Notícia da Oncoclínicas, Unifique, Log, Eneva, Vale e Cosan
Publicado às 21h49 – atualizado às 23h20
Notícias corporativas
Direcional (DIRR3) divulga a prévia operacional do 2T26
A Direcional (DIRR3) divulgou nesta quarta-feira, 8, a prévia operacional do segundo trimestre (2T26).
No período, o Valor Geral de Vendas lançado somou R$ 2,1 bilhões (R$ 1,6 bilhão % companhia), representando um crescimento de 105% sobre o primeiro trimestre (1T26) e de 8% sobre o segundo trimestre de 2025 (2T25). A representatividade dos produtos da marca Direcional no mix de lançamentos foi de 62%, enquanto os empreendimentos da Riva responderam por 38% do total.
A companhia destacou que, nesse total lançado no trimestre, houve a contribuição de dois produtos que integram a parceria da Direcional com a Moura Dubeux – um em Fortaleza-CE e outro em Natal-RN. Juntos, os dois empreendimentos somam 712 unidades e um VGV de R$ 234 milhões (R$ 117 milhões % companhia).
As vendas brutas do 2T26 alcançaram R$ 2 bilhões (R$ 1,6 bilhão % companhia), marcando o melhor trimestre para essa métrica na história da Direcional.
As vendas líquidas foram de R$ 1,7 bilhão no período (R$ 1,4 bilhão % companhia), o que representou um crescimento de 5% em relação ao primeiro trimestre (1T26) e ficando em linha com o 2T25.
No 2T26, o Grupo Direcional reportou uma geração de caixa contábil de R$ 130 milhões. Nesse sentido, excluindo os valores advindos de originações e amortizações de cessão de recebíveis, operações societárias e da mudança de regra aplicada pela Caixa Econômica Federal para o depósito de recursos de repasses, a companhia registrou uma geração de caixa operacional de R$ 80 milhões no trimestre.
Ambipar anuncia acordos com determinados credores para reestruturação do endividamento
Após meses de negociações com certos credores detentores de uma parcela majoritária dos Green Notes, com vencimentos em 2031 e 2033, emitidos por uma subsidiária da Ambipar (AMBP3), tais credores decidiram apoiar formalmente a reestruturação do endividamento da Ambipar e determinadas subsidiárias diretas e indiretas, por meio da celebração do acordo de apoio, o qual consolida os principais termos da reestruturação dos Green Notes que será implementada, primordialmente, no âmbito do plano de recuperação judicial.
As informações foram divulgadas pela Ambipar em um fato relevante enviado ao mercado no fim da noite desta quarta-feira, 8.
“O acordo de apoio representa, para o Grupo Ambipar, um avanço relevante na construção de um consenso robusto entre o Grupo Ambipar e os Credores Apoiadores, reforçando a perspectiva de implementação de uma solução conjunta, definitiva e equilibrada para a reestruturação de seu endividamento”, afirmou a companhia.
A administração do Grupo Ambipar, que inclui, entre outros, Tércio Borlenghi Jr. (Chief Executive Officer) e Thiago da Costa Silva (Chief Financial Officer), continuarão a liderar as operações após a implementação do acordo de apoio, em conformidade com a estrutura de governança e seus respectivos controles nos termos estabelecidos no acordo de apoio.
A Ambipar informou ainda que continuará envidando esforços para obter adesões adicionais de credores à reestruturação financeira proposta.
A companhia anunciou também que foram alcançados termos satisfatórios para a assinatura, por meio de determinadas subsidiárias, de certo Amended and Restated Loan Agreement (Contrato de Financiamento Aditado e Consolidado), celebrado com o Itaú BBA International PLC, destinado, essencialmente, ao alongamento da dívida vencida.
“A administração entende que este passo representa um marco significativo para o avanço da reestruturação da companhia, buscando a preservação da continuidade das operações do Grupo Ambipar”, destacou a companhia no fato relevante.
Oncoclínicas: ‘há, neste momento, tratativas para protocolo de plano de recuperação extrajudicial’
A Oncoclínicas (ONCO3) afirmou na noite desta quarta-feira, 8, que sua administração vem mantendo negociações com seus credores com o objetivo de encontrar a melhor solução para sua atual situação financeira.
Ainda segundo a companhia, “há, neste momento, tratativas para protocolo de plano de recuperação extrajudicial”.
Mas a Oncoclínicas destacou que “ainda não há, no entanto, uma data definida para a realização do protocolo”.
A companhia esclareceu que divulgará ao mercado caso venha firmar algum documento nesse sentido, ou tome conhecimento de algum fato relevante, nos termos da legislação aplicável.
O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou que a Oncoclínicas deveria entrar com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça nesta quarta-feira.
Unifique nomeia diretores não estatutários
A Unifique Telecomunicações (FIQE3) elegeu Erolf Schotten para o cargo de diretor de negócios e expansão, e Vitor Elísio Góes de Oliveira Menezes para o cargo de diretor de relações institucionais e regulatório, ambos em posições de natureza não estatutária.
O Erolf Schotten retorna ao time executivo da Unifique sendo responsável por liderar a estratégia de expansão da companhia no estado de São Paulo. Ao longo de 17 anos na Unifique atuou como diretor de operações, desempenhando papel relevante na expansão da infraestrutura da Unifique e na implantação da operação móvel 5G em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Com atuação em Brasília (DF), Vitor Elisio Góes de Oliveira Menezes será responsável por liderar a estratégia institucional, governamental e regulatória da companhia, fortalecendo o diálogo com órgãos públicos, entidades setoriais, autoridades reguladoras e stakeholders estratégicos do setor de telecomunicações. Ao longo de sua trajetória, foi Secretário Executivo do Ministério das Comunicações, Secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério das Comunicações (MCom), além de Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Log (LOGG3) conquista o selo Empresa Pró-Ética 2025-2026
A Log (LOGG3) foi reconhecida com o selo Empresa Pró-Ética 2025-2026, concedido pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com o instituto Ethos, sendo uma das mais importantes iniciativas nacionais de promoção da ética e da integridade no ambiente corporativo. O Selo Pró-Ética resulta da atuação conjunta dos setores público e privado para fomentar práticas empresariais mais íntegras, éticas e transparentes.
A certificação é concedida a empresas que, de forma voluntária, demonstram compromisso efetivo com a implementação de medidas de prevenção, detecção e remediação de atos relacionados à corrupção, fraude, violações socioambientais e de desrespeito aos direitos humanos. Nesta edição, a Log foi a única empresa do setor de propriedades logísticas a receber o reconhecimento.
S&P reafirma ratings da Eneva apesar de métricas de crédito mais alavancadas
A agência de classificação de risco S&P reafirmou os ratings de emissor e de emissão ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da Eneva (ENEV3). Além disso, reafirmou os ratings de recuperação ‘br3’ atribuídos às suas debêntures.
A perspectiva “estável” reflete a expectativa de um enfraquecimento pontual nos indicadores de crédito em 2026 e 2027. Nesse período, a agência projeta dívida líquida sobre Ebitda em torno de 5,0x e geração interna de caixa (FFO — funds from operations) sobre dívida de aproximadamente 12%, em função dos investimentos no Complexo Azulão e dos compromissos iniciais decorrentes do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026).
A partir de 2027 a S&P projeta uma trajetória de desalavancagem, impulsionada pelo início operacional do Complexo Azulão e pelo ramp-up de receita dos novos ativos.
A agência destaca que a companhia inicia um novo ciclo de investimentos (capex) após a contratação de 5,06 GW no Leilão de Reserva de Capacidade, que elevará seu portfólio para mais de 10 GW de capacidade instalada.
O plano de capex— estimado em R$ 19 bilhões entre 2026 e 2028 para os projetos do LRCAP e o Complexo Azulão — deve pressionar a alavancagem da companhia, com dívida líquida sobre EBITDA em torno de 5,0x entre 2026 e 2027 e fluxo de caixa operacional livre (FOCF — free operating cash flow) negativo nos próximos anos.
Por outro lado, a entrada em operação do Complexo Azulão, em um primeiro momento, e o ramp-up dos novos ativos devem impulsionar a geração de caixa e a previsibilidade de receitas a partir de 2027 e 2028, sustentando o processo de desalavancagem, ainda que mais lento, explica a S&P em relatório.
Morgan Stanley rebaixa recomendação da Vale
O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da mineradora Vale de “overweight” (equivalente à compra) para “equal-weight” (desempenho em linha com o mercado). O banco reduziu o preço-alvo dos ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) da companhia de US$ 19,50 para US$ 16,50.
Na avaliação do Morgan Stanley a deterioração das perspectivas para o mercado de minério de ferro combinada com pressões de custos, reduz o potencial de valorização das ações. Os papéis da mineradora fecharam em queda de 4,59% nesta quarta-feira na B3, cotados a R$ 72,70.
A equipe de analistas do banco norte-americano observa que os desafios para o mercado de minério de ferro estão aumentando diante da expectativa de menor produção global de aço, principalmente na China.
O Morgan Stanley reduziu entre 2% e 4% as projeções para os preços do minério de ferro entre 2026 e 2028. O banco passou a considerar o minério como sua commodity menos preferida entre as que estão sob sua cobertura.
Também nesta quarta-feira, 8, o Valor Econômico divulgou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para apurar informações divulgadas pelo próprio jornal sobre uma suposta compensação financeira concedida ao ex-presidente do conselho de administração da mineradora, Daniel Stieler.
A investigação foi motivada por um pedido apresentado por um investidor, que questiona a legalidade do acordo com base no artigo 154 da Lei das Sociedades por Ações. O dispositivo determina que os administradores devem atuar no interesse da companhia e veda atos de liberalidade às custas da empresa.
O Valor reportou que a CVM deverá analisar se a eventual compensação observou as regras aplicáveis às companhias abertas e os deveres fiduciários dos administradores. A apuração tem como foco um suposto acordo firmado após a saída do chairman da Vale.
Daniel Stieler renunciou ao conselho de administração da mineradora nesta semana. Em junho a acionista Previ pediu a convocação de uma assembleia para deliberar sobre a destituição de Stieler. A assembleia geral extraordinária está marcada para o dia 22 de julho e decidirá o novo presidente do conselho de administração da mineradora.
S&P rebaixa Cosan; perspectiva é ‘negativa’
A agência de classificação de risco S&P rebaixou nesta quarta-feira, 8, a classificação de crédito de emissor da Cosan (CSAN3) de BB- para B+. A perspectiva é negativa.
A agência também rebaixou o rating de emissão das notas perpétuas emitidas pela Cosan Overseas de BB- para B+.
A perspectiva negativa reflete incertezas sobre a estratégia de desinvestimentos da Cosan e o potencial impacto sobre seus negócios, fluxo de dividendos e índices de cobertura do serviço da dívida, explicou a agência.
Na opinião da S&P o impacto negativo da reestruturação da dívida da Raízen sobre a Cosan e suas outras subsidiárias diminuiu, e não é esperada nenhum suporte financeiro ou passivos significativos da Cosan neste momento.
“Ainda assim, a reestruturação extrajudicial, conforme proposta, resultará em uma diluição significativa do investimento, o que, em nossa opinião, enfraquece o perfil de negócios da Cosan”, escreve a equipe de analistas.
“E, apesar de um bom histórico recente de vendas de ativos e uso dos recursos para reduzir a dívida, esperamos que os indicadores de cobertura permaneçam fracos nos próximos dois anos, na ausência de novas vendas de ativos”, avalia a S&P.








