
Publicado às 11h02
Notícias corporativas
Sabesp celebra contratos definitivos de autoprodução de energia elétrica [1]
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp (SBSP3) celebrou dois contratos definitivos de autoprodução de energia elétrica com a Casa dos Ventos e a Engie Brasil Energias Complementares Participações no âmbito de seu projeto de geração de energia renovável.
Com a Casa dos Ventos a capacidade de geração do empreendimento é 126 MWm. Com a Engie, a capacidade de geração do empreendimento é 60 MWm.
“A conclusão destas transações representa um avanço significativo na estratégia da companhia, reforçando um portfólio energético robusto, diversificado e sustentável, preparado para atender às demandas da companhia sem faltar com seu compromisso com práticas ambientais responsáveis”, afirmou a Sabesp.
Motiva (MOTV3) anuncia novo diretor vice-presidente de finanças [2]
O conselho de administração da Motiva (MOTV3) aprovou ajustes na estrutura de sua diretoria executiva com o objetivo de ampliar o foco estratégico no perímetro de atuação dos diretores vice-presidentes corporativos.
Nesse contexto, foi deliberada a nomeação de Rodrigo Araujo Alves para o cargo de diretor vice-presidente de finanças e relações com investidores, com início de mandato em 5 de janeiro de 2026. Até essa data, a função continuará sendo exercida por Waldo Perez.
Rodrigo Araujo atualmente ocupa o cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan (CSAN3), posição que exercerá até dezembro de 2025, além das posições de conselheiro de administração e membro de comitês das empresas Compass Energia, Moove e Raízen.
Entre 2007 e 2023, trabalhou na Petrobras, onde também foi diretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores.
A Motiva informou ainda que, a partir de janeiro de 2026, Waldo Perez assumirá o cargo de diretor vice-presidente de capex, supply chain e serviços compartilhados e continuará atuando na liderança da Plataforma de Aeroportos e do programa de reciclagem de ativos em andamento. Raquel Cardoso passará a conduzir a área de Sustentabilidade e ocupará o cargo de diretora vice-presidente de pessoas, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade. Pedro Sutter assumirá a posição de diretor vice-presidente de inovação, tecnologia e risco. Roberto Penna permanecerá no cargo de diretor vice-presidente jurídico, governança, compliance e relações governamentais. Eduardo Camargo e André Salcedo seguirão na posição de diretores vice-presidentes de negócios, liderando as Plataformas de Rodovias e Trilhos, respectivamente.
Terra Santa (LAND3) informa que 4 mil hectares ‘não correspondem às áreas existentes de fato’ [3]
A Terra Santa (LAND3) concluiu a avaliação dos impactos da baixa de imóveis num total de 4.066,92 hectares, integrantes do ativo da companhia, que não correspondem às áreas existentes de fato. Após a finalização dos procedimentos de regularização e análises adicionais, este valor foi atualizado pela inclusão de uma área adicional de 138,44 hectares que, na avaliação da companhia, também deve seguir o mesmo tratamento. Assim, a área total a ser baixada passa a ser de 4.205,36 hectares.
Ainda no contexto do processo de regularização da documentação de suas terras, concluiu-se que uma área total de 365 hectares do ativo imobilizado da Fazenda Iporanga, subsidiária integral da Terra Santa, sobre a qual não há exercício da posse por parte da companhia, em razão da impossibilidade de sua localização geográfica, deveria seguir o mesmo tratamento das áreas acima mencionadas.
Neste sentido, a companhia divulgou suas demonstrações financeiras, referentes ao período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2025, incluindo uma nota de reapresentação dos saldos contábeis dos períodos comparativos, refletindo tais efeitos. Como já antecipado, no fato relevante de 29 de agosto de 2025, não houve qualquer impacto na receita da Terra Santa, já que os ativos em questão não são objeto de contratos de arrendamento. “Igualmente, não há impactos na avaliação anual das terras da companhia, uma vez que tais áreas não são objeto do laudo de avaliação do valor de mercado divulgado anualmente”, afirmou a companhia.
Em decorrência do reconhecimento desses assuntos, a Terra Santa convocou uma assembleia geral extraordinária, a ser realizada em 18 de dezembro de 2025, com a finalidade de aprovar a redução de seu capital social, para absorção do efeito desses ajustes, sem alteração na quantidade de ações.
Rumo (RAIL3) reporta lucro ajustado de R$ 733 milhões no 3T25, queda de 7,6% [4]
A Rumo (RAIL3) divulgou na sexta-feira, 14, após o fechamento do mercado, que teve no terceiro trimestre de 2025 (3T25) lucro líquido ajustado de R$ 733 milhões, queda de 7,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (3T24). Sem ajuste, o lucro líquido foi de R$ 416 milhões, queda anual de 39,2%. O Ebitda ajustado foi de R$ 2,31 bilhões, crescimento de 4,5% sobre o desempenho de um ano antes. A receita operacional líquida somou R$ 3,81 bilhões, alta de 1,8% no ano.
Grupo Mateus (GMAT3) anuncia pagamento de R$ 111,2 milhões em juros sobre o capital [5]
O conselho de administração do Grupo Mateus (GMAT3) aprovou nesta sexta-feira, 14, a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP). O montante total bruto é de R$ 111,2 milhões.
O valor bruto por ação é de R$ 0,0495738577. Terão direito ao pagamento acionistas constantes da posição acionária da companhia em 19 de novembro de 2025, respeitadas as negociações realizadas até essa data (inclusive). As ações serão negociadas ex-direitos ao recebimento dos JCP a partir de 21 de novembro.
O pagamento será realizado no dia 30 de dezembro de 2025. Nessa mesma data também ocorre o pagamento dos juros sobre capital próprio aprovados em 21 de março de 2025, 23 de junho de 2025, e 22 de setembro de 2025.
Banese (BGIP4) anuncia pagamento de juros sobre o capital [6]
O conselho de administração do Banese (BGIP4) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) relativo ao quarto trimestre de 2025. O valor é de R$ 17,6 milhões. O valor líquido é de R$ 0,66 por ação ordinária e R$ 0,72 para as ações preferencais. A data com (data de corte) desses JCP será em 19 de novembro de 2025, passando as ações, a partir de 21 de novembro, a serem negociadas na Bolsa de Valores “ex” esses juros sobre o capital próprio. O pagamento será dia 3 de fevereiro de 2026.
O Banese também aprovou JCP relativo ao terceiro trimestre de 2025 no montante de R$ 17,4 milhões. O valor líquido é de R$ 0,65 por ação ordinária e de R$ 0,72 por ação preferencial. O pagamento será com base na posição acionária de 19 de novembro, passando as ações, a partir de 21 de novembro, a serem negociadas na B3 “ex” esses JCP. O pagamento desses JCP será em 3 de fevereiro de 2026.
Cosan (CSAN3) reporta prejuízo de R$ 1,18 bilhão no 3T25 [7]
A Cosan (CSAN3) divulgou na noite de sexta-feira, 14, que registrou um prejuízo líquido de R$ 1,18 bilhão no terceiro trimestre de 2025 (3T25). Dessa forma a companhia reverte o lucro de R$ 293 milhões do mesmo trimestre de 2024.
No release de resultados, a holding explicou que o recuo deveu-se, em grande parte, pela menor contribuição da equivalência patrimonial no balanço. A Cosan apresentou, no período, uma equivalência patrimonial negativa de R$ 482 milhões.
A dívida líquida somou no período R$ 18,2 bilhões, 4% maior quando comparado com o trimestre imediatamente anterior. O custo médio de dívida ficou em linha com o 2T25 em CDI+0,89%.
O resultado da Cosan é composto por equivalência patrimonial das participações societárias diretas e indiretas nas controladas, controladas em conjunto e coligada; despesas gerais e administrativas da estrutura corporativa da Cosan e outras receitas/despesas operacionais, compostas, principalmente por, contingências; resultado financeiro que reflete o custo líquido da estrutura de capital da companhia; e tributos aplicáveis às transações.
A Cosan (CSAN3) informou na tarde desta sexta-feira alterações na diretoria executiva e em seu conselho de administração. Rodrigo Araujo Alves, atual diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan, renunciou ao cargo. Rafael Bergman, que atuava como CFO da Raízen (RAIZ4), passará a ocupar a posição de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan. As mudanças se tornarão efetivas a partir de 5 de dezembro.
No conselho de administração, renunciam aos cargos de membro do colegiado Pedro Isamu Mizutani, Luis Henrique Cals de Beauclair Guimarães, Silvia Brasil Coutinho e Vasco Augusto Pinto da Fonseca Dias Júnior. André Esteves foi eleito ao cargo de vice-presidente do conselho de administração. André Esteves é o presidente do conselho de administração do Banco BTG Pactual (BPAC11).
Renato Antônio Secondo Mazzola e Ralph Gustavo Rosenberg foram eleitos aos cargos de membro do conselho de administração. Quanto ao conselho de administração, as alterações passarão a vigorar a partir de 19 de novembro de 2025.
Nesta sexta-feira, 14, também estão sendo comunicadas alterações também nos respectivos conselhos de administração de suas subsidiárias Rumo, Compass e a co-controlada Raízen. Na Moove, também será consignada a renúncia de Rodrigo Araujo e ingresso de Renato Antônio Secondo Mazzola e Ralph Gustavo Rosenberg.
A Raízen informou que Lorival Luz passará a ocupar as funções de diretor financeiro e de relações com investidores, substituindo Rafael Bergman. Lorival é um executivo sênior que acumula mais de 30 anos de experiência executiva ocupando cargos de liderança em grandes empresas como Citibank, CPFL Energia, Estácio Participações, Grupo Votorantim, e também como CEO da BRF e Alloha Fibra.
Raízen (RAIZ4) reporta prejuízo de R$ 2,31 bilhões [8]
A Raízen (RAIZ4) divulgou na sexta-feira, 14, após o fechamento do mercado, que teve prejuízo de R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/2026 (2T26). Dessa forma aumenta o prejuízo na base anual de comparação. No mesmo trimestre da safra passada o prejuízo foi de R$ 158 milhões.
Segundo a companhia, o desempenho reflete a menor contribuição do s resultados operacionais; o aumento das despesas financeiras em razão do maior saldo de dívida e da elevação da taxa média do CDI; e o maior efeito da variação do valor justo do ativo biológico (não caixa), decorrente da revisão das premissas utilizadas no cálculo. Adicionalmente, foram reconhecidos neste trimestre impactos negativos não recorrentes (não caixa) relacionados à hibernação e alienação de ativos, no montante de R$ 1 bilhão, em linha com o processo de simplificação do portfólio. “Cabe destacar que esse efeito deverá ser majoritariamente compensado pelos impactos positivos esperados com a conclusão das transações já anunciadas pela companhia”, afirmou a Raízen no release de resultados.
O Ebitda teve uma queda de 39,7% na base anual, somando R$ 2,78 bilhões. O Ebitda ajustado caiu 12,8% na mesma base de comparação para R$ 3,34 bilhões. Segundo a Raízen, a redução é explicada principalmente pelo menor volume de açúcar e etanol comercializado no segmento EAB e pela retração circunstancial das margens em Distribuição de Combustíveis Argentina , pressionadas pela desvalorização cambial do peso argentino . Esses efeitos compensaram o melhor desempenho em Distribuição de Combustíveis Brasil e os ganhos de eficiência decorrentes da revisão das estruturas organizacionais e da gestão de despesas.
A receita líquida atingiu R$ 59,9 bilhões, queda de 17,8% na comparação com o mesmo trimestre da safra passada.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do gráfico do Ibovespa, Vale3, Petr4, Goau4, Cmig4, Bbdc3, Brbi11, Fiqe3, Unip3. Acesse aqui [9]o vídeo.
Companhias que pagam provento ou têm data com nesta semana:
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.
Segunda, 17
Mitre (MTRE3) tem data com para 3° parcela de dividendo intercalar [10]
Caixa Seguridade (CXSE3) paga dividendo [11]
Vulcabras (VULC3) tem data com para 2° parcela de dividendo intercalar [12]
Equatorial (EQTL3) paga JCP no valor de R$ 1,45 por ação [13]
BR Partners (BRBI11) tem data com para dividendo [14]
Even (EVEN3) tem data com para dividendo [15]
Terca, 18
Allos (ALOS3) tem data com para dividendo intercalar (2° parcela) [16]
Localiza (RENT3) paga juros sobre o capital [17]
Tegma (TGMA3) paga dividendo e JCP [18]
Allos (ALOS3) tem data com para dividendo intercalar [19]
Trisul (TRIS3) tem data com para dividendo [20]
Eztec (EZTC3) tem data com para dividendo [21]
Quarta, 19
Banco do Brasil anuncia pagamento antecipado de provento [22]
Klabin (KLBN11) paga dividendo [23]
CSN Mineração (CMIN3) paga dividendo e JCP [24]
CPFL (CPFE3) paga 6° parcela de dividendo no valor de R$ 700 milhões [25]
Grupo Mateus (GMAT3) tem data com para juros sobre o capital [5]
Banese (BGIP4) tem data com para juros sobre o capital 4T25 e 3T25 [6]
Sexta, 21
Petrobras paga 1° parcela de provento anunciado em agosto [26]
Grendene (GRND3) tem data com para dividendo [27]
Fundamentos: veja a avaliação do resultado do 3T25 de 11 companhias
O Finance News traz os artigos que foram destaque na semana sobre o resultado do terceiro trimestre (3T25) de várias companhias.
M.Dias (MDIA3): a avaliação do resultado do 3T25 [28]
O time de analistas do BTG Pactual avalia que a M.Dias Branco apresentou no terceiro trimestre de 2025 (3T25) reflexos de um reposicionamento estratégico após anos focados em preço. Desde 2018, aumentos acima dos pares reduziram volumes, culminando em forte queda no 3T24. No 3T25, os volumes cresceram 5,6% na base trimestral, enquanto os preços médios recuaram 3%, sugerindo tentativa de recuperar participação de mercado.
As despesas com vendas aumentaram 9,6% no trimestre, refletindo postura comercial mais agressiva. O Ebitda de R$ 324 milhões veio 17% abaixo do esperado. O fluxo de caixa operacional foi sólido em R$ 530 milhões, beneficiado por liberação de capital de giro e monetização de créditos tributários, destaca o BTG.
O banco manteve recomendação “neutra” para o ativo, destacando que os próximos trimestres serão cruciais para avaliar a consistência da retomada de volumes e margens, ainda abaixo da meta de 15% de margem Ebitda de longo prazo.
Para a equipe da XP, os resultados vieram mais fracos do que o esperado e devem levar a revisões negativas de lucro à frente.
Entenda por que o J.P. Morgan rebaixou a BB Seguridade (BBSE3) [29]
A equipe do J.P. Morgan rebaixou a recomendação para BB Seguridade (BBSE3). Passou de “equal-weight” (equivalente à neutro) para “underweight” (equivalente à venda). O preço-alvo foi cortado de R$ 40 para R$ 34 por ação. O banco observa tendências desafiadoras à frente, com crescimento de prêmios ganhos em dígitos baixos no ano que vem e em 2027 e pressão sobre a receita financeira devido à possibilidade de queda da Selic nos próximos trimestres. Na avaliação dos analistas do banco, cada corte de 1 ponto percentual na Selic representa um impacto negativo de aproximadamente R$ 100 milhões nos lucros da seguradora.
Além disso, destacam outro desafio à frente: a renovação do contrato de exclusividade com o Banco do Brasil. Esse contrato vence em 2033.
O time do banco norte-americano salienta que, embora os comentários recentes da gestão do Banco do Brasil sobre a renovação com a BB Seguridade sejam positivos, as negociações não devem ocorrer no curto prazo. O cenário-base considera que as conversas só devem começar a partir de 2027, o que adiciona incerteza e impacta negativamente a avaliação de perpetuidade.
“Não vemos pressa por parte do Banco do Brasil ou da BB Seguridade em relação à renovação de seus contratos, o que, em nossa opinião, mantém uma pressão negativa sobre as ações”, escreve a equipe em relatório.
A avaliação é que, embora o rendimento de dividendos (dividend yield) projetado da BB Seguridade de 11% seja atraente, não é suficiente para compensar o risco e gerar bom retorno, já que se o contrato não for renovado após 2033, o yield ajustado seria equivalente a 8%, se comparado a uma empresa perpétua.
Sabesp (SBSP3): a avaliação do resultado do 3T25 [30]
Na avaliação do BTG, após um segundo trimestre muito forte, a Sabesp (SBSP3) apresentou resultados mais fracos no terceiro trimestre de 2025 (3T25), impactados por um mix tarifário abaixo do esperado e custos mais altos.
Já o time da Genial comenta em relatório que a Sabesp reportou números abaixo do consenso de mercado devido, principalmente, a uma ligeira piora no mix da receita com a entrada de um maior número de consumidores baixa renda/tarifa subsidiada – algo plenamente esperado e que vai em linha com a proposta do processo de privatização da empresa.
A Sabesp reportou um Ebitda 6% abaixo da estimativa da XP e cerca de 3% abaixo do consenso. No entanto, seus analistas ressaltaram que os resultados mais fracos que não preocupam nem alteram a tese de investimento. “Não vemos elementos nos resultados deste trimestre que alterem substancialmente nossa visão construtiva sobre a Sabesp”, escreve o time da XP em relatório.
MBRF (MBRF3): a avaliação do 3T25 [31]
A Genial Investimentos manteve a recomendação de “compra” para a MBRF (MBRF3) com preço-alvo de R$ 23. Na segunda-feira, 10, a companhia reportou no terceiro trimestre de 2025 (3T25) lucro líquido de R$ 94 milhões, acima da expectativa.
Em relatório, a equipe da Genial afirma que, ainda que reconheça os riscos atrelados à tese, como o de concentração em negócios cíclicos de aves e processados, entende que os vetores de valor a serem agregados ao acionista os superam.
O time da Genial avalia que o recente descolamento do preço em relação aos fundamentos abre uma “janela de oportunidade” favorável.
Natura (NATU3): a avaliação do 3T25 [32]
O time de analistas do BTG ressalta que a Natura (NATU3) apresentou outro trimestre com resultados operacionais abaixo do esperado, com destaque negativo para a Avon no Brasil e América Latina, prejudicada pela desaceleração do consumo e menor alavancagem operacional.
“A companhia segue focada na reestruturação da Avon LatAm e na recuperação da operação no Brasil, embora os desafios operacionais e o consumo fraco mantenham a recomendação neutra”, escreve em relatório o time de analistas do banco.
Para a XP, a Natura reportou resultados fracos no terceiro trimestre de 2025 (3T25), com a desaceleração do crescimento impactada por um ambiente macroeconômico desafiador e pelos ventos contrários da Onda 2, o que levou a uma desalavancagem operacional.
Taesa (TAEE11): a avaliação do resultado do 3T25 da companhia [33]
Para a equipe da Genial Investimentos, a Taesa (TAEE11) reportou resultados no terceiro trimestre de 2025 (3T25) acima de suas estimativas e do consenso devido a um mix de eventos positivos ao longo do seu resultado como bom controle de custos, entre outros fatores. “Apesar da execução operacional consistente, continuamos a ver o valuation restrito, com poucos gatilhos de reprecificação no curto prazo”, escreve o time de analistas em relatório.
Já a XP destaca que o Ebitda reportado pela Taesa ficou apenas 1% abaixo da sua estimativa, explicado por receitas ligeiramente menores, parcialmente compensadas por despesas mais baixas. A alavancagem ficou em 4,1x, comparada à estimativa de 3,9x, aumentando em um ritmo mais acelerado que o esperado, avaliam seus analistas. Ainda segundo a XP, a dívida líquida/Ebitda da Taesa ficou em 4,1x, contra sua previsão de 3,9x, um patamar elevado que deve continuar alto no futuro próximo, já que a empresa seguirá pagando dividendos enquanto mantém seu plano de capex.
O conselho de administração da Taesa em reunião realizada na terça-feira, 11, aprovou a distribuição de proventos no montante de R$ 323.264.148,24, a título de dividendos intercalares e de juros sobre capital próprio (JCP). O total a pagar por Unit TAEE11 é R$ 0,93836044665; por ação TAEE3/TAEE4 é R$ 0,31278681555. O pagamento dos dividendos intercalares e JCP ocorrerá no dia 28 de janeiro de 2026, com base na posição acionária do dia 14 de novembro de 2025. A partir do dia 17 de novembro de 2025, as ações e units passarão a ser negociadas “ex-dividendos intercalares e JCP” na B3.
B3 (B3SA3): a avaliação do resultado do 3T25 [34]
A equipe do BTG avalia que a performance operacional refletiu fraqueza em ações, parcialmente compensada por crescimento de dois dígitos nas demais verticais. O banco manteve a recomendação de “compra”, citando um portfólio mais diversificado e menos cíclico, forte geração de caixa e alto yield, com potencial de reprecificação se o ciclo macroeconômico ajudar. Em relatório o BTG reporta que, segundo o CEO da B3, o ADTV (Volume Médio Diário de Negociações) pode até dobrar com queda de juros, reforçando a tese de médio/longo prazo. O banco tem preço-alvo de R$ 16 para as ações.
Já o time de analistas da Genial Investimentos destaca que a B3 reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,26 bilhão no 3T25, leve queda de 1,7% na base trimestral, mas alta de 2,6% no ano. O resultado veio 3,2% acima do consenso de mercado e em linha com suas estimativas.
A avaliação é que a retração sequencial reflete, principalmente, a normalização do resultado financeiro, que no trimestre anterior havia sido positivamente impactado por efeitos não recorrentes, criando uma base comparativa mais forte. “Ainda assim, a diversificação de portfólio da companhia ajudou a compensar a queda de receita em ações e derivativos, principais linhas de negócio da B3”, afirma a Genial, que também tem classificação de “compra” com preço-alvo de R$ 15,80.
A avaliação dos resultados do 3T25 do Banco do Brasil (BBAS3) [35]
A Genial Investimentos destaca que, pressionado pela deterioração da carteira de crédito rural, o lucro do terceiro trimestre (3T25) do Banco do Brasil (BBAS3) caiu 60%. Seus analistas ressaltam a inadimplência no agronegócio, que seguiu em forte trajetória de deterioração, atingindo 5,34% (+1,85 pp na base trimestral; +3,37 pp na base anual), com concentração nas cadeias de soja e milho na região Centro-Oeste. Embora não tenha ocorrido quebra relevante de safra, a queda acentuada dos preços e a elevada alavancagem dos produtores levaram a um aumento expressivo nos atrasos e pedidos de recuperação judicial.
Na avaliação da XP, o Banco do Brasil apresentou mais um trimestre fraco no 3T25. O lucro líquido recorrente ficou ligeiramente acima da estimativa de seus analistas, devido a despesas tributárias positivas. O desempenho da operação principal permaneceu pressionado com o custo de crédito aumentando para R$ 7,9 bilhões, impulsionado por uma maior deterioração da qualidade de crédito em todos os segmentos.
O BTG também avalia que os resultados no 3T25 vieram fracos, com lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, estável na base trimestral e queda de 60% na anual, ficando 2% acima das estimativas e 7% acima do consenso, mas beneficiado por linha fiscal “positiva” e ajuste de R$ 750 milhões dos planos econômicos. A equipe salienta que o BB revisou para baixo o guidance de 2025, elevando provisões em 11% e cortando lucro líquido ajustado em 15%. O time de analistas mantém uma visão cautelosa, vendo recuperação lenta e melhores alternativas entre os bancos privados.
CPFL (CPFE3): a avaliação dos resultados do 3T25 [36]
O BTG Pactual destaca que a CPFL (CPFE3) apresentou resultados sólidos no trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 3,12 bilhões, 5% acima das estimativas. O lucro líquido alcançou R$ 1,3 bilhão, acima do projetado, apoiado por menores despesas financeiras e maior resultado de equivalência patrimonial. A avaliação do BTG é que os resultados reforçaram o bom desempenho operacional apesar de efeitos setoriais adversos. O banco tem recomendação “neutra” para a companhia, com preço-alvo de R$ 43.
Para a XP, a CPFL reportou um Ebitda ajustado ligeiramente acima de suas expectativas. Seus analistas ressaltam que esse resultado é explicado principalmente pelo segmento de distribuição, que entregou volumes saudáveis e um lucro bruto 4% acima das suas projeções. Destaca ainda a surpresa positiva com o controle de Opex e a dinâmica de inadimplência, parcialmente compensada por outras despesas, resultando em um Ebitda ajustado 5% acima das suas estimativas. A XP tem recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 45,4.
A CPFL divulgou na quinta-feira, 13, que teve no terceiro trimestre de 2025 (3T25) lucro líquido de R$ 1,37 bilhão no terceiro trimestre, aumento de 3,3% na comparação anual. Vale lembrar que na terça-feira, 11, a companhia informou sobre o pagamento de mais uma parcela dos dividendos declarados na Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 29 de abril de 2025.
Será efetuado o sexto pagamento, no montante de R$ 700 milhões no próximo dia 19 de novembro. O valor por ação é R$ 0,60. Tem direito aos dividendos acionistas detentores de ações em 29 de abril de 2025, e a partir de 30 de abril de 2025 as ações passaram a ser negociadas “ex-dividendo” na B3. Ainda resta uma quantia remanescente de R$ 299 milhões (R$ 0,26 por ação), que será paga até 31/12/25.
Cyrela (CYRE3): a avaliação dos resultados do 3T25 [37]
Para a Genial Investimentos a Cyrela reportou resultados sólidos no 3T25, superando o consenso em margem e lucro, ainda que receita e ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) tenham ficado levemente abaixo.
A avaliação é que a construtora segue em um ritmo forte de lançamentos, mas essa aceleração – somada ao menor apetite do comprador e ao macro ruim – está contribuindo para uma desaceleração nas vendas, tendência que deve continuar por alguns trimestres.
O time de analistas da Genial afirma que, diferentemente do que observa no setor de baixa renda, o segmento de alta renda já mostra sinais mais claros de arrefecimento, em um contexto de volume muito elevado de novos lançamentos e preços ainda altos, fatores que têm reduzido a demanda, especialmente em São Paulo.
Por outro lado, a equipe ressalta que o trimestre trouxe boa geração de caixa e redução de alavancagem na base trimestral de comparação.
A Genial segue com recomendação de “compra” para a companhia, destacando a capacidade da empresa de também operar nos segmentos de baixa renda.
Moura Dubeux, Direcional e MRV: a avaliação do resultado do 3T25 [38]
Direcional (DIRR3)
Para o time de analistas do BTG, a Direcional apresentou resultados sólidos no 3T25. O banco ressalta que a companhia deve pagar dividendos robustos no quarto trimestre de 2025 (4T25), após o recebimento dos recursos da venda da Riva, estimados em cerca de R$ 1 bilhão. A avaliação é que a Direcional combina forte momento de resultados, expectativa de dividendos elevados e valuation atrativo a 8x P/L para 2026, sustentando a recomendação de “compra”. O BTG tem preço-alvo R$ 20 para a construtora.
Para a Genial Investimentos, a Direcional reportou resultados sólidos, ainda que marginalmente abaixo do consenso em alguns pontos. A avaliação é que, de uma maneira geral, a companhia segue aumentando gradativamente seu volume de lançamentos, mantendo boa tração nas vendas e reforçando o bom momento vivido pelas construtoras voltadas para baixa renda. Além disso, já é possível observar impactos positivos na Riva após a recente implementação da faixa 4 no Minha Casa Minha Vida, com um aumento expressivo nos volumes de lançamentos e, principalmente, nas vendas, explica a equipe da Genial, que segue com recomendação de “compra” para a Direcional.
MRV (MRVE3)
Na avaliação da Genial Investimentos a MRV divulgou resultados mistos no terceiro trimestre. Apesar da continuidade da tendência de melhora na operação de incorporação no Brasil, a equipe de analistas segue observando poucos avanços na operação da Resia nos Estados Unidos, com evolução mínima no processo de venda de ativos, o que tende a atrasar ainda mais o processo de desalavancagem da companhia. Para o BTG a MRV apresentou resultados consolidados em linha com as estimativas, com recuperação de margens compensada por resultados fracos na Resia e maiores despesas financeiras.
Para o BTG, a MRV apresentou resultados consolidados em linha com as estimativas, com recuperação de margens compensada por resultados fracos na Resia e maiores despesas financeiras. O banco destacou em relatório que a empresa revisou guidance, não deve alcançar a meta de geração de caixa e pode atingir apenas o piso da meta de lucro. Em contrapartida, deve cumprir as metas de margem bruta e receita líquida. O banco manteve a recomendação de “compra” para o ativo.
Moura Dubeux (MDNE3)
Para a equipe de analistas da XP, a Moura Dubeux apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2025, com um forte lucro líquido. A receita cresceu 9% no ano, impulsionada principalmente pelas sólidas contribuições das taxas de comercialização de terrenos reconhecidas em quatro projetos. A margem bruta superou as estimativas em 5 p.p., com margens sólidas nas taxas de comercialização de terrenos. No geral, o lucro líquido superou as estimativas em R$ 118 milhões, também apoiado por receitas financeiras elevadas. Isso levou a um ROE de 21% nos últimos 12 meses, o que é sólido em comparação com os pares do setor, avalia a XP, que manteve recomendação de “compra” para as ações da Moura Dubeux.
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