Ibovespa futuro abre em alta, dólar e notícias corporativas

3 de fevereiro de 2026 Por Redação

Publicado às 9h27 – atualizado às 9h51

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) abriu em alta nesta terça-feira, 3. Às 9h51 subia 1,19% aos 185.825 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h49 o dólar comercial tinha queda de 0,54% a R$ 5,229 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h21 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,21% (US$ 66,4). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1,14% a 777,5 iuanes (US$ 111,9). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h20 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,05% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,20%. Nasdaq futuro subia 0,46%.

Notícias corporativas

Embraer: Uzbequistão é o cliente não divulgado do C-390 Millennium anunciado recentemente

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) revelou nesta terça-feira, 3, no Singapore Airshow que a República do Uzbequistão é o cliente não divulgado de um pedido para a aeronave de transporte C-390 Millennium anunciado recentemente.

A Força Aérea Uzbeque utilizará o C-390 principalmente em missões humanitárias e de transporte, melhorando significativamente suas capacidades. A República do Uzbequistão se torna a primeira nação da Ásia Central a operar a aeronave. 

Já selecionado pelas forças aéreas do Brasil, Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia, República do Uzbequistão, Eslováquia e Lituânia, o C-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas das forças aéreas em todo o mundo.

Também nesta terça-feira, 3, a Embraer divulgou que firmou um acordo de longo prazo com a Virgin Australia para equipar a frota de E2 da companhia australiana com o sistema AHEAD (Aircraft Health Analysis and Diagnosis). A solução apoia as companhias aéreas na implementação de manutenção preditiva digital em suas frotas de E-Jets, utilizando dados para identificar e prever problemas potenciais antes que se tornem críticos.

O AHEAD proporciona o monitoramento em tempo real de sistemas como a Unidade de Potência Auxiliar (APU), combustível, pneumáticos, hidráulicos, aviônicos, motores, navegação, ar-condicionado e comandos de voo. 

A plataforma coleta dados em voo e em solo, aplicando análises e algoritmos preditivos para apoiar a manutenção proativa. Esses recursos ajudam as companhias aéreas a reduzir o tempo de solo não programado e a otimizar a disponibilidade da frota, afirmou a fabricante brasileira, destacado que o AHEAD também contribui para a redução de custos operacionais e emissões de CO₂ ao eliminar o consumo desnecessário de combustível associado a questões de manutenção.

Copel (CPLE3): mercado faturado da Copel Distribuição ficou praticamente estável no 4T25

O mercado fio faturado, que deduz parte da energia compensada de Mini e Micro Geração Distribuída (MMGD), teve decréscimo de 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). Em contrapartida, o consumo de energia elétrica no mercado fio da Copel Distribuição cresceu 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 3.

Segundo a Copel, esse resultado se deve ao aumento do consumo residencial e comercial, compensado parcialmente pela redução no industrial. No acumulado do ano, o crescimento atingiu 1%, refletindo, principalmente, o incremento da atividade econômica da área de concessão.

Acesse aqui as tabelas com mais detalhes.

Azul (AZUL53) lança oferta de ações 

A Azul (B3: AZUL53; OTC: AZULQ) informou nesta terça-feira, 3, que foi protocolado perante a Comissão de Valores Mobiliparios (CVM) o pedido de registro de oferta pública de distribuição primária de até 3.410.828.076.292.500 ações ordinárias, observada a possibilidade de distribuição parcial, a serem emitidas pela companhia. 

A oferta ocorre no contexto do plano de reestruturação da Azul nos Estados Unidos sob o Chapter 11 do United States Bankruptcy Code (recuperação judicial), com o objetivo de captar novos recursos e também permitir a capitalização de créditos oriundos do financiamento DIP (Debtor in Possession) concedido no contexto do referido processo de reestruturação, em ambos os casos visando suportar a implementação do plano aprovado no âmbito da reestruturação. 

A oferta é destinada exclusivamente aos acionistas e aos investidores profissionais, com a colocação privada das ações no exterior. 

Fleury (FLRY3) poderá recomprar até 2,3 milhões de ações

O Grupo Fleury (FLRY3) informou que seu conselho de administração aprovou a criação de um programa de aquisição de ações de sua emissão.

A companhia poderá adquirir até 2,3 milhões de ações, correspondentes a até 0,42% do total de ações da companhia e a até 0,52% das ações em circulação.

As aquisições poderão ser realizadas durante o período de 12 meses, iniciando-se em 3 de fevereiro de 2026 e encerrando-se em 3 de fevereiro de 2027.

A Fleury informou ainda que o objetivo do programa é a recompra de ações a fim de lastrear o Plano de Ações Diferidas e o Plano de Matching da companhia, ambos aprovados em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 05 de dezembro de 2019, e o Plano de Ações Diferidas aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 26 de abril de 2024.

As ações recompradas poderão ser mantidas em tesouraria, alienadas ou canceladas sem redução do capital social da companhia.

Taurus (TASA3): acordo para negociar compra da Mertsav é prorrogado até 30 de abril

A Taurus (TASA3, TASA4) divulgou que foi prorrogado até 30 de abril de 2026 a vigência do Memorando de Entendimentos (MoU) não vinculante firmado para uma possível operação de aquisição do controle societário da empresa Mertsav, localizada na Turquia. Segundo a Taurus, a vigência é renovável automaticamente por mais três meses, permanecendo inalterados os demais termos e condições previamente estabelecidos.

“A administração da empresa avaliou ser relevante esta prorrogação, permitindo que os estudos técnicos sejam concluídos com base nas informações oficiais da Mertsav relativas ao exercício social de 2025”, afirmou a Taurus.

A companhia ressaltou que o novo prazo também viabilizará o prosseguimento das tratativas e negociações necessárias para a possível aquisição.

Hapvida (HAPV3) entregará imóvel onde funcionou hospital e receberá R$ 41,2 milhões

A Hapvida (HAPV3) entregará à prefeitura de Nova Serrana, em Minas Gerais, o imóvel onde funcionou o Hospital Nova Serrana, mediante o recebimento, pela companhia, de aproximadamente R$ 41,2 milhões.

A companhia ressaltou que a devolução do imóvel não afetará o atendimento na localidade, pois a unidade encontrava-se desativada desde setembro/2025, com os beneficiários da região sendo atendidos por outras unidades assistenciais das redes própria e credenciada.

Aprovada incorporação da CPFL Geração pela CPFL Comercialização Brasil

A CPFL Energia (CPFE3) divulgou que foi aprovada a incorporação da CPFL Geração pela CPFL Comercialização Brasil (CPFL Brasil) em assembleias gerais das sociedades envolvidas na operação.

A operação é parte de um processo de reorganização societária do Grupo CPFL que envolve a integração dos negócios de geração e comercialização, o qual visa a otimização da gestão do portfólio energético, o aumento da competitividade do Grupo CPFL no mercado livre, bem como o aprimoramento da estrutura societária do Grupo CPFL, com a consequente redução de custos associados às obrigações contábeis e de auditoria, afirmou a companhia em um comunicado.

Como resultado, a incorporação mencionada implicará a versão do acervo líquido da CPFL Geração à CPFL Brasil, que sucederá a incorporada em todos seus bens, direitos e obrigações, bem como o aumento de capital da incorporadora no montante de R$ 927 milhões.

TIM (TIMS3) confirma que mantém tratativas para possível compra da I-Systems

A TIM (B3:TIMS3; NYSE: TIMB) confirmou na noite de segunda-feira, 2, que mantém tratativas não vinculantes com a IHS Fiber Brasil relacionadas à potencial aquisição da I-Systems. A afirmação consta em um fato relevante enviado ao mercado após a agência Reuters reportar que a TIM estaria em negociações para recomprar uma fatia de 51% da rede de fibra óptica I-Systems, em um negócio que poderia alcançar cerca de US$ 170 milhões.

Mas a TIM explicou no fato relevante que, até o momento, não houve acordo sobre preço, estrutura ou estimativa de previsão temporal para a conclusão da operação.

A companhia destacou que avalia, de forma contínua, alternativas estratégicas e oportunidades que possam contribuir para o fortalecimento de seus serviços de banda‑larga e para o aprimoramento de sua infraestrutura de telecomunicações, sempre com uma abordagem seletiva e focada em eficiência e qualidade.

Totvs (TOTS3) vende a Dimensa para a Evertec

A Totvs (TOTS3) informou que celebrou contrato com a Evertec Brasil Informática, subsidiária da Evertec Group, para a alienação da totalidade de ações representativas do capital social da Dimensa, pelo valor aproximado de R$ 1,4 bilhão (Equity Value), resultante da posição de caixa líquido de 31 de dezembro de 2025 e do valor base de R$ 950 milhões.

Também nesta segunda-feira, 2, a Totvs celebrou com a B3 contrato para a aquisição de ações representativas de 37,5% do capital social da Dimensa, pelo montante de R$ 665 milhões (Equity Value), em decorrência do exercício, pela B3, de opção de venda nos termos do acordo de acionistas da Dimensa.

Com isso, a Totvs consolidou sua participação como única acionista da Dimensa e, ato contínuo, possibilitou a venda da integralidade das ações de emissão da Dimensa à Evertec.

Visando destravar valor para a Totvs, a Dimensa foi criada em outubro de 2021 com base em ativos oriundos de aquisições realizadas entre 2008 e 2009, que juntas envolveram cerca de R$ 130 milhões de investimento.

Essas aquisições formaram a antiga TFS (a.k.a. Totvs Financial Services), focada em tecnologias para instituições financeiras e que fazia parte da BU de Gestão.

Mesmo estando em um mercado promissor e ocupando posição de destaque, com crescimento e rentabilidade, a TFS não extraia sinergias relevantes com o negócio core da companhia, que deixou claro, em vários momentos, que no futuro a Dimensa não teria a Totvs como acionista.

O objetivo de destravar valor foi integralmente atingido com esta transação, que resultará em um retorno para a Totvs estimado de 7,4x o capital investido e taxa interna de retorno de 18,3% ao ano desde 2008, afirmou a Totvs em um fato relevante.

“Além do retorno obtido, a decisão de venda da Dimensa está inserida no plano estratégico da Totvs de ampliar o foco no crescimento de suas operações core, com desenvolvimento de seu portfólio integrado de soluções em Cloud, com inteligência artificial, tendo como propósito o aumento de sua relevância dentro de seus clientes”, destacou a companhia.

Os fechamentos das duas transações deverão ocorrer de forma conjunta e dependem de aprovação da autoridade concorrencial e da verificação de outras condições precedentes usuais para transações desta natureza.

O fechamento da transação B3 é uma condição precedente para o fechamento da transação.

Siga o canal no Whatsapp com notícias de empresas: entre aqui