Prejuízo da Raízen, notícia da Energisa, Itaú, Irani e de outras companhias

29 de junho de 2026 Por Redação

Publicado às 21h15

Notícias corporativas

Energisa celebra acordo para entrada do Itaú na Denerge

A Energisa (ENGI11) informou na noite desta segunda-feira, 29, a assinatura de um acordo para a entrada do Itaú (ITUB4) como investidor na Denerge Desenvolvimento Energético.

Os detalhes foram divulgados em um fato relevante enviado ao mercado.

A Denerge é uma holding cujo único ativo relevante é a titularidade, de forma direta e indireta, de participações acionárias em companhias que desenvolvem atividades de atuação no setor de energia elétrica.

A operação envolve um aporte de aproximadamente R$ R$ 1,399 bilhão, realizado por meio da subscrição de ações preferenciais da companhia.

O Itaú passa a deter cerca de 9,98% do capital social da Denerge.

“A transação contribuirá para reforçar a capacidade financeira e robustecer a estrutura de capital da Energisa”, destacou a companhia no fato relevante.

Receita Federal multa em R$ 1,28 bi Armazém Mateus, controlada do Grupo Mateus (GMAT3)

A Receita Federal do Brasil emitiu auto de infração contra a sociedade controlada pelo Grupo Mateus (GMAT3), a Armazém Mateus.

Segundo a companhia, a Receita Federal questiona, em relação aos exercícios sociais de 2022 a 2023, majoritariamente as exclusões de créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O montante total da multa é de R$ 1.281.949.121,24, dos quais R$ 492.890.219,56 correspondem ao valor principal e R$ 789.058.901,68 correspondem ao valor de multas e juros.

“Com base na avaliação preliminar realizada pela companhia e seus assessores, que consideram haver fundamentos jurídicos relevantes para sustentar que Armazém apura as bases de cálculo do IRPJ e da CSLL de acordo com a legislação aplicável, a contingência foi classificada como perda possível”, afirmou o Grupo Mateus em um fato relevante enviado ao mercado na noite desta segunda-feira, 29.

O auto de infração inicia seu trâmite na esfera administrativa, podendo, se for o caso, ser objeto de discussão também na esfera judicial.

A companhia informou que manterá o mercado e seus acionistas informados acerca de eventuais desdobramentos relevantes relacionados a esse assunto.

Moody’s Local Brasil afirma ratings AA.br da Irani; perspectiva estável

A Moody’s Local BR afirmou nesta segunda-feira, 29, o rating de emissor ‘AA.br’ da Irani (RANI3). Ao mesmo tempo, a agência afirmou o rating AA.br da 6ª emissão de debêntures, sem garantia real. A perspectiva é “estável”.

Segundo a Moody’s, a afirmação do rating da Irani reflete sua consolidada posição competitiva nos segmentos de papel para embalagens e embalagens de papelão ondulado, ocupando a posição de quarta maior produtora de papel para embalagens do Brasil.

A agência ressalta que a companhia conta com uma forte diversificação, com portfólio variado de produtos, ampla base de clientes e atuação no mercado interno e externo.

Também destaca que as margens permanecem superiores à média da indústria, refletindo a verticalização das operações.

“Ao mesmo tempo, a Irani mantém métricas de crédito sólidas e posição de liquidez forte, com expectativa de preservação desse perfil por meio de gestão ativa de seus passivos financeiros”, escreve o time de analistas da Moody’s.

Raízen (RAIZ4) reporta prejuízo de R$ 7,33 bi no quarto trimestre da safra 2025/26

A Raízen (RAIZ4) divulgou nesta segunda-feira, 29, que teve prejuízo líquido de R$ 7,334 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26. No mesmo período da safra anterior, a companhia reportou prejuízo de R$ 2,513 bilhões.

Segundo a Raízen, o prejuízo refletiu o aumento das despesas financeiras decorrentes do maior saldo de dívida e da taxa média do CDI; o impacto pontual (sem efeito caixa) relacionado à constituição de provisões para não realização de determinados ativos; e as despesas não recorrentes associadas ao início do processo de recuperação extrajudicial, incluindo despesas com assessores financeiros e jurídicos.

O Ebitda ajustado da Raízen no quarto trimestre foi de R$ 2,88 bilhões. Essa quantia corresponde à alta de 46% na comparação com o mesmo período da safra anterior.

A receita líquida atingiu R$ 51,32 bilhões, queda de 11,1% na base anual de comparação.

No release de resultados, a companhia afirma que encerrou a safra 2025’26 em um dos ambientes mais desafiadores dos últimos anos para a Raízen, marcado por condições climáticas adversas, volatilidade de commodities, juros elevados e os impactos do mercado ilegal de combustíveis.

“Nesse contexto, reforçamos a disciplina na execução do Plano de Transformação e mantivemos foco absoluto naquilo que está sob nosso controle. Entregamos avanços concretos e mensuráveis que começam a se traduzir em melhorias estruturais para a companhia. Reduzimos custos e despesas em aproximadamente R$ 1 bilhão, avançamos com rigor na alocação de capital, reduzindo o Capex em R$ 3,3 bilhões em relação ao ano anterior, e demos passos relevantes na readequação do portfólio, com impacto positivo estimado de R$ 12 bilhões na posição financeira — sendo cerca de 40% já capturados e 60% a serem reconhecidos com o fechamento da venda dos ativos na Argentina”, destaca a mensagem da administração.

Fitch e S&P rebaixam Braskem 

A agência Fitch rebaixou na última sexta-feira o rating da Braskem de “CC” para “C”, após a obtenção pela petroquímica de uma tutela cautelar para se proteger contra credores financeiros.

Já a agência de classificação de risco S&P Global rebaixou a classificação da Braskem de “CCC-” para “D”.

A Braskem reforçou em um comunicado nesta segunda-feira, 29, que a tutela de urgência e a mediação possuem “escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangem quaisquer obrigações da companhia e suas controladas com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”.

CSU Digital (CSUD3) anuncia pagamento de juros sobre o capital

O conselho de administração da CSU Digital (CSUD3) aprovou o pagamento de proventos aos acionistas no montante bruto de R$ 7,1 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) relativos ao 2º trimestre de 2026 (2T26). A informação foi divulgada na noite desta segunda-feira, 29. O valor bruto por ação é de R$ 0,171706087. Tem direito quem tiver ações da companhia em 2 de julho, próxima quinta-feira. As ações passarão a ser negociadas ex-JCP a partir de 3 de julho. O início do pagamento será a partir de 14 de julho de 2026.

Banestes (BEES3, BEES4) anuncia pagamento de juros sobre o capital

O Banestes (BEES3; BEES4) informou nesta segunda-feira, 29, que seu conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) intermediários, referentes ao 2º trimestre de 2026, no valor bruto unitário de R$ 0,07290518263 por ação ordinária (ON) e preferencial (PN). O valor líquido a ser pago, já considerando a retenção de 17,5% de Imposto de Renda na fonte, será de R$ 0,06014677567 por ação. O pagamento será realizado no dia 20.07.2026. Terão direito aos proventos os acionistas posicionados na base acionária ao final do pregão de 02.07.2026. A partir de 03.07.2026, as ações passarão a ser negociadas “ex-direitos”.

Agenda de proventos desta terça, 30:

Copel (CPLE3) 

A Copel paga nesta terça-feira, 30, os dividendos declarados em 10 de dezembro de 2025, no montante total de R$ 1,35 bilhão. O valor por ação ordinária é R$ 0,45. Desde 2 de janeiro de 2026 ações passaram a ser negociadas ex-dividendo.

Valid (VLID3) 

A Valid Soluções realiza nesta terça-feira, 30 de junho, o pagamento da terceira e quarta parcela dos juros sobre capital próprio anunciados no dia 8 de dezembro de 2025. Tem direito acionistas da companhia detentores de ação em 28 de novembro de 2025. O valor da terceira parcela é R$ 0,24; e o da quarta parcela é de R$ 0,12 por ação.

Trisul (TRIS3) 

A Trisul paga nesta terça-feira, 30, a terceira parcela do dividendo aprovado em dezembro/25. O valor é de R$ 0,142 por ação. Desde 29 de dezembro as ações são negociadas “ex-dividendos”.

M.Dias Branco (MDIA3)

A M.Dias Branco paga nesta terça dividendo mensal no valor de R$ 0,03 por ação. A data-base foi em 22 de junho.

IRB (IRBR3)

O IRB paga nesta terça-feira a segunda parcela, no valor de R$ 25,9 milhões (R$ 0,32 por ação), dos juros sobre o capital anunciados em 1 de abril. A ‘data com’ foi em 29/05/26. Também na terça-feira o IRB tem ‘data com’ para a terceira parcela desses juros sobre o capital anunciados em abril. O valor da parcela é de R$ 0,32 por ação e será paga em 31/07/26.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul paga nesta terça-feira os dividendos aprovados pela assembleia geral ordinária e extraordinária realizada em abril/26. O valor é de R$ 0,21 por ação ordinária. Tem direito ao recebimento titulares de ações ordinárias de emissão da companhia no encerramento do pregão da B3 em 28 de abril. Desde 29 de abril, inclusive, as ações da companhia são negociadas “ex dividendos”

Log (LOGG3) 

A Log paga nesta terça-feira, 30, R$ 31,8 milhões a título de dividendos intermediários. Essa quantia equivale a R$ 0,36 por ação ordinária. As ações são negociadas na condição “ex” proventos desde 14 de maio.

Cemig (CMIG4)

A Cemig paga nesta terça, 30, a primeira parcela dos proventos referentes ao exercício 2025. O valor total soma R$ 0,54 por ação. Serão pagos os dividendos aprovados em 30/04/2026 e os JCP aprovados em 18/12/2025; 23/09/2025; 17/06/2025; e 20/03/2025. Veja aqui os detalhes.

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