S&P altera para ‘negativa’ perspectiva do rating da Natura em meio a entraves operacionais

Publicado às 21h42
A S&P National Ratings alterou nesta segunda-feira, 27, a perspectiva do rating da Natura (NATU3) de “estável” para “negativa”. A perspectiva negativa reflete o risco de rebaixamento caso as condições operacionais sigam se deteriorando, o que resultaria em consumo de caixa e margens Ebitda deprimidas. Também reflete a contínua dificuldade de integração das marcas Natura e Avon.
Além disso, reafirmou os ratings de emissor e de emissão ‘brAAA’ da Natura na Escala Nacional Brasil e o rating de recuperação ‘br3’ (60%) de sua dívida.
A agência de classificação de risco estima que o desempenho da Natura em 2026 será afetado por custos de transformação e integração de marcas, além de pressionado por entraves operacionais e queda ou aumento lento da renda em seus principais mercados.
Em relatório, destaca aina que há riscos de execução na integração das marcas que poderiam prejudicar significativamente a rentabilidade e a geração de caixa, resultando em dívida líquida sobre Ebitda acima de 2,0x e fluxo operacional de caixa livre (FOCF — free operating cash flow) sobre dívida líquida abaixo de 5%.







