Tarifas dos EUA devem reduzir PIB brasileiro em 0,2%

11 de agosto de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

Publicado às 16h55

São Paulo, 11 de agosto de 2025 — A Moody’s Analytics estima que as novas tarifas dos EUA sobre o Brasil causarão uma desaceleração moderada no crescimento econômico, com impacto limitado por isenções e redirecionamento de exportações. A tarifa de 50% imposta pelo presidente Trump, conforme anunciado em 30 de julho, exclui quase metade das exportações brasileiras, incluindo setores como aeroespacial, petróleo, químicos e alimentos.

Combinadas às tarifas anteriores de abril, a taxa efetiva média ponderada chega a cerca de 30%, com impacto estimado de 0,5 ponto percentual no PIB ao longo de um ano. Com possíveis novas isenções, o efeito deve cair para 0,2%, levando o crescimento acumulado até o outono de 2026 para pouco menos de 1,7%.

Embora os EUA representem cerca de 12% das exportações brasileiras, o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas deve mitigar os efeitos das tarifas ao longo do tempo. Barreiras comerciais internas, como o “Custo Brasil”, continuam elevando preços e dificultando a competitividade. A Moody’s Analytics aponta que uma liberalização gradual poderia impulsionar a produtividade, aproximando o Brasil de economias exportadoras da Ásia.

As tensões políticas entre os governos de Trump e Lula, incluindo disputas sobre o julgamento de Bolsonaro e o papel do Brasil no BRICS, dificultam um acordo próximo. Ainda assim, espera-se que o Brasil continue diversificando seus parceiros comerciais e ampliando isenções tarifárias. Acesse aqui a íntegra do relatório.