
Publicado às 17h26
A B3, a bolsa do Brasil, informou que, em decorrência do início do horário de verão nos Estados Unidos, a partir de 8 de março, e na Alemanha e na Inglaterra, a partir de 29 de março, os horários de negociação dos mercados de bolsa e de balcão administrados pela companhia serão ajustados.
As mudanças visam manter alinhamento com o horário de funcionamento de mercados internacionais e eficiência na formação de preços.
Por isso, a partir desta segunda-feira, 9 de março, o mercado de ações (que inclui o segmento à vista, fracionário, balcão organizado e fundos listados) terá uma hora a menos e funcionará das 10h às 16h55.
O mesmo horário valerá para BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociados no Brasil) e ETFs (fundos de índice negociados em bolsa).
No mercado de derivativos, o contrato futuro de Ibovespa passa a ser negociado das 9h às 18h25.
A partir de 30 de março de 2026 a B3 também implementará uma nova grade horária para Operações Estruturadas de Forward Points com Contrato Futuro de Míni Dólar Comercial (FRW). O horário de negociação será das 9h às 12h05. Para os Futuros do DAX (DAX) e Euro Stoxx 50 (ESX) o horário de negociação também será das 9h às 12h20.
Confira abaixo os artigos com análises de fundamento que foram destaque na semana:
A avaliação da decisão do Bradesco de consolidar os negócios de saúde na Bradsaúde [1]
O Bradesco (BBDC4) anunciou no dia 27 de fevereiro uma reorganização societária no negócio de saúde com a incorporação das operações de saúde do Grupo Bradesco pela Odontoprev (ODVP3).
Na avaliação da Genial Investimentos a transação parece ser positiva para ambas as empresas e seus minoritários.
Em relatório seus analistas explicam que, para o Bradesco, destrava valor desses ativos e melhora os índices de capital, além de dar uma lógica mais definida para os diversos ativos de saúde que ficavam debaixo da seguradora.
Para os minoritários da Odontoprev, a empresa entra em uma estrutura maior, com mais oportunidades de crescimento e um lucro por ação majorado de 21%, comenta a equipe.
Esses ativos de saúde estavam registrados em R$ 15 bilhões no Patrimônio Líquido do Bradesco em sua última divulgação, antes do anúncio da transação. Após a alta de sexta-feira, essa mesma posição saltou para R$ 38,9 bilhões, aumento de quase R$ 23,5 bilhões, destaca o time da Genial.
A equipe de analistas acredita que, apesar do valor destravado até agora, existe mais espaço para valorização dos ativos.
Usando o preço da ação da Odontoprev do dia 27 de fevereiro, a BradSaúde negocia a apenas 11,8x P/L 25, em comparação com 20,5x P/L 25 da Rede D’Or (RDOR3).
“Isso dá muito espaço para a empresa se valorizar até que Bradesco e Odontoprev aprovem a transação”, afirma a equipe no relatório.
Copel (CPLE3): a avaliação do resultado do 4T25 da companhia [2]
O time de analistas do BTG avalia que a Copel apresentou números fortes no quarto trimestre de 2025 (4T25), com Ebitda reportado de R$ 1,81 bilhão e Ebitda ajustado de R$ 1,36 bilhão após ajustes de curtailment, venda de ativos, VNR e outros itens não caixa, 13% acima das suas estimativas e 16% acima no ano/ano. Para o banco, o desempenho positivo ocorreu apesar de um trimestre desafiador para as geradoras, com baixo GSF e maior curtailment, e foi sustentado por boa execução nos segmentos de geração e transmissão e distribuição. O BTG manteve recomendação de “compra”.
Para a XP, a Copel divulgou resultados em linha, com o Ebitda ajustado ficando 1% abaixo das estimativas de seus analistas.
Na avaliação do Banco Safra os resultados operacionais ajustados no 4T25 foram neutros, amplamente em linha com as estimativas. A avaliação é que a companhia conseguiu entregar bons resultados na unidade de geração, compensando pressões de custos maiores na distribuição.
A Copel também conseguiu vender energia (embora em volumes limitados) a preços aparentemente favoráveis.
O Banco Safra manteve a recomendação de “compra” para Copel, apesar do forte desempenho das ações no ano, já que vê bom colchão para dividendos, expansão de margem devido à exposição de longo prazo a preços mais altos de energia e espaço para crescimento com o próximo leilão de reserva de capacidade.
S&P eleva rating da Aura Minerals [3]
A agência de classificação de risco S&P elevou nesta terça-feira, 3, o rating de crédito da Aura Minerals (Nasdaq: AUGO; B3: AURA33) de ‘B+’ para ‘BB-’, com perspectiva “estável”. Na escala nacional, a S&P também elevou o rating da Aura de ‘brAA’ para ‘brAA+’ e revisou a perspectiva de “positiva” para
“estável”.
O rating das debêntures emitidas pela Aura Almas Mineração também foi elevado de ‘brAA’ para ‘brAA+’.
A elevação do rating reflete a expectativa de que os preços recordes do ouro, combinados com o crescimento consistente dos volumes de produção da companhia contribuirão para a manutenção de um Ebitda e fluxo de caixa robustos, apoiando a estratégia de crescimento contínuo da Aura. De acordo com a S&P, a perspectiva “estável” baseia-se na expectativa de crescimento contínuo da produção nos próximos dois anos, impulsionado pelo desenvolvimento de projetos e pela expansão da capacidade nas operações existentes, juntamente com uma melhoria gradual no custo caixa.
A agência também prevê que a dívida bruta ajustada sobre o Ebitda permanecerá em níveis baixos, apoiada pelos preços favoráveis do ouro e pelo aumento da produção, mesmo em um cenário de maiores investimentos de capital e distribuição de dividendos. Além disso, a perspectiva reflete a expectativa de que a Aura manterá uma posição de liquidez sólida.
BTG retoma cobertura de Moura Dubeux (MDNE3) [4]
O BTG Pactual retomou a cobertura de Moura Dubeux (MDNE3) após a conclusão de sua oferta subsequente de ações, incorporando novo cenário macroeconômico, aumento de capital de R$ 483 milhões, resultados operacionais do quarto trimestre (4T25) e guidance de lançamentos entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.
O novo preço-alvo para 12 meses foi definido em R$ 44 por ação.
Em relatório, a equipe do banco ressalta que a construtora pretende acelerar o crescimento no programa Minha Casa Minha Vida, especialmente na faixa 3, por meio da marca Ún1ca. A estratégia se baseia na elevada demanda por moradias de baixa renda no Nordeste, oferta limitada e competição reduzida de empresas menores, comenta o time.
No segmento de alta renda, a companhia atua principalmente por meio do modelo de condomínio, sendo remunerada por taxas de construção.
As estimativas foram elevadas em 18%, refletindo a expectativa de crescimento apoiado pelo capital captado, mantendo alavancagem inferior a 15% Dívida Líquida/Patrimônio, explica o BTG.
Auren (AURE3): confira a avaliação do 4T25 [5]
A equipe de analistas da Genial Investimentos destaca em relatório que o resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25) da Auren (AURE3) reforça a transição da companhia para uma nova fase após o ciclo de integração da AES Brasil. O time comenta que, apesar do impacto relevante de fatores operacionais adversos (especialmente curtailment e GSF pior que esperado, que limitaram a geração efetiva e pressionaram margens) a companhia conseguiu manter uma trajetória sólida de geração de caixa.
Para a Genial, o trimestre marcou a conclusão do processo de liability management, que envolveu o pré-pagamento de dívidas mais caras, alongamento do perfil de vencimentos e redução do custo médio da dívida. Como resultado, a alavancagem caiu para 4,8x Dívida Líquida/Ebitda, colocando a companhia em uma posição mais confortável para iniciar um processo gradual de desalavancagem ao longo dos próximos anos.
Do ponto de vista da tese de investimento, seus analistas acreditam que a Auren entra em 2026 com três vetores positivos principais: estrutura de capital mais equilibrada; captura plena das sinergias operacionais da fusão com a AES Brasil, que continuam se refletindo na expansão do Ebitda anual; e perfil de investimentos mais moderado, permitindo maior conversão de Ebitda em fluxo de caixa livre.
A equipe aponta os efeitos estruturais de curtailment e volatilidade do GSF como principais riscos operacionais.
Já a XP ressalta em relatório que a Auren reportou um Ebitda ajustado de R$ 736 milhões (ex-dividendos de JVs), 6% acima da sua estimativa em linha com as estimativas de consenso. O time de analistas comenta que uma posição líquida vendida no balanço de energia da Auren para 2026, combinada com baixa visibilidade sobre potenciais melhorias na dinâmica de curtailment, ainda compõem um 2026 desafiador, o que torna difícil enxergar um viés mais positivo neste momento.
RD Saúde (RADL3): a avaliação do resultado do 4T25 da companhia [6]
Na avaliação do BTG Pactual a RD Saúde, antiga Raia Drogasil (RADL3), apresentou resultados sólidos no quarto trimestre de 2025 (4T25), com crescimento de vendas mesmas lojas acima do esperado e bem acima da inflação de medicamentos, além de forte margem Ebitda ajustada pré-IFRS16.
As vendas mesmas lojas subiram 16%, enquanto a receita bruta consolidada avançou 20% ano/ano para R$ 13 bilhões, ou 22% na base anual excluindo operações não varejo, com destaque para medicamentos de marca.
Ainda segundo o banco, apesar de gerar R$ 692 milhões de caixa das operações, o consumo de capital de giro de R$ 695 milhões levou a fluxo operacional praticamente neutro e a fluxo de caixa livre negativo após capex de R$ 413 milhões, com alavancagem em 1,2x dívida líquida/EBITDA ex-IFRS16 e discussão estrutural concentrada na sustentação do crescimento, dinâmica de margem e eficiência em 2026.
LWSA (LWSA3): a avaliação do resultado do 4T25 da companhia [7]
O time de analistas do BTG comenta em relatório que a LWSA (LWSA3) entregou um quarto trimestre de 2025 (4T25) sólido, com aceleração do crescimento de receita e expansão de margens, com receita líquida de R$ 381,5 milhões (+11,1% ano/ano) ligeiramente acima das estimativas. O fluxo de caixa livre operacional atingiu R$ 48,7 milhões, 9,7% acima das estimativas.
Com valor de mercado abaixo de R$ 2 bilhões, a ação negocia com yield de FCF de 10%, enquanto a companhia devolveu caixa ao acionista em 2025 via recompras de R$ 48,1 milhões, dividendos de R$ 28,6 milhões e redução de capital de R$ 140 milhões em fevereiro, reforçando a disciplina de alocação de capital e a perspectiva de valorização, avalia o BTG.
O banco tem recomendação de “compra” para o ativo com preço-alvo de R$ 7.
Vulcabras (VULC3): a avaliação do resultado do 4T25 da companhia [8]
Para a XP, a Vulcabras (VULC3) reportou resultados mistos no quarto trimestre de 2025 (4T25), com desaceleração no crescimento da receita sustentada por preço/mix, embora com pressão na margem bruta próxima de um ponto de inflexão.
Em relatório, a Vulcabras indicou perspectivas positivas para 2026, enquanto a administração permanece confiante de que os recentes investimentos na fábrica devem se normalizar e sustentar resultados positivos à frente. Foi mantida a recomendação de “compra”.
Para o BTG, a Vulcabras reportou um 4T25 “encorajador”, ligeiramente acima das estimativas, com forte crescimento de receita líquida e leve aumento de margem EBITDA, apesar de investimentos relacionados à força de trabalho pressionarem a margem bruta.
Com capex de R$ 64 milhões, ciclo de caixa praticamente estável e pagamento de cerca de R$ 978 milhões em dividendos, a companhia encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 769 milhões, equivalente a 0,9x dívida líquida/EBITDA. O banco reiterou a recomendação de “compra” com a ação negociando a 8x P/L para 2026 e entre os maiores dividend yields (rendimento do dividendo) de sua cobertura.
Petrobras: a avaliação do resultado do 4T25 [9]
Em relatório, o time de analistas da Genial Investimentos destaca que, por um lado, a companhia segue mostrando elevada capacidade de execução operacional, com crescimento de produção em 2025, avanço dos projetos do pré-sal, manutenção de geração de caixa robusta e um downstream que continua capturando valor com exportações recordes e bom giro de estoques. Por outro, o trimestre foi pressionado pela queda adicional do Brent, aumento relevante de despesas operacionais e por um resultado financeiro bastante negativo, o que reduziu de forma importante o lucro líquido contábil no trimestre.
A equipe observa que a Petrobras continua sendo uma companhia de ativos muito competitivos, elevada geração de caixa e boa capacidade de remuneração ao acionista, embora siga convivendo com os riscos conhecidos de governança, alocação de capital e eventual expansão para negócios com retornos inferiores ao core de E&P. Com preço-alvo de R$ 44 para a ação PN e recomendação de “manter”, a Genial segue com preferência por outros nomes no setor.
Para a XP, a Petrobras teve resultados no 4T25 em linha com suas estimativas. A geração de caixa livre também ficou em linha, embora com qualidade inferior.
No geral, embora a geração de caixa e os dividendos tenham ficado em linha com suas estimativas, a equipe acredita que a dinâmica do 4T25 pode aumentar as preocupações dos investidores para os próximos trimestres.
A XP tem recomendação de “compra” para a ação PETR4 com preço-alvo de R$ 47.
Para o Safra, a Petrobras reportou um Ebitda ajustado recorrente de US$ 10,9 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado em linha com suas projeções. O número representou queda de 9% em relação ao trimestre anterior, refletindo principalmente a piora do desempenho no segmento de Exploração e Produção (E&P), impactado por preços mais baixos do Brent.
O lucro líquido da Petrobras somou US$ 2,9 bilhões no 4T25, abaixo da estimativa do Safra, que previa US$ 3,4 bilhões. A diferença decorreu principalmente do reconhecimento de um impairment de US$ 1,6 bilhão, não considerado nas projeções iniciais.
Por outro lado, os segmentos de refino, transporte e comercialização, além de gás e energias de baixo carbono, apresentaram resultados superiores ao esperado e ajudaram a compensar a pressão observada na produção de petróleo.
S&P corta rating da Raízen [10]
A agência de classificação de risco S&P rebaixou na quinta-feira, 5 de março, a classificação de crédito da Raízen (RAIZ4) de CCC+ para CCC-. Foi mantida a perspectiva ‘negativa’.
A Raízen anunciou que está avaliando a reestruturação de seu capital, o que provavelmente incluirá a conversão de parte de sua dívida em ações, destacou a agência.
“Dependendo dos termos propostos, poderíamos considerar esta última como uma troca em situação de dificuldade financeira, de acordo com nossos critérios, ou equivalente a um inadimplemento”, afirma a S&P.
A perspectiva negativa reflete a possibilidade de outro rebaixamento nos próximos meses,
caso a Raizen anuncie os termos de reestruturação da dívida que a S&P considere equivalente a um inadimplemento.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [12].