Embraer: a avaliação do BTG

Publicado às 13h
Em um relatório o BTG avalia que os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Embraer (EMBJ3) frustraram parte do mercado devido às margens abaixo das expectativas nas divisões de aviação comercial e executiva, impactadas por tarifas, mix de clientes e produtos e maiores custos logísticos, levando as ações a acumularem queda de aproximadamente 25% após a divulgação. Apesar disso, comenta o time de analistas do banco, a companhia mantém uma carteira de pedidos robusta, capaz de sustentar forte desempenho operacional ao longo do ano, em um cenário de melhora gradual do momento de resultados e normalização da cadeia de suprimentos.
A equipe destaca que as estimativas foram revisadas incorporando entregas maiores de aeronaves, crescimento de receita e margens operacionais ligeiramente superiores para 2026 e 2027, mantendo o preço-alvo inalterado R$ 126 por ação.
A expectativa é de melhora sequencial das margens ao longo do ano, apoiada por ambiente tarifário mais favorável, melhor mix de clientes, normalização de custos logísticos e diluição operacional decorrente de volumes maiores.
Ainda de acordo com o time de analistas, a fabricante brasileira também segue observando demanda forte em todos os segmentos, elevada carteira de pedidos e menor impacto das guerras sobre as operações dos clientes.
Mesmo após a desvalorização recente das ações e do setor aeronáutico global, a Embraer continua negociando com desconto relevante frente aos pares globais, sustentada por uma carteira de pedidos de US$ 32 bilhões e perspectivas positivas para geração de resultados e novos pedidos, avalia o BTG.
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Importante:
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