Mercados nesta quarta, notícia da PetroReconcavo, Braskem, Assaí, Bmg e de outras companhias

8 de outubro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

 

Publicado às 7h54 – atualizado às 9h08 com mais notícias

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h53)

Alemanha (DAX): +0,44% 

Londres (FTSE 100): +0,55%

Japão (Nikkei 225): -0,34% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): feriado

Hong Kong (Hang Seng): -0,48 (pregão encerrado)

Petróleo Brent: +0,96% (US$ 66,08). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: +1,09% (US$ 62,4)

Bitcoin futuro: +0,87% (US$ 123.770)

Minério de ferro em Dalian 

A Bolsa de Dalian não teve operação devido ao feriado na China. As negociações voltam ao normal amanhã, quinta-feira. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h52 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,18% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,15%. Nasdaq futuro subia 0,19%.

No radar nesta quarta: ata do BC dos EUA e MP que substitui aumento do IOF

Nesta quarta-feira, 8, ocorre a divulgação da ata da última reunião do Comitê que decide sobre os juros nos Estados Unidos. A divulgação será às 16h (hora de Brasília). O mercado acompanha se haverá sinalizações na ata sobre o rumo dos juros na maior economia do mundo.

No Brasil, o governo, o Senado e a Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para votação da Medida Provisória (MP) que substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto agora segue para votação na Câmara dos Deputados e no Senado. Os parlamentares precisam aprovar o texto até as 23h59 desta quarta (8), quando a MP perderá validade.

Analistas e investidores também devem repercutir nesta sessão a pesquisa Quaest que mostra que a aprovação de Lula subiu ao maior patamar desde janeiro e empatou com a reprovação.

Notícias corporativas desta manhã:

S&P eleva rating da Moura Dubeux (MDNE3) por manutenção das métricas de crédito frente ao aumento de escala

Em 7 de outubro a agência de classificação de risco S&P elevou o rating de crédito de emissor da Moura Dubeux de ‘brAA-‘ para ‘brAA’. A perspectiva é “estável” e reflete a visão da agência de que a Moura Dubeux continuará apresentando crescimento consistente de lançamentos e vendas, preservando eficiência operacional e uma estrutura de capital conservadora, com baixo endividamento.

A S&P espera que a Moura Dubeux continue apresentando aumento gradual no Ebitda para em torno de R$ 480 milhões em 2025 e que ultrapasse R$ 540 milhões em 2026. Esse crescimento está alinhado à expansão da escala operacional da empresa nos últimos anos e, principalmente, à nossa expectativa de que o Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos alcance R$ 4 bilhões a R$ 4,5 bilhões a partir de 2025.

Diante desse crescimento, a S&P espera a manutenção de sólidos indicadores operacionais e de crédito.

A agência projeta dívida líquida ajustada sobre patrimônio líquido (PL) abaixo de 30% e cobertura de juros-caixa pela geração interna de caixa acima de 8x nos próximos três anos.

“Tais fatores evidenciam a disciplina financeira da Moura Dubeux durante a expansão de suas operações”, escreve a equipe da S&P em relatório.

Méliuz (CASH3) poderá recomprar até 9,1 milhões de ações

O conselho de administração do Méliuz (B3: CASH3 | OTCQX: MLIZY) aprovou a criação de um programa de aquisição de ações de sua própria emissão. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 8.

A quantidade máxima de ações a serem adquiridas é de até 9.131.725 ações ordinárias, representativas de até 10% das ações em circulação da companhia. O programa encerra em 8 de abril de 2027.

A companhia possui atualmente 604,69 Bitcoins – que a preço de hoje correspondem a aproximadamente R$ 397,3 milhões, e R$ 71,5 milhões em caixa, conforme divulgado no último resultado divulgado referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25), somando um total de aproximadamente R$ 468,8 milhões de ativos líquidos.

A companhia possui um business operacional que nos últimos doze meses, findos no 2T25, gerou R$ 75,6 milhões de Ebitda e R$ 47,9 milhões de lucro líquido e não possui endividamento. 

O valor de mercado atual da companhia é de aproximadamente R$ 479,0 milhões. 

Ambipar (AMBP3) prepara pedido de recuperação judicial, reporta Bloomberg 

Segundo informações da Bloomberg, a Ambipar (AMBP3) está trabalhando com consultores para preparar um pedido de recuperação judicial para a próxima semana. A informação é atribuída a “pessoas familiarizadas” com o assunto. A companhia deve entrar com um pedido na Justiça do Rio de Janeiro, disse uma das fontes. 

Notícias da noite de terça, 7:

PetroReconcavo (RECV3) divulga a produção de setembro

A PetroReconcavo (RECV3) informou os dados de produção e entrega referentes ao mês de setembro de 2025. A produção média do mês de setembro foi de 26,0 mil boe/dia, queda de 1,8% em relação ao mês anterior, em função da queda de produção no campo de Tiê.

No Ativo Potiguar, a produção foi de 12,9 mil boe/dia, mantendo-se estável em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 8,3 mil bbl/dia e a de gás de 4,6 mil boe/dia.

No Ativo Bahia, a produção foi de 13,1 mil boe/dia, redução de 3,6% em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 6,9 mil bbl/dia e a de gás de 6,2 mil boe/dia.

Novonor diz ter recebido ‘com surpresa qualquer menção a uma assunção hostil do controle da Braskem’

A Novonor, antiga Odebrecht, que controla a Braskem (BRKM5), afirmou que recebeu “com surpresa qualquer menção a uma assunção hostil do controle da Braskem ao lado Petrobras”.

A informação consta em um comunicado, publicado nesta terça-feira, 7, em que a Braskem presta esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após uma matéria veiculada no jornal O Estado de São Paulo. Segundo a matéria, os bancos credores da Novonor estão dispostos a se tornar acionistas e assumir o controle da petroquímica nos próximos 60 dias, ao lado da Petrobras. Ainda de acordo com a reportagem, o movimento pode ser feito mesmo sem consenso com a Novonor, ou seja, não descartam assumir as ações, que foram dadas em garantia por empréstimos à antiga Odebrecht.

A Braskem explicou que não tem conhecimento das informações contidas na notícia, razão pela qual solicitou esclarecimentos a seus acionistas Novonor e Petrobras.

A Novonor afirmou: “Recebemos com surpresa qualquer menção a uma assunção hostil do controle da Braskem ao lado Petrobras. Informamos, ainda, que, até o presente momento, não houve qualquer evolução material nas discussões que vem mantendo com as partes interessadas envolvendo sua participação indireta na Braskem S.A.”

A Petrobras respondeu: “a companhia esclarece que a Petrobras não participa das negociações entre Novonor, bancos e IG4. A Petrobras reitera que não há decisão tomada em relação à sua participação na Braskem e segue estudando alternativas.”

BlackRock eleva participação no Assaí (ASAI3)

A BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, elevou participação no Assaí (ASAI3). A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de investimentos, adquiriu ações ordinárias emitidas pela companhia, sendo que, em 2 de outubro de 2025, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 65.695.267 ações ordinárias e 485.120 American Depositary Receipts (ADRs), representativos de 2.425.600 ações ordinárias, totalizando 68.120.867 ações ordinárias, representando aproximadamente 5,033% do total de ações ordinárias de emissão do Assaí e 16.417.316 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ordinárias com liquidação financeira, representando aproximadamente 1,213% do total de ações ordinárias.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a gestora americana.

Moody’s Local Brasil afirma ratings do Bmg (BMGB4); perspectiva revisada para ‘positiva’

A agência de classificação de risco Moody’s Local Brasil afirmou os ratings de emissor e de depósito bancário de longo prazo do Banco Bmg (BMGB4) em ‘A-.br’, assim como o rating de depósito de curto prazo em ML A-2.br. A perspectiva foi revisada de “estável” para “positiva”.

Segundo a agência, a afirmação dos ratings reflete a operação consolidada do Bmg no segmento de crédito consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com canais de relacionamentos bem estabelecidos, incluindo a sua rede de lojas físicas ‘help!’, correspondentes bancários e canais digitais.

A avaliação é que o banco tem apresentado adequada qualidade de ativos, a partir de políticas prudentes de gerenciamento de risco de crédito. Por outro lado, os ratings são limitados pelo seu nível de capital relativamente baixo, oferecendo um colchão para absorção de perdas mais modesto.

A perspectiva “positiva” reconhece o contínuo fortalecimento da rentabilidade do Bmg ao longo dos últimos oito trimestres, impulsionado principalmente pela geração de resultados operacionais, explicou a Moody’s Local.

Para a agência, o banco tem sido bem sucedido no processo de diversificação de seu perfil de funding, por meio de emissões de letras financeiras e securitizações de instrumentos, demonstrando adequada capacidade de captação de recursos junto a investidores institucionais no mercado brasileiro, enquanto mantém um custo de funding competitivo.

Baillie Gifford aumenta fatia na Natura (NATU3) e atinge 5% das ações

A Baillie Gifford Overseas elevou participação na Natura Cosméticos (NATU3). A Baillie Gifford informou sobre o aumento da participação acionária na Natura detida pelos veículos sob sua gestão discricionária. A gestora reportou que sua participação atingiu 68.779.590 ações ordinárias, equivalentes a 5% do total de ações de emissão da Natura.

A gestora informou, ainda, que sua participação acionária tem por objetivo o investimento na Natura, sem intenção de alterar sua composição de controle ou estrutura administrativa, e não visa atingir nenhum percentual de participação acionária em particular.

TIM (TIMS3) anuncia parceria com a IHS Brasil para expansão de infraestrutura de torres

A TIM (B3:TIMS3; NYSE: TIMB) estabeleceu uma parceria com a IHS Brasil para construção e operação de torres de telecomunicações. A parceria pretende construir até 3 mil unidades no modelo Make, com a implantação inicial mínima de 500 sites. O modelo Make refere-se à construção de sites próprios com ou sem auxílio de terceiros/parceiros no processo.

Os sites serão distribuídos por diversas regiões do país e poderão ser utilizados tanto no âmbito das operações B2C quanto B2B, especialmente em projetos de loT (Internet of Things) em verticais como agronegócio e rodovias.

A TIM e a IHS Brasil já colaboram em outras frentes de negócio. “Entretanto, essa parceria estabelece formas inovadoras de construção de torres, sendo uma das iniciativas do Plano de Eficiência de Arrendamentos da TIM”, que foi comunicado ao mercado nos últimos meses, afirmou a companhia.

A TIM afirmou ainda que o know-how da IHS Brasil lhe auxiliará, acelerando a reestruturação da estratégia de evolução da cobertura móvel, fortalecendo o desenvolvimento do segmento de B2B e melhorando a qualidade do serviço móvel.

“São esperados ganhos financeiros nos gastos com arrendamento, sem impactos materiais no plano de investimentos (capex), ressaltou a TIM.

Infracommerce (IFCM3): assembleia aprova grupamento de ações

A assembleia geral extraordinária da Infracommerce CxaaS (IFCM3) realizada na terça-feira, 7, aprovou o grupamento da totalidade de ações na proporção de 20:1, isto é, 20 ações ordinárias convertidas em 1 (uma) ação da mesma espécie, sem alteração do valor do capital social da companhia.

A companhia ressaltou que a proporção do grupamento de 20 ações ordinárias convertidas em 1 ação, conforme aprovada, foi objeto de proposta alternativa apresentada por acionista durante a realização da assembleia e, portanto, difere da razão de 10:1, isto é, 10 ações ordinárias para 1 ação da mesma espécie, que constou da proposta da administração divulgada nos dias 1° e 24 de setembro de 2025.

Em 7 de novembro de 2025, a totalidade das ações representativas do capital social da companhia passarão a ser negociadas exclusivamente sob a forma grupada.

Grupo Multi (MLAS3) acerta financiamento de R$ 294 milhões com BNDES

O Grupo Multi (MLAS3) celebrou um contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do programa “BNDES Mais Inovação”, destinado a apoiar o plano estratégico de inovação e indústria 4.0 da companhia, visando à digitalização e integração de seus processos e sistemas nas unidades de Manaus, no estado do Amazonas, e Extrema, em Minas Gerais.

O valor total da operação é de até R$ 294,1 milhões.

Os recursos estarão disponíveis para utilização pela companhia em até 36 meses, conforme evolução do projeto, e o principal da dívida será amortizado em 96 parcelas mensais e sucessivas, com início das amortizações em novembro de 2027 e término em outubro de 2035. A operação será garantida por cartas de fiança bancária a serem contratadas pela companhia junto a instituições financeiras aprovadas pelo BNDES. “Esta operação reforça o compromisso da companhia com a busca pela redução do custo de capital e garante investimentos em inovação e modernização das plantas de Manaus/AM e Extrema/MG, combinado com visão de longo prazo, rentabilidade e eficiência operacional”, afirmou o Grupo Multi em um comunicado.

Desktop (DESK3) confirma conversas preliminares não vinculantes com a Claro sobre uma potencial transação

A Desktop (DESK3) se manifestou sobre as informações divulgadas no portal Brazil Journal, sob o título “Claro está em conversas avançadas para comprar a Desktop”. A Desktop confirmou que já houve conversas preliminares não vinculantes com a Claro sobre uma potencial transação. “No entanto, até o momento, não houve acordo sobre preço, estrutura e demais condições”, destacou a Desktop em um comunicado enviado ao mercado nesta terça, 7.

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