Ibovespa futuro, dólar, notícia da Petrobras e de outras companhias

10 de junho de 2026 Por Redação

 

Publicado às 9h28 – atualizado às 9h52

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDM26 contrato com vencimento para 17 de junho/26) abriu em queda nesta quarta-feira, 10. Às 9h52 caía 0,18% aos 169.695 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Os índices futuros em Nova York têm queda nesta quarta-feira. As Bolsas na Ásia fecharam em baixa e na Europa operam no negativo. Os Estados Unidos bombardearam o Irã em retaliação à derrubada de um helicóptero americano. Já o Irã atacou uma base americana no Bahrein. Além disso, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que pode ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã. A informação é da Fox News.

Em âmbito doméstico o mercado repercute a pesquisa da Quaest que mostra Lula liderando com 44% no 2º turno e abrindo vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que tem 38%.

Dólar

Às 9h51 o dólar comercial caía 0,16% cotado a R$ 5,170 na venda.

Minério, petróleo, ouro e bitcoin (9h24)

Petróleo Brent: +1,53% (US$ 92,38). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -1,76% (US$ 61.115)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -3% (US$ 4.158)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,51% aos 771,5 iuanes (US$ 113,91). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h23 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,78% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,93%. Nasdaq futuro caía 1,54%.

Notícias corporativas

Petrobras anuncia aquisição de participação em bloco exploratório na Bacia de Campos

A Petrobras (PETR3, PETR4) informou nesta quarta-feira, 10, que celebrou contrato com a Equinor Brasil Energia para aquisição de 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no offshore da Bacia de Campos.

Atualmente a Equinor possui 100% do bloco Itaimbezinho e, com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela Equinor (operadora, 50%), Petrobras (50%) e Pré-Sal Petróleo PPSA, como gestora do Contrato de Partilha.

“A operação reforça a importância e relevância da atividade exploratória no Brasil e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”, afirmou a Petrobras.

A petroleira estatal ressaltou que a parceria maximiza sinergias na Bacia de Campos, região onde a companhia já desenvolve ativos vizinhos, também em parceria com a Equinor, como o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe.

O processo de cessão será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sendo a conclusão da transação condicionada ao cumprimento de condições precedentes, incluindo as aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis.

Brava (BRAV3) informa que B3 suspendeu prazo de parecer sobre OPA da Ecopetrol

A Brava Energia (BRAV3) recebeu na terça-feira, 9, ofício da B3 informando que, em caráter extraordinário, autorizou a suspensão do prazo de 15 dias previsto no artigo 21 do Regulamento de Listagem do Novo Mercado para a divulgação do parecer fundamentado do conselho de administração da companhia a respeito da Oferta Pública de Aquisição de Ações para aquisição de controle da petroleira, lançada pela Ecopetrol.

A autorização concedida pela B3 decorre das exigências formuladas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM ao edital da Oferta, comunicadas à instituição intermediária da OPA e à Brava em 8 de junho de 2026.

Nos termos da autorização concedida pela B3, o prazo previsto no artigo 21 do Regulamento do Novo Mercado permanecerá suspenso até a publicação de aditamento ao Edital, devendo o parecer ser divulgado com antecedência mínima de 5 dias úteis em relação à data de realização do leilão da OPA.

A Oferta Pública da Ecopetrol visa a compra de 25% das ações da Brava por R$ 23 por ação.

Banrisul anuncia o pagamento de juros sobre o capital

O Banrisul (BRSR6) anunciou que sua diretoria deliberou o pagamento de juros sobre o capital próprio referente ao 2º trimestre de 2026. Será distribuído o valor total de R$ 90 milhões, sendo que o valor bruto unitário por tipo e classe de ação será de R$ 0,22006263 por ação ON, R$ 0,22006263 por ação PNA e R$ 0,22006263 por ação PNB havendo incidência de Imposto de Renda conforme legislação vigente. O pagamento ocorrerá no dia 26 de junho de 2026 a acionistas que estiverem inscritos nos registros da Sociedade na data de 12 de junho de 2026 (data da declaração), passando as ações a serem negociadas “ex-direito” aos juros intermediários a partir de 15 de junho de 2026.

Totvs anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio 

O conselho de administração da Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), correspondente a R$ 0,18 (dezoito centavos) por ação. O montante total é de R$ 104,3 milhões. Terão direito aos JCP todos os acionistas titulares de ações na data base de 15 de junho de 2026. As negociações de ações, a partir do dia 16 de junho de 2026, inclusive, serão realizadas ex-JCP. O pagamento aos acionistas beneficiários será no dia 10 de julho de 2026, sem incidência de correção monetária.

Romi (ROMI3) anuncia o pagamento de juros sobre o capital

O conselho de administração da Romi (ROMI3) aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP). Esse provento será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício de 2026. O valor bruto é R$ 5.590.244.82, o que corresponde à R$ 0,06 por ação. O valor líquido é de R$ 0,051. A data de corte (data com) será em 15/06/2026. A partir de 16/06/2026, as ações da companhia serão negociadas “ex-juros”. O pagamento será até 31/12/2027.

Iguatemi (IGTI11) anuncia novo programa de recompra de ações

O conselho de administração da Iguatemi (IGTI11) aprovou um novo programa de recompra de ações. A companhia e/ou suas sociedades controladas poderão adquirir até R$ 60.267.824,90 em Units IGTI11, ações ordinárias e/ou ações preferenciais, valor que corresponde, com base na última cotação de fechamento, a aproximadamente 2.451.905 Units IGTI11 (compostas por 2.451.905 ações ordinárias e 4.903.810 ações preferenciais).

O programa vai até 9 de dezembro de 2027.

Segundo a Iguatemi, a recompra tem por objetivo a manutenção das ações em tesouraria para posterior cancelamento e/ou alienação, bem como fazer frente a planos de remuneração baseados em ações da companhia.

Biomm (BIOM3) anuncia projeção de Ebitda em 2026

A Biomm (BIOM3) divulgou o guidance de Ebitda para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2026. O Ebitda 2026 (guidance) é de R$ 90 milhões a R$100 milhões.

Segundo a companhia, a projeção foi elaborada considerando pleno ramp-up da planta de Nova Lima, em Minas Gerais; execução dos contratos de PDP vigentes, quais sejam da Glargina (Glargilin®) junto à Biomanguinhos/Fiocuz e da insulina humana junto à Funed; expansão do Glargilin® no mercado privado; taxa de câmbio média para o ano de 2026 considera as projeções da companhia e ausência de eventos extraordinários ou alterações materiais adversas de caráter regulatório ou macroeconômico.

Em 28 de maio o conselho de administração da Biomm aprovou a “adoção voluntária da prática de divulgação de projeções financeiras gerenciais ao mercado (guidance), como instrumento de aprimoramento da comunicação com investidores e de fortalecimento das práticas de governança da companhia”.

Vittia (VITT3) anuncia recompra de ações 

O conselho de administração da Vittia (VITT3) aprovou o cancelamento de 4.455.436 ações ordinárias mantidas em tesouraria, adquiridas no âmbito do 5º programa de recompra de ações.

A Vittia informou ainda a criação do 6º programa de recompra de ações ordinárias. A quantidade de ações a ser adquirida estará limitada a 4.500.000 de ações ordinárias representativas de 2,8% do total de ações emitidas pela companhia e de 9,4% do total de ações em circulação no mercado. O programa encerra em 8 junho de 2027.

Fitch afirma ratings ‘AA+(bra)’ da Blau (BLAU3)

A agência de classificação de risco Fitch afirmou na terça-feira, 9, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA+(bra)’ da Blau Farmacêutica (BLAU3) e de sua sexta emissão de debêntures quirografárias, com vencimento em 2028. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.

Segundo a agência, o rating da Blau se apoia nos sólidos fundamentos de demanda da indústria farmacêutica e em sua atuação em nichos de produtos de alta complexidade e uso recorrente, o que atenua os riscos de competição, apesar da menor escala frente aos pares.

Ainda de acordo com a Fitch, a companhia também apresenta margens operacionais acima da média da indústria e boa conversão de Ebitda em fluxo de caixa operacional.

A perspectiva estável incorpora a expectativa de manutenção da estrutura de capital conservadora, apesar do forte plano de investimentos nos próximos anos, e de acesso recorrente a fontes de financiamento para suportar o crescimento das operações, destaca a agência em relatório.

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