Mercados nesta sexta, minério, petróleo, notícia da Rumo, Petrobras, Multiplan, prévia da MRV e outros destaques

10 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 7h52

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h51)

Alemanha (DAX): +0,11% 

Londres (FTSE 100): +0,07%

Japão (Nikkei 225): +1,58% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -1% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +0,60% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -0,12% (US$ 76,2). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: +1,89% (US$ 64.625)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,57% (US$ 4.117)

Minério de ferro em Dalian (7h50 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,87% aos 751,5 iuanes (US$ 110,63). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h49 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,24% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,01%. Nasdaq futuro caía 0,28%.

Notícias corporativas

BNP Paribas amenta participação na Rumo 

O BNP Paribas Financial Markets (BNP Paribas) aumentou participação na Rumo (RAIL3). A informação consta em um comunicado da Rumo divulgado na noite de quinta-feira, 9. O BNP Paribas passou a ser detentor de 94.569.069 ações ordinárias, 5,09% do total de ações emitidas pela companhia. O BNP Paribas destacou que a operação “não objetiva alterar a composição de controle” da Rumo.

MRV&Co divulga a prévia operacional do segundo trimestre

A MRV&Co (MRVE3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26).

A companhia reportou que as vendas líquidas da divisão de incorporação da MRV&Co atingiram R$ 2,75 bilhões no 2T26. Essa quantia corresponde a um crescimento de 3,5% na comparação com o segundo trimestre de 2025 (2T25).

Já os lançamentos somaram R$ 2,95 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), avanço de 1,3% no trimestre, mas queda de 14,4% em relação ao segundo trimestre de 2025, com 10.679 unidades lançadas.

A geração de caixa somou R$ 77,2 milhões no 2T26. No segmento de incorporação, houve geração de R$ 121,1 milhões. No 2T25 houve consumo de caixa de R$ 55,1 milhões.

Azul estabelece meta de alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual até 2029

A Azul (B3: AZUL3, NYSE: AZUL) anunciou o estabelecimento das metas estratégicas que refletem as prioridades da administração para a criação de valor no longo prazo. A companhia estabeleceu as seguintes metas para o horizonte até 2029:

(i) desalavancagem: atingir uma relação Dívida Líquida / Ebitda inferior a 1,5x até 2029, consolidando o processo de redução do endividamento e fortalecimento da estrutura de capital iniciado com a conclusão da reestruturação; e

(ii) criação de valor: alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual até 2029, por meio da combinação de crescimento operacional sustentável, expansão do Ebitda, disciplina na alocação de capital e desalavancagem progressiva.

A Azul explicou que as metas refletem o alinhamento entre as prioridades estratégicas aprovadas pela administração, os objetivos corporativos e a estrutura de incentivos da administração, reforçando o compromisso com a disciplina financeira e a geração de valor para os acionistas.

Oi alerta para risco de interrupção das operações já a partir de agosto

A Oi (OIBR3), que está em recuperação judicial, divulgou que enfrenta um agravamento significativo de sua situação financeira, com risco de interrupção das operações já a partir de 1º de agosto.

Em fato relevante enviado ao mercado a tele informou que o gestor judicial do Grupo Oi apresentou uma petição nos agravos de instrumento que discutem a decisão que converteu a recuperação judicial em falência com continuidade provisória das atividades.

No fato relevante é mencionado o agravamento do estado de insolvência da companhia pela redução da disponibilidade de caixa de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões ao final do mês de julho de 2026, o que poderá tornar a operação insustentável do ponto de vista de sua continuidade operacional a partir de 1º de agosto de 2026.

Multiplan anuncia a venda de terrenos localizados ao lado de três shoppings

A Multiplan (MULT3) anunciou a venda de três terrenos localizados adjacentes aos shoppings ParkJacarepaguá e ParkShoppingCampoGrande, no Rio de Janeiro; e ParkShopping Canoas, no Rio Grande do Sul.

Os imóveis serão destinados ao desenvolvimento de projetos multiuso por empreendedores locais, ampliando a integração entre lazer, multiuso e os shoppings da companhia, afirmou a Multiplan.

As operações foram formalizadas por meio de promessa de compra e venda referentes aos terrenos localizados em áreas adjacentes ao ParkJacarepaguá e ao ParkShoppingCampoGrande, e a uma projeção dentro do ParkShopping Canoas, no Rio Grande do Sul, e estão condicionadas à superação de condições precedentes usuais para transações dessa natureza.

O projeto multiuso a ser desenvolvido no lote com área total de 17.994 m², localizado ao lado do ParkJacarepaguá, prevê a construção de cinco torres residenciais. O pagamento ocorrerá por meio de permuta financeira bruta equivalente a 14,0% do Valor Geral de Vendas (VGV) do projeto, observado o valor mínimo garantido de R$ 22 milhões.

O terreno com 14.630 m², situado nas proximidades do ParkShoppingCampoGrande, será destinado a um empreendimento residencial cujo projeto prevê a construção de quatro torres, totalizando mais de 400 unidades habitacionais. O pagamento ocorrerá por meio de permuta financeira bruta correspondente a 11% do VGV do projeto, com valor mínimo garantido de R$ 11,5 milhões.

A área de 2.719 m² localizada ao lado do ParkShopping Canoas será destinada à implantação de um edifício comercial cujo projeto prevê onze pavimentos, totalizando mais de 235 unidades. O pagamento está estruturado por meio de permuta financeira variável, entre 14,5% e 16,5% do VGV líquido do projeto, de acordo com o seu desempenho de vendas.

Petrobras conclui aquisição de bloco exploratório em São Tomé e Príncipe 

A Petrobras (PETR3, PETR4) concluiu a aquisição da participação e a assunção da operação do bloco 3, localizado no offshore de São Tomé e Príncipe, na África.

Com a conclusão da transação, o consórcio passa a ser composto pela Petrobras (operadora, com 75% de participação) em parceria com a empresa Oranto (15%) e a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (10%).

“A operação está alinhada à estratégia da Petrobras de recomposição das reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme previsto em seu Plano de Negócios”, explicou a petroleira estatal.

A Petrobras afirmou que a avaliação de novas oportunidades busca diversificar o portfólio exploratório da companhia, promovendo a geração de valor e a sustentabilidade de longo prazo de seus negócios.

ATE (AZTE3) divulga produção em junho

A Azevedo & Travassos Energia – ATE (AZTE3) encerrou o mês de junho de 2026 com uma produção média diária de 114 barris de óleo equivalente por dia (boe/d), queda em relação a maio, quando a produção foi de 126 barris.

O Polo Porto Carão teve a maior contribuição, seguido por Polo Phoenix-Potiguar e Polo Barrinha.

Após a liberação da área pela Brava Energia, a Azevedo & Travassos Petróleo (ATP) deu prosseguimento às obras de adequação dos sistemas de medição fiscal e de injeção de água produzida nos campos de Serraria, Pintassilgo, Lagoa Aroeira e Porto Carão. As obras seguem em conformidade com o cronograma estabelecido, com conclusão prevista para meados de agosto, afirmou a ATE.

A produção nos campos permaneceu estável em relação ao mês anterior. Incrementos deverão ocorrer com a reativação de poços parados nos Polos Barrinha e Porto Carão, assim autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Pagam provento nesta sexta:

JHSF (JHSF3) 

A JHSF paga nesta sexta-feira, 10, dividendo mensal no valor de R$ 0,06 por ação. A data-base para ter direito foi 1° de julho.

Totvs (TOTS3)

A Totvs paga nesta sexta-feira, 10, juros sobre capital próprio anunciados em 9 de junho. O valor é de R$ 0,18 por ação. Desde 16 de junho, inclusive, as ações são negociadas ex-JCP.

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