Ibovespa futuro, dólar e notícias de empresas com ações negociadas na Bolsa

5 de junho de 2026 Por Redação

Publicado às 9h22 – atualizado às 9h37

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDM26 contrato com vencimento para 17 de junho/26) abriu em alta nesta sexta-feira, 5. Às 9h36 subia 0,22% aos 171.085 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

O mercado repercute dados do emprego nos Estados Unidos, divulgados às 9h30 desta sexta-feira. O Payroll não-agrícola em maio mostrou a criação de 172 mil vagas, bem acima da expectativa de 85 mil. A taxa de desemprego na maior economia do mundo em maio ficou em 4,3%, como esperado e mesmo valor de abril. Vale lembrar que é o Payroll que o Banco Central norte-americano (Federal Reserve) mais leva em conta para fins de sua política monetária.

Dólar

Às 9h34 o dólar comercial subia 0,23% cotado a R$ 5,079 na venda.

Minério, petróleo, ouro e bitcoin (9h15)

Petróleo Brent: -0,18% (US$ 94,8). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -2,10% (US$ 62.412)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,11% (US$ 4.500)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,91% aos 766 iuanes (US$ 113,08). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h14 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,10% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,52%. Nasdaq futuro caía 1,18%.

Notícia desta sexta:

Embraer: Azorra faz novo pedido firme de 15 aeronaves E195-E2

A Embraer (EMBR3) e a Azorra assinaram um novo pedido firme para 15 aeronaves E195-E2, com direitos de compra para mais 15 jatos, fortalecendo ainda mais a parceria de longa data entre as duas empresas.

Com este acordo, o total de pedidos firmes da Azorra para aeronaves E2 aumenta de 39 para 54 unidades.

Essa é a terceira vez que a Azorra aumenta seus pedidos, que teve início em dezembro de 2021. O pedido também representa um marco importante para o programa E2 da Embraer, elevando o total de pedidos para mais de 500 aeronaves.

Desde sua entrada em serviço, a família E2 vem ganhando mercado com mais de 200 aeronaves em operação e 24 clientes, permitindo readequar a capacidade, melhorar a eficiência de consumo de combustível e oferecer mais conforto aos passageiros, afirma a Embraer em um comunicado.

“Nosso investimento contínuo no E2 da Embraer reflete a forte demanda que estamos observando por parte de companhias aéreas em todo o mundo por aeronaves do tamanho adequado, eficientes no consumo de combustível, que oferecem vantagens operacionais, econômicas e de planejamento de malha para nossos clientes. O E2 tem se mostrado uma solução ideal para empresas aéreas que buscam abrir novos mercados e modernizar suas frotas, ao mesmo tempo em que aprimoram a experiência dos passageiros e fortalecem suas marcas”, afirmou John Evans, CEO e fundador da Azorra.

O novo acordo com a Azorra será registrado na carteira de pedidos do segundo trimestre de 2026.

Notícias corporativas do feriado que o mercado repercute hoje:

Brava (BRAV3) divulga a produção de maio

A Brava (BRAV3) informou os dados de produção preliminares e não auditados do mês de maio de 2026. A petroleira reportou média diária de produção em maio de ⁠80,9 mil barris ‌de óleo equivalente, ante ‌79,7 mil ‌barris em abril.

A companhia informou que vem retomando gradualmente a operação das instalações que foram paralisadas em outubro de 2025 em decorrência de auditoria conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O aumento de produção de óleo no mês de maio é decorrente da retomada gradual do Polo Fazenda Belém, que havia sido afetado pela paralisação.

Prio (PRIO3) divulga a produção de maio

A petroleira Prio (PRIO3) reportou produção diária de 164,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd) em maio deste ano, queda de 4,9% em relação a abril, quando produziu 173,4 mil barris.

No entanto, em maio, as vendas de óleo da Prio avançaram para 5,03 milhões de barris, contra 4,79 milhões em abril.

Segundo a Prio, a produção do cluster Valente foi impactada pela necessidade de substituição de uma linha de gas lift de Frade, que resultou no fechamento temporário de três poços e redução de aproximadamente 7.000 bbl/d. A substituição e a retomada plena do campo estão previstas para o final de junho.

Em Wahoo, foi realizada no início de maio uma parada de 24 horas para análise de pressão transiente. O lançamento do umbilical do quarto poço está em andamento, com início de produção previsto para a próxima semana, explicou a petroleira.

Já a produção do campo de Albacora Leste foi temporariamente impactada pela formação de hidrato no poço ABL-68 com previsão de retomada do poço no mês de junho.

No cluster Bravo, a produção foi afetada pela parada do poço OGX-44HP em razão de falha na BCS, com workover concluído e produção do poço retomada em maio.

A produção do campo de Peregrino foi impactada por uma falha no sistema elétrico do separador eletrostático, já resolvida. O poço A-15, na área do isolado, entrou em produção em 30 de maio, com vazão de 6.000 bbl/d.

Itaúsa informa que Livorno optou não apresentar oferta por Copasa 

Em um fato relevante a Itaúsa (ITSA4) disse que a Livorno optou não apresentar oferta pela Copasa (CSMG3) por “compromisso com disciplina na alocação de capital”.

A Livorno é um veículo de investimentos estruturado pelos sócios da Aegea Saneamento.

“A respeito da sua participação, por meio do veículo Livorno Participações, na oferta pública de distribuição secundária de ações da Copasa, e considerando o anúncio de retificação divulgado pela Copasa em 28.05.2026, que definiu o preço mínimo por ação, decidiu, em conjunto com os demais acionistas da Livorno, não apresentar nova proposta no âmbito do processo de seleção do investidor de referência para a aquisição de ações representativas de 30% do capital total da Copasa”, afirmou a Itaúsa.

Segundo a holding, a decisão está alinhada “ao compromisso da Itaúsa com a disciplina na alocação de capital e com a contínua criação de valor sustentável aos acionistas, investidas e à sociedade”.

Copasa confirma Equatorial (EQTL3) como investidora de referência na privatização

A Equatorial (EQTL3) foi definida como investidor de referência finalista no contexto da oferta pública de distribuição secundária de ações da Copasa (CSMG3), de titularidade do Estado de Minas Gerais.

O pedido de investimento foi de R$ 49,03 por ação, incluindo as ações da alocação prioritária (equivalentes a 30% do capital social da Copasa) e determinado número das demais ações da oferta profissional (correspondentes a aproximadamente 12,6% do capital social da Copasa), que poderão ser alocadas ao investidor de referência finalista, caso disponíveis, nos termos do prospecto preliminar da oferta.

“A confirmação da Gerais Saneamento como Investidor de Referência Selecionado e a aquisição das ações pela Gerais Saneamento no âmbito da Oferta estão sujeitas ao atendimento das condições previstas nos documentos da Oferta, inclusive o resultado do procedimento de bookbuilding, não havendo, portanto, certeza quanto à efetivação do Investimento”, afirmou a Equatorial em um fato relevante.

Já a Copasa divulgou que conforme o cronograma divulgado no prospecto preliminar, no próximo dia 5 de junho de 2026 terá início o período de reserva da oferta, em que os investidores da oferta não profissional, poderão realizar os seus pedidos de reserva de forma irrevogável e irretratável junto às Instituições Consorciadas.

Moody’s Local Brasil: projetos anunciados pela Irani não têm impacto imediato na qualidade de crédito da companhia

A agência de classificação de risco Moody’s Local BR publicou relatório sobre a aprovação, pelo  seu conselho de administração da Irani (RANI3), do projeto Gaia XII, referente à expansão da Unidade Papel MG, localizada em Santa Luzia (Minas Gerais), no valor estimado de cerca de R$ 514 milhões, e a definição da estratégia que orientará seu novo ciclo de investimentos, denominado Plataforma Neos, a qual ainda se encontra em fase de estudo e estruturação e permanece sujeita à aprovação pelo conselho.

Segundo o relatório, “a Moody’s Local Brasil avalia que os projetos anunciados não têm impacto imediato na qualidade de crédito da companhia”.

Segundo a agência, por um lado, são esperados benefícios associados à retomada da trajetória de crescimento, acompanhados do fortalecimento da posição competitiva em meio a expectativa de maior demanda de mercado.

Do outro lado, a Moody’s Local pondera os desafios associados à execução de um novo e relevante ciclo de investimentos, que pode resultar em potenciais pressões sobre a alavancagem e as métricas de crédito, além de riscos de execução.

Ainda assim, a agência destaca que a Irani tem reforçado a manutenção de aderência à sua política financeira e apresenta histórico consistente de execução de ciclos de investimento. “Nesse contexto, espera-se que a companhia mantenha uma gestão prudente de seus passivos e de sua posição de liquidez ao longo do ciclo de investimentos”, afirma a Moody’s Local.

Raízen (RAIZ4) vende ativos na Argentina por US$ 1,42 bilhão

A Raízen (RAIZ4) divulgou que sua subsidiária Raízen Energia celebrou contrato vinculante para a alienação das operações de donwstream na Argentina, incluindo os ativos e participações societárias relacionados a tais operações, para a Latam Downstream Holdings e a Silver Projects I S.A.U., sociedades detidas pela Mercuria Energy Group.

O valor econômico total da transação é de US$ 1,42 bilhão, composto por pagamento em caixa a ser realizado na data de fechamento da transação, sujeito aos ajustes usuais para esse tipo de operação, incluindo variações de capital de giro e de endividamento líquido, entre outros ajustes previstos no respectivo contrato, bem como pela assunção, pelo comprador, do endividamento da Raízen Argentina.

“A transação está alinhada à estratégia da companhia de otimização de seu portfólio de ativos, simplificação de sua estrutura operacional e alocação disciplinada de capital, com foco em mercados e geografias prioritárias”, afirmou a Raizen em um fato relevante.

Os recursos líquidos provenientes da transação serão destinados à gestão da estrutura de capital da Raízen.

O fechamento da transação está previsto para ocorrer no atual ano-safra e está sujeito ao cumprimento de condições precedentes usuais para operações dessa natureza, incluindo, dentre outras, a obtenção das aprovações regulatórias e judiciais aplicáveis.

Taesa: ONS emite termos de liberação de trecho na concessão Ananaí 

A Taesa (TAEE4, TAEE11) divulgou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu os termos de liberação relativos à energização da LT 525 kV Bateias – Curitiba Leste C1 e C2, na concessão Ananaí Transmissora de Energia Elétrica.

Com essa energização, Ananaí passa a adicionar à sua Receita Anual Permitida (RAP) o montante aproximado de R$ 44,5 milhões (referente ao ciclo 2025-2026), adicionado de PIS/COFINS, equivalente a 26,0% da RAP total da concessão, com efeitos retroativos a 26 de maio de 2026.

A Receita Anual Permitida é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários.

O empreendimento foi parcialmente entregue com cerca de 10 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório estabelecido pela Aneel de março de 2027.

Ananaí é um empreendimento referente ao lote 1 do leilão de transmissão nº 02/2022, realizado em dezembro de 2022. É 100% controlado pela Taesa e apresenta uma RAP total de R$ 171,4 milhões para o ciclo 2025-2026 e um Capex Aneel de R$ 1,750 bilhão.

O empreendimento está localizado no Estado de São Paulo e Paraná, com extensão de 363 km de linhas de transmissão de 500 kV e 525 kV e 4 subestações.

Petrobras e IG4 assumem controle da Braskem

A IG4 ​e a Petrobras (PETR3, PETR4) se tornaram co-controladoras da Braskem (BRKM5). Sob a nova estrutura de controle, a gestora ​de private equity IG4, por ⁠meio do fundo ​de investimento Shine, vai deter 50,1% das ​ações com direito a voto da ⁠companhia, enquanto a Petrobras ⁠terá 47%. A Novonor (antiga Odebrecht), controladora da petroquímica, ​manterá ‌4% das ações sem direito a voto.

A Braskem realizará uma assembleia de acionistas na próxima segunda-feira, 8 ⁠de junho, ‌para eleger novos membros do conselho. A ‌presidente do conselho de administração da Braskem será Magda Chambriard, presidente da Petrobras.

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