Mercados nesta quinta, minério, petróleo, notícia da Vale, SLC, prévia da Direcional e outros destaques corporativos

9 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 7h58

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)

Alemanha (DAX): +0,11% 

Londres (FTSE 100): -0,77%

Japão (Nikkei 225): +1,55% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): +1,65% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -0,70% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: +0,56% (US$ 78,4). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: +1,02% (US$ 62.860)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,54% (US$ 4.105)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,20% aos 745,5 iuanes (US$ 109,58). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de -0,10% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,08%. Nasdaq futuro subia 0,48%.

Notícias corporativas

Vale: informação na matéria jornalística, segundo a qual teria havido ‘uma composição para facilitar a renúncia’ de Stieler, ‘não corresponde à realidade dos fatos’

Em um comunicado divulgado no fim da noite de quarta-feira, 8, a Vale (VALE3) prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre as informações veiculadas na matéria do Valor Econômico intitulada “Após resistir, Stieler renuncia ao conselho da Vale”.

A Vale esclareceu que a informação veiculada na matéria jornalística, segundo a qual teria havido “uma composição para facilitar a renúncia” de Daniel Stieler, “não corresponde à realidade dos fatos”.

A Vale afirmou que a “renúncia de Daniel decorreu de decisão pessoal sua, formalizada por meio de carta de renúncia apresentada à companhia em 06 de julho de 2026”.

“Foi essa decisão pessoal, expressada ainda como cogitação alguns dias antes, que motivou a negociação e a celebração do Contrato de Compensação por Não Competição e Outras Avenças (contrato), e não o contrário”, afirmou a mineradora, destacando que não houve, portanto, qualquer “acordo”, “composição” ou “indenização” que tenha condicionado a referida renúncia.

Ainda segundo a mineradora, a saída de Daniel antes do término de seu mandato decorreu de sua decisão pessoal de não resistir à posição pretendida pelo maior acionista de referência da companhia, tendo em vista o melhor interesse da Vale.

“Por se tratar de desligamento não planejado, ocorrido enquanto havia temas estratégicos ainda em maturação no âmbito de suas funções como Presidente do Conselho de Administração, Coordenador do Comitê de Indicação e Governança e membro do Comitê de Alocação de Capital e Projetos, tornou-se necessária a adoção de cuidados adicionais no processo de transição”, detalhou a companhia.

“Nesse contexto, foi celebrado o Contrato, por meio do qual Daniel assumiu obrigações de não competição, não solicitação, não difamação e confidencialidade pelo período de 24 (vinte e quatro) meses, tendo em vista o amplo acesso que teve a informações confidenciais e estratégicas do Grupo Vale durante o exercício de suas funções”, explicou a companhia.

A Vale ressaltou que o Contrato celebrado com Daniel não constitui uma exceção ou modificação da política de remuneração dos membros do Conselho de Administração, mas sim um instrumento “específico e extraordinário, decorrente das circunstâncias particulares de seu desligamento, que estabelece obrigações (algumas delas recíprocas) de não competição, não solicitação, não difamação e confidencialidade”.

A companhia esclareceu também que a compensação prevista no Contrato, corresponde à “contrapartida pelas obrigações assumidas por Daniel durante o período restrito de 24 (vinte e quatro) meses, não se confundindo com remuneração decorrente do exercício do cargo de conselheiro”.

SLC celebra acordo com Grupo Radar e vai comprar 8,9 mil hectares agricultáveis do ‘Bloco Mato Grosso’

A SLC Agrícola (SLCE3) celebrou na quarta-feira, 8, acordo com o Grupo Radar, por meio de suas subsidiárias. O acordo visa à composição consensual da alienação do portfólio de imóveis rurais denominado “Bloco Mato Grosso”.

A SLC exerceu seu direito de preferência para aquisição da totalidade do Bloco Mato Grosso, composto por aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, que representa uma área agricultável de culturas de 28 mil hectares, localizados no estado do Mato Grosso.

“Em razão do exercício concorrente do direito de preferência por outros arrendatários do referido portfólio, foi iniciado um processo de negociação entre as partes envolvidas, culminando em uma solução convergente”, explicou a SLC em um fato relevante.

Nos termos do acordo celebrado, as áreas integrantes do Bloco Mato Grosso serão segregadas entre os adquirentes participantes da composição, cujo valor a ser pago está correlacionado com o tamanho e qualidade da área adquirida.

No acordo celebrado entre as partes, a SLC adquirirá 8,9 mil hectares agricultáveis. O valor total da transação contempla a infraestrutura instalada na propriedade negociada, compreendendo silos, unidade de beneficiamento de algodão (algodoeira) e outras benfeitorias operacionais.

O valor total da transação é de R$ 669.040.691,64.

A SLC já operava nessas áreas, com soja, milho e algodão no sistema de rotação de culturas e com segunda safra, por meio de contrato de arrendamento em 17,6 mil hectares. Dessa forma, adquiriu 8,9 mil hectares e 8,7 mil hectares continuarão arrendados (5,3 mil hectares até a safra 2029/30, 0,9 mil hectares até a safra 2026/27 e 2,5 mil hectares serão recontratados com a nova proprietária, Santa Maria Holding Ltda., a partir do vencimento do contrato vigente no final da safra 2026/27, por mais 15 anos, com um custo de 19,5 sacos por hectare).

Direcional (DIRR3) divulga a prévia operacional do 2T26

A Direcional (DIRR3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre (2T26).

No período, o Valor Geral de Vendas lançado somou R$ 2,1 bilhões (R$ 1,6 bilhão % companhia), representando um crescimento de 105% sobre o primeiro trimestre (1T26) e de 8% sobre o segundo trimestre de 2025 (2T25). A representatividade dos produtos da marca Direcional no mix de lançamentos foi de 62%, enquanto os empreendimentos da Riva responderam por 38% do total.

A companhia destacou que, nesse total lançado no trimestre, houve a contribuição de dois produtos que integram a parceria da Direcional com a Moura Dubeux – um em Fortaleza-CE e outro em Natal-RN. Juntos, os dois empreendimentos somam 712 unidades e um VGV de R$ 234 milhões (R$ 117 milhões % companhia).

As vendas brutas do 2T26 alcançaram R$ 2 bilhões (R$ 1,6 bilhão % companhia), marcando o melhor trimestre para essa métrica na história da Direcional.

As vendas líquidas foram de R$ 1,7 bilhão no período (R$ 1,4 bilhão % companhia), o que representou um crescimento de 5% em relação ao primeiro trimestre (1T26) e ficando em linha com o 2T25.

No 2T26, o Grupo Direcional reportou uma geração de caixa contábil de R$ 130 milhões. Nesse sentido, excluindo os valores advindos de originações e amortizações de cessão de recebíveis, operações societárias e da mudança de regra aplicada pela Caixa Econômica Federal para o depósito de recursos de repasses, a companhia registrou uma geração de caixa operacional de R$ 80 milhões no trimestre.

Ambipar anuncia acordos com determinados credores para reestruturação do endividamento

Após meses de negociações com certos credores detentores de uma parcela majoritária dos Green Notes, com vencimentos em 2031 e 2033, emitidos por uma subsidiária da Ambipar (AMBP3), tais credores decidiram apoiar formalmente a reestruturação do endividamento da Ambipar e determinadas subsidiárias diretas e indiretas, por meio da celebração do acordo de apoio, o qual consolida os principais termos da reestruturação dos Green Notes que será implementada, primordialmente, no âmbito do plano de recuperação judicial.

As informações foram divulgadas pela Ambipar em um fato relevante enviado ao mercado no fim da noite de quarta-feira, 8.

“O acordo de apoio representa, para o Grupo Ambipar, um avanço relevante na construção de um consenso robusto entre o Grupo Ambipar e os Credores Apoiadores, reforçando a perspectiva de implementação de uma solução conjunta, definitiva e equilibrada para a reestruturação de seu endividamento”, afirmou a companhia.

A administração do Grupo Ambipar, que inclui, entre outros, Tércio Borlenghi Jr. (Chief Executive Officer) e Thiago da Costa Silva (Chief Financial Officer), continuarão a liderar as operações após a implementação do acordo de apoio, em conformidade com a estrutura de governança e seus respectivos controles nos termos estabelecidos no acordo de apoio.

A Ambipar informou ainda que continuará envidando esforços para obter adesões adicionais de credores à reestruturação financeira proposta.

A companhia anunciou também que foram alcançados termos satisfatórios para a assinatura, por meio de determinadas subsidiárias, de certo Amended and Restated Loan Agreement (Contrato de Financiamento Aditado e Consolidado), celebrado com o Itaú BBA International PLC, destinado, essencialmente, ao alongamento da dívida vencida.

“A administração entende que este passo representa um marco significativo para o avanço da reestruturação da companhia, buscando a preservação da continuidade das operações do Grupo Ambipar”, destacou a companhia no fato relevante.

Oncoclínicas: ‘há, neste momento, tratativas para protocolo de plano de recuperação extrajudicial’

A Oncoclínicas (ONCO3) afirmou na noite de quarta-feira, 8, que sua administração vem mantendo negociações com seus credores com o objetivo de encontrar a melhor solução para sua atual situação financeira.

Ainda segundo a companhia, “há, neste momento, tratativas para protocolo de plano de recuperação extrajudicial”.

Mas a Oncoclínicas destacou que “ainda não há, no entanto, uma data definida para a realização do protocolo”.

A companhia esclareceu que divulgará ao mercado caso venha firmar algum documento nesse sentido, ou tome conhecimento de algum fato relevante, nos termos da legislação aplicável.

O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou que a Oncoclínicas deveria entrar com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça nesta quarta-feira.

Unifique nomeia diretores não estatutários

A Unifique Telecomunicações (FIQE3) elegeu Erolf Schotten para o cargo de diretor de negócios e expansão, e Vitor Elísio Góes de Oliveira Menezes para o cargo de diretor de relações institucionais e regulatório, ambos em posições de natureza não estatutária.

O Erolf Schotten retorna ao time executivo da Unifique sendo responsável por liderar a estratégia de expansão da companhia no estado de São Paulo. Ao longo de 17 anos na Unifique atuou como diretor de operações, desempenhando papel relevante na expansão da infraestrutura da Unifique e na implantação da operação móvel 5G em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Com atuação em Brasília (DF), Vitor Elisio Góes de Oliveira Menezes será responsável por liderar a estratégia institucional, governamental e regulatória da companhia, fortalecendo o diálogo com órgãos públicos, entidades setoriais, autoridades reguladoras e stakeholders estratégicos do setor de telecomunicações. Ao longo de sua trajetória, foi Secretário Executivo do Ministério das Comunicações, Secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério das Comunicações (MCom), além de Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Log (LOGG3) conquista o selo Empresa Pró-Ética 2025-2026

A Log (LOGG3) foi reconhecida com o selo Empresa Pró-Ética 2025-2026, concedido pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com o instituto Ethos, sendo uma das mais importantes iniciativas nacionais de promoção da ética e da integridade no ambiente corporativo. O Selo Pró-Ética resulta da atuação conjunta dos setores público e privado para fomentar práticas empresariais mais íntegras, éticas e transparentes.

A certificação é concedida a empresas que, de forma voluntária, demonstram compromisso efetivo com a implementação de medidas de prevenção, detecção e remediação de atos relacionados à corrupção, fraude, violações socioambientais e de desrespeito aos direitos humanos. Nesta edição, a Log foi a única empresa do setor de propriedades logísticas a receber o reconhecimento.

S&P reafirma ratings da Eneva apesar de métricas de crédito mais alavancadas

A agência de classificação de risco S&P reafirmou os ratings de emissor e de emissão ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da Eneva (ENEV3). Além disso, reafirmou os ratings de recuperação ‘br3’ atribuídos às suas debêntures.

A perspectiva “estável” reflete a expectativa de um enfraquecimento pontual nos indicadores de crédito em 2026 e 2027. Nesse período, a agência projeta dívida líquida sobre Ebitda em torno de 5,0x e geração interna de caixa (FFO — funds from operations) sobre dívida de aproximadamente 12%, em função dos investimentos no Complexo Azulão e dos compromissos iniciais decorrentes do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026).

A partir de 2027 a S&P projeta uma trajetória de desalavancagem, impulsionada pelo início operacional do Complexo Azulão e pelo ramp-up de receita dos novos ativos.

A agência destaca que a companhia inicia um novo ciclo de investimentos (capex) após a contratação de 5,06 GW no Leilão de Reserva de Capacidade, que elevará seu portfólio para mais de 10 GW de capacidade instalada.

O plano de capex— estimado em R$ 19 bilhões entre 2026 e 2028 para os projetos do LRCAP e o Complexo Azulão — deve pressionar a alavancagem da companhia, com dívida líquida sobre EBITDA em torno de 5,0x entre 2026 e 2027 e fluxo de caixa operacional livre (FOCF — free operating cash flow) negativo nos próximos anos.

Por outro lado, a entrada em operação do Complexo Azulão, em um primeiro momento, e o ramp-up dos novos ativos devem impulsionar a geração de caixa e a previsibilidade de receitas a partir de 2027 e 2028, sustentando o processo de desalavancagem, ainda que mais lento, explica a S&P em relatório.

Morgan Stanley rebaixa recomendação da Vale

O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da mineradora Vale de “overweight” (equivalente à compra) para “equal-weight” (desempenho em linha com o mercado). O banco reduziu o preço-alvo dos ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) da companhia de US$ 19,50 para US$ 16,50.

Na avaliação do Morgan Stanley a deterioração das perspectivas para o mercado de minério de ferro combinada com pressões de custos, reduz o potencial de valorização das ações. Os papéis da mineradora fecharam em queda de 4,59% nesta quarta-feira na B3, cotados a R$ 72,70.

A equipe de analistas do banco norte-americano observa que os desafios para o mercado de minério de ferro estão aumentando diante da expectativa de menor produção global de aço, principalmente na China.

O Morgan Stanley reduziu entre 2% e 4% as projeções para os preços do minério de ferro entre 2026 e 2028. O banco passou a considerar o minério como sua commodity menos preferida entre as que estão sob sua cobertura.

S&P rebaixa Cosan; perspectiva é ‘negativa’

A agência de classificação de risco S&P rebaixou na quarta-feira, 8, a classificação de crédito de emissor da Cosan (CSAN3) de BB- para B+. A perspectiva é negativa.

A agência também rebaixou o rating de emissão das notas perpétuas emitidas pela Cosan Overseas de BB- para B+.

A perspectiva negativa reflete incertezas sobre a estratégia de desinvestimentos da Cosan e o potencial impacto sobre seus negócios, fluxo de dividendos e índices de cobertura do serviço da dívida, explicou a agência.

Na opinião da S&P o impacto negativo da reestruturação da dívida da Raízen sobre a Cosan e suas outras subsidiárias diminuiu, e não é esperada nenhum suporte financeiro ou passivos significativos da Cosan neste momento.

“Ainda assim, a reestruturação extrajudicial, conforme proposta, resultará em uma diluição significativa do investimento, o que, em nossa opinião, enfraquece o perfil de negócios da Cosan”, escreve a equipe de analistas.

“E, apesar de um bom histórico recente de vendas de ativos e uso dos recursos para reduzir a dívida, esperamos que os indicadores de cobertura permaneçam fracos nos próximos dois anos, na ausência de novas vendas de ativos”, avalia a S&P.

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