AngloGold Ashanti registra fluxo de caixa livre recorde de US$ 1,2 bilhão no 1º trimestre e eleva produção no Brasil em 16%

11 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 13h52

A AngloGold Ashanti, uma das maiores produtoras de ouro do mundo, registrou produção global de 724 mil onças no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma alta de 1% em relação às 720 mil onças do mesmo período de 2025. A divisão latino-americana da empresa, com operações no Brasil e Argentina, destacou-se com uma produção de 117 mil onças. O resultado foi impulsionado pelo sólido desempenho da unidade brasileira, que registrou 67 mil onças e um crescimento de 16%. Os resultados foram divulgados na última sexta-feira (08/05), em Londres.

A empresa registrou fluxo de caixa livre recorde de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026, quase o triplo do valor obtido no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela manutenção do alto preço do ouro e pelo desempenho operacional estável da maior parte dos ativos da companhia.   O fluxo de caixa livre da mineradora cresceu 190% na comparação anual, passando de US$ 403 milhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 1,169 bilhão neste ano. Já o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais avançou 136%, alcançando US$ 1,7 bilhão.

O Ebitda ajustado, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou US$ 2,3 bilhões no período, alta de 130% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro líquido também apresentou forte crescimento, subindo 187% e atingindo US$ 1,3 bilhão.

Segundo o CEO da companhia, Alberto Calderón, a estratégia segue concentrada na eficiência operacional e no controle de custos. “Nosso foco continua sendo controlar o que podemos controlar: gerenciar os custos operacionais e garantir resultados operacionais seguros e previsíveis. Isso nos permitiu, mais uma vez, gerar fluxo de caixa livre recorde e retornos de caixa para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que impulsionamos nossos projetos de crescimento orgânico”, afirma o executivo.

Números no Brasil e Argentina

A AngloGold Ashanti iniciou o ano de 2026 com resultados operacionais robustos em suas unidades na América Latina. De acordo com o balanço do 1T26, as operações combinadas do Brasil e da Argentina totalizaram uma produção de 117 mil onças de ouro.

O grande destaque do período foi a operação brasileira, sediada em Minas Gerais, que registrou a produção de 67 mil onças. O volume representa uma alta de 16% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produtividade nas frentes subterrâneas do Complexo Cuiabá.

“O coração das operações no Brasil continua sendo a Operação Cuiabá, que compreende as minas subterrâneas de Cuiabá (Sabará) e Lamego (Sabará/Caeté). Toda a produção converge para a planta metalúrgica do Queiroz, em Nova Lima, onde o minério passa pelas etapas finais de beneficiamento e fundição”, explica o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luís Lima.

Atualmente, Cuiabá detém o título de maior mina subterrânea do país e é o ponto mais profundo do território brasileiro, com galerias que chegam a 1.600 metros abaixo da superfície. No entanto, o potencial de expansão pode ir além pois sondagens geológicas recentes confirmaram a presença de ouro em profundidades superiores a 2.400 metros, abrindo caminho para futuros investimentos em infraestrutura e extensão da vida útil da mina.

Do lado argentino, a unidade de Cerro Vanguardia também apresentou números positivos. A planta produziu 50 mil onças de ouro nos três primeiros meses do ano, uma evolução de 6% frente ao mesmo intervalo de 2025. O crescimento reflete a estabilidade operacional e a eficiência na gestão dos ativos na província de Santa Cruz.

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