Direcional (DIRR3): a avaliação do 4T25

Publicado às 16h
Para o BTG Pactual a Direcional (DIRR3) reportou números em linha no quarto trimestre (4T25), com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) anualizado sólido de 44%, embora com geração de fluxo de caixa livre negativa em base recorrente. A equipe do banco qualificou o fluxo de caixa livre recorrente da companhia de “decepcionante”.
A receita líquida totalizou R$ 1,23 bilhão, alta de 33% ano/ano, enquanto o lucro bruto ajustado atingiu R$ 524 milhões, alta de 44% ano/ano, implicando margem bruta ajustada de 42,8%, 350 pontos-base acima do ano anterior.
“Apesar de uma leve surpresa positiva na receita, o lucro líquido foi de R$ 211 milhões no 4T, alta de 17% a/a e exatamente em linha com as estimativas, principalmente por conta de uma linha mais pesada de participação dos minoritários, em razão da venda da Riva”, comenta o time de analistas.
Na visão recorrente, houve queima de caixa de R$ 89 milhões, considerando R$ 231 milhões em receitas líquidas da venda da Riva e de outras SPEs, R$ 185 milhões em venda de recebíveis, distribuição de dividendos de R$ 804 milhões e aumento de R$ 32 milhões em dívida com partes relacionadas, explicou o banco.
Com isso, a companhia encerrou o 4T25 com dívida líquida de R$ 879 milhões, equivalente a 38% de Dívida Líquida/Patrimônio, alta de aproximadamente R$ 480 milhões na base trimestral, após antecipar R$ 804 milhões em dividendos em dezembro para evitar tributação.
Importante:
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