Itaú (ITUB4) reporta lucro de R$ 11,87 bilhões no 3T25, alta anual

Publicado às 18h48
No terceiro trimestre de 2025 (3T25) o Itaú (ITUB4) teve lucro recorrente gerencial de R$ 11,87 bilhões, aumento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano de 2024 (3T24) e de 3,2% contra o trimestre passado (2T25). O resultado trimestral foi divulgado após o fechamento do mercado nesta terça-feira, 4.
O retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido foi de 23,3% no consolidado e de 24,2% nas operações no Brasil.
A carteira de crédito aumentou 0,9% no consolidado e 1,2% no Brasil no trimestre, enquanto os crescimentos anuais foram de 6,4% e de 7,8%, respectivamente. Excluindo o efeito da variação cambial das carteiras de Médias, Grandes Empresas e de América Latina, a carteira consolidada avançou 1,7% no trimestre.
A carteira de pessoas físicas cresceu 1%, com aumento de 2% em crédito imobiliário e 0,8% em cartão de crédito. No trimestre, a carteira de crédito consignado recuou 0,5%, contudo houve crescimento de 9,5% no consignado privado.
A carteira de micro, pequenas e médias empresas avançou 1,1% no trimestre, com destaque para o crescimento de 10,9% da carteira de programas governamentais.
Na comparação trimestral, a margem financeira com clientes cresceu 0,5%. Os efeitos positivos da maior quantidade de dias, do maior volume médio de ativos, além da maior margem de capital de giro próprio, foram compensados principalmente por menores margens em razão dos spreads e das operações estruturadas do Atacado.
O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias, incluindo títulos e valores mobiliários, aumentou 0,3 p.p. e fechou o trimestre em 2,0%. No segmento de grandes empresas no Brasil, o aumento foi de 0,9 p.p. com o indicador de curto prazo encerrando o trimestre em 1,0%. Os aumentos, tanto no consolidado quanto em grandes empresas, ocorreram por conta de um cliente específico que já estava adequadamente provisionado e já estava classificado em estágio 3. Excluindo esse efeito, os indicadores teriam permanecido nos mesmos patamares do trimestre anterior, ou seja, 1,7% no consolidado e 0,1% no segmento de grandes empresas no Brasil.
O índice de inadimplência acima de 90 dias consolidado, incluindo títulos e valores mobiliários, permaneceu estável, assim como o indicador das operações no Brasil, que se mantiveram em 1,9% e 2,0%, respectivamente.
O custo do crédito apresentou um aumento de 0,6% na comparação trimestral e ficou em R$ 9,1 bilhões. O indicador de custo do crédito sobre a carteira média permaneceu no mesmo patamar do trimestre anterior, 2,6%.
As receitas de serviços e seguros avançaram 4,0%. Houve aumento de 33,7% das receitas com banco de investimento por conta da emissão e distribuição de títulos de renda fixa. Também tivemos incremento do resultado de pagamentos e recebimentos relacionado com o maior volume transacionado em adquirência.
O resultado de seguros avançou 5,7% no trimestre decorrente da maior remuneração dos nossos ativos.
As despesas não decorrentes de juros cresceram 4,0% no trimestre, devido aos efeitos da negociação do acordo coletivo de trabalho, que inclui reajuste de 5,68% sobre salários e benefícios a partir do mês de setembro de 2025. Com essa dinâmica de resultado, nosso índice de eficiência fechou o terceiro trimestre em 39,5% no consolidado e em 37,7% no Brasil.
Veja outros detalhes na tabela abaixo:

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