Notícia da Eneva, provento da Armac, CSN Mineração, Pine e outros destaques corporativos

28 de dezembro de 2025 Por Redação

Publicado às 10h44

Notícias corporativas

Eneva (ENEV3) e Âmbar disputam ativos de geração térmica da Petrobras, diz jornal 

O blog do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, divulgou neste domingo, 28, que a Âmbar e a Eneva (ENEV3) estão disputando os ativos de geração térmica da Petrobras, avaliados em R$ 8 bilhões. Âmbar é a empresa de geração e comercialização de energia do grupo J&F, o mesmo que controla a JBS. A Eneva é a maior operadora privada de gás natural do Brasil e uma empresa integrada de energia, com atuação desde a exploração, produção e comercialização de gás e líquidos, até a geração e comercialização de energia elétrica.

Armac (ARML3) anuncia pagamento de dividendo e JCP

A Armac (ARML3) informou que seu conselho de administração aprovou a proposta da diretoria de distribuição de dividendos intermediários à conta da Reserva de Lucros acumulados. A companhia também aprovou proposta da diretoria de declaração de juros sobre o capital próprio (JCP).

Os dividendos são no valor total de R$ 105,1 milhões, equivalentes a R$ 0,3037482066 por ação. O pagamento será até o dia 30 de dezembro de 2026. Serão pagos aos acionistas JCP no montante bruto de R$ 34,9 milhões, equivalentes a R$ 0,1009621821 por ação. O pagamento será em data a ser definida pela diretoria executiva.

Tanto os dividendos como os JCP terão como base de cálculo a posição acionária de 8 de janeiro de 2026 (data base). A partir de 9 de janeiro de 2026 as ações da Armac serão negociadas “ex” dividendos/JCP.

CSN Mineração (CMIN3) anuncia R$ 423,7 milhões em dividendo e JCP

O conselho de administração da CSN Mineração (CMIN3) aprovou na sexta-feira, 26, a título de antecipação do dividendo mínimo obrigatório, a distribuição de R$ 423,7 milhões em proventos. São R$ 259,7 milhões a título de dividendos intermediários, correspondendo a R$ 0,0478111034424 por ação; e R$ 163,9 milhões, em juros sobre o capital próprio, correspondendo a R$ 0,0301908220805 por ação. Considerando a alíquota de 15%, o valor líquido de Imposto de Renda a ser pago será de R$ 0,0257440813647 por ação.

Terão direito ao recebimento desses dividendos e juros sobre o capital próprio acionistas com ações em 2 de janeiro de 2026. A partir do dia 5 de janeiro de 2026 as ações passarão a ser negociadas ex-dividendos/ex-direitos sobre juros sobre o capital próprio. Os pagamentos desses proventos serão realizados até 31 de dezembro de 2026, devendo a data ser definida pela administração da companhia. Não haverá correção ou atualização monetária ou incidência de juros sobre o valor dos dividendos e dos juros sobre capital próprio entre a data da sua declaração e a data do seu efetivo pagamento.

Banco Pine (PINE4) anuncia pagamento de dividendo e JCP

O conselho de administração do Banco Pine (PINE4), em reunião realizada nesta sexta-feira, 26, aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendo. Os JCP são no valor bruto total de R$ 23,7 milhões e a distribuição de dividendos é no valor de R$ 6,3 milhões. A distribuição de JCP representa um valor bruto de R$ 0,1022642 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. A distribuição de dividendos representa um valor de R$ 0,0271841 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. O crédito dos juros sobre o capital próprio e dos dividendos ocorrerá em 17 de janeiro de 2026 e considerará a posição acionária do dia 8 de janeiro de 2026. A partir de 9 de janeiro de 2026 (inclusive), as ações de emissão do Banco Pine serão negociadas “ex” direitos a juros sobre capital próprio e dividendos.

Wiz (WIZC3): assembleia aprova dividendo intercalar

Acionistas da Wiz (WIZC3) reunidos em assembleia aprovaram a declaração e distribuição de dividendos intercalares. O valor soma R$ 50,5 milhões correspondente a R$ 0,31609118780 por ação. Terão direito ao recebimento dos dividendos intercalares acionistas da companhia titulares de posições acionárias nesta data, 26 de dezembro de 2025. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos a partir de 29 de dezembro de 2025 (inclusive), primeiro dia útil posterior à realização da Assembleia Geral Extraordinária. Esses dividendos serão pagos até o dia 31 de dezembro de 2026.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Cxse3, Prio3, Slce3, Pomo4, e de Cogn3. Acesse o video aqui.

Agenda de proventos desta semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.

Segunda, 29

Vulcabras (VULC3) paga 3° parcela de dividendo intercalar

Eucatex (EUCA4) pagará em 29/12 JCP aprovado por assembleia em abril/25

Tegma (TGMA3) paga dividendo

RD Saúde (RADL3) paga dividendo

Melnick (MELK3) paga dividendos

Unifique (FIQE3) tem data com para dividendo

Minerva (BEEF3) paga dividendos

Log (LOGG3) paga dividendo no valor de R$ 3,18 por ação

Bradesco tem data com para JCP complementar

Isa Energia (ISAE4) tem data com para 1° parcela de JCP dez/25

Plano&Plano (PLPL3) tem data com para dividendo

BTG Pactual (BPAC11) tem data com para JCP anunciado em 22/12

Banco ABC Brasil (ABCB4) tem data com para JCP

Multiplan (MULT3) tem data com para juros sobre o capital

Schulz (SHUL4) tem data com para JCP

Terça, 30

M.Dias Branco (MDIA3) paga dividendo mensal 

Tenda (TEND3) paga dividendo anunciado em julho

Isa Energia (ISAE4) paga 3° parcela de JCP

Profarma (PFRM3) tem data com para a 3° parcela do dividendo intermediário

Grupo Mateus (GMAT3) paga juros sobre o capital

Copel tem data com para juros sobre capital próprio

3tentos (TTEN3) tem data com para dividendo

Ambev (ABEV3) paga dividendo

HBR (HBRE3) tem data com para dividendo 

Totvs (TOTS3) paga JCP

Copel tem data com para dividendos

Neoenergia (NEOE3) tem data com para JCP

Alpargatas (ALPA4) paga dividendo

Cemig (CMIG4) paga 2° parcela dos proventos referentes ao exercício 2024

Grazziotin (CGRA3, CGRA4) paga dividendo de R$ 3,95 por ação

Rede D’Or (RDOR3) paga dividendo e JCP

Bradespar (BRAP4) paga parte do dividendo anunciado em 15/12/25

Vivara (VIVA3) paga até essa data dividendos

Boa Safra (SOJA3) paga juros sobre o capital  

Azzas (AZZA3) tem data com paga dividendo 

CSU Digital (CSUD3) paga dividendo e JCP

Cemig (CMIG4) paga R$ 417,3 milhões em dividendo 

Guararapes (GUAR3) paga dividendo 

Sanepar (SAPR4, SAPR11) tem data com para JCP

Elektro Redes (EKTR4) tem data com para JCP

Coelba (CEEB5) tem data com para JCP

Espaçolaser (ESPA3) tem data com para dividendos

B3 (B3SA3) tem data com para juros sobre o capital

Banco Mercantil (BMEB3; BMEB4) tem data com para dividendos

TPI (TPIS3) tem data com para dividendo intermediário

Romi (ROMI3) tem data com para juros sobre o capital

Sexta, 2 de janeiro

Bradesco (BBDC4) paga JCP mensal 

Banestes (BEES3) paga JCP 

Itaú (ITUB4) paga JCP mensal 

Itaúsa (ITSA4) paga JCP trimestral

Caixa Seguridade (CXSE3) tem data com para dividendo anunciado em novembro/25 

Banco Santander Brasil (SANB11) tem data com para JCP

Proventos na semana que passou:

Confira aqui 20 companhias que anunciaram provento na semana passada.

Artigos com análise de fundamentos:

Confira abaixo os artigos que foram destaque nesta semana no Finance News.

Boa Safra (SOJA3): recuperação de margens em 2026?

Em um relatório divulgado no último dia 17 de dezembro, o time de analistas do BTG escreve que, após o IPO em 2021 e o follow-on em 2024, a Boa Safra (SOJA3) passou por um forte ciclo de capex, elevando sua capacidade de processamento de sementes de soja para 280 mil big bags em 2025. Antes, a expectativa era de expansão adicional da capacidade para 360 mil big bags nos próximos anos.

Ainda de acordo com a equipe do banco, essa estratégia foi revista, com a administração passando a priorizar rentabilidade em vez de crescimento de volume.

A avaliação é que o rápido crescimento trouxe ineficiências operacionais, com a taxa de utilização caindo para 67% em 2024.

Para o banco, a empresa enfrenta perdas maiores por questões de qualidade e de portfólio, o que levou à decisão de pausar novas expansões.

Além disso, o mercado de sementes também passa por correção, com excesso estrutural de oferta e queda de preços. Estima-se que cerca de 30% do volume de sementes no Brasil tenha permanecido sem venda ao fim da safra, comenta a equipe, destacando que mudanças no canal de distribuição tornaram as vendas mais pulverizadas e elevaram os custos comerciais. Como resultado, o Ebitda por big bag caiu significativamente e as margens recuaram.

A Boa Sofra passou a focar em eficiência, com expectativa de leve recuperação de margens em 2026, afirma o time do BTG. Seus analistas salientam no relatório que diante do novo posicionamento e de um valuation considerado justo, a recomendação foi revisada para “neutro”, com preço-alvo de R$ 12 por ação.

Orizon (ORVR3): com aquisição da Vital companhia dobra de tamanho

A Orizon (ORVR3), neste mês de dezembro, anunciou a aquisição da Vital, empresa de gestão de resíduos pertencente à família Queiroz Galvão, que possui 12 aterros com recebimento de 5,3 milhões de toneladas por ano e contratos de coleta que totalizam 3,4 milhões de toneladas.

Após a operação, os acionistas da Vital deterão 30% da Orizon, enquanto os atuais controladores da Orizon ficarão com 30,1% e o free float representará 39,9%.

Na avaliação do time de analistas do BTG Pactual, a aquisição praticamente dobra o tamanho da Orizon, elevando a capacidade de disposição de resíduos de 9 milhões para 14,3 milhões de toneladas.

Ainda segundo o time do banco, a Vital deve gerar cerca de R$ 500 milhões de Ebitda em 2025, nível semelhante ao da Orizon, resultando em Ebitda combinado próximo de R$ 1 bilhão.

Será firmado um acordo de acionistas com prazo de 20 anos, definindo responsabilidades estratégicas, composição do conselho e participação de membros independentes.

Em relatório, a equipe do BTG destaca que, com a operação, a Orizon passa a atuar também na coleta de resíduos, principalmente por meio de contratos integrados de longo prazo, preservando as barreiras de entrada dos aterros.

No acumulado do ano até o pregão de 26 de dezembro/25 os papéis da Orizon tinham valorização de 83,5%. O BTG tem classificação de “compra” para a companhia.

Tenda: a avaliação do investor day da companhia

O BTG comentou em relatório sobre o Investor Day da Tenda (TEND3), realizado no último dia 12 de dezembro. Segundo a equipe do banco, os principais destaques foram a divulgação do guidance para 2026 das marcas Tenda e Alea, a diversificação do mix de lançamentos da Tenda, as limitações impostas pelo landbank e a estratégia de verticalização da Alea.

O guidance prevê vendas líquidas consolidadas entre R$ 5,35 bilhões e R$ 5,95 bilhões, Ebitda de R$ 950 milhões a R$ 1,05 bilhão para a Tenda e resultado negativo para a Alea.

O lucro líquido projetado varia entre R$ 520 milhões e R$ 600 milhões, com queima de caixa da Alea estimada entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões. O ponto médio do lucro ficou abaixo das estimativas, sugerindo revisões negativas.

A companhia indicou que o guidance é conservador, sobretudo em margens. A Tenda pretende ampliar projetos no Minha Casa Minha Vida faixa 3, elevando a participação no mix. O landbank segue como principal gargalo de crescimento. A Alea reduzirá sua atuação geográfica e buscará escala via verticalização. A administração reiterou confiança na tese da Alea. A recomendação de compra foi mantida.

BR Partners (BRBI11): as expectativas para o banco, segundo a XP

O time de analistas da XP ressaltou em relatório divulgado no começo deste mês de dezembro que conversou com o CEO e fundador do BR Partners (BRBI11), Ricardo Lacerda, e Vinicius Carmona, Head de RI. A avaliação é que as conversas reforçaram a expectativa de que o quarto trimestre de 2025 (4T25) parece ser um ponto de inflexão para o M&A (fusões e aquisições) e com DCM (Debt Capital Markets – Mercados de Capitais de Dívida)  mantendo o ritmo.

A expectativa é de um primeiro semestre de 2026 igualmente robusto, impulsionado pelo adiantamento natural de captações no período pré-eleitoral e por um ambiente macroeconômico mais favorável.

Com menos balanço e mais geração recorrente, o BRBI acredita que pode sustentar um ROE (Return on Equity ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido) acima de 25% no próximo ano, destaca o time.

BTG reinicia cobertura do Banco Pine (PINE4)

O BTG reiniciou a cobertura do Banco Pine (PINE4) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação para 2026. Em relatório o time de analistas destaca que, após um longo processo de reestruturação iniciado após a crise de 2015, o banco reposicionou seu modelo de negócios, migrando de um foco corporativo para uma atuação mais diversificada e rentável.

A entrada antecipada no mercado de crédito consignado privado tornou-se um dos principais vetores de crescimento, sustentando retornos sobre o patrimônio acima de 30%, observa a equipe.

A avaliação é que, apesar da forte valorização das ações no ano e de um múltiplo P/BV elevado, o valuation em termos de P/L (Preço/Lucro) projetado para 2026 e 2027 é considerado atrativo. O banco retomou a lucratividade em 2021 e reforçou sua estratégia em 2022 com melhorias na equipe, expansão do crédito varejo com garantias e diversificação de funding.

O time do BTG ressalta ainda que o lançamento do novo consignado privado em 2025 impulsionou o crescimento da carteira e permitiu spreads mais elevados, e o lucro líquido cresceu de forma expressiva no terceiro trimestre de 2025, elevando o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) para patamares elevados.

Para o BTG, as projeções indicam ROEs ainda elevados nos próximos anos, embora em trajetória gradual de normalização.

“A avaliação baseada em modelo de dividendos sustenta a manutenção da recomendação de compra, mesmo considerando um custo de capital mais elevado”, explica a equipe no relatório.

Camil (CAML3): XP atualiza estimativas

Em relatório divulgado em 22 de dezembro/25, o time de analistas da XP atualizou suas estimativas para a Camil (CAML3). Foi mantida a recomendação “Buy” e o preço-alvo de R$ 8,6 por ação. A equipe reduziu as estimativas de Ebitda ajustado para 2025 e 2026 em 2% e 5%, respectivamente, ficando 8% abaixo do consenso para ambos os períodos.

A avaliação é que o case de investimento continua oferecendo um potencial atrativo de valorização no longo prazo e uma interessante história de desalavancagem. Mas, devido à alta dependência de taxas de juros e preços do arroz, o time espera que a ação continue negociando com múltiplos de lucro projetado para os próximos 12 meses, que permanecem incertos.

A XP projeta que os resultados do 3T25 (novembro/2025) sejam melhores na base anual, mas refletindo bases fáceis. Para a equipe de analistas, a virada operacional deve ocorrer apenas no 2T26 (agosto/2026).

Copasa (CSMG3): entenda por que a XP elevou o preço-alvo

Em um relatório divulgado em 23 de dezembro/25 a XP informou que está atualizando suas estimativas para a Copasa e estabelecendo um novo preço-alvo para o final de 2026 de R$ 53,6 por ação.

A equipe destaca que as chances de privatização da Copasa aumentaram substancialmente e agora vê a privatização como o caminho óbvio, após todos os obstáculos políticos terem sido superados.

Ainda de acordo com o relatório, o processo de revisão tarifária trouxe novas e melhores metodologias, aumentando a lucratividade de longo prazo. Os únicos pontos pendentes são a efetiva renovação da concessão do município de Belo Horizonte e o próprio processo de privatização (cujos termos ainda são desconhecidos pelo mercado).

Após incorporar os novos números da revisão tarifária; a redução do custo de capital próprio e a atualização do modelo para o terceiro trimestre (3T25), o novo preço-alvo para o final de 2026 para a Copasa é de R$ 53,6 por ação, contra R$ 41,6 por ação anteriormente.

Foi mantida a recomendação de “compra” e visão “construtiva” para o papel.

Fitch afirma ratings da Alupar (ALUP11)

A agência de classificação de risco Fitch afirmou os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira ‘BB+’ e Local ‘BBB-’ da Alupar Investimento (ALUP11) e de sua subsidiária Alupar Chile Inversiones SpA (Alupar Chile). A agência também afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ da Alupar e de debêntures locais em circulação no mercado no seu nível individual e no âmbito de quatro subsidiárias: Empresa de Transmissão Baiana, Transmissora do Café, Transmissora Paraíso de Energia e Windepar Holding.

A perspectiva dos ratings corporativos é “estável”. A agência destacou que os ratings da Alupar refletem o baixo risco de seu negócio, devido à sua diversificada carteira de ativos de transmissão de energia elétrica no Brasil, segmento que apresenta receitas previsíveis e margens operacionais elevadas.

As atividades em geração de energia da empresa lhe ajudam a diluir riscos operacionais e regulatórios.

A Fitch acredita que o grupo manterá elevada flexibilidade financeira e alavancagem condizente com seus ratings, apesar do fluxo de caixa livre (FCF) negativo decorrente do ciclo de elevados investimentos.

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