Arquivos Carne Fraca - Finance News https://financenews.com.br/tag/carne-fraca/ Notícias de empresas com ações negociadas na Bolsa Tue, 01 Oct 2019 11:37:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://financenews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/5-150x150.png Arquivos Carne Fraca - Finance News https://financenews.com.br/tag/carne-fraca/ 32 32
Carne fraca: auditores federais são alvos da PF https://financenews.com.br/2019/10/carne-fraca-auditores-federais-sao-alvos-da-pf/ https://financenews.com.br/2019/10/carne-fraca-auditores-federais-sao-alvos-da-pf/#respond Tue, 01 Oct 2019 11:33:06 +0000 https://financenews.com.br/?p=66388   Publicado às 7h59min A 4ª fase da Operação Carne Fraca, chamada de Romanos, tem […]

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Publicado às 7h59min

A 4ª fase da Operação Carne Fraca, chamada de Romanos, tem como alvos auditores fiscais agropecuários federais em vários estados. De acordo com a Polícia Federal (PF), eles teriam sido favorecidos com vantagens indevidas.

A operação apura crimes de corrupção passiva em benefício de grupo empresarial do ramo alimentício, que passou a atuar em colaboração espontânea com as autoridades públicas na investigação. O grupo empresarial indicou ao menos o envolvimento de 60 auditores fiscais. Segundo o site G1, esse grupo é o BRF (BRFS3). Ainda segundo o site, a BRF passou a atuar em colaboração espontânea com as autoridades públicas na investigação e, segundo a PF, apontou 60 auditores fiscais agropecuários como favorecidos com as vantagens indevidas.

“Há indicativos de que foram destinados R$ 19 milhões para os pagamentos indevidos. Os valores eram pagos em espécie, por meio do custeio de planos de saúde e até mesmo por contratos fictícios firmados com pessoas jurídicas que representavam o interesse dos fiscais”.

Cerca de 280 policiais federais cumprem desde as primeiras horas da manhã 68 mandados de busca e apreensão em nove estados:: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Grossa, no Paraná.

De acordo PF, o nome da operação, Romanos, faz referência a diversas passagens bíblicas do Livro de Romanos que tratam de confissão e Justiça.

Com Agência Brasil e Finance News

Notícias corporativas

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União Europeia e Hong Kong pedem explicações sobre Operação Carne Fraca https://financenews.com.br/2018/03/uniao-europeia-e-hong-kong-pedem-explicacoes-sobre-operacao-carne-fraca/ https://financenews.com.br/2018/03/uniao-europeia-e-hong-kong-pedem-explicacoes-sobre-operacao-carne-fraca/#respond Tue, 06 Mar 2018 21:34:56 +0000 https://financenews.com.br/?p=30493   A suspeita de que laboratórios particulares registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), do […]

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Carne

 

A suspeita de que laboratórios particulares registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, fraudaram os resultados de análises laboratoriais de aves cuja carne era vendida para consumo humano no Brasil e no exterior, motivou a União Europeia e Hong Kong a pedir explicações às autoridades brasileiras.

As suspeitas de irregularidades vieram a público nesta segunda-feira (5), com a deflagração da terceira fase da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF). Segundo as investigações da PF e do próprio ministério, cinco laboratórios fraudavam os resultados dos exames laboratoriais, omitindo a presença da Salmonella spp, uma bactéria que pode causar intoxicações alimentares (gastroenterites) e outras complicações.

A União Europeia acionou o Ministério da Agricultura na segunda-feira (5) à noite, pedindo esclarecimentos a respeito da possível presença da bactéria na carne de aves exportada para o mercado europeu. Além disso, poucas horas após a deflagração da operação policial no Brasil, as autoridades de segurança alimentar europeias já haviam incluído no Sistema de Alerta Rápido para Alimentos (o chamado RASFF – Food and Feed Safety Alerts) um alerta sobre a possível presença da Salmonella em carne de frango congelado produzido no Brasil.

Segundo informações disponíveis no próprio site de acesso ao sistema, as notificações permitem o rápido compartilhamento de informações entre todos os países-membros do bloco, para que, quando necessário, o produto sob suspeita seja recolhido das prateleiras, minimizando os riscos à segurança alimentar e ao bem-estar dos consumidores europeus.

O Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong também informou em seu site que está investigando se os produtos sob suspeita foram importados e que estava contactando as autoridades brasileiras para obter mais informações sobre o ocorrido e só de posse das informações necessárias adotaria qualquer medida.

Procurada, a assessoria do Ministério da Agricultura confirmou apenas que a pasta já recebeu o pedido de informações da comunidade europeia. Em nota divulgada segunda-feira (5), o ministério lembrou que a operação era um desdobramento do trabalho iniciado antes de março de 2017, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Carne Fraca. E que, desde então, muitas mudanças foram adotadas para garantir as melhores condições higiênico-sanitárias dos produtos brasileiros.

Entre as medidas adotadas em função das suspeitas de alteração dos resultados de análises laboratoriais estão a suspensão de algumas unidades frigoríficas e a inclusão de outras no chamado Regime Especial de Fiscalização. Além disso, os laboratórios alvos da operação tiveram seu credenciamento junto ao Serviço de Inspeção Federal suspensos até pelo menos a conclusão das investigações, que poderão resultar no cancelamento definitivo do credenciamento.

Exportações

O Ministério da Agricultura também suspendeu ontem (5) as exportações dos frigoríficos investigados na terceira fase da Operação Carne Fraca para 11 países e a União Europeia. Os países são África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia e Vietnã, que, a exemplo da União Europeia, exigem requisitos sanitários específicos de controle e tipificação de Salmonella spp, que a pasta, apesar das medidas anunciadas, afirma ser “comum, principalmente em carne de aves, pois faz parte da flora intestinal desses animais”. De acordo com o Ministério da Agricultura, quando cozida ou frita, a carne não oferece risco.

Estão sendo investigadas quatro plantas industriais da BRF, uma das maiores empresas do setor de alimentos no mundo e dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy. Das unidades investigadas, duas são de frango – uma fica em Rio Verde (GO) e outra em Carambei (PR) – e uma de perus, localizada em Mineiros (GO). Além dessas, a PF também investiga uma fábrica de rações da empresa em Chapecó (SC).

Em nota, a BRF também alegou que nenhuma das frentes de investigação da Polícia Federal diz respeito a algo que possa causar dano à saúde pública. Em relação às acusações da ex-funcionária da empresa Adriana Marques Carvalho, que afirmou ter sido pressionada por superiores para alterar resultados de análises laboratoriais, a empresa se limitou a informar que a profissional foi desligada da empresa em julho de 2014 e ingressou com ação trabalhista contra a empresa.

“As acusações da ex-funcionária foram tomadas com seriedade pela companhia, e medidas técnicas e administrativas foram implementadas para aprimorar seus procedimentos internos”, diz a empresa.

Informações da Agência Brasil

 

 

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Inferno astral: papéis da BRF derretem 19% https://financenews.com.br/2018/03/inferno-astral-brf-na-mira-de-nova-fase-da-carne-fraca/ https://financenews.com.br/2018/03/inferno-astral-brf-na-mira-de-nova-fase-da-carne-fraca/#respond Mon, 05 Mar 2018 13:05:21 +0000 https://financenews.com.br/?p=30337 Atualizado às 18h26min A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, a 3ª fase […]

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Atualizado às 18h26min

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, a 3ª fase da Operação Carne Fraca, denominada Operação Trapaça, que tem como alvo a BRF (BRFS3). Os papéis da empresa derreteram 19% na B3 nesta segunda-feira.

A gigante do setor de alimentos vive uma sequência de notícias de impacto nas últimas: em fevereiro foi o prejuízo bilionário, depois o pedido dos Fundos Previ e Petros para tirar Abílio Diniz do Conselho da empresa.

Entre os presos, estão o ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria, e o vice-presidente de Operações Globais da empresa, Hélio Rubens Mendes dos Santos.

A BRF é uma das maiores empresas de alimento do mundo, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy.

O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactérias Salmonella pullorum. As fraudes foram constatadas entre 2012 e 2015. Onze pessoas tiveram mandado de prisão decretado.

Segundo o delegado da PF, Maurício Boscardi Grillo, as planilhas e laudos técnicos eram modificados e os resultados finais adulterados eram entregues ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), para impedir que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fiscalizasse a qualidade do processo industrial das plantas (frigrorífico ou abatedouro) da BRF. A presença e quantidade real da salmonela foram omitidas em alguns casos.

A ração oferecida ao frango antes do abate também era objeto de fraude, de acordo com o delegado. Grillo conta que muitas provas surgiram após as fases anteriores da Carne Fraca e trocas de e-mails bastante consistentes entre executivos e funcionários do controle de qualidade comprovam o esquema de fraude, que era parte da “estratégia da empresa”. “Existe um cronograma da operação que começa nas granjas dos cooperados da empresa, onde existe a contaminação. Passa-se, então, para as plantas frigoríficas e depois para a análise laboratorial”, disse Grillo.

Salmonela

Equipes do Ministério da Agricultura também estão trabalhando em conjunto com a PF. Em nota, o ministério explicou que dentre as mais de duas mil variedades de salmonela, existem duas de preocupação para a saúde animal e duas de saúde pública. Por isso, as empresas devem adotar medidas específicas dentro das granjas e nos produtos positivos para a bactéria, para reduzir os riscos ao consumidor.

Segundo o coordenador-geral de Inspeção do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, Alexandre Campos da Silva, neste caso da operação, o risco à saúde pública não está “devidamente configurado”, pois a salmonela, por si só, não caracteriza risco à saúde pública, pois depende da forma do consumo.

De acordo com o ministério, a presença da bactéria é comum, pois faz parte da flora intestinal das aves. No entanto, quando utilizados os procedimentos adequados de preparo e de consumo, minimizam-se os riscos, uma vez que ela é destruída em altas temperaturas.

O Mapa informou ainda que a fiscalização do ministério já havia identificado irregularidades nos procedimentos de certificação sanitária em algumas unidades frigoríficas. Por isso, as unidades foram proibidas de exportar a países que exigem requisitos sanitários específicos de controle e tipificação da salmonela.

Três empresas estão sendo fiscalizadas pelo Mapa em parceria com a PF em busca de provas. Outras sete já foram investigadas.

Operação Trapaça

De acordo com a PF, as investigações apontaram que três laboratórios credenciados ao Mapa e dois de controle da empresa fraudavam os resultados de exames das amostras. A prática das fraudes contava com a anuência de executivos da BRF, bem como de seu corpo técnico, além de profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa.

Também foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo, para acobertar as práticas ilegais durante as investigações.

Estão sendo cumpridas 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. São 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão. Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha, além de crimes contra a saúde pública.

Os presos temporários serão levados à Superintendência da PF em Curitiba.

O que diz a BRF

A BRF emitiu um comunicado ao mercado na tarde desta segunda-feira. Leia a íntegra:

“A BRF comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em relação à operação da Polícia Federal deflagrada nesta manhã, está se inteirando dos detalhes da referida operação e que está colaborando com as investigações para esclarecimento dos fatos. A Companhia segue as normas e regulamentos brasileiros e internacionais referentes à produção e comercialização de seus produtos, e há mais de 80 anos a BRF demonstra seus compromissos com a qualidade e segurança alimentar, os quais estão presentes em todas as suas operações no Brasil e no mundo. A Companhia reitera que permanece inteiramente à disposição das autoridades, mantendo total transparência na interlocução com seus clientes, consumidores, acionistas e o mercado em geral”.

Com Agência Brasil e Finance News

Leia também:

BRF: Previ e Petros querem Augusto Marques da Cruz Filho no lugar de Diniz

BRF aumenta prejuízo no 4T17 e no ano de 2017

 

 

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PF indicia mais de 60 pessoas investigadas na Operação Carne Fraca https://financenews.com.br/2017/04/pf-indicia-mais-de-60-pessoas-investigadas-na-operacao-carne-fraca/ https://financenews.com.br/2017/04/pf-indicia-mais-de-60-pessoas-investigadas-na-operacao-carne-fraca/#respond Sun, 16 Apr 2017 22:06:42 +0000 https://financenews.com.br/?p=10419   A Polícia Federal (PF) indiciou 63 pessoas investigadas pela Operação Carne Fraca. O inquérito […]

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A Polícia Federal (PF) indiciou 63 pessoas investigadas pela Operação Carne Fraca. O inquérito policial da superintendência da PF no Paraná, entregue ontem (15) à Justiça Federal do Paraná, apontou que existem provas e indícios suficientes de cometimento de várias infrações previstas no Código Penal.

Os indiciados deverão responder pelos crimes de advocacia administrativa, concussão, corrupção passiva, crime contra a ordem econômica, emprego de processo proibido ou de substância não permitida, falsidade de atestado médico, falsidade, corrupção, adulteração de substância ou produtos alimentícios, organização criminosa, peculato, prevaricação, uso de documento falso e violação de sigilo funcional.

Entre os indiciados estão agentes de inspeção sanitária, fiscais agropecuários federais, chefes de unidades de inspeção, proprietários e funcionários de frigoríficos e representantes regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ainda segundo o relatório, foram indiciados somente os investigados que foram presos preventivamente. Ainda há fatos em apuração que poderão resultar no indiciamento de outros investigados soltos, mas que estão ligados às condutas analisadas.

De acordo com o relatório da PF, “os indícios e provas colhidos ao longo da Operação permitem concluir pela existência de uma organização criminosa atuante dentro da estrutura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tanto no Estado do Paraná como em outros Estados, há fortes evidências das mesmas práticas nefastas pelo menos nos estados de Goiás e Minas Gerais”, diz trecho do documento.

Operação

A operação Carne Fraca foi deflagrada em 17 de março com o objetivo de apurar prática de crimes de corrução por agentes públicos responsáveis pelo trabalho de fiscalização e controle da qualidade e segurança alimentar de produtos agropecuários.

Segundo a PF, fiscais agropecuários recebiam propina de empresas para liberar a emissão de certificados sanitários sem a fiscalização efetiva da carne. A partir da troca de favores entre empresários e os fiscais, o esquema permitia a comercialização de produtos com várias irregularidades, como prazo de validade vencido e uso de substâncias para adulterar a qualidade da carne.

Ao todo, foram expedidos na Operação Carne Fraca 27 mandados judiciais de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. Ao todo, 21 frigoríficos são investigados na operação. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades. O processo tramita sob sigilo na 14ª Vara Federal, em Curitiba.

 

Informações da Agência Brasil

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Conselheiro da BRF espera que “desvios de conduta” sejam apurados pela PF https://financenews.com.br/2017/03/conselheiro-da-brf-espera-que-desvios-de-conduta-sejam-apurados-pela-pf/ https://financenews.com.br/2017/03/conselheiro-da-brf-espera-que-desvios-de-conduta-sejam-apurados-pela-pf/#respond Tue, 28 Mar 2017 21:02:29 +0000 https://financenews.com.br/?p=9471   O conselheiro do grupo BRF Foods, Luiz Fernando Furlan, disse hoje (28) esperar que […]

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O conselheiro do grupo BRF Foods, Luiz Fernando Furlan, disse hoje (28) esperar que sejam apurados “os desvios de conduta” investigados na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O Grupo BRF Foods é dono das marcas Sadia e Perdigão.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula, Furlan esteve reunido com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasília. Ao deixar o ministério, ele disse que a conversa foi para tratar da retomada do crescimento econômico do país.

Sobre a operação, Furlan disse que não é porta-voz do grupo e que não tem estimativa do impacto das investigações nos negócios do grupo. “A parte sanitária, eu acho que grande parte foi esclarecida pelo ministro [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi]: não há risco à saúde pública. E a investigação que está sendo feita sobre desvios de conduta, a gente espera que seja efetivamente apurada.”

Ontem (27), Maggi afirmou que os laudos técnicos de alimentos produzidos por frigoríficos interditados após investigação da Operação Carne Fraca não indicaram nenhum risco à saúde. Os laudos foram feitos a partir de produtos recolhidos em 22 estados.

Furlan tem ainda hoje reunião, em Brasília, com o ministro da Agricultura. “Vou agradecer pelo excelente desempenho que ele teve liderando uma reação rápida, conseguindo reabrir mercados internacionais porque, como sabem, a atividade do setor é muito relevante no interior do Brasil e também para a balança comercial brasileira”, disse.

 

Metas da operação

A Operação Carne Fraca tem como objetivo desarticular um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários a serviço do Ministério da Agricultura e donos de frigoríficos no Paraná, em Minas Gerais e Goiás.

A Polícia Federal afirma que os fiscais investigados na operação recebiam propina das empresas para emitir certificados sanitários sem fiscalização efetiva da carne e que o esquema permitia que produtos com prazo de validade vencido e com composição adulterada chegassem a ser comercializados. De acordo com a operação, eram usadas substâncias para “maquiar” a carne vencida.

Inicialmente, três frigoríficos tiveram a comercialização de produtos suspensa: a unidade de Mineiros (GO) da BRF, onde é feito o abate de frangos, e as unidades de Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba (PR), onde são produzidos embutidos (mortadela e salsicha), da Peccin Agro Industrial. Ontem, o Ministério da Agricultura anunciou a interdição de mais três frigoríficos dos 21 investigados: o Souza Ramos, em Colombo, e Transmeat, em Balsa Nova, ambos no Paraná.

 

 

Informações da Agência Brasil

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Hong Kong suspende embargo à carne de frigoríficos não investigados https://financenews.com.br/2017/03/hong-kong-suspende-embargo-carne-de-frigorificos-nao-investigados/ https://financenews.com.br/2017/03/hong-kong-suspende-embargo-carne-de-frigorificos-nao-investigados/#respond Tue, 28 Mar 2017 16:06:21 +0000 https://financenews.com.br/?p=9454   As autoridades sanitárias de Hong Kong anunciaram nesta terça-feira que suspenderam parte do embargo […]

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As autoridades sanitárias de Hong Kong anunciaram nesta terça-feira que suspenderam parte do embargo a carne e derivados de frigoríficos brasileiros. A limitação, agora, se restringe aos produtos oriundos dos 21 frigoríficos que são alvo de investigação na Operação Carne Fraca – que apura irregularidades na produção e fiscalização do setor.

Hong Kong integrava o grupo de países que proibiu totalmente a entrada da carne brasileira. Em nota, o governo do território semi-autônomo chinês diz que a suspensão parcial do embargo foi uma resposta às informações prestadas pelas autoridades brasileiras reafirmando a segurança e o rígido controle do sistema de produção alimentar.

O governo brasileiro comemorou o anúncio em nota da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República: “Com essa medida, todos os grandes mercados para exportações de carnes brasileiras encontram-se novamente reabertos”.

“Trata-se de uma vitória para o setor agroexportador brasileiro e um resultado importante logrado pelos esforços conjuntos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Itamaraty e do Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong”, diz a nota.

Na semana passada Hong Kong recolheu do mercado os produtos oriundos dos 21 frigoríficos investigados na operação.

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Ministério da Agricultura interdita dois frigoríficos alvos da Carne Fraca https://financenews.com.br/2017/03/ministerio-da-agricultura-interdita-dois-frigorificos-alvos-da-carne-fraca/ https://financenews.com.br/2017/03/ministerio-da-agricultura-interdita-dois-frigorificos-alvos-da-carne-fraca/#respond Mon, 27 Mar 2017 16:04:45 +0000 https://financenews.com.br/?p=9360     O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou hoje (27) a interdição […]

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou hoje (27) a interdição de mais duas unidades frigoríficas alvos da Operação Carne Fraca, o Souza Ramos, em Colombo, e Transmeat, em Balsa Nova, ambos no Paraná.

Os dois frigoríficos estão entre os 21 investigados na operação da Polícia Federal (PF), deflagrada dia 17 de março para apurar suspeitas de irregularidades na produção de carne processada e derivados, bem como na fiscalização do setor.

Outras três unidades já haviam sido interditadas pelo ministério no dia 17. As unidades da Peccin Agro Industrial em Curitiba (PR) e Jaraguá do Sul (SC), onde são produzidos embutidos (mortadela e salsicha), e da BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão, entre outras), em Mineiros (GO), onde é feito o abate de frangos.

O ministério não especificou os motivos das novas interdições. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, concederá entrevista coletiva esta tarde para apresentar um balanço da operação.

 

 

Informações da Agência Brasil

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Indenização da Gol por danos ‘espirituais’, investidores da JBS nos EUA recorrem à Justiça e outras notícias https://financenews.com.br/2017/03/indenizacao-da-gol-por-danos-espirituais-investidores-da-jbs-nos-eua-recorrem-a-justica-e-outras-noticias/ https://financenews.com.br/2017/03/indenizacao-da-gol-por-danos-espirituais-investidores-da-jbs-nos-eua-recorrem-a-justica-e-outras-noticias/#respond Mon, 27 Mar 2017 03:36:47 +0000 https://financenews.com.br/?p=9314   Gol vai indenizar índios por acidente Segundo uma reportagem do programa Fantástico da Tv […]

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Gol vai indenizar índios por acidente

Segundo uma reportagem do programa Fantástico da Tv Globo, a Gol (GOLL4) vai pagar aos índios do Mato Grosso R$ 4 milhões por perdas materiais e espirituais.

De acordo com o programa, a indenização é para a comunidade indígena que fica na região onde em 2006 um boeing da Gol se chocou contra um jato Legacy matando 154 pessoas.

A reportagem apurou que, segundo os índios, a terra ficou contaminada pelo querosene do avião e ‘marcada pelo sangue das vítimas’.

 

Carne fraca

O Chile decidiu retirar a suspensão total à importação da carne brasileira, mas manteve a proibição da entrada de produtos dos 21 frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

A informação foi divulgada neste fim de semana pelo Serviço Agrícola e Pecuarista do Chile. O país havia anunciado a suspensão temporária à importação de carne do Brasil até que fossem prestados esclarecimentos sobre o caso. A China e o Egito também anunciaram a reabertura para a importação de carne do Brasil. Leia a reportagem completa aqui.

Neste domingo, os três presos da Operação Carne Fraca que tiveram a prisão temporária prorrogada foram libertados.

 

Investidores da JBS nos EUA vão à Justiça

A Operação Carne fraca da Polícia Federal gerou mais uma dor de cabeça para a gigante brasileira JBS (JBSS3).

Um grupo de investidores entrou na Justiça americana contra o conglomerado. Eles querem uma compensação de danos provocados pela desvalorização das ações na última semana.

Os papéis da JBS nos Estados Unidos derreteram após a companhia ser alvo de investigações da Polícia Federal.

A ação coletiva é movida pelo escritório Rosen Law Firm.

 

Justiça americana extingue ação contra Vale

A Vale (VALE5) anunciou o que considera “um importante avanço” na ação coletiva relacionada a valores mobiliários proposta contra a empresa e três de seus executivos perante o Tribunal Distrital dos Estados Unidos no Distrito Sul de Nova York.

Na última quinta-feira a Corte emitiu decisão julgando extinta a ação com relação à maior parte dos pedidos apresentados contra a Vale e os indivíduos que são réus, todos os pedidos formulados contra o Diretor-Presidente da Vale, Murilo Ferreira, e todos os pedidos relativos à responsabilidade pessoal de controle dos réus indivíduos.

Leia a notícia completa aqui.

 

Mau humor: principais Bolsas do mundo em queda nesta segunda

Japão (Nikkei 225): -1,44%

China (Xangai Comp.): +0,08%

Londres (FTSE 100): -0,75%

Alemanha (DAX) : -0,75%

Petróleo WTI (EUA): -0,77%

Petróleo Brent: -0,53%

 

Mudanças na Eletrobras, segundo colunista

O colunista do jornal o Globo, Lauro Jardim, informou que haverá mudanças no Conselho de Administração da Eletrobrás (ELET3).

Três integrantes do Conselho, inclusive o seu presidente, estão deixando seus cargos. Nove meses depois de assumir a presidência do conselho, José Luiz Alquéres cede seu lugar à conselheira Elena Landau. Segundo o colunista, também estão de saída também Mozart Siqueira e a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi.

 

Para ficar de olho esta semana

Na agenda do mercado, os investidores devem ficar atentos aos seguintes eventos:

– na terça-feira deve ser anunciado pelo governo quais tributos devem ser aumentados para tentar diminuir o rombo nas contas públicas.

-as delações da Odebrecht deixam Brasília apreensiva com o Supremo Tribunal Federal podendo nesta semana decidir sobre o pedido de abertura de inquérito com base nas delações de executivos e ex-executivos da empreiteira.

-na quinta-feira, às 9h30, será divulgado o PIB dos EUA.

-na sexta-feira, às 8h30, será apresentado o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB no Brasil.

 

Análise gráfica

Acesse aqui o estudo semanal do Ibovespa feito investidor e trader Leonel Lacerda.

 

 

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Alívio? Chile, China e Egito anunciam retomada da importação de carne brasileira https://financenews.com.br/2017/03/alivio-china-anuncia-retomada-das-importacoes-de-carne-brasileira/ https://financenews.com.br/2017/03/alivio-china-anuncia-retomada-das-importacoes-de-carne-brasileira/#respond Sat, 25 Mar 2017 15:31:42 +0000 https://financenews.com.br/?p=9296     O Chile decidiu retirar a suspensão total à importação da carne brasileira, mas […]

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Frigorífico da JBS

 

 

O Chile decidiu retirar a suspensão total à importação da carne brasileira, mas manteve a proibição da entrada de produtos dos 21 frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

A informação foi divulgada neste sábado pelo Serviço Agrícola e Pecuarista do Chile. O país havia anunciado a suspensão temporária à importação de carne do Brasil até que fossem prestados esclarecimentos sobre o caso. A China e o Egito também anunciaram a reabertura para a importação de carne do Brasil.

O órgão chileno justificou que a decisão foi tomada após ter recebido explicações do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil em resposta ao pedido de informações detalhadas sobre as investigações da Polícia Federal. O Chile informou que poderá suspender as importações de qualquer outro estabelecimento que apareça posteriormente nas investigações.

A exemplo do Chile, o Egito e a China também mantiveram a proibição para a importação da carne dos frigoríficos investigados e que tiveram os certificados de exportação cassados pelo Ministério da Agricultura. Mais cedo, o Ministério da Agricultura havia anunciado  a “reabertura total do mercado de carnes brasileiras” pela China.

O Egito havia imposto a proibição até que as autoridades brasileiras fornecessem esclarecimentos considerados satisfatórios. O Ministério da Agricultura egípcio declarou reconhecer a qualidade da carne brasileira após exames feitos por três diferentes órgãos governamentais.

Pelo menos 19 países e a União Europeia suspenderam total ou parcialmente as importações de carnes brasileiras após o anúncio da Operação Carne Fraca. Outros quatro países, entre eles os Estados Unidos, reforçaram o controle sanitário para entrada do produto brasileiro.

As investigações da PF apontam a existência de esquema criminoso que envolve empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo.

 

Governo brasileiro

Em nota conjunta, o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, registram que “as medidas anunciadas pelos governos do Egito e do Chile corroboram a confiança da comunidade internacional no nosso sistema de controle sanitário, que é robusto e reconhecido mundialmente”. Reafirmam também que o governo brasileiro segue transmitindo aos parceiros comerciais todas as informações sobre a segurança dos alimentos produzidos no país.

Depois de a China anunciar a reabertura do mercado para a carne, o presidente Michel Temer disse que a decisão é um reconhecimento da confiabilidade do sistema de defesa agropecuária brasileiro. Em nota, Temer destacou que o posicionamento chinês é resultado do trabalho de esclarecimento empreendido pelo governo nos últimos dias com os parceiros comerciais e diz estar confiante de que outros países seguirão o exemplo da China. “Nosso país construiu grande reputação internacional neste segmento. E o posicionamento chinês é a confirmação de todo trabalho de esclarecimento levado a termo pelo governo brasileiro nestes últimos dias em todos os continentes”, diz Temer na nota.

 

 

Informações da Agência Brasil

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PF diz que irregularidades identificadas na Operação Carne Fraca são pontuais https://financenews.com.br/2017/03/pf-diz-que-irregularidades-identificadas-na-operacao-carne-fraca-sao-pontuais/ https://financenews.com.br/2017/03/pf-diz-que-irregularidades-identificadas-na-operacao-carne-fraca-sao-pontuais/#respond Wed, 22 Mar 2017 12:30:10 +0000 https://financenews.com.br/?p=9106   Após deflagrar a Operação Carne Fraca, na última sexta-feira (17), que bloqueou R$ 1 […]

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Após deflagrar a Operação Carne Fraca, na última sexta-feira (17), que bloqueou R$ 1 bilhão de empresas suspeitas de “maquiar” carnes vencidas e as reembalarem para venda, a Polícia Federal reconheceu hoje (21) que as investigações tratam de desvios praticados por “alguns servidores”. De acordo com a corporação, a apuração das irregularidades “não representam um mau funcionamento generalizado do sistema de integridade sanitária brasileiro”.

As declarações foram divulgadas nesta noite pela PF e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após encontro do secretário-executivo da pasta, Eumar Roberto Novacki, com o diretor-geral da corporação, Leandro Daiello. O foco da operação, segundo os órgãos, é a eventual prática de crimes de corrupção por agendes públicos.

“O sistema de inspeção federal brasileiro já foi auditado por vários países que atestaram sua qualidade. O SIF [Serviço de Inspeção Federal] garante produtos de qualidade ao consumidor brasileiro”, afirmaram a PF e o ministério em nota conjunta.

Ao dar detalhes das investigações, na última sexta-feira, a PF informou que essa é, em números, a maior operação já realizada no país. Cerca de 1.100 agentes federais cumpriram 309 mandados judiciais em sete estados, para buscas e prisões temporárias de suspeitos de fazer parte do esquema. Segundo a investigação, frigoríficos envolvidos “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e subornavam fiscais federais para que eles autorizassem a comercialização de produtos já impróprios para consumo.

 

Repercussão negativa

Desde a deflagração da Carne Fraca, o governo federal reagiu argumentando que as fraudes representam um “fato isolado” e que a inspeção brasileira é “forte, robusta e séria”. Em um gesto para mostrar que não há preocupações generalizadas, o presidente Michel Temer se reuniu com embaixadores estrangeiros em uma churrascaria, no último domingo (19), após apresentar números de que a operação atingiu apenas 33 dos 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura.

Na tarde desta terça-feira (21), a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) também fez críticas à operação. De acordo com a entidade, as afirmações sobre “dano agudo à saúde pública” que vieram à tona nos últimos dias “não se encontram lastreadas pelo trabalho científico” dos peritos da corporação.

“A atuação adequada dos peritos criminais federais nas demais etapas do procedimento investigatório, e não apenas no seu início e na sua deflagração, teria propiciado a correta interpretação dos dados técnicos em apuração, assim como a definição dos procedimentos técnico-científicos necessários para a materialização de crimes de fraude alimentar eventualmente cometidos pelas indústrias sob suspeição. Além disso, sem sombra de dúvida, teria poupado o país de tão graves prejuízos comerciais e econômicos”, disse a APCF.

 

 

Informações da Agência Brasil

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Associação de delegados da PF e entidade dos agentes criticam delegado da ‘Carne Fraca’ https://financenews.com.br/2017/03/associacao-de-delegados-da-pf-e-entidade-dos-agentes-criticam-delegado-da-carne-fraca/ https://financenews.com.br/2017/03/associacao-de-delegados-da-pf-e-entidade-dos-agentes-criticam-delegado-da-carne-fraca/#respond Tue, 21 Mar 2017 02:18:21 +0000 https://financenews.com.br/?p=9021 O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, criticou a […]

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O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, criticou a forma como foi feita a comunicação da Operação Carne Fraca ao público.

Sobral disse que houve um “equívoco de comunicação” por parte da Polícia Federal ao afirmar que a Operação ‘Carne Fraca’ foi a maior da história da polícia. Ele afirmou que o termo se refere ao número de mandados expedidos e cumpridos, mas não tem relação com os “valores investigados, importância e relevância social”. Ele frisou que nesse aspecto pode ter ocorrido um erro.

Já o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Bourdens, foi mais longe e criticou o delegado Maurício Moscardi Grillo, que coordenou a operação.

Bourdens disse que Moscardi não “tem a menor condição de ser apresentado como coordenador de qualquer operação. Seu tempo na PF por si só já justifica sua inexperiência para tratar de assuntos delicados como o eventual abalo econômico advindo de uma grande operação como a Carne Fraca”.

Ele afirmou que a postura dos agentes federais na Operação Carne Fraca foi “irrepreensível”.

Boudens explicou que os agentes não participam nem da divulgação nem da comunicação após o fim das operações.

 

 

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Ministério suspende exportação de 21 frigoríficos investigados na Carne Fraca https://financenews.com.br/2017/03/ministerio-suspende-exportacao-de-21-frigorificos-investigados-na-carne-fraca/ https://financenews.com.br/2017/03/ministerio-suspende-exportacao-de-21-frigorificos-investigados-na-carne-fraca/#respond Tue, 21 Mar 2017 00:51:24 +0000 https://financenews.com.br/?p=9016   O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse hoje (20) que seria um “desastre” a […]

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Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, fala à imprensa sobre a situação das carnes brasileiras (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse hoje (20) que seria um “desastre” a restrição à carne brasileira pelo mercado internacional. Até o momento, a União Europeia, a Coreia do Sul, a China e o Chile oficializaram a suspensão das importações do produto brasileiro. Os países aguardam esclarecimentos do governo brasileiro sobre a Operação Carne Fraca, deflagrada sexta-feira (17) pela Polícia Federal.

“[A restrição seria] um desastre. Com toda certeza, um desastre, porque a China é um grande importador nosso. A Comunidade Europeia, além de ser o nosso segundo ponto de importação, é também o nosso cartão de visitas”, ressaltou o ministro, em entrevista à imprensa.

Segundo a denúncia da Polícia Federal, o esquema criminoso envolve empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo.

“Quem vende para Europa vende para muitos países que, muitas vezes, nem pedem fiscalização nossa, pois sabem que temos um sistema bom. Eu torço, eu rezo, eu penso, eu trabalho para que isso não venha a acontecer”, disse Maggi.

O ministro anunciou a suspensão da licença de exportação de 21 plantas de frigoríficos sob investigação na operação, mas afirmou que continuará a permitir a venda dos produtos no mercado interno. Maggi destacou que as medidas dentro do país são mais brandas porque há controle rígido dos procedimentos, com base na legislação, que protege o consumidor brasileiro. “No mercado interno, temos mais controle.”

Segundo o ministro, a preocupação com o mercado externo se deve à dificuldade de reabertura caso haja alguma medida mais rígida. “Uma vez que haja o fechamento de um mercado desses, para reabrir, serão muitos anos de trabalho. A nossa preocupação neste momento é não deixar sem resposta todos os pedidos de informação que o mercado internacional está nos pedindo”, disse Maggi. O ministro lembrou ainda que o mal da vaca louca provocou o fechamento do mercado durante três anos.

Em reunião via teleconferência na noite desta segunda-feira, o governo brasileiro pretende esclarecer os questionamentos das autoridades sanitárias chinesas. No momento, o país tem restringido o desembaraço de contêineres dos portos chineses, ou seja, a saída dos produtos em direção aos mercados consumidores. “Esperamos que, com essa conversa da noite, conseguir minimizar essa questão que a China colocou”, disse o ministro.

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, as exportações do Brasil para a China quase duplicaram nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período em 2016. Em janeiro e fevereiro, as exportações trouxeram US$ 6,246 bilhões, principalmente nas vendas de petróleo e ferro, soja, polpa de madeira e carne bovina. O valor das exportações do Brasil para a China saltou 94,3%, impulsionando por uma subida dos preços de matérias-primas como petróleo e ferro.

 

Demais países

O ministro disse acreditar que o Brasil pode receber pedidos de esclarecimento de cerca de 30 países sobre as suspeitas levantadas pela Operação Carne Fraca. Este é o total de países que importam a carne brasileira.

Segundo Maggi, a União Europeia suspendeu a entrada, nos países que compõem o bloco, de carne de quatro frigoríficos sob investigação na operação. “A Comunidade Europeia já comunicou oficialmente que não tomará nenhuma atitude contra o Brasil, a não ser sobre as 21 plantas que estão sob suspeita sendo investigadas.”

O governo do Chile também enviou comunicado anunciando a suspensão da carne brasileira. Maggi afirmou ainda não ter conhecimento do nível de restrição ao produto nacional, mas disse que pode retaliar o país vizinho caso as sanções sejam muito duras. Na Coreia do Sul, a medida restringiu apenas a entrada dos produtos do frigorífico BRF.

Maggi informou também que o Egito comunicou a pasta sobre a possibilidade de suspender as compras de carne brasileira e que a Rússia observa a reação da União Europeia para decidir o que fazer.

Ainda de acordo com ministro, não há restrição de embarque da carne brasileira para o mercado externo. As inspeções nos frigoríficos devem ser realizadas em três semanas, prazo em que o governo espera ter esclarecido todas as dúvidas levantadas na Operação Carne Fraca.

“É claro que as empresas têm que ter ciência deste momento. Eu, particularmente, se fosse uma empresa dessas, não faria embarque até uma definição final do que vai acontecer”, disse. Segundo o ministro, o governo já está coletando amostras de produtos dos envolvidos na operação. “Se detectarmos algum problema, vamos recomendar a suspensão e o recolhimento desses produtos”, garantiu.

O setor de carne movimenta cerca de US$ 15 bilhões por ano. Desse total, 30% representam o total em importações do produto brasileiro. “Significa muito dinheiro nisso, por isso a nossa atenção em não deixar acontecer [uma interrupção]. Não estamos só preocupados com a balança comercial, isso é um ponto, mas esse setor emprega 6 milhões de pessoas”, ressaltou Maggi.

 

 

Informações da Agência Brasil

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