
Confira os 10 artigos que foram destaque nesta semana:
WEG: entenda por que o UBS BB elevou o preço-alvo das ações [1]
O time de analistas do UBS BB elevou o preço-alvo para as ações da WEG (WEGE3). Passou de R$ 50 para R$ 60. A equipe reiterou a recomendação de “compra” para os papéis da WEG.
Em relatório o UBS destaca as projeções de aumento da capacidade de transmissão e distribuição de energia que começará a entrar em operação no segundo semestre de 2026.
A WEG está investindo cerca de R$ 1,5 bilhão para dobrar sua capacidade global de transmissão e distribuição, chamada de T&D, e a expansão da planta na cidade mineira de Betim deve entrar em operação no segundo semestre, com a capacidade remanescente em 2027 e ramp-up até 2028, avalia a equipe do banco.
O time de analistas vê o crescimento da receita da companhia atingindo um piso no quarto trimestre de 2025 (4T25) e no primeiro trimestre de 2026 (1T26), mas se recuperando e acelerando no segundo semestre de 2026 para 14% com a nova capacidade.
A WEG divulga os resultados do 4T25 e de 2025 no próximo dia 25 de fevereiro.
Rumo (RAIL3): a avaliação dos volumes de dezembro/25 [2]
Em relatório divulgado na segunda-feira, 12, o BTG Pactual destaca que a Rumo (RAIL3) reportou volumes recordes em dezembro, totalizando 7,3 bilhões de TKU (Tonelada por Quilômetro Útil), com crescimento de 29% ano/ano, impulsionado principalmente por grãos. No trimestre, os volumes atingiram 22,9 bilhões de TKU, acima das estimativas, o que, segundo o banco, adiciona viés positivo aos resultados do quarto trimestre.
No acumulado do ano, a companhia encerrou 2025 com aproximadamente 84 bilhões de TKU, entregando o ponto médio do guidance e superando as projeções. A avaliação do BTG é que o desempenho mais forte de volumes sustenta a expectativa de expansão de margem e aumenta a probabilidade de atingir o limite inferior do guidance de Ebitda, apesar de um ambiente de preços ainda desafiador.
O banco tem classificação de “compra” para a Rumo com preço-alvo de R$ 23.
Tenda (TEND3): a avaliação da prévia operacional [3]
A XP considerou os dados operacionais da Tenda (TEND3) no 4° trimestre de 2025 (4T25) “neutros”, mostrando resultados mais fortes na Tenda e mais fracos na Alea. Para seus analistas, embora as vendas líquidas tenham apresentado um crescimento positivo em relação ao ano anterior, o desempenho da Alea no trimestre ficou abaixo das expectativas devido a um atraso na aprovação das licenças da Casapatio Canoas. Do lado positivo, a equipe da XP considera o desempenho da Tenda melhor, mas impactado pela concentração de lançamentos no final do trimestre.
A construtora divulgou na noite de domingo, 11, a prévia dos resultados operacionais do quarto trimestre de 2025. Esses resultados são preliminares e sujeitos à revisão da auditoria.
A Tenda reportou vendas líquidas de R$ 1,104 bilhão, aumento de 19,2% em comparação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24), e uma velocidade sobre a oferta líquida (‘VSO Líquida’) de 22,6%.
A VSO Líquida foi negativamente impactada pelo alto volume de lançamentos que ocorreram na última semana dezembro de 2025 (R$ 638,1 milhões), fruto do atraso na obtenção de algumas licenças que só foram emitidas na última semana do ano. Excluindo esse efeito, a VSO Líquida teria sido 26%, explicou a companhia.
No acumulado do ano, a Tenda atingiu o guidance de vendas de 2025, reportando vendas líquidas de R$ 4,24 bilhões, recorde histórico e aumento de 1,4% em relação ao ano anterior (16,2% excluindo o Pode Entrar).
A Tenda lançou 14 empreendimentos no 4T25, totalizando um Valor Geral de Vendas de R$ 1,705 bilhão, aumentos de 25,5% e 14,7%, em relação ao 4T24 e 3T25, respectivamente.
O preço médio de lançamento por unidade foi de R$ 238,7 mil, aumentos de 8,8% e 1,9% em relação ao 4T24 e 3T25, respectivamente. Em 2025, a Tenda reportou um VGV de lançamento recorde de R$ 5.099,9 bilhões.
A Tenda é uma das principais construtoras e incorporadoras com foco em habitação popular no Brasil. A previsão é que a companhia divulgue o resultado do 4T25 em 5 de março.
Brava (BRAV3): as prioridades da nova administração [4]
A equipe de analistas da XP participou de uma conversa com o novo CEO da Brava, Richard Kovacs, e o diretor financeiro, Luiz Carvalho, durante a qual a gestão compartilhou suas visões sobre o futuro da empresa e os caminhos para desbloquear todo o seu potencial.
Segundo a equipe, a mensagem principal da nova liderança centra-se em um maior foco na alocação de capital e na maximização de valor.
Ainda de acordo com o time da XP, a administração também enfatizou o compromisso com a desalavancagem e, com o tempo, a possível retomada da remuneração dos acionistas.
No relatório os analistas reportam que Kovacs reiterou a importância de fazer distribuições aos acionistas. Na opinião do executivo, nos níveis de valuations atuais, as recompras seriam um mecanismo mais eficaz do que os dividendos.
A Brava informou em 12 de janeiro que seu conselho de administração recebeu, conforme processo de sucessão previamente planejado, a renúncia de Décio Oddone ao cargo de diretor presidente. Décio permanecerá no cargo até 31 de janeiro de 2026, com o objetivo de assegurar uma transição gradual, coordenada e alinhada às diretrizes estratégicas e de governança da companhia ao novo diretor presidente eleito.
O conselho de administração elegeu Richard Kovacs para o cargo de diretor presidente, com posse em 1º de fevereiro de 2026, após o período de transição mencionado acima.
“A eleição de Richard assegura a continuidade da estratégia de longo prazo da companhia, bem como a preservação de sua cultura de disciplina de capital, segurança operacional e eficiência”, afirmou a Brava em um fato relevante.
Em razão de sua eleição para a diretoria executiva, Richard Kovacs renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração, permanecendo como membro do colegiado. O conselho de administração elegeu Alexandre Cruz para o cargo de presidente do conselho de administração, com posse nesta data, em substituição a Richard Kovacs.
Alexandre Cruz exerce o cargo de CEO e é um dos fundadores da gestora de investimentos JiveMauá, tendo também atuado anteriormente na Ernst & Young e no Banco Santander.
Copa 2026 deve impulsionar a ação da Ambev ? [5]
Em um relatório divulgado neste mês de janeiro, o Safra avalia que os números da Ambev (ABEV3) acumulados no trimestre apontam para um quarto trimestre (4T25) considerado fraco.
O time de analistas do Safra espera recuperação de volumes em 2026, apoiada por base de comparação fácil e também pelo impulso de demanda pelo evento da Copa do Mundo da FIFA. O evento começa em 11 de junho e vai até 19 de julho.
O Banco manteve a recomendação “neutra” para a companhia já que o valuation atual não parece oferecer muita assimetria.
A Ambev divulgará os resultados do quarto trimestre (4T25) e de 2025 em 12 de fevereiro.
Ainda sobre a Ambev, vale lembrar que a companhia anunciou em dezembro a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP), com base na reserva de lucros. O valor líquido é de R$ 0,22 por ação. O pagamento será efetuado até 31 de dezembro de 2026, com base na posição acionária de 18 de dezembro de 2025 no que se refere à B3, e 22 de dezembro de 2025 no que se refere à New York Stock Exchange – NYSE. As ações e os ADRs passaram a ser negociados ex-JCP a partir de 19 de dezembro de 2025 (inclusive). A data exata do pagamento será deliberada em nova reunião do conselho de administração e oportunamente divulgada ao mercado.
O dividendo anunciado em dezembro no valor de R$ 0,46 por ação já foi pago.
MRV (MRVE3): a avaliação da prévia operacional do 4T25 [6]
Para o time de analistas da XP a MRV (MRVE3) divulgou dados operacionais ligeiramente positivos para o quarto trimestre (4T25). Do lado positivo, a MRV Inc. registrou lançamentos (%Co) de R$ 2,85 bilhões, em linha com suas estimativas em -1%. Além disso, as vendas líquidas (%Co) aumentaram para R$ 2,76 bilhões e ficaram acima das estimativas da XP. No lado negativo, a equipe destaca que o preço médio das unidades vendidas diminuiu em Sensia em -0,4% na base anual, enquanto a MRV aumentou +3,9% na mesma base de comparação, abaixo da inflação. O time ressalta que não vê isso como uma grande preocupação no atual cenário de inflação, mas salienta que os preços não acompanharam o aumento dos custos observado.
Já o BTG Pactual destaca que a companhia reportou lançamentos de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre, com queda de 1% na base anual e desempenho abaixo das estimativas. As vendas líquidas totalizaram R$ 2,8 bilhões, recuo de 3% na base anual, também levemente abaixo do esperado, na avaliação do banco.
O time de analistas observa que o segmento de baixa renda respondeu pela maior parte dos lançamentos e vendas, enquanto Urba e Sensia tiveram participação menor. A velocidade de vendas permaneceu sólida em 23%, estável em relação ao ano anterior. As operações no Brasil registraram geração de fluxo de caixa livre de R$ 145 milhões, revertendo o consumo de caixa observado nos trimestres anteriores.
A melhora do fluxo de caixa refletiu maior volume de repasses bancários, avanço de margens e normalização de programas regionais, avalia o BTG.
Para seus analistas, o desempenho operacional e a geração de caixa no Brasil sustentam uma leitura positiva dos resultados do trimestre.
Moody’s Local Brasil afirma ratings AAA.br da Sanepar [7]
A agência de classificação de risco Moody’s Local BR, afirmou o rating corporativo ‘AAA.br’ da Sanepar (SAPR4, SAPR11). A perspectiva é “estável”. Ao mesmo tempo, a agência afirmou os ratings AAA.br da 10ª, 13ª e 14ª emissões de debêntures da companhia.
A afirmação do rating corporativo da Sanepar reflete seus contratos de concessão de longo prazo, aliados a uma demanda resiliente e à geração de caixa estável e previsível, explicou a agência, destacando que incorporou à análise a área de concessão economicamente atraente da companhia e seu desempenho operacional sólido, com índices de cobertura de água e esgoto mais elevados frente aos pares nacionais e índice de perdas abaixo da média nacional.
A forte política financeira da Sanepar se traduz em uma posição de liquidez confortável nos últimos anos, ressaltou a Moody’s Local.
Por outro lado, ponderou o alto volume de investimentos do setor de saneamento, apesar de considerar que a Sanepar possui um forte fluxo de caixa e amplo acesso ao mercado de capitais.
BTG mantém recomendação ‘neutra’ em CSN (CSNA3). Entenda: [8]
Em um relatório o time de analistas do BTG Pactual comenta sobre a estratégia de desalavancagem da CSN (CSNA3) [9] anunciada em 15 de janeiro. O tema vem pressionando a tese de investimento há anos e impacta de forma crescente o mercado de dívida, avalia o banco, que manteve a recomendação “neutra” diante do que considera riscos de execução e da baixa visibilidade sobre a velocidade de desalavancagem.
Segundo a equipe de analistas, a administração demonstrou elevado senso de urgência para corrigir o balanço, considerando a alavancagem em torno de 3,5x como excessiva frente a pares locais e globais, que operam próximos de 1x dívida líquida/Ebitda.
O plano envolve destravar R$ 15 bilhões a 18 bilhões por meio de vendas de ativos, principalmente em cimento e infraestrutura, além de um aumento relevante na geração de Ebitda.
Para o time, as vendas de ativos dependem das condições de mercado e definição sobre o valuation, o que pode dificultar a execução. No lado operacional, a companhia indicou de forma preliminar a ambição de dobrar o Ebitda em oito anos, com estimativas acima das projeções e de consenso.
De acordo com relatório, a alavancagem aumentou de R$ 16,5 bilhões em 2021 para cerca de R$ 40 bilhões ao final de 2025, enquanto o Ebitda recuou mais de 40% no período. A avaliação é que parte dessa deterioração decorre de condições adversas, como a piora de margens na unidade de aço no Brasil devido à concorrência de importações.
A equipe do BTG ressalta ainda que a administração destacou a venda de participação relevante, porém minoritária, em ativos logísticos e de infraestrutura e a venda do controle da CSN Cimentos, ambas previstas para 2026. A CSN reiterou que não pretende reduzir sua participação na CSN Mineração (CMIN3).
Direcional (DIRR3): a avaliação da prévia operacional do 4T25 [10]
A equipe do BTG observa que as vendas líquidas da Direcional (DIRR3) no 4T25 ficaram abaixo do esperado, totalizando R$ 1,52 bilhão, queda de 4% no ano, 11% abaixo da estimativa. A companhia encerrou o trimestre com R$ 5,7 bilhões em estoques, equivalentes a aproximadamente 11 meses de vendas. A leitura foi de vendas mais fracas do que o esperado, mas influenciadas pela concentração de lançamentos em dezembro, com expectativa de melhora no primeiro trimestre (1T26), observa o banco.
Já a equipe da XP considera os dados operacionais da empresa resilientes, impulsionados por números mais fortes da Riva e pela sólida geração de fluxo de caixa. Por outro lado, destaca a corretora, as operações da marca Direcional ficaram abaixo das suas expectativas em termos de volumes.
Em relatório, o time da XP ressalta que a Riva continua sendo um dos principais impulsionadores do crescimento da Direcional no curto prazo e começa a indicar sinais potenciais de tração na Faixa 4.
A Direcional vai divulgar os resultados do 4T25 no dia 9 de março de 2026.
Cyrela (CYRE3): a avaliação da prévia operacional do 4T25 [11]
A equipe do BTG comenta que os resultados operacionais da companhia no 4T25 foram fracos, mas amplamente em linha com as estimativas, principalmente devido à desaceleração da velocidade de vendas.
O time de analistas do banco ressalta que o trimestre mais fraco já era esperado, com desaceleração da velocidade de vendas, enquanto os lançamentos seguiram com bom desempenho.
As vendas de estoque ficaram aquém, contribuindo para o resultado mais fraco no período, avalia a equipe. o BTG reiterou a recomendação de “compra” para o ativo, apesar do cenário macro mais desafiador. O preço-alvo é de R$ 32.
Já a XP considerou os dados operacionais da Cyrela fracos, principalmente devido ao desempenho de vendas abaixo do esperado no segmento de alta renda, parcialmente compensado pelo desempenho resiliente no segmento de baixa renda. A corretora manteve a classificação de “compra” e preço-alvo de R$ 37 por ação.
A Cyrela divulga os resultados do 4T25 no dia 19 de março de 2026.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [19].