Vale diz que avaliou e descartou investimento relacionado a ativo de minério de ferro localizado em Corumbá

Publicado às 10h08
A Vale (VALE3) se manifestou nesta terça-feira, 14, sobre as informações publicadas pelo blog de Lauro Jardim, no O Globo. A Vale esclareceu que “regularmente avalia oportunidades de investimento no curso de suas atividades, em especial aquelas sobre ativos com potencial contribuição às prioridades estratégicas da companhia”.
Também explicou que “decisões quanto à alocação de capital seguem rigoroso processo de avaliação, incluindo aspectos técnicos, econômicos e financeiros, e são tomadas em conformidade com as políticas e regras de governança da Vale”.
Nesse sentido, afirmou que “avaliou a oportunidade e descartou qualquer investimento relacionado ao ativo de minério de ferro localizado em Corumbá”.
O blog de Lauro Jardim reportou nesta terça-feira, 14, que uma nova controvérsia surgiu na Vale a uma semana da eleição do novo presidente do conselho de administração da mineradora. Essa controvérsia envolve uma negociação para a recompra de um complexo de minas em Corumbá que a empresa havia vendido para os irmãos Joesley e Wesley Batista em 2022.
De acordo com a coluna, em maio, o então chairman da Vale, Daniel Stieler; os conselheiros Manoel Lino Oliveira, o Ollie, e Heloisa Bedicks; o CEO Gustavo Pimenta e o diretor Fabio Ferraz jantaram com os irmãos Batista e, no dia seguinte, num jato particular, seguiram para visitar as minas, conhecidas como Sistema Centro-Oeste.
Ainda de acordo com Lauro Jardim, em 6 de maio, Ollie, candidato a chairman por indicação da acionista Previ, enviou a Stieler e a Gustavo Pimenta um e-mail, em que sugere que se estude uma joint venture entre Vale e a J&F.
O blog destaca que outros colegas de conselho Ollie souberam do jantar e da visita quase dois meses depois de ter ocorrido e Ollie teve que se explicar aos outros conselheiros.







