Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

4 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 9h38 – atualizado às 10h05

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDM26 contrato com vencimento para 17 de junho/26) operava entre perdas e ganhos nesta segunda-feira, 4. Às 10h05 subia 0,11% aos 190.200 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 10h04 o dólar comercial tinha alta de 0,11% cotado a R$ 4,957 na venda.

Petróleo

Às 9h3 o preço do barril de petróleo Brent subia 2,4% (US$ 110,5). O Brent é referência para a Petrobras.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h31 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,27% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,09%. Nasdaq futuro subia 0,08%.

Notícias corporativas

Baillie Gifford eleva participação na Natura (NATU3)

A Baillie Gifford Overseas Limited aumentou a participação acionária na Natura (NATU3) detida pelos veículos sob sua gestão discricionária. A gestora informou que sua participação atingiu 69.515.990 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, equivalentes a 5,06% do total de ações de emissão da Natura. A Baillie Gifford informou, ainda, que sua participação acionária tem por objetivo o investimento na companhia, sem intenção de alterar sua composição de controle ou estrutura administrativa, e não visa atingir nenhum percentual de participação acionária em particular.

Irani integra pela terceira vez consecutiva Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3

A Irani (RANI3) vai integrar pela terceira vez consecutiva a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3). A companhia destacou que a presença no ISE B3 afirma o compromisso com a economia circular, a gestão responsável dos recursos naturais, elevados padrões de governança corporativa e a geração de valor sustentável no longo prazo.

A Irani é única empresa do segmento de Embalagens a integrar simultaneamente os índices ISE B3 e ICO2 B3, condição que se mantém mesmo considerando empresas do segmento correlato de Papel e Celulose (Materiais Básicos).

Log (LOGG3) avança com a venda de 11 ativos

A Log (LOGG3) informou nesta segunda-feira, 4, que avançou com a venda de 11 ativos para o Itaú Log CP Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada, fundo de investimento imobiliário administrado pela Intrag e gerido pelo Itaú Asset, mediante a celebração da assinatura do compromisso de venda. O fundo tem como política de investimento a aquisição de um portfólio de 11 ativos operacionais da companhia.

O valor da transação é de bilhão e vinte milhões de reais, e abrange uma Área Bruta Locável (ABL) total de 332.851 m² (100% Log), o equivalente a R$ 3.065/m², próximo ao valor patrimonial líquido dos ativos (NAV). A transação representa uma margem bruta de 33%, sendo a maior operação de venda já realizada pela Log.

A expectativa é que a liquidação financeira ocorra no segundo trimestre de 2026.

Um contrato de consultoria especializada de Fundo de Investimento Imobiliário foi celebrado entre a Loç, a Intrag, o Itaú Asset e o Fundo para a prestação de serviços de consultoria especializada ao Fundo em relação ao Ativos, com valor de remuneração correspondente a 0,50% ao ano sobre o patrimônio líquido do Fundo. Portanto, a Loç manterá a gestão comercial e imobiliária dos ativos, gerando novas receitas de serviços, retendo também a inteligência comercial e gestão da carteira de clientes.

“Além de trazer maior eficiência para a estrutura de capital da companhia, a transação antecipará recursos necessários à execução do plano de investimentos previsto para 2026, com a finalidade de destravar o potencial de geração de valor associado aos novos projetos em desenvolvimento”, afirmou a Log.

MBRF (MBRF3) e HPDC concluem criação de Sadia Halal

A MBRF (MBRF3) divulgou na noite de domingo, 3, junto com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano saudita de investimento público (PIF), a conclusão da transação que cria a Sadia Halal.

Em abril, a MBRF, companhia resultante da fusão entre a Marfrig e a BRF, informou que havia conseguido todas as aprovações necessárias de autoridades para formar uma parceria com o fundo soberano da Arábia Saudita no Oriente Médio, em preparação para uma futura oferta de ações da Sadia Halal, plataforma de produção e distribuição da companhia na região.

“Com a conclusão da primeira etapa, serão iniciados imediatamente os preparativos para o IPO da Sadia Halal. A oferta pública inicial está prevista para ser realizada na bolsa de valores de Riade, na Arábia Saudita, sujeita às condições de mercado e obrigações regulatórias aplicáveis”, divulgou a companhia neste domingo em um fato relevante.

A MBRF destaca que a criação da Sadia Halal representa um marco para a indústria de alimentos halal. Com um enterprise value de 2,07 bilhões de dólares, a Sadia Halal é constituída como uma das maiores plataformas de produção e distribuição de proteínas halal do mundo, reunindo unidades fabris na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, centros de distribuição em cinco países do Golfo e acesso a uma base de consumidores de mais de 350 milhões de pessoas em 14 países islâmicos.

CVC diz que não recebeu proposta de oferta pública de aquisição das ações

A CVC (CVCB3) divulgou neste domingo, 3, que, embora analise constantemente oportunidades que possam favorecer a CVC Corp e seus acionistas, até a presente data, não recebeu qualquer comunicação ou proposta acerca de eventual oferta pública de aquisição das ações da CVC Corp.

Mais cedo neste domingo, o blog do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, divulgou que a Despegar.com, controladora da marca Decolar, prepara uma oferta pública de aquisição (OPA) pela CVC Corp (CVCB3). Segundo o blog, o movimento visa consolidar a companhia argentina, controlada pela holandesa Prosus, como a principal força do setor de turismo na América Latina. Ainda de acordo com as informações do jornalista, o valor da proposta deve superar os R$ 3,30 por ação, estabelecidos no aumento de capital realizado em 2023.

Petrobras antecipa início de produção de Búzios 8 (P-79)

A Petrobras (PETR3, PETR4) iniciou na sexta-feira, 1° de maio, a produção de petróleo da plataforma P-79, no pré-sal da Bacia de Santos, com três meses de antecedência em relação à data prevista no Plano de Negócios 2026–2030 (PN 26–30) e antecipação total de cinco meses frente ao planejamento do ano anterior (PN 25–29). Oitava plataforma do campo de Búzios, com capacidade de 180 mil barris de óleo e de compressão de gás de 7,2 milhões de m³ diários, unidade aumentará a capacidade instalada de produção do campo, para aproximadamente 1,33 milhão de barris de petróleo diários. O projeto permitirá exportar gás para o continente, via interligação com o gasoduto Rota 3, expandindo a oferta de gás no Brasil em até 3 milhões de m³ por dia.

Desde a última sexta-feira a produção está sendo elevada de forma gradual, à medida que os poços forem interligados à plataforma, acompanhando a estabilização dos sistemas da unidade.

Segundo Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, “cada nova unidade em produção demonstra o compromisso da companhia com a segurança energética do país. O modo como fazemos isso reflete a história da Petrobras, marcada pela excelência operacional e a superação de limites”.

“A antecipação do início de produção da P 79 mostra a capacidade da Petrobras em planejar e entregar projetos complexos, desde a engenharia até a operação, com foco permanente em segurança”, afirma a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.

A plataforma P-79, do tipo FPSO (plataforma que produz, armazena e transfere petróleo), é um casco com um projeto novo equipado com tecnologias para redução de emissões e maior eficiência operacional.

O FPSO integra o projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que prevê 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores, equipados com sistemas de completação inteligente, que potencializam o gerenciamento da produção. A unidade será interligada com dutos rígidos de produção, injeção e exportação de gás e dutos flexíveis para as linhas de serviço, permitindo a produção em alta capacidade prevista para os poços do campo.

Com 345 metros de comprimento e 180 metros de altura (até o topo do flare), a P-79 chegou no Brasil em fevereiro, vinda da Coreia do Sul, trazendo as equipes de comissionamento e operação a bordo. Essa estratégia gerou valor, permitindo a dispensa de parada em águas abrigadas no Brasil, além do ganho de segurança, confiabilidade e prontidão operacional pelo avanço do comissionamento dos sistemas durante o translado.

A plataforma é a oitava em operação no campo de Búzios, o maior do país em reservas que, no ano passado, superou a marca de 1 milhão de barris por dia. Descoberto em 2010, o campo está localizado a 180 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em águas ultra profundas da Bacia de Santos, a mais de 2 mil metros de profundidade. Operam no campo os FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e a P-78, que entrou em operação em dezembro de 2025. Ainda estão em construção os FPSOs P-80, P-82 e P-83; e, em licitação, Búzios 12. No total, o campo de Búzios comportará 12 FPSOs.

O consórcio de Búzios, atuante no campo, é composto por Petrobras (operadora), as empresas parceiras chinesas CNOOC, CNODC e a PPSA, empresa gestora dos contratos de partilha da produção.

Petrobras divulga relatório de produção e vendas do 1T26

A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou na noite de quinta-feira, 30, seu Relatório de Produção e Vendas do primeiro trimestre de 2026 (1T26). A petroleira reportou que produziu 2,58 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo no Brasil no período, alta de 16,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas de petróleo, gás e derivados totalizaram 3,22 milhões de barris ao dia (bpd) no primeiro trimestre de 2026 (1T26).

As exportações de petróleo somaram 888 mil bpd no 1T26, crescimento de 61,2% na comparação anual.

Acesse aqui a íntegra do relatório ou veja mais detalhes na tabela abaixo.

Bradesco (BBDC4) conclui incorporação da BGS pela Bradsaúde (SAUD3)

O Banco Bradesco (BBDC4) informou na noite de quinta-feira, 30, que foi homologada e consumada a incorporação das ações de emissão da Bradesco Gestão de Saúde (BGS) pela Bradsaúde (SAUD3), atual denominação da Odontoprev.

Com a incorporação de ações, a BGS passou a ser subsidiária integral da Bradsaúde. A participação do Bradesco no capital social da Bradsaúde passou a representar 91,35% do capital total e votante (sem levar em conta eventuais exercícios do direito de retirada por acionistas dissidentes da Bradsaúde, cujo prazo se encerrará em 7 de maio de 2026).

Nesta sexta, 1º de maio, será realizada assembleia geral extraordinária da Mediservice Operadora de Planos de Saúde, para aprovação da contribuição da carteira de planos odontológicos e demais ativos e passivos operacionais da Bradsaúde para a Mediservice. Com a incorporação de ações, a Mediservice se tornou controlada indireta da Bradsaúde.

Taesa (TAEE11) anuncia energização parcial de Saíra

A Taesa (TAEE3, TAEE4 e TAEE11) informou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu os termos de liberação relativos à energização da Conversora Garabi 1 no âmbito do projeto de retrofit da concessão Saíra Transmissora de Energia Elétrica.

Com esta energização, a Saíra passa a adicionar a sua Receita Anual Permitida (RAP) o montante aproximado de R$ 23,0 milhões (referente ao ciclo 2025-2026), adicionado de PIS/COFINS, equivalente a 12,0% da RAP total da concessão, com efeitos retroativos a 15 de abril de 2026.

O empreendimento de Saíra já se encontrava parcialmente operacional, com RAP habilitada de aproximadamente de R$ 140,1 milhões (referente ao ciclo 2025-2026), adicionado de PIS/COFINS, correspondente à parte já operacional no momento do leilão, além dos trechos relativos à LT Santo Ângelo – Itá C1/C2 e o Reator 500 kV energizados entre agosto e outubro de 2025. Com esta energização, esse montante totaliza aproximadamente R$ 164,0 milhões (referente ao ciclo 2025-2026), adicionado de PIS/COFINS, correspondente a 85,5% da RAP total da concessão.

O empreendimento foi parcialmente entregue com cerca de 23 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório estabelecido pela ANEEL de março de 2028. Saíra é um empreendimento referente ao lote 5 do leilão de transmissão nº 02/2022, realizado em dezembro de 2022, 100% controlado pela Taesa. Saíra apresenta uma RAP total de R$ 191,7 milhões para o ciclo 2025-2026 e um Capex ANEEL de R$ 1.176 milhões. O empreendimento está localizado nos estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com extensão aproximadamente de 743 km de linhas de transmissão, e três subestações, sendo a SE Garabi uma conversora denominada de back-to-back que possibilita a exportação e importação de energia elétrica para Argentina.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Prio3, Itub4, Bbdc4 e de Csan3. Acesse aqui o vídeo.

Divulgam resultado do 1T26 nesta segunda, 4

Após o fechamento do mercado: BB Seguridade, Isa Energia, Marcopolo, Hidrovias do Brasil, IRB, Movida, Pague Menos, Log, Tegma.

Agenda de proventos desta segunda, 4:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.

Itaú (ITUB4) 

O Itaú paga nesta segunda-feira, 4, juros sobre o capital mensal no valor líquido de R$ 0,0150 por ação. A data-base foi 31 de março.

Banestes (BEES3, BEES4)

O Banestes paga nesta segunda-feira, 4, juros sobre o capital mensal no valor líquido de R$ 0,02 por ação ordinária e preferencial.  A data-base foi 1° de abril.

Bradesco (BBDC4)

O Bradesco paga nesta segunda-feira, 4, juros sobre o capital mensal no valor de R$ 0,014231106 por ação ordinária e R$ 0,015654217 por ação preferencial. A data-base foi 1° de abril.

Banrisul (BRSR6)

A data de corte para ter direito ao dividendo do Banrisul aprovado pela assembleia de acionistas em 28 de abril, é nesta segunda-feira, 4. As ações do banco passam a ser negociadas “ex-direito” aos dividendos a partir de 5 de maio. O valor bruto unitário é de R$ 0,07 por ação ON, R$ 0,08 por ação PNA e R$ 0,07 por ação PNB. O pagamento ocorrerá em 18 de maio de 2026.

Espaçolaser (ESPA3)

A data de corte para ter direito ao dividendo da Espaçolaser aprovado pela assembleia de acionistas, é nesta segunda-feira, 4. As ações serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 5 de maio de 2026, inclusive. Esse valor corresponde a R$ 0,00062213084 por ação ordinária.  O pagamento será realizado em uma única parcela, até o final do exercício de 2026, em data a ser definida pela administração.

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