BlackRock eleva participação na Usiminas 

26 de maio de 2026 Por Redação

Publicado às 19h28

A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, elevou a participação na Usiminas (USIM5), conforme divulgado pela siderúrgica nesta terça-feira, 26.

A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, adquiriu ações preferenciais emitidas Usiminas, sendo que, em 21 de maio de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 27.747.704 ações preferenciais e 12.632 American Depositary Receipts (ADRs), representativos de 12.632 ações preferenciais, totalizando 27.760.336 ações preferenciais, representando aproximadamente 5,067% do total de ações preferenciais; e 26.368.310 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais com liquidação financeira, representando aproximadamente 4,813% do total de ações preferenciais emitidas pela companhia.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a BlackRock.

‘JCP oculto’

Na semana passada o time de analistas do Itaú BBA destacou em relatório um potencial benefício fiscal bilionário ligado a juros sobre capital próprio (JCP) retroativos não pagos desde 1996. A equipe do BBA calcula benefícios fiscais entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,6 bilhões para a Usiminas, equivalentes a 15% a 32% do valor de mercado da siderúrgica, o que poderia impulsionar a geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos.

A tese ganhou relevância após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que ficou conhecido como “Tema 1.319”, que abriu espaço para empresas recuperarem créditos tributários ligados ao pagamento de JCP.

O benefício ainda não foi incorporado ao modelo da instituição financeira devido às incertezas sobre o ritmo de monetização e a capacidade da companhia de distribuir provento de forma efetiva. No entanto, destaca que essa opcionalidade pode mudar a tese de investimento à medida que houver maior visibilidade.

O Itaú BBA manteve recomendação “outperform” (equivalente à compra) para a siderúrgica e elevou o preço-alvo para R$ 11 (fim de 2026).

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.