Taesa, Itaúsa, Sabesp e outras companhias que divulgam resultado do 4T25 na semana

14 de março de 2026 Por Redação

 

Publicado às 17h44

A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) continua na próxima semana. Entre os destaque estão os balanços da Itaúsa e da Sabesp, na segunda-feira; e da Taesa, na terça. Confira a agenda. 

Segunda, 16 

Itaúsa, Sabesp, Natura, Mahle Metal Leve, Profarma, d100 – após o fechamento do mercado.

Terça, 17

Taesa, Ecorodovias, Blau, Desktop – após o fechamento do mercado.

Quarta, 18

PetroReconcavo, Minerva, MBRF, Vivara, Hapvida, Mills, Unifique, Valid, Brisanet, CVC, Melnick, Positivo, Meliuz, Aeris – após o fechamento do mercado.

Quinta, 19

Cemig, Cyrela, Unipar, Dimed, Bemobi, Armac, Tupy, Wiz – após o fechamento do mercado.

Leia também: artigos com análises do 4T25 que foram destaque na semana:

Direcional (DIRR3): a avaliação do 4T25

Para o BTG Pactual a Direcional (DIRR3) reportou números em linha no quarto trimestre (4T25), com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) anualizado sólido de 44%, embora com geração de fluxo de caixa livre negativa em base recorrente. A equipe do banco qualificou o fluxo de caixa livre recorrente da companhia de “decepcionante”.

A receita líquida totalizou R$ 1,23 bilhão, alta de 33% ano/ano, enquanto o lucro bruto ajustado atingiu R$ 524 milhões, alta de 44% ano/ano, implicando margem bruta ajustada de 42,8%, 350 pontos-base acima do ano anterior.

“Apesar de uma leve surpresa positiva na receita, o lucro líquido foi de R$ 211 milhões no 4T, alta de 17% a/a e exatamente em linha com as estimativas, principalmente por conta de uma linha mais pesada de participação dos minoritários, em razão da venda da Riva”, comenta o time de analistas.

Na visão recorrente, houve queima de caixa de R$ 89 milhões, considerando R$ 231 milhões em receitas líquidas da venda da Riva e de outras SPEs, R$ 185 milhões em venda de recebíveis, distribuição de dividendos de R$ 804 milhões e aumento de R$ 32 milhões em dívida com partes relacionadas, explicou o banco.

Com isso, a companhia encerrou o 4T25 com dívida líquida de R$ 879 milhões, equivalente a 38% de Dívida Líquida/Patrimônio, alta de aproximadamente R$ 480 milhões na base trimestral, após antecipar R$ 804 milhões em dividendos em dezembro para evitar tributação.

O banco americano destaca ainda o potencial de avanços na parceria com a Northrop Grumman para oferecer o C-390 como aeronave tanque para a Força Aérea dos Estados Unidos

SmartFit (SMFT3): a avaliação do resultado do 4T25

SmartFit (SMFT3) reportou lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões no quarto trimestre (4T25). 

Na avaliação da XP, a companhia reportou resultados operacionais do 4T25 em linha, embora com um resultado final abaixo do esperado devido a impostos mais altos nas operações internacionais.

Em relatório o time de analistas observa que as tendências operacionais vieram aproximadamente alinhadas as suas expectativas, com o México permanecendo como o principal ponto negativo, uma concentração de aberturas no 4T25 elevando despesas pré-operacionais e pressionando a margem do Brasil, enquanto as dinâmicas de rentabilidade permanecem sólidas em outros Latam.

No entanto, o lucro líquido ficou aquém devido à maior tributação proveniente das operações internacionais.

A equipe da XP segue vendo a SmartFit entregando resultados sólidos e bem posicionada para se beneficiar de tendências fortes e estruturais de saúde e bem-estar. Foi mantida a recomendação de “compra”.

Cury (CURY3): a avaliação do resultado do 4T25

A Cury (CURY3) reportou um  quarto trimestre de 2025 (4T25) forte em todas as linhas, com crescimento sólido de receita líquida e lucro líquido na comparação anual, ressalta o BTG Pactual.

A receita líquida atingiu R$ 1,42 bilhão (+37% ano/ano), em linha com as estimativas.

O lucro líquido somou R$ 270 milhões (+63% ano/ano), favorecido por despesas com custos de vendas, gerais e administrativos menores do que o esperado, implicando ROE anualizado de cerca de 80%, avalia o banco.

No 4T24 a companhia também registrou geração de fluxo de caixa de R$ 315 milhões, equivalente a um yield anualizado de 12%, apoiada pelo modelo asset-light e por transferências de recebíveis para bancos no valor de R$ 1,5 bilhão (+61% ano/ano).

A equipe do BTG salienta que, mesmo considerando a distribuição de R$ 1,02 bilhão em dividendos e a oferta subsequente de R$ 574 milhões realizadas no trimestre, a companhia encerrou 2025 com posição líquida de caixa de R$ 316 milhões.

“O desempenho do trimestre combinou LPA acima das estimativas com forte geração de caixa, reforçando a manutenção da recomendação de compra, com a ação negociando a 8x P/L 2026”, destaca o time de analistas do banco em relatório.

Prio (PRIO3): a avaliação do resultado 4T25 da companhia

A XP comentou em relatório que o Ebitda ajustado somou US$ 324 milhões no 4T25, em linha com suas estimativas. O Ebitda aumentou sequencialmente (+7% na comparação com o terceiro trimestre de 2025) apesar dos preços mais baixos do Brent. O aumento é explicado principalmente pelos volumes de vendas significativamente mais altos, com a ajuda do lifting cost (custo de extração) mais baixo, mas parcialmente compensados por preços de realização mais fracos.

Em relatório o time de analistas comenta que a Prio teve um prejuízo líquido de US$ 185 milhões devido à maior depreciação e impostos diferidos, como resultado da desvalorização do real.

A petroleira informou que o primeiro óleo de Wahoo é esperado nos próximos dias, um marco importante na tese de investimento, afirma a equipe da XP,  destacando que a Prio é sua preferência no setor de óleo e gás. A recomendação é de “compra” com preço-alvo de R$ 64/ação.

A Prio divulgou um novo relatório de certificação de reservas. As reservas totais permaneceram praticamente inalteradas em relação ao relatório anterior, comenta o time de analistas.

Já a Genial Investimentos, comenta em relatório que a companhia já sinaliza que, com Wahoo e a otimização de Peregrino, o lifting cost deve voltar a níveis próximos aos observados em 2023 ao longo de 2026. “Em outras palavras, vemos 2026 como o ano em que a tese deixa de depender apenas de expectativa e passa a aparecer de forma mais clara nos números”, observa. A Genial segue com a recomendação de
“manter” para Prio3.

A equipe de analistas do BTG Pactual ressalta que a produção aumentou 46% na base trimestral para cerca de 128 mil barris por dia, refletindo a retomada da produção e incorporação de participação adicional de 40% em Peregrino. O banco menciona em relatório que o principal catalisador segue sendo o primeiro óleo de Wahoo, com expectativa de crescimento adicional no curto prazo via os 20% remanescentes em Peregrino, além de desalavancagem ao longo de 2026 e anúncio de política de dividendos no primeiro semestre deste ano, o que sustenta a manutenção de Prio como ‘top pick’ (ação preferida). Foi mantida a recomendação de “compra” para o ativo.

SLC (SLCE3): a avaliação dos resultados da companhia

A SLC (SLCE3) teve um ano de atividade intensa, com assinatura de novos contratos de arrendamento, compra e venda de terras, encerramento de parcerias antigas e formação de novas, o que garantiu contratos capazes de expandir a área plantada em cerca de 100 mil hectares e abrir caminho para crescimento de 14% na próxima safra, comenta o BTG em relatório. Em 2025, a companhia investiu R$ 1,7 bilhão em capex, sendo 68% direcionados à expansão, o que levou a uma queima de caixa de R$ 930 milhões, destaca o time de analistas do banco.

A revisão do guidance concentrou-se na área plantada, com manutenção de produtividade e custos unitários, mas com mudanças relevantes no mix, incluindo redução de 1,5% na área de soja e de 13% na área esperada de algodão de segunda safra, em razão das chuvas de janeiro.

Os custos por hectare devem subir 9,2% na safra 2025/26, movimento associado principalmente ao maior uso de fertilizantes em áreas recentemente adicionadas, enquanto a companhia ainda não comprou nitrogênio ou potássio para a safra 2026/27.

O time de analistas ressalta que a receita atingiu R$ 2,4 bilhões, alta de 12% ano/ano, com maior produtividade da soja compensando preços mais baixos de soja e algodão, enquanto o Ebitda totalizou R$ 633 milhões, alta de 4% ano/ano, com margem de 29,5%.

No ano, o Ebitda somou R$ 2,7 bilhões, 13% acima da estimativa, com margem de 31,2%, e a alavancagem encerrou o período em 2,0x Dívida Líquida/Ebitda.

Na avaliação do BTG a SLC segue combinando crescimento de dois dígitos, alocação contracíclica de capital e atuação em uma das indústrias mais competitivas do Brasil, embora o valuation não pareça especialmente atrativo sem um movimento mais relevante dos preços das commodities. Foi mantida a recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 24.

A equipe de analistas da XP comenta em relatório que a SLC reportou resultados mistos no 4T25, destacando que o fluxo de caixa livre foi positivo em cerca de 733 milhões.

A equipe destacou que continua preocupada com a perspectiva de custos agrícolas no Brasil para a safra 26/27, especialmente considerando que os custos de fertilizantes permanecem estruturalmente elevados nos últimos dois anos, enquanto a guerra no Oriente Médio reforça ainda mais essa dinâmica desafiadora.

CSN Mineração (CMIN3): a avaliação do 4T25 da mineradora 

Para a Genial Investimentos, a CSN Mineração (CMIN3) reportou resultados operacionais sólidos, com receita líquida de R$ 4,9 bilhões, acima da sua estimativa. Os embarques tiveram alta de 11,7% ano/ano, marcando o melhor desempenho de 4T25 da história da companhia, destacam seus analistas.

Do lado de custos, o C1 veio ligeiramente acima das projeções da Genial, avançando 14,7% ano/ano. O custo caixa C1 refere-se ao custo de produção de uma tonelada de minério de ferro, cobrindo desde a extração na mina até o embarque no porto.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,8 bilhão, recuando 11,6% na base trimestral e 12,6% ano/ano, com queda em dois dígitos explicada principalmente pelo aumento do C1 e pela leve compressão sequencial de preços, mas ainda acima das projeções de seus analistas.

Foi mantida a recomendação de “manter” com preço-alvo de R$ 6.

Para a XP, a mineradora apresentou resultados sólidos no quarto trimestre de 2025 (4T25) sustentados por volumes mais altos, embora parcialmente compensados por preços mais fracos e pressões de custo.

Mas seus analistas mantêm uma visão cautelosa para os preços de minério de ferro no médio prazo, com o setor imobiliário chinês em condições pouco inspiradoras, sugerindo upside limitado.

Como os níveis atuais de valuation não oferecem uma margem clara de segurança, a equipe reiterou a recomendação “neutra” para a ação CMIN3.

Itaúsa (ITSA4): Safra eleva preço-alvo para R$ 18. Entenda:

O Safra atualizou o modelo de valuation da Itaúsa (ITSA4) com as projeções mais recentes das subsidiárias cobertas. As estimativas de lucro líquido para 2026 e 2027 passaram para R$ 19 bilhões e R$ 21,5 bilhões, altas de 1% e 4% em relação às projeções anteriores.

O banco utiliza a metodologia de desconto de dividendos, com custo de capital próprio de 15%, taxa livre de risco de 9,5%, beta de 1,10, retorno sobre patrimônio de longo prazo de 20,5% e crescimento perpétuo de 6%.

Com esses parâmetros, o preço-alvo subiu de R$ 15 para R$ 18 por ação.

A Itaúsa entra em uma nova fase da tese de investimento, avalia o banco. Os catalisadores para a redução do desconto de holding ganham forma e reforçam a visão construtiva.

A equipe de analistas do Safra observa que um dos vetores centrais envolve a eliminação prevista para 2027 da ineficiência tributária sobre os juros sobre capital próprio recebidos do Itaú Unibanco (ITUB4). Além disso, as participações em empresas não listadas, como Aegea e Copa Energia, seguem contabilizadas com base na última rodada de valuation.

Segundo estimativas do Safra, o desconto atual seria cerca de 200 pontos-base maior caso essas participações estivessem refletidas a valor justo.

O recente aumento de capital da Aegea, que atua no setor de saneamento básico, fortalece a leitura de reprecificação, comenta o time de analistas, destacando que, em fevereiro, a Itaúsa investiu R$ 418 milhões para elevar sua participação de 12,88% para 13,27%. A operação ocorreu a R$ 55,29 por ação, valor equivalente a três vezes o valor contábil anterior.

Esse movimento gerou um aumento nominal de aproximadamente R$ 3,14 bilhões no mark-to-market da participação. O montante equivale a cerca de 2,1% do valor de mercado da Itaúsa e, na prática, reduz o desconto de holding em cerca de 130 pontos-base, avalia a equipe.

Outro ponto relevante que o time de analistas destaca envolve as ações preferenciais classe D da Aegea. A Itaúsa detém atualmente 141,2 milhões de ações da companhia, das quais 58,88 milhões correspondem a PNDs adquiridas em 2021 por R$ 18,85 por ação.

O banco ressalta que esses papéis têm prioridade no recebimento de dividendos, não conferem direito a voto e permitem conversão em ações ordinárias na proporção de 1 para 1. A conversão pode ocorrer em caso de IPO ou após o oitavo aniversário da integralização, previsto para maio de 2029, mediante aprovação. Relatos de mercado indicam que a Aegea avalia um IPO em 2026. Esse evento funcionaria como um catalisador adicional para a tese, salienta o time do Safra.

O banco aponta como riscos à tese uma deterioração mais intensa do ambiente macroeconômico, piora da qualidade dos ativos do Itaú acima do esperado, mudanças regulatórias relevantes, entre outros.

Randoncorp (RAPT4): a avaliação do resultado do 4T25

Para o BTG Pactual a Randoncorp (RAPT4) apresentou resultados mais fracos do que o esperado no quarto trimestre (4T25), com receita líquida de R$ 3,2 bilhões, queda de 2% ano/ano e em linha com as estimativas, enquanto o Ebitda reportado somou R$ 167 milhões, queda de 60% ano/ano, impactado por R$ 162 milhões em itens não recorrentes.

Em relatório a equipe de analistas comenta que os principais efeitos vieram do impairment do goodwill da aquisição da Hercules e do resultado negativo de equivalência patrimonial da Addiante, relacionado à provisões ligadas à recuperação judicial de um cliente relevante. Excluindo esses efeitos, o Ebitda ajustado atingiu R$ 330 milhões, queda de 21% na base anual de comparação e abaixo das estimativas, com margem de 10%, também inferior ao esperado. O banco manteve a recomendação “neutra”.

Para a XP, a Randoncorp apresentou resultados pressionados no 4T25, com prejuízo líquido de R$ 230 milhões no trimestre, refletindo a continuidade de uma demanda fraca em seus segmentos mais cíclicos e na Frasle Mobility, sazonalidade desfavorável e despesas financeiras elevadas, além de impactos de diversos itens não recorrentes.

A equipe da XP observa que os resultados e o guidance recentemente divulgado pela Randoncorp reforçam a visão de um caminho ainda desafiador, sustentando revisões relevantes para baixo nas estimativas e adicionando incertezas quanto ao timing da esperada recuperação cíclica.

Na quinta-feira, 12, a Randoncorp informou que espera receita líquida consolidada entre R$ 12,5 bilhões e R$ 14 bilhões em 2026, ante R$ 13,1 bilhões registrados em 2025. A margem Ebitda esperada é de 12% a 14% em 2026. Em 2025, foi de 12,2%.

Eztec (EZTC3): a avaliação do resultado do 4T25

O time de analistas do BTG comenta em relatório que a Eztec (EZTC3) reportou resultados em linha no quarto trimestre de 2025 (4T25), com lucro por ação 8% acima das estimativas. A receita líquida somou R$ 269 milhões, queda de 37% ano/ano, após a conclusão de vários projetos no terceiro trimestre (3T25).

A equipe do banco, observa que a geração de fluxo de caixa livre atingiu R$ 238 milhões, abaixo dos R$ 300 milhões esperados, equivalente a um yield anualizado de 24%. O principal fator para esse resultado foi a forte transferência de clientes para bancos, em razão do volume elevado de entregas no 3T25, o que levou a uma queda de R$ 146 milhões trimestre/trimestre em contas a receber, explicam seus analistas.

Com isso, a companhia encerrou o 4T25 com baixa alavancagem, registrando R$ 148 milhões em dívida líquida, equivalentes a 3% de Dívida Líquida/Patrimônio Líquido, mesmo após distribuir dividendos relevantes no período.

Na avaliação do BTG, apesar do momento mais desafiador para habitação de média e alta renda, a ação negocia a 6x P/L projetado para 2026 e 0,7x P/Valor Patrimonial Tangível, com destaque para os potenciais ganhos associados ao edifício corporativo Esther Towers.

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