Notícia da Ecorodovias, Isa Energia, Cemig, Unifique, Klabin e de outras companhias

27 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 21h18 – atualizado às 23h30

Notícias corporativas

Ecorodovias (ECOR3) faz acordo global e encerra disputas judiciais de concessões do Paraná

A Ecorodovias (ECOR3) anunciou na noite desta quarta-feira, 27, por meio de um fato relevante, que foi homologado judicialmente um acordo global envolvendo antigas concessões rodoviárias no Paraná, encerrando disputas administrativas e judiciais relacionadas aos contratos operados pelas concessionárias Ecovia Caminho do Mar e Ecocataratas.

“A companhia destaca que a formalização do acordo global representa um marco relevante para o encerramento de pendências associadas às concessionárias do Paraná”, afirma no fato relevante a Ecorodovias.

O acordo global equaciona as pendências relativas aos contratos de concessão das concessionárias do Paraná, contemplando o encerramento dos processos administrativos e ações judiciais entre as partes; e dos eventos de desequilíbrio da equação econômico-financeira dos Contratos de Concessão que não haviam sido solucionados quando do encerramento das concessões.

Em contrapartida, as concessionárias se obrigam, conjuntamente, ao desembolso no valor de R$ 45.200.000,00, na data base julho/25, mediante à realização de obra definida pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e aceita pelas partes. As concessionárias efetuarão ainda o pagamento de R$ 500.000,00, na data-base julho/25, à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) para encerramento de autos de infração administrativos.

O acordo global também contempla o cumprimento integral das obrigações assumidas no Acordo de Leniência, celebrado em 12 de agosto de 2019, com a sua consequente quitação plena.

Cemig diz que monitora impacto da decisão sobre RBSE

A Cemig (CMIG4) divulgou em fato relevante na noite desta quarta-feira, 27, que acompanha os desdobramentos da decisão da 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) sobre a Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), em julgamento envolvendo processos movidos por consumidores de energia contra a União, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate).

“A companhia e seus assessores legais seguem acompanhando o tema e aguardam a publicação do acórdão para analisar o inteiro teor e aspectos processuais, bem como eventuais impactos da decisão, que ainda está sujeita a recurso”, afirmou a estatal mineira.

A 7ª Turma do TRF1 decidiu reconhecer a legalidade da incorporação dos ativos da RBSE à Base de Remuneração Regulatória; declarar a nulidade do §3º, do Art. 1º, da Portaria MME n. 120/2016, determinando que os valores já pagos às transmissoras a título de remuneração do custo de capital próprio (Ke) sejam compensados via tarifa nos ciclos subsequentes, no mesmo prazo em que foram cobrados, por meio de instrumento de parcela de ajuste de modo a ressarcir os autores que arcaram com esse encargo; e antecipar a tutela para suspender a cobrança do Ke a partir do ciclo tarifário 2026/2027 relativamente aos autores.

Mais cedo, também nesta quarta-feira, a Isa Energia (ISAE4) e Axia (AXIA3) informaram que acompanham desdobramentos de decisão do TRF1.

Unifique (FIQE3) compra provedor em Santa Catarina

A Unifique (FIQE3) informou nesta quarta-feira, 27, que celebrou acordo para comprar a G9 Telecomunicações.

A G9 atua desde 2018 no segmento de provedores de serviços de internet, atendendo clientes residenciais e corporativos na cidade de Pomerode, estado de Santa Catarina, possuindo aproximadamente 2.981 acessos ativos via fibra óptica.

A companhia informou que a operação envolve a aquisição da carteira de clientes e a celebração de contrato de locação de infraestrutura de rede com promessa de compra futura, não envolvendo, portanto, transferência de controle ou participação societária.

O preço base de aquisição foi avaliado em R$ 6,33 milhões.

“A aquisição está alinhada à estratégia da companhia de crescimento e consolidação de sua base de clientes atendidos com tecnologia de fibra óptica no mercado de Santa Catarina, bem como de expansão da infraestrutura de transporte via fibra óptica, visando à implementação de Estações Rádio Base (ERBs) para o Serviço Móvel Pessoal (SMP) com tecnologia 5G.

Isa Energia (ISAE4) obtém licença de instalação para bloco 2 do projeto Serra Dourada

A Isa Energia (ISAE3, ISAE4) obteve do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos a licença de instalação (LI) para o bloco remanescente (Bloco 2) do projeto Serra Dourada. A informação foi divulgada na noite de quarta-feira, 27.

Com a obtenção da LI, as obras desse trecho de 500 kV da linha de transmissão Juazeiro III – Campo Formoso II – Barra II já podem ser iniciadas.

As obras dos blocos 1 e 3, correspondentes às linhas de transmissão de 500 kV Barra II – Correntina – Arinos 2 e 500 kV Barra II – Buritirama, foram iniciadas, respectivamente, em agosto de 2025 e janeiro de 2026.

Serra Dourada é o empreendimento do lote 1 do Leilão de Transmissão Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado em junho de 2023 e consiste na implementação de 1.093 km de linhas de transmissão e três novas subestações além da ampliação de outras três subestações já operacionais.

O projeto criará um corredor prioritário para o escoamento de energia renovável proveniente do oeste do estado da Bahia, viabilizando a conexão de geradoras novas e existentes e de novos projetos de transmissão leiloados pela Aneel em 2024.

Com prazo máximo estipulado pela Aneel em março de 2029 para entrada em operação, o projeto Serra Dourada possui investimento Aneel de R$ 3,157 bilhões (data do leilão) e Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 322 milhões (ciclo 2025/2026).

A Receita Anual Permitida é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários.

BlackRock reduz participação na Klabin 

A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, reduziu participação na Klabin, conforme anunciado pela companhia brasileira nesta quarta-feira, 27.

A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de investimentos, informou que alienou ações preferenciais emitidas pela Klabin, sendo que, em 22 de maio de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 67.657 ações preferenciais, 98.164.586 certificado de depósito de ações (units), representando 392.658.344 ações preferenciais e 726 American Depositary Receipts (ADRs), representativas de 5.808 ações preferenciais, totalizando 392.731.809 ações preferenciais, representando aproximadamente 9,997% do total de ações preferenciais emitidas pela companhia, e 416.325 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais com liquidação financeira, representando aproximadamente 0,011% do total de ações preferenciais.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a gestora.

Irani (RANI3) aprova execução do Projeto Gaia XII e o conceito da estratégia do seu novo ciclo de investimentos

A Irani (RANI3) informou nesta quarta-feira, 27, que o seu conselho de administração aprovou a execução do Projeto Gaia XII – Expansão Papel MG, que contempla a reforma da máquina de papel MP#7, uma nova caldeira de força e a revitalização completa da unidade de Papel em Santa Luzia, no estado de Minas Gerais.

O projeto prevê investimentos no montante de R$ 514 milhões (capex bruto), sendo R$ 61 milhões em impostos creditáveis, resultando em capex líquido de R$ 453 milhões.

Segundo a companhia, a iniciativa tem como principais objetivos aumento da capacidade produtiva, com incremento estimado de aproximadamente 36 mil toneladas/ano, representando expansão de 60% em relação à produção atual da unidade; melhoria da qualidade e da performance dos papéis produzidos, com impactos positivos na operação de embalagens na Unidade de Indaiatuba – SP, responsável pela conversão dos papéis; ganhos de eficiência operacional, incluindo redução de custos com vapor e energia; avanços em sustentabilidade.

O projeto contempla a substituição da atual caldeira de gás natural por uma nova caldeira de biomassa, alinhada ao plano de descarbonização da companhia, com potencial de redução de aproximadamente 87,6% nas emissões de CO₂ equivalente (11.867 mil tCO2e / ano) associadas ao processo, e resultando na redução nos custos com energia.

A Irani explicou que o projeto possui taxa interna de retorno (TIR) superior ao custo médio ponderado de capital (WACC), refletindo disciplina na alocação de capital e geração de valor para os acionistas. Da mesma forma, a execução do investimento buscará atender ao índice de alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA Ajustado) de 2,5x conforme a Política de Gestão Financeira da companhia. O início das obras ocorrerá após as etapas preparatórias e licenças aplicáveis, sendo a previsão para start-up da MP#7 reformada no 4T28.

“O Gaia XII marca o final da Plataforma Gaia, o ciclo de otimização e modernização das nossas plantas e processos que nos habilita ao próximo ciclo, a Plataforma Neos”, afirmou a companhia em um fato relevante.

A Irani também informou que seu conselho de administração aprovou o conceito da estratégia do seu novo ciclo de investimentos, denominado Plataforma Neos.

A companhia explicou que a Plataforma Neos representa a materialização de sua ambição estratégica de duplicar sua participação de mercado no segmento de embalagens sustentáveis (papelão ondulado) até 2034, elevando-a do patamar atual de aproximadamente 4% para 8%.

A Irani avalia os seguintes projetos a serem potencialmente executados até 2034:

1) construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), sendo a terceira planta de embalagens da companhia, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, localizada na região sudeste do Estado de São Paulo ou sul de Minas Gerais;

2) construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), sendo a quarta planta de embalagens, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, em localidade ainda a ser definida; e

3) construção de nova máquina de papel reciclado, voltada à produção de papéis rígidos para conversão em embalagens sustentáveis (papelão ondulado) com capacidade de 132 mil toneladas por ano, a ser integrada à terceira planta de embalagens.

Até o final de 2026, a diretoria pretende submeter ao conselho de administração proposta relacionada à implantação de uma das novas plantas de embalagem, para apreciação e deliberação.

A Irani ressaltou que os projetos associados à Plataforma Neos se encontram em fase de estudos e estruturação, não havendo, até o momento, deliberação quanto à sua implementação, cronograma, montantes de investimento ou fontes de financiamento.

Pagam provento nesta quinta, 28:

Mitre (MTRE3)

A Mitre paga nesta quinta-feira, 28, a primeira parcela do dividendo aprovado em 12 de maio. O valor da parcela é de R$ 0,04 por ação ordinária. A data-base dessa 1ª parcela foi em 18 de maio de 2026. Vale lembrar que a segunda parcela tem data de corte em 01/06/2026 e o pagamento será em 12/06/2026.

Cury (CURY3) 

A Cury paga nesta quinta-feira, 28, dividendos intercalares no montante total de R$ 160 milhões. Essa quantia equivale a R$ 0,51 por ação. Tem direito aos dividendos as pessoas inscritas como acionistas da Cury na data-base de 15 de maio de 2026.

PetroReconcavo (RECV3) 

A PetroReconcavo paga nesta quinta, 28, juros sobre o capital anunciados em 7 de maio no valor de R$ 0,34 por ação. As ações são negociadas “ex-proventos” desde 19 de maio.

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