Mercados nesta sexta, novo tarifaço dos EUA no radar, notícia da Axia, Eneva, provento da Jalles e Celesc e outros destaques

24 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 7h58

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h57)

Alemanha (DAX): +1,08% 

Londres (FTSE 100): +0,35%

Japão (Nikkei 225): -2,79% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -1,61% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -0,98% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -2,44% (US$ 98,2). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -0,22% (US$ 65.027)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,28% (US$ 4.061)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,13% a 746 iuanes (US$ 110,19). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h56 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,52% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,21%. Nasdaq futuro subia 0,09%.

Notícias corporativas

Isa Energia precifica oferta de ações a R$ 27 e levanta R$ 1,199 bilhão

Em um fato relevante enviado ao mercado na madrugada desta sexta-feira, 24, a ISA Energia (ISAE4) informou que levantou R$ 1.199.999.988,00 com uma oferta pública de distribuição primária (follow-on). A precificação ficou em R$ 27, com a emissão de pouco mais de 44,4 milhões de ações.

A quantidade de ações inicialmente ofertada foi, a critério da Isa Energia, em comum acordo com os coordenadores, acrescida em 100% do total de ações inicialmente ofertadas. 

O conselho de administração convocou uma assembleia geral extraordinária da companhia a ser realizada em 24 de julho de 2026, para deliberar, dentre outros assuntos, a alteração do limite do capital autorizado. 

Jalles Machado aprova dividendo

A Jalles Machado (JALL3) informou na quinta-feira, 23, que, conforme deliberado na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada nesta data, foi aprovada a distribuição de dividendos no montante de R$ 2,41 milhões, correspondente a R$ 0,008012492 por ação.

Tem direito aos dividendos quem detinha ações de emissão da Jalles até o fim do pregão de ontem, quinta-feira, 23 de julho. As ações da companhia serão negociadas ex-direitos a partir desta sexta-feira, 24 de julho. Os dividendos serão pagos em 6 de agosto de 2026.

Celesc (CLSC4) anuncia pagamento de juros sobre o capital

O conselho de administração da Celesc (CLSC4) aprovou o crédito de juros sobre o capital próprio (JCP). O montante aprovado é de R$ 39,9 milhões, à razão de R$ 0,977720504 por ação ordinária e R$ 1,075492555 por ação preferencial. Terão direito aos JCP os detentores de ações de emissão da Companhia em 31 de julho de 2026, sendo as ações negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 3 de agosto.

A data e a forma de pagamento dos JCP serão deliberadas oportunamente pelo conselho de administração e/ou pela Assembleia Geral de Acionistas. O pagamento será realizado em duas parcelas: a primeira parcela (50%), no valor de R$ 19,9 milhões, correspondente a R$ 0,4888602520 por ação ordinária e R$ 0,5377462775 por ação preferencial, a ser paga até 30 de junho de 2027; e a segunda parcela (50%), no valor de R$ 19.982.669,46, correspondente a R$ 0,4888602520 por ação ordinária e R$ 0,5377462775 por ação preferencial, a ser paga até 30 de dezembro de 2027.

Axia anuncia convocação de assembleia geral extraordinária para incorporações de subsidiárias 

A Axia Energia (AXIA3) informou que seu conselho de administração aprovou a convocação de assembleia geral extraordinária (AGE), a ser realizada, em primeira convocação, em 28 de agosto de 2026, para deliberar sobre a incorporação das controladas Juno Participações e Investimentos, Tijoá Participações e Investimentos, Retiro Baixo Energética e SPE Nova Era Janapu Transmissora.

A operação faz parte da estratégia de simplificação da estrutura societária da Axia.

Com a incorporação, a Axia sucederá integralmente as Incorporadas, que serão extintas, e assumirá todos os seus bens, direitos, obrigações e contingências.

Como as incorporadas são integralmente detidas, direta ou indiretamente, pela Axia Energia, a operação não resultará em aumento de capital, emissão de novas ações ou direito de recesso. A conclusão da operação está sujeita à aprovação da assembleia e à obtenção das autorizações necessárias junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Axia alcança aderência superior a 98% às práticas recomendadas pelo código brasileiro de governança corporativa

A Axia Energia também divulgou que arquivou o Informe de Governança Corporativa 2026 em seu site e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Axia destacou em um comunicado que alcançou aderência superior a 98% às práticas recomendadas pelo código brasileiro de governança corporativa, “reforçando seu compromisso com o aprimoramento contínuo de sua governança corporativa”.

Segundo a companhia, o maior destaque de 2026, foi a conclusão da migração para o segmento Novo Mercado da B3, em junho de 2026, com a adoção do princípio “uma ação, um voto”, preservada a ação de classe especial (golden share) detida pela União.

Entre as principais práticas de governança adotadas, a Axia destaca o conselho de administração composto por 70% de membros independentes; exigências estatutárias para indicação e eleição de administradores mais rigorosas que as previstas na legislação, incluindo critérios específicos sobre impedimentos, overboarding, perda de independência e conflitos de interesses; avaliação anual do conselho de administração e da diretoria executiva, incluindo a verificação da independência dos conselheiros e mecanismos de incentivo alinhados à geração de valor para a companhia e seus acionistas; e programa de compliance e canal de denúncias alinhados às melhores práticas de integridade, ética e conformidade.

3tentos (TTEN3) contrata Ágora para prestar serviços de formador de mercado

A 3tentos (TTEN3) contratou a Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários para prestar serviços de formador de mercado, em substituição ao UBS Próprio Fundo de Investimento Financeiro – Multimercado Crédito Privado (atual denominação do Credit Suisse Próprio Fundo de Investimentos Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior).

A Ágora iniciará a prestação de serviços de formador de mercado nesta sexta-feira, 24 de julho, e o prazo de duração do contrato será de 12 meses, prorrogável automaticamente por iguais períodos, caso não haja manifestação contrária de qualquer das partes.

A companhia informou ainda que 112.752.686 ações ordinárias se encontram em circulação no mercado e que não celebrou qualquer contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de sua emissão com o formador de mercado.

Eneva recebe R$ 340 milhões como resultado de acordo relacionado ao encerramento do fornecimento de GNL à Vale 

A Eneva (ENEV3) recebeu o montante total de R$ 340 milhões como resultado da composição amigável celebrada com a Vale (VALE3) relacionada ao término do contrato de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) a partir das plantas de liquefação de gás natural do Complexo Parnaíba da Eneva às instalações industriais da Vale localizadas na cidade de São Luís, estado do Maranhão.

“O acordo decorre de decisão estratégica da Vale de suspender as atividades da referida planta”, explicou a Eneva em um comunicado ao mercado.

Com a formalização do acordo, todas as obrigações das partes relacionadas ao suprimento de GNL ficam encerradas com efeitos a partir de 31 de maio de 2026.

Como resultado do acordo, fica disponível para nova contratação a capacidade de liquefação de até 250.000 m³/dia no Complexo Parnaíba, representando nova oportunidade de comercialização desse volume para a Eneva, destacou a companhia no comunicado.

Raízen: Felix Faber é nomeado como vice-presidente do conselho de administração

A Raízen (RAIZ4) divulgou que seu conselho de administração aprovou a nomeação de Felix Faber como vice-presidente do colegiado em substituição a Anna Mascolo, conforme indicado pela acionista Shell Brazil Holding.

Felix Faber possui mais de 26 anos de experiência no setor de energia. Ao longo de sua carreira na Shell, atuou em toda a cadeia de valor dos negócios de downstream e energias renováveis, desenvolvendo ampla expertise nas áreas de Combustíveis Marítimos (Marine), Lubrificantes, Mobilidade, Trading & Supply (Comercialização e Suprimentos) e Estratégia.

O executivo ocupou cargos de alta liderança em níveis local, regional e global, incluindo as posições de CEO, VicePresidente Sênior e Country Chairman na Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Turquia. Além disso, Faber integrou os conselhos de administração de empresas do Grupo Shell e de associações do setor, bem como os conselhos internacionais da Shell Panolin (Suíça), da JOSLOC, joint venture da Shell na Arábia Saudita, e da Shell Vivo Lubricants, joint venture da Shell com operações em toda a África.

Economia:

EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira, 23, a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24).

A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro e se soma à sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde o último dia 22. Com isso, parte das exportações do Brasil para o mercado estadunidense poderá enfrentar tributação de até 37,5%.

A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Motivação

Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra o grupo de 54 países que não proíbem nem fiscalizam de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos.

Na avaliação do USTR, essa falha cria uma vantagem competitiva indevida, ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos menores.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a prática prejudica empresas e trabalhadores estadunidenses.

“A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual”, destacou Greer em comunicado.

Produtos

O relatório afirma que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco segmentos:

  1. alumínio;
  2. algodão;
  3. eletrônicos;
  4. baterias de lítio;
  5. tabaco.

Segundo o USTR, esses produtos poderiam entrar no mercado brasileiro com preços artificialmente reduzidos e, posteriormente, influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O documento também menciona que, embora o Brasil participe de acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantenha a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, o país não detém, na avaliação dos Estados Unidos, mecanismos considerados suficientes para impedir a importação desses bens.

Países

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Além do Brasil, outros 53 países receberam a sobretaxa de 12,5%, entre eles China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em outra categoria e terão tarifa adicional de 10%, por já manterem mecanismos legais de controle, embora considerados insuficientes pelos EUA.

Tarifa

A nova medida se soma à tarifa de 25% aplicada nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, o governo estadunidense acusou o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais, citando questões como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com a nova decisão, empresas brasileiras poderão enfrentar uma carga tarifária total de até 37,5% em parte das exportações destinadas aos Estados Unidos.

As novas tarifas anunciadas nesta quinta substituem a taxa global de 10% anunciada por Trump em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as “tarifas recíprocas” impostas pelo presidente estadunidense no ano passado.

Reação brasileira

Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como “arbitrária” e “injustificada”. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Brasil apresentou ao governo norte-americano informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado, além de destacar o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

O texto também informa que o governo pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo brasileiro já havia contestado as conclusões da investigação. Em manifestação anterior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que eventuais sanções seriam desproporcionais e defendeu que o país mantém legislação e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado.

Segundo o chanceler, o Brasil dispõe de mecanismos de fiscalização e cooperação internacional para impedir a circulação de produtos produzidos em condições análogas à escravidão.

Enquanto avalia uma resposta diplomática, o governo mantém medidas de apoio às empresas exportadoras afetadas pelas tarifas americanas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivo à abertura de novos mercados.

Com informações da Agência Brasil

Agenda de proventos desta sexta, 24:

Mitre (MTRE3) 

A Mitre paga nesta sexta-feira, 24, a primeira parcela do dividendo anunciado em 7 de julho. A data de corte foi em 15 de julho. O valor é de R$ 0,02 por ação. Vale lembrar que a segunda parcela terá data de corte em 12/08/2026 e pagamento em 21/08/2026. E a terceira parcela terá data de corte em 08/09/2026 e pagamento em 18/09/2026.

Unifique (FIQE3)

A data de corte (data com) para ter direito aos JCP da Unifique anunciados na terça-feira, 21 de julho, é nesta sexta-feira, 24. As ações de emissão da companhia serão negociadas ex-juros na B3 a partir de 27 de julho de 2026, inclusive. O pagamento será em 5 de agosto de 2026. O valor bruto total é de R$ 30 milhões, correspondente a R$ 0,07 por ação.

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