Mercados nesta sexta, minério, petróleo, notícia da Vale, Azul e de outras companhias

24 de outubro de 2025 Por Redação

 

 

Publicado às 7h47 – atualizado às 8h40

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h46)

Alemanha (DAX): -0,09% 

Londres (FTSE 100): -0,11%

Japão (Nikkei 225): +1,39% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): +0,71% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +0,74% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: +0,15% (US$ 66,08). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: +0,16% (US$ 61,88)

Bitcoin futuro: +1,50% (US$ 111.407)

Minério de ferro em Dalian (7h44 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,58% a 771 iuanes (US$ 108,19). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h45 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,13% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,32%. Nasdaq futuro subia 0,51%.

Notícias corporativas

Usiminas reporta prejuízo no 3T25

A Usiminas (USIM5) divulgou nesta sexta-feira, 24, que teve prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25). Dessa forma a companhia reverte o lucro de R$ 185 milhões obtido no mesmo período do ano passado (3T24).

“A administração efetuou análise de recuperabilidade de seus ativos conforme previsto nas normas contábeis, com premissas baseadas no ambiente macroeconômico e na situação de mercado, resultando em perda por impairment de ativos no valor de R$2,2 bilhões, além de R$1,4 bilhão pela avaliação de recuperabilidade de impostos diferidos. Esses lançamentos não têm efeito no caixa”, explicou a Usiminas no release de resultados. Sem o efeito mencionado, o lucro líquido teria sido R$108 milhões.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 434 milhões no período, um avanço de 2% na base anual de comparação e de 6% na base trimestral. A margem Ebitda ajustada atingiu 7%, um avanço de 0,3 ponto percentual ante o terceiro trimestre de 2024.

“A Usiminas apresentou evolução positiva no Ebitda e na geração de caixa no 3T25, apesar da pressão cada vez maior das importações em condição de competição desleal, principalmente de origem chinesa”, afirmou a companhia.

“Os menores custos e redução de despesas na unidade de Siderurgia, junto com os maiores volumes e preços de vendas na unidade de Mineração, foram os principais fatores que levaram à melhora dos resultados”, explicou a siderúrgica, destacando que as ações tomadas para o controle do capital de giro resultaram em uma forte geração de caixa e redução da alavancagem.

A receita líquida caiu 3% na comparação com o 3T24, para R$ 6,6 bilhões no 3T35.

Fitch eleva ratings de crédito da Vale (VALE3) 

A agência de classificação de risco Fitch Ratings, uma das mais importantes do mundo, elevou nesta quinta-feira, 23, o Rating da Vale (VALE3) de “BBB” para “BBB+”, com perspectiva “estável”, quanto à inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo em moeda estrangeira e moeda local.

A agência também elevou de “BBB” para “BBB+” os ratings da dívida sênior sem garantia da Vale e da Vale Overseas Limited, e reafirmou em “AAA(bra)” o rating de Longo Prazo em Escala Nacional e as debêntures locais da Vale.

“A elevação dos ratings da Vale reflete melhorias do mix de produtos, com maior diversificação e valor agregado, maior flexibilidade operacional e escala, bem como mitigação de riscos ambientais que reduziram incertezas envolvendo litígios”, afirmou a agência, destacando que, como resultado, o perfil de crédito da Vale se fortaleceu dentro da categoria de rating e em comparação com seus pares.

Ainda de acordo com a Fitch, os ratings refletem a posição de destaque da companhia no negócio de minério de ferro, sua posição de baixo custo, reservas de minerais de alto teor com longa vida útil, a conservadora estrutura de capital e sua elevada flexibilidade financeira.

A Fitch acredita que a baixa alavancagem e a sólida geração de fluxo de caixa livre (FCF) da Vale serão mantidas ao longo dos diferentes ciclos de preços do minério de ferro e que a empresa administrará de forma conservadora as oportunidades de crescimento e de competitividade e o retorno aos acionistas.

Azul (AZUL4) estima uma alavancagem líquida de 2,5x na saída do processo de recuperação judicial 

A Azul (AZUL4) anunciou na noite desta quinta-feira, 23, a divulgação de um Plano de Negócios atualizado, como parte de seu processo de Chapter 11 (recuperação judicial) nos Estados Unidos, concebido para transformar o futuro financeiro da companhia e “posicionar o negócio para o sucesso de longo prazo”.

O Plano de Negócios descreve o plano de malha e capacidade da Azul, juntamente com estimativas atualizadas para iniciativas de redução de custos alcançadas durante o processo do Chapter 11.

O Plano destaca que a aérea espera emergir como uma companhia significativamente mais saudável, com menos dívidas gerais, menores passivos de arrendamento, menores pagamentos de arrendamento de aeronaves e alavancagem consideravelmente menor.

A companhia estima uma alavancagem líquida de 2,5x na saída do processo. A Azul também informa que algumas negociações ainda estão em andamento com determinados fabricantes de aeronaves e motores (OEMs) e arrendadores de frota.

“Embora ainda não concluídas, a companhia está confiante no sucesso dessas negociações nas próximas semanas”, afirmou a Azul.

No Plano de Negócios, a aérea também divulgou informações financeiras consolidadas preliminares e não auditadas referentes ao 3T25, com o intuito de manter o mercado informado sobre a evolução de seu desempenho financeiro e operacional ao longo do processo de reestruturação.

A Receita Operacional Líquida somou R$ 5,73 bilhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,98 bilhão. Segundo a Azul, as despesas operacionais ficaram R$ 79,3 milhões abaixo do planejado, mesmo com o aumento de 2,7% no preço do combustível (R$17,3 milhões) e maiores despesas de contingência com clientes (R$41,5 milhões)

A Azul ressaltou que tais informações são preliminares e não foram auditadas por auditores independentes; foram elaboradas exclusivamente para atender aos requisitos do Chapter 11, seguindo práticas e critérios estabelecidos pelas normas dos Estados Unidos aplicáveis a esse processo; e não devem ser comparadas diretamente às demonstrações financeiras regulares anteriormente divulgadas pela Azul. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

Expectativa para a divulgação do relatório de produção da Petrobras nesta sexta-feira

A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgará nesta sexta-feira, 24, relatório de produção e vendas referente ao terceiro trimestre (3T25). Será após o fechamento do mercado.

O aumento da produção deve sustentar resultados mais fortes da estatal no terceiro trimestre de 2025, apesar de um lucro líquido menor, avalia a equipe da XP.

Vale lembrar que os resultados financeiros do 3T25 da estatal serão divulgados no dia 6 de novembro de 2025, também após o fechamento dos mercados. No dia 7 de novembro de 2025, será realizado um webcast para apresentar os resultados da companhia referentes ao terceiro trimestre. O evento será apresentado em português e contará com tradução simultânea para o inglês. O webcast será às 11:30min (hora de Brasília).

Já a equipe do BTG Pactual mantém uma visão construtiva para a Petrobras antes da divulgação do Plano de Negócios 2026–2030, que, segundo o banco, pode revisar para baixo o capex e o opex, enquanto o guidance de produção tende a subir. O Plano está previsto para ser divulgado no fim de novembro.

O plano atual (2025–2029) ainda considera o preço do barril do Brent, referência para a Petrobras, a US$ 83, frente à média anual de US$ 70, sugerindo espaço para ajustes conservadores. O time do BTG escreve em relatório que, mesmo com preços menores de petróleo, a companhia deve gerar forte fluxo de caixa e dividendos em 2026.

A avaliação é que, embora o espaço para ajustes de capex diminua, os projetos não aprovados seguem como instrumento essencial para preservar a posição de dívida neutra e otimizar retornos aos acionistas. A equipe de analistas calcula que para manter a atratividade em termos ajustados ao risco, a Petrobras precisa sustentar um retorno para o acionista cerca de 5 p.p. acima de concorrentes globais, caso contrário, o apelo relativo da ação tende a enfraquecer.

SLC (SLCE3): o que esperar do 3T25 da companhia? 

O time de analistas da XP projeta que a SLC (SLCE3) vai entregar um trimestre forte, principalmente impulsionado por comparativos fáceis na base anual em soja e milho. A companhia vai divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2025 em 6 de novembro, após o fechamento do mercado.

Pelo lado negativo, o time de analistas projeta queda nas margens do algodão devido ao mix entre safra antiga e nova. A equipe estima receita líquida de R$ 1,9 bilhão, alta de 25% na base anual de comparação, enquanto projeta Ebitda ajustado e lucro líquido caixa em R$ 625 milhões (+130% no ano) e R$ 68 milhões, respectivamente. Com relação à geração de fluxo de caixa livre, a projeção é próxima ao equilíbrio, já que a SLC pagará outra parcela da aquisição de terras da Sierentz. Em resumo, o time da XP não espera que o trimestre seja um catalisador para a ação da companhia. No ano de 2025 as ações da SLC acumulam queda de 8% até o fechamento do mercado nesta quinta-feira, 23. Nos últimos 6 meses a queda acumulada é de 21%.

TPI (TPIS3) reporta prejuízo no 3T25

A TPI – Triunfo Participações e Investimentos (TPIS3) divulgou nesta quinta-feira, 23, o resultado do terceiro trimestre de 2025 (3T25).

A companhia reportou prejuízo de R$ 16,2 milhões. Dessa forma reverte o lucro líquido de R$ 14,7 milhões registrado um ano antes.

No terceiro trimestre de 2025, o Ebitda ajustado foi de R$ 138,4 milhões, alta anual de 16,8%. O Ebitda ajustado exclui margem de construção, receitas(despesas) não recorrentes, provisão para manutenção, Remuneração do Ativo Financeiro, margem de construção e rateio de despesas da controladora. A receita líquida ajustada, que não considera a receita de construção, teve um aumento de 3,4% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 282,1 milhões.

Após OPA para fechar capital da Wilson Sons, SAS passa a deter 97,65% da companhia

Foi realizado nesta quinta-feira, 23, o leilão da oferta pública de aquisição de ações unificada da Wilson Sons (PORT3). A oferta foi lançada pela SAS Shipping Agencies Services Sàrl e tem como objetivos de adquirir as ações ordinárias da companhia detidas pelos acionistas minoritários, cancelar o registro da Wilson Sons como emissora de valores mobiliários perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e promover a saída da companhia do segmento do Novo Mercado da B3.

A SAS adquiriu 130.960.732 ações ordinárias de emissão da companhia, equivalentes a aproximadamente 29,57% de seu capital social.  Dessa forma, a SAS passará a deter 432.542.080 ações ordinárias de emissão da Wilson Sons, representando aproximadamente 97,65% do capital social.

“Considerando que os acionistas titulares de ações correspondentes a mais de dois terços das ações habilitadas no Leilão, venderam suas ações à Ofertante ou manifestaram concordância expressa com o cancelamento do registro, e consequentemente com a saída da Companhia do Novo Mercado, a Wilson Sons deixará de integrar o referido segmento da B3 e dará prosseguimento aos trâmites necessários para o cancelamento de seu registro de companhia aberta categoria “A” perante a CVM, nos termos da regulamentação aplicável”, afirma o fato relevante enviado ao mercado nesta quinta-feira.

Plataforma da B3 que consolida investimentos de diferentes corretoras passa a incluir ativos de renda fixa

A Área do Investidor da B3 (B3SA3) passa a disponibilizar a visualização de todos os extratos e posições de aplicações financeiras em renda fixa. Até então, só era possível acessar os investimentos em renda variável. A B3 explicou que aplicações de investimento automático e contas remuneradas, conhecidas como “cofrinhos” ou “caixinhas”, não são disponibilizadas na Área do Investidor.

A plataforma consolida todas as posições que o investidor detém em investimentos negociados ou registrados na Bolsa, mesmo que estejam em corretoras diferentes, o que facilita a visão geral das finanças. O acesso é gratuito para todas as pessoas que investem.

No site, o investidor pode fazer o cálculo do fator do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro) entre duas datas usando a calculadora de renda fixa da B3. A ferramenta cobre 90% das debêntures e 100% dos títulos públicos, além dos principais CRAs e CRIs negociados no mercado secundário, com atualização constante realizada por um time de especialistas.

Por meio da Área do Investidor, também é possível gerar relatórios que oferecem um panorama completo da carteira, com diversos filtros que facilitam a gestão de investimentos e que podem ser exportados em PDF ou como arquivo Excel.

Em agosto, a B3 anunciou a disponibilização de uma funcionalidade que utiliza IA generativa e machine learning para analisar o valor intrínseco e a saúde financeira de todas as empresas listadas na Bolsa.

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