Papel e celulose devem ter segundo trimestre mais forte, mas sem brilho, avalia Safra

9 de julho de 2026 Por Redação

Publicado às 14h49

O Banco Safra avalia que o setor de papel e celulose deve apresentar uma temporada de resultados mais forte no segundo trimestre de 2026 (2T26), embora ainda distante de um desempenho considerado robusto. 

O banco ressalta que o setor segue distante de uma temporada considerada brilhante. A inflação de custos, especialmente com diesel, frete, energia e produtos químicos, continua pressionando as margens das companhias. Além disso, parte das empresas ainda enfrenta impactos de manutenção industrial e volatilidade cambial. 

O time de analistas avalia que a Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Dexco (DXCO3) devem reportar resultados superiores aos do trimestre anterior.  Ainda assim, as projeções seguem abaixo do consenso de mercado em alguns casos, o que reforça um cenário de recuperação gradual para o setor.

Suzano (SUZB3)

A projeção do Safra é que a Suzano registre Ebitda de R$ 4,7 bilhões no 2T26, crescimento de 3% em relação ao trimestre anterior, mas abaixo da expectativa média do mercado.

A melhora deve vir principalmente do negócio de celulose, com o banco projetando crescimento de 9% no Ebitda da divisão, apoiado por preços realizados mais altos e embarques levemente superiores. Mas custos mais elevados com diesel, frete e manutenção devem limitar parte da expansão operacional.

No segmento de papel, a expectativa também é positiva. A equipe de analistas estima Ebitda de R$ 530 milhões, impulsionado por embarques mais fortes e reajustes moderados de preços.

Klabin (KLBN11) 

A expectativa do Safra é que a Klabin reporte Ebitda de R$ 1,8 bilhão no 2T26, expansão de 16% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

A avaliação é que o desempenho será sustentado por preços mais altos de celulose e pela recuperação dos volumes de embalagens e cartão revestido. O banco destaca a redução do custo caixa no trimestre. A ausência de paradas de manutenção deve compensar a pressão vinda dos custos de energia.

Dexco (DXCO3) 

O banco projeta Ebitda ajustado de R$ 520 milhões para Dexco, alta de 9% frente ao trimestre anterior.

A principal contribuição deve vir da divisão Wood, apoiada por maiores preços realizados e crescimento dos embarques. Mesmo com a alta dos custos de produção, o aumento de receita deve sustentar a expansão operacional da companhia, avalia o time de analistas.

A divisão Deca também deve apresentar melhora, impulsionada por reajustes de preços. Já a operação de revestimentos deve voltar ao campo positivo após resultados mais fracos nos trimestres anteriores.

Por outro lado, a LD Celulose tende a sofrer impacto negativo da valorização do real, fator que reduz parte dos ganhos obtidos com a alta dos preços internacionais da celulose.

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