Eventos que podem impactar a Bolsa nesta semana

Publicado às 21h03
Eventos no radar do mercado nesta semana
Petróleo
O mercado monitora com atenção o impacto no preço do petróleo dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Às 21h o preço do barril de petróleo Brent tinha valorização de 8,10% a 78,3 dólares. Para analistas, a duração do conflito será determinante para a definição do preço da commodity. Há especialistas de mercado apontando que, caso o conflito escale ainda mais e se prolongue, o preço poderia avançar para perto de US$ 100.
Os ataques levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. Pelo Estreito de Ormuz passam mais de 20% de todo o petróleo produzido no planeta.
Neste domingo, a Opep+, grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, concordou em elevar a produção de petróleo a partir de abril. De acordo com a Opep+, serão 206 mil barris produzidos a mais por dia a partir do dia 1º, que se somam aos 1,65 milhões já extraídos.
Impactos na economia global
Para além das consequências geopolíticas, analistas tentam estimar o impacto do conflito no Oriente Médio na economia global. A alta prolongada do preço do barril de petróleo pressiona as cadeias produtivas no mundo todo e pode pressionar a inflação.
PIB do Brasil
Na terça-feira o grande destaque na agenda do mercado é a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil no quarto trimestre e no consolidado de 2025. Será às 9h.
Dados do emprego nos EUA
Na sexta-feira será divulgado o Payroll de fevereiro. A expectativa é de criação de 60 mil vagas nos Estados Unidos, com taxa de desemprego estável em 4,3%. Vale lembrar que o Payroll é o mais importante relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. É esse relatório que o Banco Central norte-americano (Federal Reserve) mais leva em conta para fins de sua política monetária.
Balanço da Petrobras
A temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) continua. O destaque desta semana é a divulgação do balanço da Petrobras, na quinta-feira, 5, após o fechamento do mercado. Também apresentam seus resultados Auren, Embraer, Ultrapar e outras empresas. Confira a agenda:
Segunda, 2
Hidrovias do Brasil – após o fechamento do mercado.
Terça, 3
Raia Drogasil, Auren, Vulcabras, Pague Menos, LWSA – após o fechamento do mercado.
Quarta, 4
Ultrapar, CBA, Rumo, Dexco, OceanPact, Estapar, Lojas Quero-Quero – após o fechamento do mercado.
Quinta, 5
Petrobras, Eneva, Lojas Renner, Alupar, Alpargatas, Fleury, 3tentos, Grendene, Tenda, Trisul, Ouro Fino, Viveo – após o fechamento do mercado.
Sexta, 6
Embraer – antes da abertura do mercado.
Notícias corporativas
Pague Menos (PGMN3) reporta lucro ajustado de R$ 132,7 milhões no 4T25, alta de 72,2%
A Pague Menos (PGMN3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 132,7 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 72,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). O Ebitda ajustado no 4T25 somou R$ 250,3 milhões, alta anual de 52,6%.
A Pague Menos informou nesta sexta-feira que está avaliando a possibilidade de realizar uma oferta pública subsequente de distribuição de ações, com volume estimado de 70 milhões de ações, a ser realizada no Brasil e destinada exclusivamente a investidores profissionais.
A companhia engajou inicialmente o BTG Pactual e o Itaú BBA, assim como seus respectivos agentes de colocação internacional, para a prestação de serviços de assessoria financeira no âmbito da potencial oferta, incluindo trabalhos preparatórios para a definição da viabilidade e dos termos e de suas condições. A companhia informou que engajará outros coordenadores caso decida por realizar a potencial oferta.
OceanPact (OPCT3) e CBO anunciam fusão
A Oceanpact Serviços Marítimos (OPCT3) celebrou com a CBO Holding e determinados acionistas de ambas as companhias um acordo de associação voltado a implementar uma operação de combinação de negócios das companhias por meio da incorporação da CBO pela OceanPact.
A CBO é uma sociedade holding que, em conjunto com suas controladas, opera uma frota de 45 embarcações (sendo 42 próprias).
“A combinação de negócios representa uma importante oportunidade de geração de valor para os acionistas de ambas as companhias, resultando na criação da mais completa empresa de apoio a operações no ambiente marinho no Brasil”, afirmou a Oceanpact em um fato relevante.
A companhia combinada contará com uma frota de 73 embarcações e contratos já firmados no valor aproximado de R$ 13,6 bilhões, posicionando-se como um dos principais players globais no setor de apoio marítimo.
A administração da OceanPact espera que, com a combinação de negócios, a companhia tenha
tenha o potencial de agregar novos contratos de alta rentabilidade e linhas de crédito com baixo custo.
A fusão está sujeita à verificação de determinadas condições suspensivas, incluindo a sua aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a obtenção de consentimentos de terceiros e a aprovação pelas assembleias gerais extraordinárias das companhias, convocadas para serem realizadas em 30 de março de 2026.
O BNDES Participações e a Finarge Armamento Genovese SRL, acionistas da CBO, manifestaram a expressa concordância com a operação e seu compromisso de aprová-la.
Fitch rebaixa ratings da Cosan (CSAN3)
A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou na sexta-feira, 27, os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local da Cosan (CSAN3) para ‘BB-‘, de ‘BB’, e seu Rating Nacional de Longo Prazo para ‘A+(bra)’, de ‘AAA(bra)’.
A agência também rebaixou o rating das notas perpétuas garantidas incondicional e irrevogavelmente pela Cosan para ‘BB-‘, de ‘BB’, e o rating de suas debentures sem garantias para ‘A+(bra)’, de ‘AAA(bra).
A Fitch colocou todos os ratings em observação “negativa”.
O rebaixamento reflete a contínua pressão sobre a estrutura financeira e a flexibilidade financeira da Cosan, que precisa vender ativos para amortizar dívidas de longo prazo, explicou a agência.
A Fitch reavaliou a estratégia de gestão e a tolerância a risco da Cosan, considerando-as fatores negativos, apesar de os recursos provenientes da recente oferta subsequente de ações (follow-on) terem sido utilizados para reduzir a dívida.
A observação negativa reflete o risco de execução da estratégia de desinvestimento da empresa para amortizar dívidas e melhorar seus indicadores de crédito.
O cronograma e as condições das vendas de ativos permanecem incertos, afirma a Fitch, destacando que a “falha na execução desta estratégia nos próximos meses pode resultar em rebaixamento adicional dos ratings da Cosan”.
Totvs conclui aquisição da Suri
A Totvs (TOTS3) concluiu, após terem sido atendidas todas as condições precedentes aplicáveis, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a aquisição da totalidade do capital social da Chatbot Maker Tecnologia da Informação (Suri).
A Suri é especializada em soluções de comércio conversacional, automatizando e humanizando as interações de WhatsApp, Facebook, Instagram e Webchat em única interface, permitindo fluxos completos de venda.
O negócio é avaliado em R$ 28 milhões. Fundada em 2008, a Suri possui mais de 1 mil clientes.
MBRF (MBRF3) aprova cancelamento de 35,7 milhões ações em tesouraria
O conselho de administração da MBRF (MBRF3) aprovou o cancelamento de 35,7 milhões ações ordinárias de emissão da companhia, mantidas em tesouraria, sem redução do valor do capital social. A informação foi divulgada na sexta-feira, 27, após o fechamento do mercado. Em função do cancelamento de ações em tesouraria, o capital social da MBRF passou a ser dividido em 1.401.916.108 ações ordinárias. O artigo 5º do Estatuto Social da companhia será ajustado para refletir o cancelamento.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Brav3, Prio3, Recv3, Mbrf3 e de Csmg3. Acesse o vídeo aqui.
Agenda de proventos desta semana:
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.
Segunda, 2
Itaú (ITUB4)
O Itaú paga nesta segunda-feira, 2, JCP mensal no valor líquido de R$ 0,0150 por ação. A data-base foi em 30 de janeiro.
Banestes (BEES3, BEES4)
O Banestes paga nesta segunda-feira, 2, JCP mensal no valor de R$ 0,02446013983 por ação ordinária e preferencial. A data-base foi em 2 de fevereiro.
Bradesco (BBDC4)
O Bradesco paga nesta segunda, 2, JCP mensal no valor líquido de R$ 0,014231106 por ação ordinária e R$ 0,015654217 por ação preferencial. A data-base foi em 3 de fevereiro.
BB Seguridade (BBSE3)
A BB Seguridade paga nesta segunda, 2, dividendo no valor de R$ 2,60 por ação. Esse dividendo foi anunciado em dezembro de 2025 e os detalhes foram informados em 9 de fevereiro. Para ter direito tinha que ter ações da seguradora em 12 de fevereiro de 2026. Os papéis da companhia são negociados ex-dividendos desde 13 de fevereiro de 2026.
Banco do Brasil (BBAS3)
A ‘data com’ para ter direito aos JCP do Banco do Brasil anunciados em 19 de fevereiro, é nesta segunda-feira, 2. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 3 de março. O valor por ação é de R$ 0,07 e será pago em 11 de março de 2026.
Terça 3
Allos (ALOS3)
A Allos paga na terça-feira, 3, a terceira parte de dividendo anunciado em 16 de dezembro, no valor de R$ 0,29 por ação. A data de corte foi em 19 de fevereiro.
Quarta, 4
Vale (VALE3)
A Vale paga na quarta-feira, 4, a segunda parte do provento anunciado em 27 de novembro de 2025. Será pago o valor de R$ 0,76 por ação, sob a forma de dividendos, além de R$ 1,56 por ação, sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP). Tem direito ao recebimento detentores de ações de emissão da Vale no encerramento dos negócios da B3 no dia 11 de dezembro de 2025. As ações são negociadas ex-dividendo na B3 desde 12 de dezembro. Importante lembrar que em 7 de janeiro de 2026 foi pago a primeira parte no valor de R$ 1,24 por ação, sob a forma de dividendos.
Quinta, 5
Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil paga na quinta-feira, 5, os juros sobre capital próprio anunciados em 11 de fevereiro no valor por ação de R$ 0,21. Esses JCP tem como base a posição acionária de 23 de fevereiro de 2026. As ações são negociadas “ex-JCP” desde 24 de fevereiro.
Iguatemi (IGTI11)
A Iguatemi paga na quinta-feira, 5, a primeira parcela do dividendo anunciado em 22 de dezembro de 2025. Essa primeira parcela no valor de R$ 0,16 por unit teve data de corte em 19/02/2026.
Sexta, 6
Itaú (ITUB4)
O Itaú paga na sexta, 6, os JCP anunciados em 27 de novembro de 2025. O valor líquido é de R$ 0,31 por ação. A base de cálculo é a posição acionária final registrada no dia 9 de dezembro de 2025, com as ações negociadas “ex-direito” desde o dia 10 de dezembro de 2025.
Itaúsa (ITSA4)
A Itaúsa paga na sexta, 6, os juros sobre o capital próprio anunciados em 1º de dezembro de 2025. O valor bruto é de R$ 0,0182 (líquido de R$ 0,01547) por ação. Esses JCP tem como base de cálculo a posição acionária final do dia 9 de dezembro de 2025. Desde 10 de dezembro/25 as ações da Itaúsa passaram a ser negociadas ex-direito a esses JCP.
Copasa (CSMG3)
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo complementar da Copasa anunciado em 25 de fevereiro, é na sexta-feira, 6. As ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 9 de março de 2026. Foi aprovada a distribuição de R$ 688 mil e 187 reais. O valor por ação é R$ 0,0018149288. A data de pagamento será definida na assembleia geral ordinária, que será realizada em abril.







