Ibovespa futuro abre em baixa, dólar sobe e notícias corporativas

15 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 9h34 – atualizado às 10h01

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDM26 contrato com vencimento para 17 de junho/26) abriu em queda nesta sexta-feira, 15. Às 10h01 caía 1,72% aos 177.505 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Em âmbito externo os mercados repercutem os resultados do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que terminou sem acordos expressivos entre as duas potências. O rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) tem alta nesta sexta, em meio a pressão sobre as curvas de juros globais com o preço do barril de petróleo em alta. Com isso, os índices futuros de ações em Nova York operavam em queda nesta manhã. No Brasil os juros futuros têm alta por toda a curva. No ambiente doméstico pesam também os riscos políticos com incertezas sobre as chances de vitória da oposição na eleição presidencial de outubro. 

Dólar

Às 10h o dólar comercial tinha alta de 1,38% a R$ 5,055 na venda.

Petróleo, minério, ouro e bitcoin (9h24)

Petróleo Brent: +2,09% (US$ 107,9). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -1,18% (US$ 80.620)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -2,78% (US$ 4.553)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,67% aos 809,5 iuanes (US$ 119,31). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h25 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,88% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 1,12%. Nasdaq futuro caía 1,55%.

Notícias corporativas

Cyrela (CYRE3) reporta lucro líquido de R$ 297 milhões no 1T26, queda anual

A Cyrela (CYRE3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 297 milhões, queda de 9% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

No 1T26 a receita líquida atingiu R$ 2 bilhões no período, crescimento de 4% na mesma comparação.

Syn (SYNE3) lucro líquido ajustado de R$ 8,4 milhões no 1T26, alta anual

Syn (SYNE3) teve lucro líquido ajustado de R$ 8,4 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 24,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

No 1T26 o Ebitda ajustado somou R$ 25,8 milhões, crescimento de 28,7% na base anual de comparação.

A Receita Líquida Ajustada atingiu R$ 60,1 milhões, expansão de 9,2% no ano.

Nubank (ROXO34) lucro líquido de US$ 871 milhões

O Nubank (ROXO34) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de US$ 871 milhões, alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025 (1T25). Analistas esperavam US$ 980 milhões, conforme dados reunidos pela LSEG. Às 7h45 as ações do banco em Nova York tinham queda na pré-abertura de 4%.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) foi de 29% no 1T26, ante 27% no 1T25 e 33% no quarto trimestre (4T25).

As provisões para perdas de crédito fecharam em US$ 1,79 bilhão, alta de 33% no trimestre.

A inadimplência acima de 90 dias foi de 6,5%, em comparação a 6,4% no 1T25 e a 6,6% no 4T25.

A receita financeira líquida de juros (NII, na sigla em inglês) atingiu um recorde de US$ 3,25 bilhões no primeiro trimestre, alta de 12% na comparação trimestral.

A carteira de crédito total do banco cresceu na base anual 40% e na base trimestral 7%, para US$ 37,2 bilhões.

Prejuízo do GPA (PCAR3)

O GPA (PCAR3) reportou prejuízo líquido continuado de R$ 1,34 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Dessa forma, aumenta o prejuízo, que foi de R$ 93 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25).

De acordo com a companhia, o resultado foi negativamente impactado por efeitos não recorrentes e sem impacto caixa no valor total de R$ 1,01 bilhão.

No 1T26, o Ebitda ajustado consolidado da companhia foi R$ 458 milhões, alta de 12% na base anual de comparação. A margem Ebitda ajustada avançou 1,9 ponto porcentual, para 10,5%.

A receita líquida do GPA caiu 8,2% na comparação anual, para R$ 4,37 bilhões.

CPFL (CPFE3): lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no 1T26, alta anual de 18,2%

A CPFL Energia (CPFE3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, alta de 18,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

No 1T15 o Ebitda da companhia somou R$ 3,86 bilhões, leve crescimento de 0,2% na base de comparação anual.

A receita operacional líquida atingiu R$ 11,34 bilhões no 1T26, expansão de 6,4% em relação ao 1T25.

Sanepar reporta lucro líquido de R$ 352,7 milhões no 1T26, queda anual

A Sanepar (SAPR4, SAPR11) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 352,7 milhões, queda de 70,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

Segundo a companhia, essa variação decorre, basicamente, do efeito comparativo da base do 1T25, período impactado pelo reconhecimento extraordinário da receita referente ao ganho da ação do IRPJ e da respectiva provisão para o Passivo Regulatório.

No 1T26 o Ebitda da companhia recuou 24,4%, para R$ 843,5 milhões.

A receita líquida somou R$ 1,95 bilhão, expansão de 7,8% na comparação anual.

Cosan (CSAN3) reporta prejuízo de R$ 1,58 bilhão no 1T26

A Cosan (CSAN3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão, redução de 11% em relação ao prejuízo de R$ 1,79 bilhão registrado no mesmo trimestre de 2025 (1T25).

Segundo a companhia, o resultado reflete o impacto de R$ 1 bilhão, decorrente dos pré-pagamentos dos bonds 2029, 2030 e 2031, nas linhas de resultado financeiro e de imposto de renda diferido (não-caixa).

O corporativo encerrou o período com uma dívida líquida expandida de R$ 11,5 bilhões, um aumento de 18% frente ao trimestre imediatamente anterior, refletindo a ausência de dividendos relevantes no período e os pagamentos pontuais referentes às liquidações antecipadas de dívida e derivativos realizados no início do ano. Na comparação com o 1T25, a dívida líquida expandida apresentou queda de 34%, reflexo da entrada dos recursos da capitalização de Cosan no último trimestre de 2025.

Even (EVEN3) anuncia pagamento de dividendo

O conselho de administração da Even (EVEN3) aprovou a distribuição de dividendos intercalares no montante total de R$ 30 milhões. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 14. O valor total dos dividendos declarados e distribuídos representam R$ 0,15169272 por ação ordinária. Terão direito a esses dividendos as pessoas que forem acionistas da companhia na data-base de 1° de junho de 2026, respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive. As ações da companhia serão negociadas ex-dividendos a partir de 2 de junho. O pagamento será realizado em parcela única, no dia 12 de junho de 2026.

A Even divulgou também que, no 1º trimestre de 2026, teve lucro líquido consolidado de R$ 32,5  milhões, queda de 39,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

Já o lucro líquido abrangente foi de R$ 46,6 milhões, queda de 42,2% na base anual de comparação. Segundo a companhia, o lucro líquido abrangente considera o resultado positivo de R$ 14 milhões referente a alienações de participações societárias em SPEs, cujo impacto se dá diretamente no PL sem efeitos no DRE, devido ao fato da Companhia continuar como controladora destes projetos mesmo após a venda de participações minoritárias. Por se tratar de resultado ao acionista, com efeito caixa, a Even considera mais adequado considerá-lo no resultado do trimestre.

MBRF (MBRF3) reporta lucro de R$ 111 milhões no 1T26, alta de 26,8% no ano

A MBRF (MBRF3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 111 milhões, crescimento de 26,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

No 1T26 o Ebitda foi de R$ 3,1 bilhões, queda de 3,2% na base anual de comparação.

No 1T26 a Receita Líquida Consolidada da MBRF foi de R $ 39,4 bilhões, 0,1% abaixo do primeiro trimestre de 2025 .

3tentos (TTEN3) reporta lucro líquido de R$ 85,2 milhões no 1T26; lucro ajustado salta 110,7%

A 3tentos (TTEN3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 85,2 milhões no 1T26, queda de 55,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

Já o lucro líquido ajustado (desconsiderando os efeitos do hedge) somou R$ 230,9 milhões, crescimento de 110,7% na base anual de comparação.

No 1T26 o Ebitda foi R$ 138,7 milhões, queda de 15,8% na comparação com o 1T25. Já o Ebitda ajustado com hedge subiu 98,5%, para R$ 394,3 milhões.

No 1T26 a 3tentos reportou receita operacional líquida de R$ 4,21 bilhões, expansão de 20,2% na base anual de comparação.

Cemig: incidente cibernético expôs dados de 135 mil clientes

A Cemig (CMIG4) divulgou que identificou a ocorrência de incidente de segurança cibernético que ocasionou a exposição de dados pessoais de parcela da sua base de clientes, com nome, filiação, CPF, endereço, e-mail, número de telefone e valor de fatura.

“O incidente de segurança cibernético não ocasionou qualquer prejuízo às operações e o acesso não autorizado à base de dados foi bloqueado após a sua detecção”, afirmou a Cemig.

Segundo a companhia, está em curso investigação técnica detalhada para identificar a extensão do incidente e os titulares que tiveram os dados pessoais expostos.

O incidente foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e à autoridade policial, com o sigilo necessário à preservação da integridade das apurações.

Até o presente momento, foram identificados aproximadamente 135 mil clientes que tiveram seus dados expostos. A companhia informou que providenciou a comunicação individualizada aos clientes identificados como afetados, com orientações específicas sobre medidas de segurança e prevenção contra possíveis tentativas de fraude.

Divulgam resultado nesta sexta, 15:

Após o fechamento do mercado: Celesc, Orange BTG, Azevedo & Travassos Energia, Taurus, Metalfrio, Marisa, Portobello, Biomm.