote 7 irá atender à Região Metropolitana de São Paulo – Sub-regiões Norte, Leste e Sul e região do ABC e “ratifica a estratégia da companhia de ampliação do portfólio de concessões de transmissão, com rigor na seleção de projetos com retorno adequado aos seus acionistas”, ressaltou a Alupar em um comunicado.

Já a Axia Energia (AXIA3) venceu os lotes 8, 9 e 10. A companhia ficou com o Lote 8 após ofertar R$ 10,8 milhões de RAP, montante que representa um deságio de 59%. O trecho corresponde a 6 km de linhas aéreas, além de 300 MVA de capacidade de transmissão no Mato Grosso do Sul.

A Axia venceu também o Lote 9 com uma RAP de R$ 16,2 milhões, desconto de 57,2%. Esse Lote compreende 19 km de linhas aéreas, além de 300 MVA em capacidade de transmissão no Estado de São Paulo.

A companhia levou ainda o Lote 10 com uma RAP de R$ 23,75 milhões, deságio de 51,8%, para operar 600 MVA em capacidade de transmissão no Mato Grosso.

A RAP é o valor que as empresas de transmissão de energia elétrica recebem pela prestação do serviço público.

Ecorodovias (ECOR3): Ecovias assume concessão de trecho de 734,9 km em Minas Gerais

A Ecorodovias (ECOR3) anunciou a assinatura do contrato de concessão entre a concessionária Ecovias das Gerais e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a assunção do Sistema Rodoviário BR-251/MG e BR-116/MG pelo prazo de 30 anos do trecho de 734,9 km.

“A Ecovias das Gerais, localizada em Minas Gerais, conecta os municípios de Montes Claros e Governador Valadares à divisa com a Bahia e apresenta sinergias com a Ecovias Rio Minas e Ecovias Norte Minas, consolidando corredores logísticos estratégicos de longo curso, sendo a principal ligação rodoviária entre as regiões Sudeste e Nordeste do país”, destacou a Ecorodovias em um comunicado na sexta-feira, 3.

Por meio da conquista da Ecovias das Gerais, a EcoRodovias consolida 12 concessões rodoviárias, totalizando mais de 5.000 km de rodovias sob administração.

HBR (HBRE3) protocola oferta pública para assumir controle e fechar capital da Helbor (HBOR3)

Os membros independentes do conselho de administração da HBR (HBRE3) aprovaram a realização, pela companhia, de uma oferta pública (OPA) de permuta unificada para aquisição do controle e cancelamento do registro da Helbor Empreendimentos (HBOR3), com a consequente saída da Helbor do segmento especial de listagem Novo Mercado da B3.

A informação foi divulgada na noite de sexta-feira, 3, em um fato relevante.

“Com a liquidação da OPA, surgirá uma nova plataforma de negócios, única, diversificada e resiliente, capaz de se beneficiar da consolidação da operação de renda recorrente da HBR, focada nos segmentos varejista e corporativo, com a expertise de incorporação da Helbor”, afirmou a HBR.

As empresas são controladas pela família Borenstein.

“A complementariedade entre os negócios das duas companhias, colocará a companhia em uma posição singular para explorar e desenvolver novas oportunidades, com menor exposição aos ciclos de volatilidade do setor e acesso a um landbank premium, com concentração superior a 80% na cidade de São Paulo e com mais da metade do valor geral de vendas (VGV) bruto potencial em segmentos de altíssimo, alto e médio alto padrão”, destacou a HBR no fato relevante.

Ainda segundo a companhia, a operação permitirá ganhos com a captura de sinergias, por meio da redução da base de despesas gerais e administrativas, da otimização de estruturas de governança, bem como da potencialização de ganhos de eficiência em projetos conjuntos.

Os acionistas das duas companhias também se beneficiarão do aumento no volume de negociação e liquidez das suas ações, resultado da formação de uma nova base acionária consolidada, originada de HBR e Helbor, ressalta o fato relevante.

A administração da HBR contratou o Banco BTG Pactual como instituição intermediária e garantidora da liquidação financeira da oferta, bem como o Bradesco BBI para emitir uma fairness opinion acerca da operação proposta, notadamente sobre a Relação de Permuta ofertada.

A oferta, cujo pedido de registro foi protocolado nesta sexta-feira, 3, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tem por objeto a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias de emissão da Helbor, excluídas as ações mantidas em tesouraria, por um preço por ação de R$ 2,52, que será liquidado por meio da entrega de 0,81553398 ação ordinária de emissão de HBR para cada ação objeto.

São Martinho (SMTO3): assembleia aprova pagamento de dividendo no valor de R$ 0,21 por ação

A São Martinho (SMTO3) anunciou o pagamento de R$ 69.910.195,97 em dividendos. Esse valor, aprovado na assembleia geral ordinária e extraordinária realizada nesta data, equivale a R$ 0,21659225816 por ação.

Os dividendos tem como base a posição acionária de sexta-feira, 3 de julho, e serão pagos em 21 de julho de 2026. As ações da São Martinho serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 6 de julho de 2026.

A companhia destacou que esses dividendos, somados aos juros sobre capital próprio (JCP) pagos em 8 de agosto de 2025, no valor total líquido de R$ 128.681.789,33, totalizam R$ 198.591.985,30, equivalentes a R$ 0,61526771526 por ação.

Companhias que pagam provento ou têm data de corte nesta semana:

Segunda, 6

Ambev (ABEV3) 

A Ambev paga nesta segunda-feira, 6, a segunda parcela dos JCP cuja distribuição foi aprovada em 9 de dezembro de 2025. O pagamento é no valor bruto de R$ 0,0755 por ação, correspondente ao valor líquido de R$ 0,0642 por ação. A data-base foi 18 de dezembro de 2025, no que se refere à B3, e 22 de dezembro de 2025, no que se refere à New York Stock Exchange. As ações e os ADRs passaram a ser negociados ex-JCP a partir de 19 de dezembro de 2025 (inclusive).

Alupar (ALUP11, ALUP4)

A Alupar paga nesta segunda-feira, 6 de julho, os dividendos aprovados na reunião do conselho de administração ocorrida em 7 de maio de 2026. O montante é de R$ 69.221.642,07 equivalentes a R$ 0,07 por ação ordinária (ALUP3); R$ 0,07 por ação preferencial (ALUP4); e R$ 0,21 por unit (ALUP11). Tem direito ao recebimento desses dividendos acionistas que se encontravam inscritos como tal nos registros da companhia ao final do dia 14 de maio de 2026. Desde 15 de maio de 2026, as ações passaram a ser negociadas ex-dividendos.

Terça, 7

B3 (B3SA3) 

A B3 paga na terça-feira, 7, juros sobre capital próprio aprovados em 18 de junho no valor total de R$ 356 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,07 por ação. O valor líquido é de R$ 0,05 por ação. A B3 paga também no dia 7 a quantia de R$ 750 milhões em JCP extraordinários, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,14 por ação. O valor líquido é de R$ 0,12 por ação. A data de corte foi em 24 de junho.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau Farmacêutica paga na terça-feira, 7, juros sobre capital próprio referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26). O valor bruto a ser pago por ação é de R$ 0,07 sujeito à retenção do imposto de renda na fonte à alíquota de 17,5%. O pagamento será realizado com base na posição acionária de 25 de junho de 2026.

Quarta, 8

Rede D’or (RDOR3) 

A Rede D’or paga na quarta-feira, 8, juros sobre o capital próprio no montante bruto total de R$ 400 milhões, correspondentes a R$ 0,18 por ação ordinária. O pagamento tomará como base a posição acionária final do dia 25 de junho de 2026 (data de corte).

Sexta, 10

JHSF (JHSF3) 

A JHSF paga na sexta-feira, 10, dividendo mensal no valor de R$ 0,06 por ação. A data-base para ter direito foi 1° de julho.

Totvs (TOTS3)

A Totvs paga na sexta-feira, 10, juros sobre capital próprio anunciados em 9 de junho. O valor é de R$ 0,18 por ação. Desde 16 de junho, inclusive, as ações são realizadas ex-JCP.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do estudo do Ibov, Petr4, Vale3, Eqtl3, Bbas3, Motv3, Wege3, Itub4, Alos3, Cple3 e de Aure3. Acesse aqui o vídeo.

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