Bolsas em queda nesta segunda, minério sobe, petróleo salta e notícias corporativas

Publicado às 7h52 – atualizado às 8h49
Petróleo passa de 100 dólares e aversão ao risco nos mercados
O preço do barril de petróleo operava em forte alta nesta sessão, e acima de 100 dólares, com grande produtores do Oriente Médio não conseguindo exportar petróleo pelo Estreito de Ormuz devido à guerra. O Morgan Stanley avalia que o preço da commodity pode subir “bem acima” de 130 dólares se os fluxos no Estreito de Hormuz continuarem deprimidos.
A guerra se intensifica no Oriente Médio com novas decisões adicionando mais tensão à região. Os clérigos governantes do Irã nomearam neste domingo Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do país. Segundo especialistas, é um sinal de que a linha dura ainda está firme no comando do Irã. Os principais índices futuros de ações nos Estados Unidos e as Bolsas na Ásia e na Europa têm queda acentuada nesta segunda-feira.
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h51)
Alemanha (DAX): -1,43%
Londres (FTSE 100): -1,33%
Japão (Nikkei 225): -5,24% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): -0,67% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): -1,35% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: +13,6% (US$ 105,2). O Brent é referência para a Petrobras.
Petróleo WTI: +13,3% (US$ 102,8)
Bitcoin futuro: -0,74% (US$ 67.800)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -1,08% (US$ 5.103)
Minério de ferro em Dalian (7h50 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 2,28% a 784,5 iuanes (US$ 113,75). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h50 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 1,14% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 1,06%. Nasdaq futuro caía 1,14%.
Notícias corporativas
MRV&Co (MRVE3) reporta lucro no 4T25. Veja os números:
A MRV&Co (MRVE3), companhia que reúne as marcas MRV, Resia, Urba e Luggo, divulgou nesta segunda-feira, 9, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 116 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 153 milhões registrado mesmo trimestre de 2024 (4T24).
Já o lucro líquido atribuível aos controladores somou no 4T25 R$ 41,4 milhões, também uma reversão do prejuízo de R$ 249,8 milhões do 4T24.
Considerando a MRV Incorporação, o lucro líquido somou R$ 268 milhões no 4T25, crescimento de 243% em relação aos R$ 48 milhões reportados no 4T24.
A MRV divulgou ainda que, no contexto da evolução de sua estratégia corporativa e aprimoramento de sua comunicação com o mercado, sua administração deliberou pela não continuidade da divulgação de projeções para o exercício de 2026.
Unifique (FIQE3) anuncia aquisição da iSuper Telecom por meio da Unifique Paraná
A Unifique Telecomunicações (FIQE3) informou no sábado que constituiu em 4 de março de 2026, uma nova sociedade, denominada Unifique Paraná. Em um fato relevante a companhia divulgou que a Unifique Paraná será sua controlada.
“A constituição da Unifique Paraná está alinhada à estratégia da companhia de expansão da infraestrutura de transporte via fibra óptica no estado do Paraná, apoiando a implementação de Estações Rádio Base (ERBs) para a prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP), com tecnologia 5G”, explicou a Unifique no comunicado.
A Unifique Paraná celebrou neste sábado contrato para adquirir a totalidade das quotas emitidas pela iSuper Telecom, que atua desde 2008 no segmento de provedores de serviços de internet, atendendo clientes residenciais e corporativos em diversas cidades do estado do Paraná, incluindo Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Loanda, Maringá, Astorga, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Mauá da Serra, Santa Fé, Cambira e São João do Ivaí, possuindo aproximadamente 24 mil acessos ativos via fibra óptica.
O preço base de aquisição (equity value) foi avaliado em R$ 37,9 milhões.
Após a conclusão da aquisição da iSuper Telecom, a Unifique permanecerá como acionista controladora da Unifique Paraná, detendo participação de, pelo menos, 51% de seu capital social.
Rede D’Or obtém autorização do MEC para abrir faculdade de medicina no Rio de Janeiro
A Rede D’Or (RDOR3) obteve aprovação de sua habilitação pelo Ministério da Educação (MEC) para desenvolvimento de uma faculdade de medicina no município do Rio de Janeiro.
A companhia informou que a faculdade contará com o apoio, supervisão e liderança de seu braço de educação Instituto D’Or e terá 100 alunos por ano.
“Tal iniciativa está em linha com a visão estratégica da companhia de investir na formação e capacitação em alto nível de mais profissionais médicos para atendimento da população brasileira”, afirmou a Rede D’Or.
J.P. Morgan diminui participação na MBRF (MBRF3)
Certas sociedades controladas pelo J.P. Morgan realizaram operações com um total de 28.235.687 ações ordinárias da MBRF (MBRF3) em 27 de fevereiro de 2026. Dessa forma, com base no capital social da companhia representado por 1.401.916.108 ações ordinárias, a participação do grupo econômico do J.P. Morgan diminuiu para 4,46% do total das ações ordinárias emitidas pela companhia. As informações constam em um comunicado da MBRF enviado ao mercado na última sexta-feira, 6.
O J.P. Morgan informou ainda que possui instrumentos derivativos referenciados em ações ordinárias emitidas pela MBRF que, por meio de liquidação financeira, garantem uma exposição comprada de 22.492.205 e uma exposição vendida de 29.889.051 ações ordinárias.
O J.P. Morgan declarou que a diminuição da participação teve motivação exclusiva de investimento e de proteção de riscos financeiros assumidos em operações celebradas com clientes e não visa alterar a composição do controle ou da estrutura administrativa da companhia.
Grupo Casas Bahia (BHIA3) esclarece notícia do Valor Econômico
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) prestou esclarecimentos sobre as informações veiculadas em uma matéria do jornal Valor Econômico em 5 de março intitulada “Exclusivo: Casas Bahia atrasa pagamento a lojistas, adia entregas e recorre aos Correios”.
A varejista afirmou que “eventuais atrasos pontuais ocorridos no passado por questões sistêmicas envolvendo pagamentos por Pix foram integralmente sanados, não remanescendo quaisquer pendências a esse respeito”.
Segundo a companhia, as informações trazidas pela matéria a esse respeito são “defasadas e desatualizadas”.
A Casas Bahia também destacou que sempre prezou pela máxima transparência e diligência ao manter o mercado atualizado acerca das diversas medidas relativas à reestruturação de sua estrutura de capital. “A notícia, portanto, não traz nenhuma informação acerca da estrutura de capital da companhia que já não seja de domínio público e induz erroneamente o leitor à conclusão de que o pagamento de juros pela companhia está sendo feito em detrimento de suas operações”, ressaltou a empresa.
A companhia também explicou que o setor varejista como um todo enfrenta, de forma recorrente, um aumento significativo no volume de vendas no período compreendido entre a Black Friday e o Natal, o que naturalmente gera um incremento na demanda por serviços de transporte e logística de um modo global.
“Referido cenário sazonal afeta todos os varejistas do setor, em maior ou menor escala, resultando em aumentos pontuais ou temporários no tempo médio de entrega de seus produtos”, ressaltou a varejista, destacando que tal situação “não representa uma deficiência estrutural em suas operações logísticas e a companhia reafirma seu compromisso de buscar os menores prazos de entrega para seus clientes”.
Embraer (EMBJ3) conclui programa de recompra de ações aprovado em 5 de março
A Embraer (EMBJ3) informou na sexta-feira, 6, que concluiu o programa de recompra de ações aprovado pelo conselho de administração na quinta-feira, 5 de março.
Segundo a companhia, o programa foi concluído em razão da aquisição da totalidade das ações ordinárias previstas. O prazo de vigência do programa era de 12 meses, com término previsto para 5 de março de 2027, sendo encerrado antecipadamente na sexta-feira, 6.
Durante a execução do programa foram adquiridas 10,9 milhões ações ordinárias de emissão da Embraer.
A fabricante brasileira de aviões informou ainda que foi concluída na sexta-feira, 6, a liquidação financeira dos contratos de equity swap celebrados com o Banco Itaú Unibanco.
A celebração dos contratos de equity swap tinha como objetivo mitigar as oscilações nas cotações das ações de emissão da companhia, tendo em vista a necessidade de pagamentos futuros pela companhia no âmbito de seus planos de incentivo de longo prazo, com exposição máxima de até 10.932.998 de ações ordinárias. O prazo máximo previsto para liquidação era de 12 meses, a partir de 7 de novembro de 2025, sendo encerrado antecipadamente na sexta-feira, 6.
Bolsa terá pregão mais curto a partir de segunda-feira, 9. Veja os detalhes:
A B3, a bolsa do Brasil, informou que, em decorrência do início do horário de verão nos Estados Unidos, a partir de 8 de março, e na Alemanha e na Inglaterra, a partir de 29 de março, os horários de negociação dos mercados de bolsa e de balcão administrados pela companhia serão ajustados.
As mudanças visam manter alinhamento com o horário de funcionamento de mercados internacionais e eficiência na formação de preços.
Por isso, a partir desta segunda-feira, 9 de março, o mercado de ações (que inclui o segmento à vista, fracionário, balcão organizado e fundos listados) terá uma hora a menos e funcionará das 10h às 16h55.
O mesmo horário valerá para BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociados no Brasil) e ETFs (fundos de índice negociados em bolsa).
No mercado de derivativos, o contrato futuro de Ibovespa passa a ser negociado das 9h às 18h25.
A partir de 30 de março de 2026 a B3 também implementará uma nova grade horária para Operações Estruturadas de Forward Points com Contrato Futuro de Míni Dólar Comercial (FRW). O horário de negociação será das 9h às 12h05. Para os Futuros do DAX (DAX) e Euro Stoxx 50 (ESX) o horário de negociação também será das 9h às 12h20.
Ferbasa (FESA4) reporta lucro de R$ 99,8 milhões no 4T25, queda de 21% na base anual
A Ferbasa (FESA4) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 99,8 milhões, queda de 21% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). Na comparação com o terceiro trimestre de 2025 (3T25) houve alta de 117%.
O lucro líquido consolidado de 2025 totalizou R$ 188,7 milhões com margem líquida de 8,1%. O resultado representa um recuo de 42,4% em comparação com os R$ 327,8 milhões (margem de 14,7%) registrados em 2024.
Segundo a companhia, a variação anual é explicada pela valorização de 5% no dólar médio praticado, queda de 7,4% no preço médio das ferroligas em dólar; entre outros fatores.
A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda ajustado, atingiu R$ 4,3 milhões no 4T25 com margem Ebitda de 0,7% e declínio de 91,5% em relação ao 3T25 e queda de 90,9% em relação ao 4T24.
Em 2025, o Ebitda ajustado alcançou R$ 183,8 milhões e margem de 7,9%, resultado 47,8% inferior ao de 2024, basicamente determinado pela queda nos preços em dólar das ferroligas e pelos incrementos nos custos com energia elétrica e minério de cromo.
A receita líquida consolidada do 4T25 totalizou R$ 602,6 milhões, um crescimento de 11,1% ante o 3T25, fruto da elevação de 14,2% da receita com ferroligas. Essa variação exprime as altas de 14,8% no volume de vendas e de 1,5% no preço médio das ligas, em dólar, combinadas à desvalorização de 2% no dólar médio praticado. Em relação ao 4T24 houve leve queda de -0,8%.
Na comparação com 2024, a receita líquida consolidada subiu 4,4%, como consequência do aumento de 3,9% da receita com ferroligas. Esse resultado concilia os incrementos de 5% no dólar médio praticado e de 6,8% no volume de vendas, com a queda de 7,4% no preço médio em dólar das ferroligas.
A Ferbasa destacou que em 2025, as ações protecionistas dos Estados Unidos impactaram diretamente as exportações da companhia. Até dezembro/25, as ligas de ferrossilício acumulavam 69% de sobretaxação, referente ao somatório de 19% da tarifa “Antidumping” (março/25), 10% do “Tarifaço” global (abril/25) e, em agosto, mais 40% relacionado ao “Tarifaço” exclusivo para o Brasil. Já as ligas de ferrocromo foram impactadas pela tarifação de 40% em agosto/25.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Vale3, Bbse3, Cxse3, Aure3, Pomo4, Bbas3. Acesse aqui o vídeo.
Divulgam resultado do 4T25 nesta segunda, 9:
MRV – antes da abertura do mercado.
Cosan, Direcional, Tegma, Track&Field, Grupo SBF – após o fechamento do mercado.
Pagam provento ou tem ‘data com’ nesta semana:
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana:
Segunda, 9
Camil (CAML3)
A Camil paga nesta segunda-feira, 9, a primeira parcela do dividendo anunciado em 16 de dezembro, no valor de R$ 0,07 por ação. A ‘data com’ dessa parcela foi em 27 de fevereiro.
JHSF (JHSF3)
A JHSF paga nesta segunda-feira, 9, dividendo mensal no valor de R$ 0,06 por ação. A base acionária foi 26 de fevereiro.
Terça, 10
Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4)
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau, anunciado em 23 de fevereiro, é na terça-feira 10. Os papéis das empresas passam a ser negociados ex-dividendo a partir de 11 de março. A Gerdau vai pagar R$ 0,10 por ação ordinária e preferencial em 18 de março. A Metalúrgica Gerdau vai pagar R$ 0,05 por ação no dia 19 de março.
Coelba (CEEB5)
A ‘data com’ para ter direito aos JCP da Coelba anunciados em 5 de março, é na terça 10. A partir de 11 de março as ações passarão a ser negociadas ex-proventos. O valor de 135,1 milhões é correspondente a R$ 0,49 por ação ordinária, R$ 0,49 por ação preferencial classe A, e a R$ 0,54 por ação preferencial classe B. O pagamento será realizado até 31 de dezembro de 2026
Quarta, 11
Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil paga na quarta-feira, 11, R$ 400,3 milhões sob a forma de juros sobre o capital próprio. O valor por ação é de R$ 0,07. Esse JCP será pago tendo como base a posição acionária de 02/03/2026, sendo as ações negociadas “ex” a partir de 03/03/2026.
Quinta, 12
Isa Energia (ISAE4)
A ‘data com’ para ter direito ao primeiro pagamento do dividendo da Isa Energia anunciado em 24 de fevereiro, é na quinta, 12. A partir de sexta-feira, 13, as ações serão negociadas ex-provento. O valor é de R$ 0,14 por ação. O pagamento será em 29 de abril.
Mitre (MTRE3)
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Mitre anunciado em 6 de março, é na quinta, 12. A partir de sexta-feira, 13, as ações serão negociadas ex-provento. O pagamento será efetuado em 1 (uma) parcela em 26 de março. O valor é de R$ 0,02 por ação.
Sexta, 13
Bradespar (BRAP4)
A Bradespar paga na sexta-feira, 13, a segunda parcela do dividendo anunciado em 15/12/25 e JCP. Serão pagos R$ 80 milhões em dividendo, sendo R$ 0,19 por ação ordinária e R$ 0,21 por ação preferencial. Os JCP são nos valores líquidos de R$ 0,52 por ação ordinária e R$ 0,57 por ação preferencial. Tem direito quem tinha ações da Bradespar em 17.12.2025, passando as ações a ser negociadas “ex-direito” desde 18.12.2025.
Moura Dubeux (MDNE3)
A Moura Dubeux (MDNE3) realiza na sexta-feira 13 de março o pagamento da 1ª parcela e da 2ª parcela de dividendos, no montante de R$ 100 milhões, referente a parte do montante total de dividendos que foi declarado no dia 29 de dezembro de 2025. Na data de pagamento dessas duas parcelas, a companhia efetuará o pagamento dos dividendos no valor de R$ 1,18 por ação ordinária de sua emissão, com base na posição acionária de 30 de dezembro de 2025 (inclusive).







